Acordo no meio da noite e passo mal. Vomito. No dia seguinte, acordo com Harry que me esperava com café na cama. Ele beija minha testa e diz:

- Bom dia princesa.

- Bom dia Harold.

Ele me conta sobre um baile que aconteceria no hospital e perguntou se eu gostaria de ir e se queria ir com ele. Aceitei. Então ficamos conversando até eu acabar de tomar meu café. Assim o medico entra no quarto. Ele começa:

- Mary, fiquei sabendo que passou mal durante a noite. Se sente melhor?

- Acho que sim...

-Certo. O que você sentiu é normal e penso em te liberar pra ir pra casa e você só vem aqui para fazer sua quimioterapia duas vezes por mês o que você acha? — Pode ser – sorrio.

- Então tudo bem.

Minha mãe chega. Abraça-me e diz:

- Tá na hora de ir pra casa.

Sorrio feliz. Ela retribui. Uma enfermeira então me traz uma cadeira de rodas. Observo-a por um tempo e a vejo chorando. Era a enfermeira que cuidava de Jen. Provavelmente ela tinha acabado de morrer. Então me lembro do livro. Coloco sobre o meu colo na cadeira de rodas e Harry me empurra até o elevador. Saindo do hospital rumo a minha casa. Finalmente. Durmo no ombro de Harry no caminho de casa. Chegando ainda meio adormecida sinto que ele me carrega até meu quarto, ele me coloca na cama e eu volto a dormir. Quando acordo já é noite, me levanto e vou tomar um banho. Deixo a água cair sobre meu corpo e observo que meu cabelo está caindo mais do que nunca. Então quando saio do banho me enxugo e vou até meu quarto. Coloco meu fone de ouvido e fico pensando sobre o baile. Sobre como seria o meu vestido, entre outros.Mas nunca me esquecia de que a qualquer momento poderia morrer. Minha mãe traz biscoitos com leite para mim. Como quieta e por fim agradeço. Ela senta o meu lado na cama e pergunta :

-Tá tudo bem, filha?

- Acho que sim...

- Acha?

- Estou preocupada comigo. Com medo de você sabe... Mor...

- não precisa ter. – ela me interrompe.

Assim pega a bandeja a qual trouxe para colocar o meu lanche e sai do quarto.Suspiro, então me passa um assunto pela cabeça que até agora eu tinha ignorado, Zayn. Não nós víamos há muito tempo e de certa forma o nosso termino foi muito estranho. Não nos falávamos mais, não conversávamos mais. Decido mandar uma mensagem :

“ Oi , você disse a uns dias atrás que queria conversar comigo... O que era?”

Ele então em menos de uns 20 segundos, me responde.

“ Oi, posso ir até ai ?”

Imediatamente respondo:

“Claro, vem agora?!”

Então ele me envia bem objetivamente:

“Sim”

Eu então vou para a sala e somente aguardo o toque da campanhia. Que demora mais ou menos 10 minutos. Abro já o aguardando:

- Hey Zayn. – o abraço para cumprimentar.

- Oi – Ele retribui o abraço.

- Entra Zayn.

Ele entra e se senta no sofá.Faço o mesmo.

- O que queria falar comigo?

-Mary, lembra de quando nós estávamos juntos? – ele diz parecendo nervoso. — Claro, não faz tanto tempo assim.

— Então eu não gostava de você realmente, você se lembra da Aline?

- Aquela que você teve um caso?

- Sim ... Então estou totalmente apaixonado por ela, acontece que precisava de alguém para fazer ciúmes nela e...

- PRECISAVA SER EU ZAYN? PRECISAVA ME USAR ? – Grito.

-Calma Mary,por favor, não me entenda mal. – ele suspira aliviado por eu não ter partido pra violência.

- Acontece Zayn que por mais que eu não gostasse de você também, você me confundiu e isso me magoou. E falando nisso você adorou sair na imprensa né?! Eu achando que você estava preocupado, mas não você estava sendo narcisista, como sempre. – Digo irritada.

- Não vim aqui pra brigar! Vim aqui pra resolver as coisas e voltarmos a ser bons amigos como éramos antes! – ele levanta o tom de voz.

- NOSSA SUPER AMIGO VOCÊ! – Grito mantendo um tom de ironia.

- Desculpa se eu te magoei. Se eu te fiz alguma coisa, eu só quero ser seu amigo, porque eu gosto muito de você assim como qualquer um dos outros meninos. – ele então se levanta e vai até a porta. Batendo-a e começando um grandioso silêncio.

Bufei e cai no sofá, minha mãe então aparece e pergunta o que houve, eu não respondo e subo para o meu quarto. Não ninguém tinha culpa do que o Zayn falou, mas e daí mau humor é mau humor. Lembro-me então do livro da pequena Jennifer e decido ler. Lembrar-me dela e tentar me sentir feliz com toda essa tragédia acontecendo. Pego o livro e sento-me em minha cama. Cheiro-o, possui o cheiro de Jen, na verdade era cheiro de hospital, mas era assim o cheiro dela, chamaria então cheiro de Jennifer. fim. Abro o livro e começo a ler aonde parei. Lembro – me dela e faço uma pausa para que lágrimas escorressem dos meus olhos. Volto à leitura. Leio o livro por mais ou menos uma hora. Acho que cai no sono ou pelo menos cochilei, pois quando acordo já é madrugada. Ouço minha mãe no telefone, com uma voz nada feliz. Pra falar a verdade parece que ela contia o choro, resolvo sair de fininho para ouvir a conversa. Quando de repente consigo escutar o que se trata. Meu coração dispara e caio no chão chorando...