Notas iniciais
Oiiii gente!!! Aqui é a MuraAka-chan!! Vim postar pela primeira vez uma longfic, e acreditem, estou muito nervosa....acho que o capítulo não saiu bem como queria porque acho que ficou chato demais....ainda não acontece muita coisa....mas também é o prólogo, né? XDDD Quero agradecer muito à minha querida Alice-chan ♥, à Gryphon-san ♥, e à Yume-san por me apoiarem tanto! Agora, ao capítulo né XDD Espero que gostem! [BETA]

Fogo. Porque é que havia tanto fogo em todo o lado? Ele tinha adormecido por dois segundos e nesse tempo a cidade ficou um caos. Os seus amigos tinham lhe prometido acordá-lo para irem brincar juntos. Onde é que eles estavam? Porque é que não o avisaram, não o acordaram? Mas afinal porque é que ainda confiava neles depois de tudo? Eram apenas esperanças idiotas.

– A-ajudem-me!!! Alguém me ajude!! Por favor!! — um garoto de cabelos azulados gritava enquanto tentava escapar do fogo que o circundava. Parecia que de novo todos o ignoravam e não o viam. Afinal não tinha o título de fantasma por nada. Infelizmente, não era isso que o ia proteger da morte naquele momento.

Sentiu as lágrimas a escorrer-lhe dos olhos. O fogo estava mais próximo e ele parado.

– SALVEM-ME!!!

–X-

Um jovem de cabelos azuis claros acordou coberto em suor, ofegante, e com uma expressão assustada no rosto. Este deixou a respiração acelerada acalmar até deixar-se cair de volta para o monte de palha que fazia de cama, e tapar-se com o cobertor de tecido pobre. Já passou tempo e ainda não conseguiu esquecer aquele acontecimento. Conseguiria algum dia?

Virou a cabeça e olhou para a trovoada pesada, que caía do lado de fora da casa pequena, por um pequena buraco na parede. Os olhos azuis observavam a chuva que como agulhas espetavam-se em qualquer superfície. Por momentos, pensou em como estariam as suas cultivações no dia seguinte depois da chuvada abundante que acontecia. Contudo nem com essa preocupação conseguiu distrair a mente do sonho.

As suas pálpebras já estavam quase a permitir-se fechar para o azulado entrar de novo no mundo da fantasia, quando uma batida à sua porta o despertou. Os únicos que alguma vez visitavam a sua casa eram sempre os guardas e, quando o faziam, nunca eram boas notícias para o seu lado.

Levantou-se, pegou numa pá que se encontrava perto da porta e, lentamente, levou as mãos à maçaneta de madeira velha. Ao abrir a mesma num movimento veloz sentiu um corpo humano grande colapsar para cima dele e assustou-se, não só com o peso e tamanho, mas mais com o sangue que este arrastava com ele, que era limpo pela água da chuva.

Colocou o corpo do homem inconsciente na sua 'cama' e após fechar a porta, para não permitir a chuva entrar, concentrou-se em tentar desinfectar e tapar as feridas profundas que o outro carregava. Só quando esse trabalho estava concluído e encontrava-se minimamente orgulhoso do resultado, soltou um suspiro e olhou para a cara do homem, que à pouco quase o matou de coração.

Ele era ruivo, com um ar sério que não combinava com a expressão inocente que tinha enquanto desmaiado. De alguma maneira, aquela cara parecia-lhe familiar. Não um mau familiar, o familiar do qual ele admirava e observava de longe. Fazia o sentir-se reconfortado. E ao deitar-se no chão frio, com a cabeça deitada nos braços, adormeceu com o sentimento confortável que a presença do outro lhe transmitia.

–X-

Olhos azuis abriram-se de repente quando ouviram o barulho de algo pesado a cair e criando um estrondo que fez eco no local. Passou os olhos por toda a casa até estes pousarem numa figura grande que se encontrava caída no chão. O azulado soltou um suspiro ao aperceber-se que já era de manhã e andou até onde se encontrava o ruivo, para o abanar um pouco.

– Não devias te esforçar tanto, ainda estás ferido. — tentou soar o mais gentil que conseguia e a preocupação que realmente sentia ajudava nisso.

– H-hm..? — a cara do ruivo ergueu-se do chão e os olhos cor de rubi tentaram encontrar de onde vinha o som até que pousaram nos olhos inexpressivos de Kuroko e arregalaram-se. — GAHHH!! — deu um salto para trás e rastejou até à parede. — D-DE ONDE APARECESTE?!!!

– Eu estive aqui o tempo inteiro....esta casa é minha. — o ruivo tirou a expressão chocada e ficou mais sério. — Não saias, ainda estás a recuperar. — o azulado tentou ajudar o maior a voltar a sentar-se na cama e logo se sentou na sua frente.

O que te aconteceu?– estas palavras conseguiram fazer descer a atmosfera do local e a expressão do ruivo ficou enraivada. O menor até se sentiu arrependido de ter perguntado — ele não era alguém de se meter nos assuntos pessoais mas o outro realmente capturara a sua curiosidade.

Uns minutos passaram e, nesse tempo, um silêncio sombrio rastejava pelo quarto. O ruivo pareceu ganhar coragem para falar, por mais que tentasse manter um ar forte e impenetrável.

– E-eu não te posso dizer tudo m-mas... — o maior fez uma careta ao ouvir a sua própria voz fraquejar e o azulado teve um pressentimento que sabia o que o outro iria dizer. Foi ele de novo. — Ordens do imperador...tortura...

Não sabia porque estava admirado. Não entendia porque ainda continuava tão zangado mesmo sabendo que era inútil. Nada iria mudar.

Desde que Akashi Seijuuro, um conhecido prodígio perfeito, com habilidades físicas e intelectuais muito para além do normal, foi descoberto e eleito de líder do reino Rakuzan, um inferno começou. O seu reinado era cruel, os seus olhos bicolores enterravam-se nas almas dos aldeões e julgavam-nos, avaliavam-nos e destruíam completamente a existência dos não merecedores. Num espaço de 6 meses 1700 pessoas foram mortas na guilhotina por "desobediência" e "falha em obrigações". 3400 foram torturadas em afogamentos por motivos semelhantes. O medo foi instalado rapidamente, e espalhado por rumores sobre aquele monstro.

Contudo, o rei rapidamente se tornou ditador de um império constituído por várias cidades conquistadas pelo seu exército indestrutível e com tantas pessoas a honrá-lo parecia que a loucura dele aumentava. E ninguém se movia para fora da sua posição como peça no jogo de Akashi.

Os olhos azuis já se enfrentaram com os bicolor mais que uma vez — o imperador era uma parte da sua vida que pertencia ao passado, as lembranças que lhe traziam medo e nojo de si próprio. Só se lembrava das palavras dele e do seu sorriso malicioso.

– OI!! — um grito retirou o azulado dos seus pensamentos e fê-lo olhar para o maior — Estás bem? Já estou a chamar-te à um bocado e não respondes....!

– Não é nada, desculpe...o que querias dizer? — este recompôs-se rapidamente.

– Desculpe por ter sido um incómodo.. — o ruivo coçou a nuca. Era óbvio que estava desconfortável com aquele tipo de situações. — Acordei-te no meio da noite e fiquei aqui como um estorvo--...

– Não faz mal, não te sintas um estorvo...e eu não poderia deixar uma pessoa ferida ao frio e a sangrar. Por isso, não precisas-te de desculpar.

– Hehe, mesmo assim.. — passou uma mão pelos cabelos — Obrigado...ahm..c--

– Kuroko Tetsuya.

– Oh, obrigado Kuroko...o meu nome é Kagami Taiga. — o maior soltou um sorriso mas mantinha um olhar pensativo. O ruivo sentia que aquele nome tinha algo por detrás.

A porta da casa foi chutada várias vezes com força para que fosse aberta e os dois olharam para esta. Kuroko estremeceu.

– Kagami-kun, esconde-te.

– Eh? Porquê? Se forem os guardas, eu posso te proteger--

– Kagami-kun, tu acabaste de sair do estabelecimento prisional do castelo. Se os guardas reais te virem comigo, eu sei que eles vão-te mandar de volta. Para um lugar ainda pior. — Kagami engoliu em seco e foi-se esconder por trás de uns barris num canto do quarto. — Não saias daí. — Só ouviu o som da porta ser aberta e de um corpo a bater no chão. Espreitou pelo lado dos barris e cerrou os punhos — Kuroko estava a ser chutado.

– Parece que não tens cultivações para entregar a Akashi-sama. — um pontapé foi emitido na barriga no pequeno que se ajoelhou em frente dos dois homens.

– C-como...?...E-estava tudo...muito bem ontem...

– Parece que alguém arrancou e queimou tudo o que tinhas~ que pena, né~? — os guardas riram-se e continuaram a agredir o azulado.

Kagami sentiu-se mais irritado mas prometeu ao outro que não faria nada. Mas não aguentava ver alguém que o ajudou sem hesitações a ser magoado. Queria ajudá-lo. Queria saber quem ele era. Queria compreender porque se sentia tão atraído à inexpressividade do outro.

Queria saber porque é que os olhos azuis em vez de zangados ou confusos demonstravam tanto arrependimento.

Contínua..

Notas finais
Bem foi este o primeiro capítulo!Por favor comentem o que acharam, opiniões, critícas, o que quiserem, ajuda muito!Eu decidi postar este capítulo hoje porque como é o meu dia de anos apeteceu-me arriscar. Talvez tenha sido um risco grande demais.Bem, espero que tenham gostado do prólogo.Bjs e obrigada por terem lido~~