Undead World.

7 Capítulo 7 - Decisions.


Notas iniciais
Hm, hey, olá :3 Então ... Alguém aqui assiste Z Nation? Me inspira quando tô sem ideia (Foda-se, ninguém se importa) É bacana ... É, isso, agora leia (y)

– Hm, hey, Britt. – Charlie chamou sorridente, sentando-se ao lado da garota loira que mexia no rádio, desmontando e montando-o. – Tá fazendo o quê? – Perguntou enquanto fazia algumas caretas para Beth, a garotinha em seu colo ria animada. –

– Tentando fazer essa coisa funcionar, ninguém aqui sabe mexer com tecnologia em geral, daí quando eu disse pro Sam que sabia, ele me enfiou esse rádio velho. – Ela bufou irritada, porém logo voltou sua atenção para as peças jogadas em cima da mesa. –

Charlie não se surpreendeu; Brittany era um gênio. As vezes só um pouco ingênua e otimista, por isso todos tratavam-na como se fosse uma idiota, o que ela estava bem longe de ser. Quando Lima foi atacada, se não fosse por Brittany, nem ela, Rachel ou Beth estariam ali. Consequentemente nem Quinn e o resto, talvez.

– Quinn e Rachel estão brigando. – Ela afirmou, sem ao menos olhar para Charlie. Do andar de cima podia-se escutar alguns gritos baixos, e Brittany conhecia Quinn muito bem para saber que a gêmea mais nova sempre pisava duro quando entrava em tensão. –

– Hm ... Sei. Que droga. – Murmurou, olhando para o teto branco incrivelmente enjoativo. –

– Elas fariam um casal bonitinho. – Disse, ainda focada nas peças do rádio. –

– Concordo. –

–------------------------------------------------------------------------------

As duas se soltaram, as respirações ofegantes, os pulmões queimando pela falta de ar, as bochechas levemente rosadas. Quinn se encolheu contra Rachel, apertando-a em um abraço enquanto escondeu seu rosto na curva do pescoço da mais baixa.

– Me desculpe. Por favor, me dê uma chance. – Sussurrou contra o pescoço da judia, seu hálito quente lhe causando arrepios, a voz falha saindo um tanto abafada. –

– Sinceramente, Quinn ... Por que eu deveria? – Novamente se afastaram para então se encararem, as duas com semblantes feridos e tristonhos. –

A punk passou a língua pelos lábios, e respirando fundo, voltou a encarar os olhos profundamente castanhos.

– Por favor, Rachel, eu quero provar que posso ser melhor do que aquela idiota que te abandonou. – Murmurou para a judia. –

Rachel fitou-a, os traços finos, o rosto pálido, a dor que sempre carregava nos olhos, porém só quem a conhecia muito bem saberia notar, os cabelos rosados com as raízes douradas já à mostra, e os piercings que deixavam-na com um ar um tanto mais rebelde. Deveria sentir ódio, talvez raiva, ou pena?

– O que você fez foi egoísta, idiota, insensível. – Ela sussurrou, mais para convencer a si mesma do que para Quinn. –

– Eu sei ... Mas ... Eu só quero ... Eu só quero provar para você que eu posso ser melhor do que isso. O mundo já acabou mesmo, e como eu posso morrer a cada dia que se passa ... Ao menos quero passar meu ultimo suspiro sabendo que você me perdoou. Vocês ... Vocês duas não tem culpa de nada ao meu respeito. – Acariciou levemente a bochecha da judia com o polegar, logo traçando o contorno de seus lábios e parando por fim no queixo, puxando-a gentilmente para outro beijo. –

Rachel agarrou barra da regata cinza dos Beatles até finalmente se soltarem, e logo escondeu o rosto sobre o peito de Quinn, a punk permitiu-se apertar o corpo pequeno contra si. Ficaram lá, paradas, pelo que pareceu séculos, apenas apreciando aquele momento que esperaram o mundo literalmente acabar para ter. Quando se soltaram, Rachel sentiu os olhos coçarem para derramar lágrimas novamente, mas se conteve; Já havia chorado muito por apenas um dia.

– Me prove que pode ser melhor. Mas, lembre que se você fizer isso de novo, eu nunca mais vou deixar que você tenha qualquer contato comigo ou com Beth, ok? – Sussurrou, e Quinn assentiu. –

– Ok. – Respondeu, de repente abrindo um sorriso incrivelmente infantil. Talvez Rachel estivesse errada ao imaginar que nunca veria Quinn rir de uma maneira que não fosse sarcástica. –

Logo ao perceber que ainda estava abraçada ao corpo alto e esguio, a diva sentiu as bochechas esquentarem e se afastou subitamente, um tanto embaraçada.

– E-eu ... Deixei Beth com Charlie ... – Ela deu a primeira desculpa que veio em mente, logo dando as costas para Quinn e indo em direção ao fim do corredor, onde se encontravam as escadas. –

– Rachel! – A judia virou-se, fitando a ex-loira em busca das próximas palavras. — ... Obrigada. Sério. – Murmurou um pouco sem graça, afagando as mechas rosadas. -

A mais baixa sorriu timidamente, logo indo em direção as escadas. Quinn sorriu minimamente consigo mesma e então voltou para o quarto, afim de terminar de arrumar suas coisas.

...

– Hey, o que cês tão fazendo hein? Hein? – Marley indagou brincalhona ao ir para os fundos da fazenda, onde Santana, Mike e Puck saiam e entravam da pequena estufa, sempre com grandes sacos de sementes nas mãos. –

– Estamos fazendo um bolo. – Respondeu a latina sarcasticamente, revirando os olhos. – O que você acha que estamos fazendo, animal!? –

– Ain, pra que agredir? É que na boa, essas cercas são meio fracas, não acham? Hoje mesmo dois walkers quase quebraram uma estaca, se eu não tivesse por lá coisas ruins poderiam ter acontecido. – A morena apontou para o facão sujo de sangue guardado na bainha presa em seu cinto. –

– Podemos falar com Sam sobre isso. Realmente não é bom colocar o grupo em perigo, principalmente com Beth aprendendo a andar pelo quintal. – Disse Puck ao sair de dentro do celeiro com um saco de sementes nos braços. –

– Mas o que podemos fazer sobre isso? Temos as ferramentas, mas não os materiais. – Foi a vez de Mike se pronunciar, fazendo o mesmo caminho que Noah com uma pá mediana em mãos. –

Marley bufou, sabendo que iria acabar sobrando para ela. Teriam que ir para a cidade.

– Em Akron deve ter uma loja de matérias de construção ... E eu pensando que passaríamos dias sem ter que sair daqui ... — Murmurou a morena, dando de ombros de uma maneira um tanto incomodada. Ela sabia que Quinn a arrastaria até a porra da cidade, como sempre fazia. –

– Bem, é isso ou os próximos zumbis perambulando por aí seremos nós. – Santana comentou, agora mais interessada em ir ajudar Mike a abrir um buraco na terra do que continuar com a conversa deprimente. –

...

Na hora do almoço, todo o grupo estava reunido em volta da grande mesa de madeira rustica na cozinha, comendo o macarrão instantâneo com salsichas enlatadas preparado por Tina. Marley parecia um tanto incerta sobre o que fazer; Se dissesse sua ideia sobre ir à Akron pegar materiais para concertar a cerca, Kurt entraria em pânico e Kitty ... Bem, Kitty abriria um berreiro. Quinn se voluntaria para ir na hora, Charlie não aprovaria sua ideia e então teriam uma briga. Apenas um ato poderia fazer com que o clima na casa fosse de mal a pior.

– Marley, tudo bem? – Kitty indagou baixinho, seu tom de voz preocupado. A morena rapidamente saiu de seus pensamentos para encarar os olhos verdes fitando-a com curiosidade. –

– S-sim ... Só estava pensando se eu ... Eh, deveria ajudar os outros na estufa. – Sorriu amarelo. ‘Que mentira idiota, véi.’ Pensou consigo mesma, batendo-se mentalmente. Era Kitty, sua namorada, obviamente ela perceberia que não era verdade! –

Desviando o olhar para Kurt do outro lado da mesa, percebeu que o irmão mais velho fitava-a tediosamente. Rachel amassava um pouco de sua comida e dava para Beth, sendo seguida pelo olhar carinhoso de Quinn, com quem trocava algumas palavras. Mike e Tina estavam em seu próprio mundinho no qual ela realmente não tinha interesse, Charlie puxava assunto com Puck, os dois nitidamente diferentes em tudo, Brittany e Santana se olhavam hora ou outra receosamente e por fim Sam comia sem dar muita atenção ao grupo.

Ela pigarreou algumas vezes (Uma pareceu uma catarrada, o que arrancou risos histéricos de Santana, Puck e Quinn) e por fim chamou atenção do grupo todo.

– Tá, hm, é ... Bem – Começou, se enrolando nas palavras meio incerta sobre o que dizer. – As cercas estão meio ... Hm, fracas e frágeis, podem segurar um ou dois walkers, mas se vir uma horda, estamos fodidos. Não temos nenhum material de construção aqui, por isso imagino que deveríamos montar um grupo e ... Bem, ir para Akron. – Ela deu de ombros, logo sentando-se de volta na cadeira. –

Kitty e Kurt encaravam-na como se fosse louca, e Marley sentiu-se um tanto constrangida.

– Tem razão – Quinn pronunciou-se, dessa vez Charlie que encarou-a como se fosse idiota. – Seria uma missão um tanto suicida, realmente, mas isso faria com que pudéssemos dormir em paz por mais algumas noites-

– Eu acho – Charlie levantou-se, interrompendo a irmã gêmea. – Que como uma comunidade sensata, deveríamos ir, apenas quem quiser, óbvio. Algum voluntário? – Seu tom foi um tanto autoritário e Quinn quis rir, mas segurou-se ao ver o olhar decidido da mais velha. –

– Eu vou. – Puck pronunciou-se, não tinha nada a perder mesmo. –

– Eu vou, também. – Mike disse, Tina apenas fitou-o um tanto incerta se essa realmente era a coisa certa a se fazer. –

– ... Também vou. – Marley murmurou, e Kitty deixou a mesa numa rapidez incrível. A morena nunca se sentiu tão culpada. –

Quinn apenas encarou-a com pena nos olhos, e Marley logo fez um gesto estranho antes de correr para o seu quarto dividido com a namorada no andar de cima.

–------------------------------------------------------------------------------

– Kitty, eu- Ela começou um pequeno discurso ao adentrar o quarto, onde a loirinha chorava abraçada aos joelhos na cama incrivelmente grande. –

– Eu não quero que você vá, ok? É isso, eu não deixo! – Ela praticamente gritou, o rosto escondido entre as mãos. – Eu não vou te perder de novo ... –

Aquelas palavras quebraram Marley. Ela lembrava-se nitidamente de estar no McKinley, ainda em Lima, com Kitty, há cinco meses atrás. O alerta de mortos-vivos ainda estava aos poucos de escala mundial, porém todos já estavam cientes disso, ainda tentando manter a vida o mais comum o possível mesmo com o Japão e a África estando um caos.

Lembrava-se então de ter ido matar aula para fumar nas arquibancadas com os amigos como sempre faziam, e do nada ver alguns alunos correndo desesperados para fora do prédio, pingando sangue e com feridas devastadoras nos braços e pescoços, até que um deles caiu morto e minutos depois levantou, mordendo a cintura de uma garota de um modo tão brutal que ela teve um pedaço de si arrancado, e então caiu.

O zumbi então passou a devorá-la viva, enquanto a pobre menina gritava por ajuda, até que outros alunos com as bocas pingando de sangue vieram cambaleando até ela, e o resto ... Bem, Marley só saiu do choque quando Kurt gritou assim que eles começaram a se aproximar. Eles fugiram, mas Marley insistiu em ir atrás de Kitty dentro do colégio.

Procurou a loirinha em todos os lugares, até encontrá-la no meio da multidão de alunos desesperados que corriam por suas vidas. Alguns foram pisoteados até a morte, e Marley foi arremessada ao chão, quase sendo mordida se não fosse por Santana, que esmagou a cabeça do zumbi com o extintor de incêndio. Ao levantar-se, notou que Kitty tinha sumido, e só foi reencontrá-la meses depois, por pura coincidência.

– Kitty ... Vai ficar tudo bem, eu te prometo. – A morena sussurrou enquanto aproximava-se da namorada, envolvendo-a em seus braços. –

– Não, não vai ficar tudo bem, Marley! E se você não voltar? Eu não vou admitir te perder de novo, não vou admitir ter que dormir sem saber que você está viva, não agora que está tudo bem, ok? – Ela dizia, agora agarrada no corpo esguio do mesmo modo que Beth se agarrava ao ursinho que Quinn lhe dera. –

– Shhh ... Kitty, eu vou ficar bem. Será como foi em Lima, nós iremos e logo estaremos de volta. – Sussurrava, acariciando os cabelos dourados. –

A loira levantou a cabeça, fitando-a com os olhos verdes agora avermelhados pelo choro.

– Promete? –

– Prometo. – A morena sussurrou, selando a promessa com um beijo calmo e tenro. -

Notas finais
Faberry s2 Karley s2