Under Moonlight

4 Capítulo 3


Antes que pudessem alcançar a beira da estrada, a santa-protetora-dos-Happy B-days-e-papais-encrencados os alcançou.

- Hey! Rapazes esperem, preciso falar com vocês. — sua voz, melodiosa, estava bastante diferente de antes, faltava algo... Maternal nela.

O pai pensou em responder algo, a olhava como se esperasse alguma sentença que uma conhecida faria. A moça, porém, o fitava confusa, não entendendo a razão daquele olhar. Adiantou-se então e apresentou-se.

- Prazer, Luana. E não precisa agradecer pela minha ajuda. Nos conhecemos de algum lugar? — o pai olhou bem no fundo dos olhos castanhos que os encaravam, não eram os mesmos de momentos atrás, assim como a voz.

- Não. Nós não nos conhecemos. – negou.

Happy B-day, mantinha um sorriso gigantesco para Luana, e parecia já ter esquecido a discreta mancha roxa em seu rostinho, conseqüência da pancada que levou ao cair dos braços de Jorge.

- Oi. Meu nome é Happy B-day. Mas acho que você já sabia, né? — se apresentou empolgado. Luana, novamente, fez uma cara de desentendida, arrancando gargalhadas gostosas do pequeno. Ele realmente se divertia quando algo parecido acontecia.

- E você? — Luana perguntou ao pai que mantinha um olhar preocupado para o pequeno, sem dar a mínima atenção à gentil heroína. — Oi? Estou falando com você. — estalou os dedos na frente do rosto do pai, tentando chamar a sua atenção, conseguindo-a, mas resposta que é bom, nenhuma. — Qual. É. O. Seu. Nooome? — perguntou pausadamente, tratando-o como se fosse um retardado, e era isso que no momento ela pensava que ele fosse.

- O que você quer? — respondeu seco. Tomando o seu Happy B-day no colo e só nessa hora notou uma pequena dor em seu braço esquerdo, tendo então que sustentá-lo somente no direito. O pequeno merecia um descanso, havia feito um ótimo trabalho. Mas ainda tinha que se lembrar de dar-lhe uma bronca mais tarde, desobedeceu ao seu pai, isso era inaceitável naquela pequena família.

- Agora? Saber o seu nome. E depois, quem sabe, uma companhia para estrada. – respondeu Luana.

- Não estou interessado. — disse e saiu para a beira da estrada. Sem infelizmente se livrar de Luana em seu encalço.

- Não está interessado em que? No nome ou na companhia. — indagou insinuante, fazendo o pai pensar duas vezes antes de responder.

- Em tudo que não seja seguir o meu caminho. — descartou a bela proposta de companhia, aquele tipo de companhia. Não faria o filho conviver que este tipo de situação. Seria indecente em todos os sentidos.

- Ora. C’mon, gostosão! — revirou os olhos, certa de que o pai fosse gay. — Não vou oferecer dinheiro. Sei que de alguma forma estão com a carteira de Jorge. Só quero companhia. Uma moça de família, como eu, não deve andar sozinha por essas estradas. — não convenceu, foi apenas ignorada pela dupla. — Seus ingratos! Eu ajudei vocês, caramba.

- Não foi por sua vontade mesmo.

- Como? É claro que foi. Que eu saiba, não havia ninguém com uma arma em minha cabeça. — e mais uma vez se sentia confusa, sabia que não queria tê-los ajudado, mas algo, ou melhor, alguém gritava em sua cabeça desesperado para que ela o fizesse. E aquilo não foi simplesmente sua consciência. Afinal, ela havia visto o pai roubar a carteira. Que porra havia acontecido?

- Não, não tinha mesmo, mas isso não significa que alguém tenha te obrigado. — rebateu o pai. Ele e seu filhote riam dos nós que provavelmente estava dando o cérebro de Luana. Era sempre divertido quando isso acontecia.

- Poderia ter dito não. — disse mais para si mesma do que para os dois que a olhavam com cara de \' E daí?’. Desistiu dessa chantagem. Plano B. — Para onde vocês vão? — nada, o pai apenas colocou Happy B-day no chão. Apesar de pouco peso, era cansativo manter o pequeno em um braço só. Pediu para que lhe entregasse a sua mochila surrada e começou a pedir carona, esperando que algum caminhoneiro bondoso se compadecesse dele e do pequenino sentado aos pés do pai, aproveitando a sua pequena, porém conveniente, sombra. Droga, aquele calor todo significava muito frio durante a noite. — Como vocês vão? — reformulou a pergunta.

- Não está vendo?- o pai apontou para o próprio dedão.

- Ótimo então. Já conseguiram carona. Podem ter conseguido a carteira, mas as chaves de Jorge não. — puxou os dois por entre os carros chiques. Dava para perceber que aquele bar sujo, era o refúgio dos ricos que queriam fazer algo de errado, e precisava ser escondido. Nascer não bastava?

A garota parou entre um punto vermelho e uma tracker preta, provavelmente o de Jorge. Jogou a chave para o pai. — Vamos!

- Quem dirige é quem oferece a carona. — jogou a chave de volta.

- Eu não sei dirigir. — devolveu a chave. O pai revirou os olhos, a garota era mesmo uma patricinha, interesseira e metida a rebelde. Não queria nem saber de quem era o carro. Andou até a porta esquerda do carro vermelho. — Hey! Eu não gosto de vermelho. — apontou para a tracker. O pai teve que adicionar ladra, em seu dicionário de adjetivos para Luana. O carro era de Jorge. — Anda! Vai ficar ai parado como um dois de paus? Ele logo vai dar por falta da pampa e de mim. – reclamou diante a imobilidade do pai. Revirou os olhos e enrolou agoniada seus cachos vermelhos. Não faria mal se ele adicionasse linda ao dicionário também. — Amadores! Hunf. — mentida também.

Sem mais o que fazer diante aquela situação, ele se dirigiu até o carro de Jorge abriu a porta e desativou o alarme. Luana e Happy B-day se esbarraram na disputa pelo banco da frente. Os dois olharam para o pai, ambos com o intuito de que ele convencesse o outro a ir para o banco de trás, pois, apesar de confortável, não tinha o controle do som.

- Você, para trás. — fez sinal com a cabeça, não deixando muito claro com quem falava.

- Escute o seu pai. — Luana entendeu como se a ordem fosse para o garotinho. — Crianças no banco de trás.

- Ele não. Você Luana. — esclareceu o pai já de dentro do carro. — Preciso conversar com esse mal criado.

A viagem seria totalmente silenciosa se não fosse por uma música melancólica qualquer que passava no rádio, em algum programa de madrugada.

Happy B-day estava emburrado e com os olhos vermelhos no banco de trás. Após a pouca meia hora de reclamações e \'Você não deve nunca mais fazer isso\', eles decidiram descer para comer, e lá se foram mais quinze minutos de sapo, até que o garotinho decidiu ir para o banco de trás e assim encerrar a conversa. Nem se importava muito com a inversão de posições, feito por ele e Luana, o carro não possuía toca fita então não dava para escutar a fita de sua mãe, a única lembrança que tinha dela.

O pai se sentia culpado pelo desânimo do seu filhote, mas o que poderia fazer? Não podia deixar de alertá-lo do perigo em que ele se meteu. E se Jorge o tivesse visto quando ele tomou a carteira de seu pai no momento da sua primeira queda? Ou se ainda o percebesse tentando devolvê-la junto com a jaqueta e seu jeans? Não conseguia pensar na possibilidade de que, alguém tão pequeno, perecesse nas mãos de um monstro como aquele.

Porém, apesar de saber que havia feito o certo, seu coração partia ao olhar pelo retrovisor e ver seu Happy B-day quieto, com o lagartinho em sua barriga, fazendo um carinho vagaroso nas costas do bichinho. Os olhinhos, ainda vermelhos, percorriam as letras grafadas de uma tirinha do jornal de três dias atrás. O pai se prendeu ao detalhe do rostinho mais corado do que o normal, destacando a mancha roxa em sua bochecha, isso era preocupante.

- O que diz a primeira matéria?- o pai puxou papo, querendo quebrar o clima pesado que se estabeleceu no carro. Mas sem falar muito alto, não queria acordar Luana, não agüentava mais histórias sobre o carro, o seu pai e como ela havia pagado pouco ao Jorge para que ele fugisse com ela e com o carro. Antes dessa, o pai havia considerado a possibilidade de haver alguma coisa boa em seu coração, era algo realmente difícil de acreditar no instante seguinte. E as perguntas? Nunca ninguém quis saber tanto de sua vida. Mas as perguntas cessaram diante do \'Chama ele de pai, comigo funciona\' inocente de Happy B-day que, porém, ela jurou ser cínico.

- Eu não li, tem letras diferentes. E o senhor já deve ter lido, esse jornal é antigo. — respondeu sem desviar a atenção da tirinha, agora, já decorada.

- Ah sim! Devo ter esquecido. — fracasso. Observou o lagartinho novamente. Pelo incrível que pareça, o bichinho noturno estava dormindo confortável às caricias de Happy B-day. — E qual é o nome do nosso novo amiguinho? — tentou mais uma vez.

- É meleca. Eu o encontrei quando o senhor estava no bar. Posso ficar com ele?- olhou pidão para a direção do pai, que assentia feliz. Bingo!

- Meleca? Mas por que esse nome? — riu por dentro, seu filhote tinha uma criatividade incrível para nomes. Já tiveram um passarinho chamado galho, um cachorro lazarento, um gato espirro, uma formiga pezão e uma barata limpinha. A explicação para cada nome era a melhor parte. Estava ansioso por essa. — Ele é tão bonitinho para ser uma meleca.

- Ai papaizinho. — revirou os olhos. — Ele não é bonitinho, ele é assustador. É o nosso lagarto de guarda. — o pai não conteve uma gargalhada diante à sentença. -Tá rindo, é? Espera só até ele virar um dragão. O senhor vai implorar por ajuda dele.

- Okay, okay. Não rio mais. Mas me diz, o nome meleca foi dado pelos deuses?- forçou uma cara séria.

- Também não complica, senhor meu pai. — parecia indignado com a \'ignorância\' do seu pai. — É meleca porque ele é verde e gosmento, que nem a meleca do meu nariz, ó. — Levantou o queixinho para que o pai pudesse ver a dita cuja. – Melecão, não é?

- A maior que eu já vi. — o pai dividia a atenção entre a estrada e o seu anjinho. Gostava de prestar realmente atenção nele, e não somente fingir, até porque de vez em quando ele soltava algo importante. Como por exemplo, agora, que ele comprovou as suas suspeitas de estar doente.

-É. Ela não me deixa respirar.

- Meleca malvada! — fez uma falsa cara de bravo.

- Não xinga ela. A coitada é inracial...

- Irracional? — riu novamente.

- Isso! Inracial. Não sabe o que faz. — soava revoltado. — É que nem o meleca. Se ele me arranhasse sem querer, o senhor xingaria ele? — falou em um fôlego só. E sem nem esperar por resposta, completou. — Espero que não. Ele é o meu filho-substituto e o seu neto-substituto. É da família.

-Ah! Desculpe-me, senhor.

-Tudo bem, eu perdôo dessa vez.

- Bem vindo à família, meu neto-substituto. — fez reverência com a mão. Happy B-day sorria satisfeito para o seu filhinho-substituto.

- Por que esse rapaz está pendurado nesse troço? — indagou apontando para a primeira matéria.

- É um mastro.

- Para quê que serve?

- Para hastear bandeiras.

- O rapaz é uma bandeira? — espantou-se.

- Não. O \'troço\' é um mastro. – explicou.

- Ah bom! — e demorou-se olhando a matéria. — Pai?

- Diga, docinho.

- Tá frio, né? — se encolheu. O pai tirou, com dificuldade por estar dirigindo, a própria jaqueta e entregou ao filho. — E o senhor?

- Se embrulha e deita. Está tarde. Eu vou ligar o aquecedor.

- Se é assim então. — se embolou no espaçoso banco do carro. — Pai? — chamou, não deixando nem meio segundo de silêncio, agora agradável. O pai grunhiu em resposta.

- Eu não entendi. — mordeu o lábio inferior e apertou os olhos, como se tivesse feito alguma travessura.

- Não entendeu o quê?

- Por que o pobre rapaz está no lugar da bandeira?

- Leia a matéria, ora! — o pai concluiu simples.

- Mas e as letras esquisitas?- rebateu.

- Como elas são?

- É uma que parece um estilingue.

- É o ipsilon.

- Ípsilon. — repetiu. — E a outra é um ême de cabeça para baixo.

- É o dáblio. — riu ao imaginar que palavra seria.

- Dábrio?

- Drábio.

- Tra o quê, pai?

- Dábrio.

-Arg! Tô confuso. — exclamou colocando as duas mãozinhas na cabeça.

- Então somos dois. — o pai só não imitou o gesto por estar com as duas mãos no volante.

- E como se lê, ‘ême de cabeça para baixo’, ‘a’ e ‘ípsilon’?

- Uêi. — concluiu em um sorriso. Lembrava deles, de todos. Teria se perdido em pensamentos nostálgicos, se não fosse pelo seu filho lhe chamando. Tinha em suas mãos santas uma revista com uma pimenta vermelha na capa. Provavelmente pertencia ao dono do carro.

- Pai, o que é boquete? — perguntou com os olhos arregalados para as figuras da revista.

- Shiu! Vai acordar a Luana. — se esquivou da pergunta, corando ao máximo. -Põe essa revista no lugar agora. — Happy B-day obedeceu de imediato e voltou a sem embolar com o Meleca e dormiu logo em seguida.

Faltava um pouco mais de três horas para o dia amanhecer, estava tão frio quanto o Alasca do lado de fora do carro. O vento cortante havia espantado até os assíduos freqüentadores dos bares de beira de estrada, pelos quais o carro passa em alta velocidade.

O pai nunca havia desejado tanto chegar a uma cidade. Seu braço esquerdo doía horrores, mas não era isso que o preocupava. Ele dava olhadas nervosas para trás, a respiração de Happy B-day estava pesada e ele não parava de tossir e tremer. A sua tosse era tão contínua que chegou a acordar Luana, a garota parecia realmente preocupada com o estado de saúde do garotinho.

- Faça alguma coisa, cara. — ela praticamente ordenou. — A gargantinha dele já deve estar doendo.

- Você quer que eu faça o quê? Hum?! Que eu saiba, não sou médico, curandeiro ou nem mesmo Deus. — as vozes saiam alteradas. A falta de ação deixava os nervos de ambos agitados.

- Você é pai, caralho. Pais sabem como sarar essas coisas. Entende? Eles carregam remédio para tudo quando saem com os filhos. — o pai iria responder de imediato o atrevimento de Luana, mas as atenções voltaram para Happy B-day, que naquele momento, parecia ter parado de respirar, voltando logo em seguida, para o alívio dos dois.

- Eu não tinha dinheiro nem para comprar leite, imagina um xarope. — respondeu com menos agressividade do que era esperado.

- Você não é um bom pai, então. — soltou áspera, sem se importar com como iria soar. Mas se arrependeu quando o pai parou o carro e iniciou uma sessão de socos de direita no volante do carro. Ele deitou a cabeça no mesmo, fazendo uma força descomunal para não chorar. De seus lábios saiam murmúrios de \'Eu sei, me desculpa filhote, perdoa\'. Luana sentiu um aperto por ser a causadora de tal reação. Ela conhecia péssimos pais e ele não era um deles, o pouco que vira da relação dos dois a deixou convencida de que o rapaz era o melhor pai que já havia conhecido. Puxou o pai para o colo, não houve resistência alguma da parte dele.

Após algum tempo, o pai havia voltado a dirigir. O sol já apontava no horizonte, e ele queria chegar ao seu destino o quanto antes. Se não houvesse imprevisto, eles chegariam em, mais ou menos, duas horas no local desejado. O vento frio ainda cortava rasante o campo de sempre-vivas alvas, que enfeitavam os dois lados da estrada. Aquelas folhas secas e árvores retorcidas da região haviam deixado saudades.

Luana havia passado para o banco de trás, para tentar aquecer o pequeno Happy B-day. Desde o dado momento, parecia que a tosse do pequeno havia diminuído e sua respiração acalmou.

- Eu não acredito que o nosso bebê está doente novamente. – lamentou Luana, quebrando a calmaria. Seu tom de voz era mais suave e os olhos que queimavam a nuca do jovem pai, eram verdes como esmeraldas.

O pai olhou pelo retrovisor, dando de cara com aquelas jóias. Não conseguia encará-las por muito tempo, entretanto. Sentia-se envergonhado, fracassado. Não havia conseguido, sequer, cuidar de uma criança sozinho. Era humilhante.

- Me desculpa. – sussurrou rouco.

- Own, meu doce. – disse ao perceber a reação do pai, Luana aproximou-se do rosto do pai e pressionou os lábios com ternura, na bochecha dele. — A culpa não é sua. Crianças adoecem.

- Eu sei, mas dá um aperto. Não gosto de ver ele doente, se ele tiver que ir ao hospital vão tirá-lo de mim. – respondeu, esfregando o peito com força.

- Vamos esquecer isso? — ofereceu o seu melhor sorriso.

- Okay. Até por que agora estamos fazendo tudo certo. – abriu novamente o seu inigualável sorriso e desandou a falar das coisas que fariam assim que encontrassem os seus amigos, como provavelmente o receberiam e etc.

- Espera um pouco, pára o carro! — Luana exclamou assustada, cortando cruelmente toda a animação do pai. Ele de imediato olhou para a mesma direção que ela. Compreendeu a situação no mesmo instante.

Luzes tingiam de azul e vermelho as sempre-vivas. O pai parou o carro, olhando fixamente para frente, para a direção das luzes. Maldição. Não sabia que atitude deveria tomar. Droga, porque tudo tinha que vir de uma vez só?

- AH DEUS! VÊ SE PÁRA! — o pai gritou levantando as mãos para o céu.

- Mantenha a calma. — Luana pediu o impossível ao pai. – Não vamos conseguir passar por eles com o carro. Provavelmente o dono já deu queixa. – ela falava rápido, enquanto abria o porta-malas por dentro, retirou de lá uma mala gigantesca. Parou a ação somente para fazer uma cara de nojo. – Ele é um crápula.

- Mas Luquinhas está doente, não pode sair na friagem. Nós não podemos arriscar e...

- Não temos escolha, polegar. – calou o pai com o ultimo pedaço de hambúrguer esquecido no chão do esportivo. Retirou da mala um casaco de pele cinza, na verdade uma falsificação bem feita. — Ahá! Você não contava com isso.

- Oh! Como fui me esquecer? Nenhuma menina foge de casa sem o seu casaco de pele. – disse em tom de brincadeira, se dividindo entre falar e mastigar.

- Ou da mãe dela. — afirmou Luana apontando para as iniciais B.N.L gravadas no casaco. O pai olhava incrédulo para o seu rosto bonito. – Depois dessa, você nunca mais vai aceitar carona de estranhos. — concluiu Luana, diante do olhar do pai, que agora lutava para engolir o hambúrguer.

Eles embrulharam Happy B-day no casaco grosso. O pequeno agradeceu silenciosamente o agrado. O colocaram em cima da mala de rodinhas, visto que nem o pai, por causa do seu braço machucado, nem Luana, por sua fragilidade, conseguiriam carregá-lo por todo o chão que teria pela frente.

E abandonaram o carro, indo em direção à cidade o pai, Happy B-day, Luana e, é claro, meleca. Todos na esperança de que aqueles novos ares trouxessem conforto, amigos e algum lugar que pudessem chamar de casa.

Notas finais
Quem é o pai? Aonde estão indo? Luana é o que? É lupos?(*fandom errado*)

Tudo isso, no próximo cap de *música sem noção* undeer Mooonlight MUHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAH [?]

Chutes são bem vindos a todo momento ;D