Undead World.

15 Capítulo 15 - That was close.


Notas iniciais
Hey, olá :3 Primeiramente, me desculpem pelo capítulo minúsculo, mas cês sabem ... Fim de ano, provas, trabalhos e blá, blá, blá e.e

Pouco depois da uma da tarde eles pararam para ‘almoçar’. De acordo com Charlie, estavam em Spring Point Township, em Illinois. Mesmo que ninguém soubesse onde realmente era, apenas concordaram.

Rachel estava sentada no capô do Cadillac tentando fazer Beth comer um pouco das batatas enlatadas. A garotinha fazia uma carinha enjoada e logo em seguida tentava se esquivar, mas ao notar que não tinha saída, aceitava a gororoba estranha que sua mãe tentava faze-la comer.

Puck cuidou dos três walkers que apareceram perdidos por ali, e logo todos se reuniram em volta dos carros, cercados por vegetação e alguns zumbis longes o suficiente para não nota-los até um certo tempo.

– Alguma coisa? – Santana indagou ao sentar-se ao lado de Brittany dentro do Cadillac, a loira mexia no rádio tentando captar algum sinal de qualquer pessoa que pudesse. –

– Nada desde Terre Haute – A loira bufou. – Talvez já tenham desistido de nós. –

– Não pense isso. Eles são uma comunidade, tem mais o que fazer além de tomar conta de nós, porém entram em contato sempre que o possível. Vamos chegar lá sãos e salvos e então teremos uma vida próxima do que erámos antes ... Bem, nem todos. – A latina riu de lado, meneando a cabeça em direção à Quinn. –

A punk estava abraçada de lado com a diva fazendo caretas para Beth, enquanto vez ou outra dava beijos no pescoço ou pequenos selinhos em Rachel. Santana não admitiria em voz alta, mas ela tinha muito mais orgulho da Quinn atual do que daquela idiota egoísta que ela conheceu em uma festa há três anos.

Com mais um beijo em Rachel e outro no topo da cabeça de Beth, Quinn se pôs de pé, logo virando-se para as duas com um meio sorriso no rosto.

– Aqueles merd-

– Olha a boca! – A diva ralhou, meneando a cabeça em direção à Beth. A mais alta revirou os olhos com um sorrisinho no rosto e assentiu levemente. –

– Aquelas coisas – Ela olhou sarcasticamente para Rachel, que arqueou uma sobrancelha. – estão se aproximando. Acho melhor irmos, não é? – Disse em voz alta enquanto se espreguiçava, porém não chamou atenção de ninguém. –

Marley e Kitty ainda se pegavam no banco de trás do Ford enquanto Kurt balançava a cabeça ao ritmo de uma música aleatória de um CD que conseguiu recuperar sabe-se lá de onde, fingindo nem ver sua irmã e a namorada quase engolindo uma a outra. Puck e Sam bebiam garrafas de cerveja na beira da estrada enquanto levavam uma conversa aleatória, Charlie e Tina conversavam dentro do Cadillac.

– Claro que o Batman ganharia do Superman! Nunca leu O Cavaleiro das Trevas não? É tipo, uma das melhores histórias do Batman, no nível de A Piada Mortal! – A loira disse, um meio sorriso em seu rosto. Tina era namorada de Mike, como ela nunca pensou que para namorar um cara tão nerd como ele era, a garota tinha que ser nerd também? –

– O Superman ganharia do Batman! Ele não é humano- As duas garotas se assustaram ao ver o rosto de Quinn aparecer de repente na janela. Charlie jurava que um pouco mais e teria atirado na cabeça de sua irmã gêmea sem querer. –

– Desculpe interromper o super empolgante debate dork aqui, mas temos que ir. É bom chegarmos em Missouri antes de escurecer. — Ela arqueou uma sobrancelha e logo deu de ombros ao encaixar os óculos escuros em seu rosto e sair andando. –

Charlie sorriu timidamente para Tina, que apenas assentiu um pouco sem graça.

...

– E estamos em ... Lawrence County. – Charlie afirmou, escondida atrás de seu mapa. Eram quase sete horas, de acordo com o relógio de Sam. –

– Vamos parar. Não tem nada aqui, tipo, literalmente. – Quinn murmurou, alisando as costas de Beth que estava cochilando sobre seu peito, enquanto Rachel dirigia. –

A diva olhou em volta, e tudo que sua vista forçada pela escuridão ao anoitecer conseguia distinguir era apenas um posto de gasolina, ao lado de poucas casas com quilômetros consideráveis de distância, a maioria abandonada ou saqueada, talvez tão isoladas que ninguém ali soubesse o que aconteceu com o mundo lá fora.

– Vamos parar por aqui. Vai escurecer muito mais e não é seguro, cês sabem. – Charlie murmurou contra o walkie-talkie. –

– Escolham uma casa. – Kurt disse, o mais indiferente o possível. –

Rachel assentiu e então estacionou ao lado de uma pequena casa de madeira, parecia ser bem aconchegante, porém mais de dois dias ali seria suicídio, levando em consideração que Springfield não estava tão longe assim.

Com cuidado e cautela, Quinn, Rachel, Puck e Santana desceram com facas nas mãos, as garotas com as três únicas lanternas que o grupo conseguiu encontrar. O rapaz de moicano bateu levemente a ponta do taco de baseball na janela ao lado da porta, porém nada. Quando foi tentar abrir a porta, a maçaneta mal se moveu; Estava trancada.

Antes que todos começassem a se desesperar, Santana riu de lado e retirou um grampo que prendia sua franja, logo ajoelhou-se em frente à porta de madeira vagabunda e passou a movimentar a pequena chave improvisada dentro da fechadura, com vários estalos sendo escutados no processo, até que a porta então foi destrancada.

– Como você ... ? – Quinn murmurou para a amiga, e foi respondida apenas com um sorriso arrogante. –

– Eu cresci em Lima Heights Adjacent, perra. – A punk apenas arqueou as sobrancelhas e assentiu sem graça, logo abrindo lentamente a porta com um rangido escandaloso que qualquer um lá dentro poderia escutar. –

Seu All Star surrado pisou no chão de madeira receosamente, logo escorregando para dentro da casa sem rodeios. Sua mão que segurava a lanterna tremia lentamente enquanto ela tentava se concentrar o suficiente para não deixar o facão cair no chão, mas a verdade era que estava com medo. Não sabia o que podia ter ali.

A casa era pequena porém aconchegante, com uma sala de estar, uma cozinha e aparentemente dois quartos e um banheiro. Passando lentamente a luz da lanterna sobre as paredes, concluiu que um casal de idosos moravam lá.

– Tá de boa aqui ... Puck, dá uma olhada nos quartos, por favor. – Ela pediu, olhando lentamente em volta. O rapaz de moicano assentiu e logo sumiu na escuridão que estava aquela casa. –

– Rach, pode chamar os outr- Rapidamente perdeu a voz ao virar-se para a namorada, e logo em seguida escutar o barulho de algo caindo sobre suas costas, seguido de um grunhindo irritado. Oh não. –

As mãos ossudas e frias alcançaram seus ombros, porém segundos depois que o odor horrível de carne podre invadiu suas narinas, o barulho de algo sendo fincado na carne, o osso e o cérebro sendo perfurados alertou-a de que estava salva. O baque oco do corpo caindo no chão alertou todos ali.

– Sério que vocês perderam tempo com a porta? A janela tava destrancada. – Marley girava uma pequena faca entre os dedos, sua voz vindo do nada assustou Quinn. –

– Caralho, Marley, eu te amo! – Ela murmurou após se recuperar do susto, a morena deu de ombros. –

– Eu também me amo. –

Notas finais
Teremos pessoas importantes na comunidade, a história vai se desenvolver com eles sendo parte importante u.u E aliás, o que falta, o que não falta ... ? :v