Undead World.
26 Capítulo 26 - A sick idiot.
Notas iniciais
— Deus, você está queimando. – Rachel diz, alisando gentilmente a face corada de Quinn. – Pegou muita chuva. –
— D-desculpe ... – A Fabray murmura com o termômetro entre os dentes, e logo tosse de uma maneira quase preocupante. –
A volta para Calico fora normal e sem imprevistos. Após o deprimente velório dos três homens que haviam falecido na cidade, Quinn e os outros tiveram de fazer um pequeno check-up com o médico para ter certeza de que estavam realmente bem, porém Quinn começou a se sentir mal e logo Rachel parecia uma pilha de nervos, tão preocupada que poderia facilmente ter um AVC. Mas não fora encontrada marca alguma de mordidas ou arranhões e logo Quinn começara a demonstrar sintomas de gripe, e agora ali estava ela, debaixo de dois cobertores e com dores no corpo, sem contar a febre.
— É incrível como só você ficou doente. – A diva rapidamente retira o termômetro da boca de sua namorada, e suspira aliviada quando vê que a febre havia abaixado. –
— Imunidade baixa? – Quinn dá de ombros. – Ao menos eu tenho você para cuidar de mim. – Ela diz em um sussurro, mas Rachel ouve, e logo sorri abertamente. –
— Não é como se você merecesse. – Rachel retruca em tom de brincadeira, beijando a testa de Quinn, e a ex-loira sorri infantilmente. – Agora abra a boca. – Logo ela pega a lata de sopa deixada de lado, reunindo uma certa quantidade sobre a colher. –
— E-eu não preciso – Espirro. – Eu não preciso que você me dê comida na boca, Rach, eu não sou uma criança babona! Aliás, eu não vou comer esse negócio. – Quinn diz infantilmente e então cruza os braços, fazendo uma careta emburrada, que fora o suficiente para Rachel rir. –
— Não, você não é uma criança. – Ela diz entre risos com um certo sarcasmo. – Agora pare de fazer birra e abra a boca, bebezinha, você tá parecendo a sua filha. –
— Eu não tô fazendo birr- Quinn mal pôde terminar a frase quando Rachel empurrou a colher em sua boca, forçando-a a tomar a maldita sopa. –
— Viu, não é tão ruim. – A morena diz pausadamente, como quando tenta explicar algo para Beth. – O que são as febres da Beth comparada com as suas ... –
— Desculpe ... – A garota de cabelos rosados murmura. – Sabe, por te fazer passar por isso sozinha. –
— Quinnie, se eu ganhasse dinheiro toda vez que você se desculpa ... – A diva responde, beijando a ponta do nariz da mais alta. – Está tudo bem. Agora abra a boca e termine de tomar a sua sopa. –
— Mas Rach-
— Nada de ‘mas’, Lucy Quinn! –
—------------------------------------------------------------------------------
Aquele soco havia doido como o inferno e seu olho esquerdo ardia um pouco pelo pequeno corte que havia aparecido um pouco abaixo do supercilio, mas Marley estava bem, ela levava um desses quase todo fim de semana. Sua adversaria estava pior de qualquer jeito, com o lábio cortado e um nariz possivelmente quebrado.
A sua volta, as pessoas gritavam e incentivavam, fazendo apostas em dinheiro vivo e se empurrando uns em cima dos outros apenas para conseguir uma vista decente.
— Será que a nossa imbatível Marley Rose finalmente teve a sua primeira derrota? – Ela escutou entre todos os outros gritos. –
Um rapaz loiro em cima de um caixote de madeira que segurava um megafone diz, segurando algumas notas de dinheiro para suas próprias apostas.
— Já acabou, Rose? – A garota asiática e estranhamente bombada grita, e todos os ali presentes gritam animados. –
Os gritos se tornam ainda mais altos (Se é que isso era possível) quando Marley levanta e estala o pescoço como se nada tivesse acontecido. Ela reassume a posição, encolhendo os dois braços na altura do rosto, e logo a asiática parte para cima novamente, socando tudo que conseguia enxergar. Quando ela vai desferir socos novamente, Marley se agacha e então segura-a pela cintura, jogando-a no chão.
Rapidamente a morena monta em sua cintura e então começa a socá-la várias vezes no rosto até que então escuta um grito animado quando a asiática finalmente perde a consciência.
— Como era de se esperar, a senhorita Rose mantem o título! – O rapaz loiro grita no megafone, e logo os que haviam apostado contra apenas bufaram irritados, alguns xingando e se recusando a pagar enquanto os outros apenas comemoravam por terem ganhado suas apostas. –
— VEM MONSTRO! – Marley grita, levantando os braços em comemoração. –
— Marley Rose Hummel! – Uma voz grita do meio da multidão. –
Aquilo foi incrível, homens grandes e assustadores se abrindo como o Mar Vermelho para uma garota baixinha que não passava de um e cinquenta e sete de altura, tão bem arrumada que poderia ser comparada facilmente com uma bonequinha de porcelana. Isso se não fosse pela raiva nos olhos que poderiam sugar a alma de qualquer ser humano.
— Heeeeey, oi Kitty. – A morena dá um sorriso amarelo, sendo recebido com um olhar mortal. –
— ‘Oi, Kitty’ o caralho! Quantas vezes eu vou ter que dizer que não é pra você lutar?! Você está sangrando! – A loira grita, e todos ali estão em completo silêncio, apenas observando a lutadora mais forte de todas as brigas de rua sendo domada por uma anãzinha temperamental. –
— Eh, e-eu ... Eu ... –
— Não quero saber! Vamos pra casa para que eu possa cuidar desses seus machucados! – Ela praticamente grita e logo dá as costas para a morena. –
Marley levanta silenciosamente, e quando se aproxima do ‘juiz’ para receber seu dinheiro, novamente recebe um grito;
— Agora, Marley Rose! -
— Aquele dia foi louco. – A morena diz com um sorriso, beijando o topo da cabeça de Kitty. –
As duas estão abraçadas e nuas na cama em que dividiam, ainda um tanto ofegantes e até coradas. A loira sorri, e logo beija a morena demoradamente.
— Você sabe que eu nunca gostei dessas suas lutas clandestinas. – Ela diz, fazendo círculos aleatórios na cintura da morena. –
— É, mas elas me rendiam dinheiro. – Marley dá de ombros. –
— E machucados. – Kitty retruca. –
— E greves de sexo. E sexo selvagem pós-greve-de-sexo. – Ela ri alto, e a loirinha apenas soca-a no ombro, arrancando um ‘ouch!’ de Marley. – Credo mulher, você podia lutar no meu lugar, sabia? –
— A fama iria subir a minha cabeça. – Kitty dá de ombros com um falso ar convencido, e Marley ri novamente. –
— Você sabe que eu te amo, né? – A morena indaga, as duas agora mantinham um contato visual. –
— Claro que eu sei, já que eu também te amo. – Ambas se beijam demoradamente, até que Kitty se senta sobre a cintura de Marley. – Agora vamos repetir tudo. –
—------------------------------------------------------------------------------
Quando o pequeno sino bate, crianças saem da pequena escola à moda antiga que mais lembrava uma capela, algumas delas conversando entre si e outras brincando e rindo, e segundos depois, Chloe sai e logo sorri quanto avista Charlie parada logo à frente da escola.
— Charlie! – Ela grita feliz e então corre até a loira, jogando-se em seus braços. As duas compartilham um selinho demorado e então colam suas testas, ainda sorrindo. Elas não estavam namorando (Ao menos não oficialmente) mas era algo parecido. – O que você está fazendo aqui? Quer dizer, você deveria estar de repouso, a sua viagem foi extressante-
— Hey, hey, hey – A mais alta a impede de continuar divagando, tomando seus lábios com outro beijo. – Eu tô bem. E aliás, a gente só se viu hoje no ... Velório ... E eu quero passar mais um tempo com você. A aula já terminou? –
— Sim, as crianças aprendem rápido! Aliás, eu até que me sinto feliz fazendo isso ... Daí não parece que meus anos na faculdade foram atoa. – Ela sorri e então enrola os braços no pescoço da loira, escondendo seu rosto na curva de seu pescoço. –
— Cara, as vezes eu esqueço que você é a mais velha, você não tem tamanho. – Charlie diz em tom de brincadeira, e Chloe se afasta o suficiente para encará-la com um olhar falsamente zangado. –
— Oh, cale a boca! – A ruiva diz, e novamente elas se beijam até ficarem sem fôlego, ofegantes e um tanto coradas. –
— Sabe, Chlo ... O que nós somos? – A loira pergunta após alguns segundos, um tanto receosa e repentinamente tímida. –
— Como assim ... O que nós somos? – É a vez da ruiva perguntar, tombando a cabeça para o lado como um cachorrinho estranhamente fofo e curioso demais. –
— ... Eh, você sabe ... Estamos namorando ou algo assim? – Ela pergunta ligeiramente rápido, corando logo em seguida. –
— Vamos namorar oficialmente a partir de agora. – Chloe sorri infantilmente, e Charlie arqueia uma sobrancelha. — Bem, depende, você quer? -
— Você ... Acabou de me pedir em namoro da maneira mais simples o possível? – Ela sorri de lado, e a ruiva assente. –
— Parece que sim. –
— Então ... Estamos namorando ... ? – A loira indaga pausadamente, apertando ligeiramente os olhos. –
— Parece que sim. – A ruiva responde novamente, ainda sorridente. –
— Então ... Eu já posso fazer isso. – Quando Charlie sorri maliciosamente, Chloe mal tem tempo de arquear uma sobrancelha em uma ligeira confusão quando sente os lábios macios contra os seus, e quando a loira pede passagem, ela cede, juntando suas línguas em uma dança quase sincronizada. –
Apesar de tudo, o fim do mundo era bom de uma certa maneira, Charlie pensa ao escorregar suas mãos um pouco mais para baixo da cintura da ruiva.
Fale com o autor