Notas iniciais
Mais um capítulo! Queria agradecer à Anne por deixar o primeiro comentário da fic! Espero que gostem!

"O Destino é algo traiçoeiro, que brinca conosco.

Nunca se sabe o rumo que ele irá tomar agora.

Mas agora, vamos, me diga que sou louca.

Eu aguento isso."

–Autor "Desconhecido"

Era horário de almoço, e ela se sentou solitária em uma das mesas vazias da renomada (e cara) Academia Interna de Nova York. Mas, a garota não tinha problemas com dinheiro. Seu irmão havia deixado muito dinheiro para ela antes de... Mas aquilo não vinha ao caso. Ela não podia pensar nele agora. E nem deveria. Ela estava ali por outro motivo.

– Olha só! — disse uma voz atrás dela. — Temos uma novata!

Ele se sentou de frente para a garota, que encarou-o mau-humorada.

– Eu sou Noah. Noah Whites. — a garota queria gritar "eu sei". Mas se conteve. Ela se apresentaria a ele ou não?

– Olá? — o garoto estalou os dedos na frente do rosto dela. Ela fechou os olhos suspirando. Estava com uma dor de cabeça insuportável. — Você é muda ou o quê, Garota?

Ele perguntou.

– Não sou muda. E pode parar de estalar os dedos na minha cara se quiser. — ela respondeu. — E meu nome não é Garota. É Alma De Angelis.

– Italiano? — ele perguntou, mordendo o seu cupcake.

– Não. — ela respondeu irônica. — É francês. — então revirou os olhos, e encarou o garoto. — É claro que é italiano.

– Você não parece italiana. — ele disse, analisando seus longos cabelos pretos e lisos, seu lábio rosado e os olhos cinzentos. A garota se remexeu, desconfortável. Ela não perdeu tempo, e analisou o garoto também, embora já conhecesse sua fisionomia a muito tempo. Afinal, ela sempre ficava gravada na memória de Alma. Ele tinha cabelos loiros caindo-lhe nos olhos esverdeados, porte atlético, e uma plaqueta de identificação militar. Ele não tinha isso da última vez. Tinha? Ela não sabia. Não tinha certeza.

O garoto a viu analisando a plaqueta e segurou-a entre os dedos.

– Do meu pai. — ele disse. — Comandante Martin Gerry Whites. Serviu no Iraque há uns anos. Bom... — ele suspirou. — Ele acabou não voltando.

– Interessante. — disse a garota dando uma garfada no macarrão. Ela não podia se aproximar dele. Não podia deixar aquilo acontecer de novo. Ela já havia falhado muitas vezes. Tinha que dar certo dessa vez. Se não desse... Droga. Ela ainda seria uma De Angelis. E ainda seria amaldiçoada.

O garoto estalou os dedos na frente do rosto de Alma novamente, e ela desejou ter uma arma de fogo com ela.

– Ei, está me ouvindo?

– Não. — disse Alma, soando mais rude do que queria. — Ah. desculpe-me, o quê?

Ela se rendeu a conversa. Ela estava ciente de que não podia se aproximar muito dele, e nem deixar transparecer o que sentia por ele. Mas o que ela sentia? Ódio. Ela sentia ódio. Ou pelo menos era no queria acreditar.

Noah ainda encarava-a nos olhos, o que a fez se arrepiar. Ela ajeitou a saia do vestido preto, a fim de tentar fazê-lo desistir do contato visual. Sem sucesso. Ela tirou o elástico prateado que tinha no pulso e prendeu o cabelo em uma rabo de cavalo, e continuou a comer normalmente, ignorando o olhar de Noah sobre ela.

– Não vai parar de me olhar? — ela disse, erguendo olhos.

– Que eu me lembre, você não é nenhuma Medusa, então...

– Posso não ser a Medusa, mas não vai querer andar comigo, garoto.

– Porquê?

– Você é muito curioso, sabia?

Ela estreitou os olhos, e ele imitou seu gesto, desafiando-a, e riu. Nossa, como ela teve saudades daquela risada. Ela apenas sorriu de lado, como se o riso dele fosse uma afirmação.

– Só quero conhecer a novata! — ele disse, erguendo os braços. Logo depois, ele roubou um cupcake inteiro e abandonado da outra mesa. — Faz tempo que não chegam pessoas novas aqui, sabe... — e deu de ombros. — A maioria das pessoas não gosta muito de andar com novatos, então acho que sou o único que vai falar com você por um bom tempo.

– Eu não me importo. — Alma deu de ombros. — Eu nunca disse que queria amigos.

Eles riram juntos. Alma pensou no que estava fazendo. Ela não podia! Não podia se aproximar! Ela tinha que afastá-lo, e só se aproximar quando ele estivesse pronto para saber de tudo! Mas como ele ia estar pronto se ela não tinha a confiança dele? Ela estava, mais uma vez diante do dilema daquela maldição.

Então, ela disse:

– O Destino é algo traiçoeiro, que brinca conosco. — porque ela estava falando aquilo? Ela nem mesmo sabia. — Nunca se sabe o rumo que ele irá tomar agora. Mas agora, vamos, me diga que sou louca. Eu aguento isso.

Noah ficou encarando seu prato vazio.

– Mas eu não posso dizer isso, Alma.

– Porquê?

– Porque você é normal. — ela riu alto, fazendo os olhos de Noah se voltarem novamente para ela. — O que foi?

– Você não sabe nada sobre mim, Whites.

– E quando eu posso descobrir mais sobre você, Alma? — ela levantou os olhos para ele, que se enclinou ameaçadoramente para ela, apoiando os cotovelos na mesa da Academia.

– Talvez... Nunca, Noah. O que importa aqui não sou eu.

Ela se levantou, ignorando os chamados de Noah.

Alma passou na recepção da escola e pegou a chave do quarto. Ela nem sequer sabia onde deixara as malas. Quando chegou, a mulher arrogante da entrada lhe disse que estariam no quarto. Mas ela mal sabia onde ficavam os quartos. Decidiu descobrir sozinha. Ela andava rápido, com receio de que Noah a alcançasse e recomeçasse as perguntas. Em um dos cruzamentos de corredor da Academia, ela caiu de costas.

– Desculpe-me. — disse o garoto. Ela havia batido em um agroto alto, moreno, de olhos castanhos. Alma se sentia completamente zonza. — Você é nova aqui?

Ela não conseguia responder. Estava caída, sentada no chão frio da Academia. O desconhecido segurou nos braços de Alma e a levantou.

– Obrigada. — ela murmurou. — E desculpe por ter batido em você.

– Não foi nada. Eu sou Adam Lee Walker, prazer em conhecê-la.

– Alma De Angelis. — ela massageou a têmpora. Aquela droga de dor de cabeça não a deixava.

– Está perdida?

– É claro. — ela revidou, mau-humorada. — Preciso achar o dormitório.

– Ah. — disse o garoto, despreocupado. — No prédio anexo, aqui do lado.

– Obrigada. — respondeu Alma, e voltou a correr. Aquele garoto tinha algo de estranho. Emanava... Uma espécie de... Ela não sabia. A aura de um humano nunca mexera tanto com ela. Não. Auras Humanas não mexiam com pertencentes à Guarda. Ela precisava descobrir quem era ele. E não descansaria até ter uma resposta.

Notas finais
Caso a imagem não esteja no capítulo (acontece muitas vezes comigo kkkkk) aqui está ela: http://www.polyvore.com/cgi/img-thing?.out=jpg&size=l&tid=50863805