Undead World.
23 Capítulo 23 - The light at the end of the tunnel.
Notas iniciais
Eles caminhavam lado a lado sobre a rua movimentada da pequena cidade de estilo faroeste. John lhe explicara o básico da cidade, como funcionava o sistema geral, e principalmente, sobre as equipes que dividiam para buscar suprimentos em Las Vegas. Quando param na frente do portão monstruosamente grande de mais, Quinn para e então vira-se para o homem ruivo e sorridente, tão alto quanto o maldito Russel Fabray;
— Então, qual a necessidade de me contar tudo isso, John? – Ela pergunta, arqueando uma sobrancelha. O homem sorri e olha para cima, observando calmamente o belíssimo céu azulado daquela manhã. –
— Algumas semanas antes de vocês chegarem, alguns rapazes foram buscar medicamentos na cidade, e eles não voltaram até agora. Preciso saber o que houve com eles, e se estiverem mortos, ao menos precisamos dos medicamentos, eles farão falta quando nosso ultimo estoque acabar, e bem, ninguém quer ir até a cidade procurá-los. A situação lá está critica. –
— E você quer saber se eu e o meu pessoal estamos interessados. – A garota deduz, e o mais alto assente, os dois agora sustentavam um contato visual. –
— Não estou os obrigando a nada, apenas quero saber se estariam interessados, ajudaria bastante. – Ele diz, e logo passa a mão sobre a barba alaranjada. -
— Seria basicamente uma missão suicida. – Quinn parece pensativa, enquanto coça lentamente a cabeleira rosada. –
— Seria. – Ele concorda sem rodeios, sabendo que não deveria mentir. Os jovens de Ohio iriam apenas se quisessem. –
— Eu vou ver com eles – A garota diz finalmente, escondendo as mãos nos bolsos do colete jeans enquanto arrasta a ponta de seu all star sobre o asfalto. – Terei a resposta até amanhã, eu acho, mas não posso prometer nada. –
No rosto do homem ruivo se estampa um sorriso radiante, e ele assente e então aperta a mão de Quinn, chacoalhando-a exageradamente, e a garota não pode deixar de rir.
— Obrigado, senhorita Fabray. –
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— Não tem um jeito melhor de nos matar não? – Kurt quase grita, logo arqueando as sobrancelhas. – Apontar uma arma para cada um de nós e depois falar que atirou sem querer seria mais fácil do que nos jogar numa cidade com mais de quinhentos infectados. –
Estão todos reunidos no quarto de Brittany e Santana quando Quinn decide informá-los do pedido de John, recebendo em troca olhares de ‘você é louca?’ ou ‘eu sabia que estava bom de mais para ser verdade’. Mas o que mais a incomodou, não fora Charlie e seu olhar confuso, ou Marley tentando esconder a notável excitação de se arriscar ao extremo, e sim Rachel, encarando-a em buscas de respostas. Ela não deixaria que Quinn fosse.
— Nós também fazemos parte da comunidade agora – A Fabray começa, escolhendo cada uma de suas palavras. – Sem dizer que o homem nos acolheu e tenta nos dar uma vida aparentemente normal, e nesse mundo, as pessoas literalmente matariam por isso. –
Todos ficam em silêncio, mentalmente dando suas próprias opiniões. Quinn respira fundo e então fita o chão, encarando seus próprios pés.
— E-eu quero ir. Quero ajudá-los a manter esse lugar mais seguro e forte para todos nós. – Ela murmura, sentindo o olhar de Rachel sobre si. –
— Não – A diva diz, mantendo o contato visual sem pestanejar. – Você não vai. –
— Rach, eu-
— Você está ferida, Quinn! Você não vai e pronto, eu não vou te deixar ir! – Ela praticamente grita, mas quando Beth ameaça chorar em seu colo, como se tivesse sentido a tensão entre suas mães, ela apenas suspira e então alisa gentilmente as costas da garotinha loira. –
— Rachel, ele precisa de ajuda, e bem, parece que ninguém quer ir ajudá-lo! E se algum de nós ficar doente, o que vamos fazer sem os remédios? –
A morena não diz nada, apenas entrega uma Beth sonolenta para Brittany, e então, sendo seguida por olhares, retira-se do quarto sem dizer absolutamente nada. Os olhares curiosos migram de Rachel para Quinn, e a de olhos verdes apenas suspira, logo fazendo o caminho até a namorada, e ao retirar-se do quarto, migra para o outro em três portas de distância.
Rachel está sentada na ponta da cama, observando Quinn com um olhar preocupado, raivoso e ao mesmo tempo, culpado. Ela ainda se sente responsável pelo tiro que Quinn levara, afinal.
— Você não tem que ir – Ela murmura, escondendo seu rosto entre as mãos. Sua voz estava tristonha e ela parecia quebrada, tal como uma janela estilhaçada. – Você não tem que ir. –
Aquela cena corta o coração de Quinn de uma maneira tão devastadora que ela pensa que vai morrer. A garota originalmente loira se agacha, tomando as mãos de Rachel entre as suas, finalmente fitando aquele rosto belíssimo que lhe chama a atenção desde a primeira vez em que batera os olhos na morena.
— Eu sei muito bem da minha situação, Rach. Mas eu não vou estar sozinha lá, e de qualquer jeito, eu tenho que ajudar essa cidade, você e Beth vivem aqui agora, então eu quero esse lugar mais perfeito o possível para que a nossa filha cresça ao menos na sombra de um mundo normal, e ... Algum dia eu gostaria de me casar com você ... – Ela sussurra a ultima parte, e Rachel pode ver seu rosto ganhar uma coloração levemente avermelhada. – Eu sei que não faria diferença nenhuma nesse mundo, mas ... Eu quero morrer sabendo que eu consegui a garota que eu amo. –
O riso de Rachel é baixo e abafado, mas ainda assim Quinn consegue escutá-lo. A diva segura gentilmente sua mandíbula entre as mãos e então cola suas testas, sentindo a respiração quente da mais alta contra seus lábios.
— Isso foi um pedido de casamento, Fabray? – Rachel pergunta de uma maneira brincalhona. –
— Nem eu sei, Berry. – Responde no mesmo tom, e as duas rapidamente se beijam. –
Delicadamente, como se Rachel fosse uma boneca, Quinn deitou-a na cama, logo descendo até o pescoço com os lábios, desenhando formas aleatórias sobre a carne exposta da morena, que gemia timidamente. Roupas foram descartadas em questão de segundos, e as duas fitavam seus rostos, uma admirando a beleza da outra.
Suas mãos se entrelaçaram quando Quinn levou-se até a entrada da judia, penetrando poucos centímetros de seu membro. Rachel soltou um pequeno gemido, e Quinn beijou sua testa, as bochechas, a ponta do nariz, e em seguida, seus lábios.
A Fabray repousou as mãos ao lado dos cabelos escuros espalhados pelo travesseiro branco, e logo moveu-se lentamente, saindo e entrando vagarosamente, apreciando a visão de Rachel, que mordia o lábio inferior para segurar um gemido.
Gentilmente, prendeu então um dos mamilos da morena entre os lábios, descendo uma das mãos até o outro seio, acariciando e massageando-o demoradamente.
Rachel afundou os dedos nos cabelos róseos, enquanto Quinn lentamente aumentara a velocidade das profundas estocadas, soltando gemidos roucos no ouvido da morena. Carinho, desejo, desculpas, raiva, amor, tudo se misturava equilibradamente.
— R-Rach, e-eu vou ...- Ela murmura entre os dentes, quando a primeira gota de suor desce por sua testa. –
— Q-Quinn ...- A diva ignora-a completamente, sentindo uma sensação familiar em cima de seu ventre. –
Quando Rachel arrasta as unhas pelos ombros de Quinn, é uma questão de segundos para que ambas alcancem o orgasmo, e logo a de olhos verdes cai por cima da morena, ambas com a respiração pesada e descompassada;
— ... Merda, minhas costas ... – A Fabray murmura, sentindo a sutura latejar levemente, causando um certo desconforto. Não era uma dor infernal, mas incomodava. –
— Acho que agora você sabe o motivo de não termos feito nada nos últimos dias. – Rachel responde brincalhona, acariciando lentamente as mechas rosadas que já desbotavam, dando lugar para uma cor dourada. –
— Eu posso conviver com a dor. – Responde no mesmo tom, logo inclinando-se para beijar a bochecha da morena. – Eu te amo, Rach. Muito, muito mesmo. –
— Eu também te amo, Quinnie. Mais do que você imagina. –
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O céu azul daquela tarde junto do clima fresco fazia o dia ser um dos melhores em vários e longos meses. Charlie estava sentada num banco da pequena pracinha improvisada, o livro Harry Potter e a Câmara Secreta aberto em seu colo, na vigésima quinta página.
A loira fecha os olhos esverdeados e respira fundo, tentando imaginar qual fora a ultima vez que fizera isso, sem depois escutar algum grito agoniado de alguém tendo sua vida tomada pelos dentes de um animal que costumava ser humano, ou então ter que correr de alguns deles para que ela não fosse essa pessoa.
Sentiu um perfume já bem conhecido invadir suas narinas, e ao abrir os olhos, depara-se com Chloe encarando-a sorridente, seus belíssimos olhos azuis meio franzidos por conta do sorriso animado estampado em seu rosto.
— Hey. – A loira sorri quando a ruiva senta do seu lado, e então solta um gritinho animado. –
— Oh meu Deus, você está lendo Harry Potter! Tipo, Harry Potter! – Ela quase grita novamente, como se aquilo não fosse possível, e Charlie se permite rir. –
— Eu não sabia que você gostava. – A loira diz com um sorriso no rosto. –
— É claro que eu gosto! Tipo é Harry Potter! – A ruiva ergue os braços em dramatização, e novamente, Charlie ri. Rapidamente, Chloe meneia a cabeça, como se se lembrasse de algo, num gesto extremamente fofo, ao menos na opinião de Charlie. – M-mas não erra disso que eu vim falar. Meu pai me disse que sua irmã ia ver com vocês sobre aquele negócio dos remédios na cidade e tal. Você vai? –
A preocupação está evidente no tom de voz da ruiva, e Charlie se sente estremecer; Chloe estava preocupada com ela.
— Talvez eu vá – Ela diz, encarando as palavras gravadas no papel. – Não sei ainda. –
Chloe parece um tanto tristonha com a resposta, e Charlie imagina se isso teria a ver com o fato de que ela poderia acabar morrendo, e consequentemente, deixando a ruiva.
— Bem, faça o que você achar certo. Se você for só não morra, eu gosto muito de você para te perder. – E quando Charlie percebe, já é tarde de mais; Chloe se aproximou e então beijou-a, talvez propositalmente, no canto dos lábios. –
Quando a ruiva viu que a loira não hesitaria, rapidamente descansou uma das mãos na nuca de Charlie, transformando o pequeno ‘acidente’ em um selinho demorado.
E então, foi que Charlie percebeu; Mesmo perdendo praticamente tudo, sempre existiria uma luz no fim do túnel. E assim como Kitty era a de Marley, ou Brittany a de Santana, e até Rachel era de Quinn, Chloe era a sua luz.
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