Unconditional Love
15 Pacote entregue
Notas iniciais
LARISSA F, Erica, millemouram, Sisters_love, BellaDS, LêhRobsten e Sandy Beatriiz! Bjos.
Vamos a mais um capítulo!
Capítulo anterior — ... Chegando aos fundos sem maiores problemas já que naquele instante dois de meus homens já entravam no local logo atrás de nós fazendo a varredura no mesmo prevenindo um possível enfrentamento ao qual achávamos difícil acontecer diante do horário e da nossa movimentação sincronizada e rápida, percebemos que o local se encontrava em total penumbra, liguei a pequena lanterna que se encontrava acoplada e minha roupa e após Leroy abrir a porta do pequeno cômodo entramos... Ouvi gemidos contidos...
– Nove horas! Disse Leroy me indicando a posição de onde vinham os gemidos e no mesmo local se encontrava um homem deitado todo encolhido... Ao colocar a lanterna em cima... Levei um choque.
– Edward...
A cena que presenciava me deixou perplexo, era meu irmão... Encolhido e tremendo, coberto com um fino cobertor... Extremamente magro em nada semelhante ao homem que ele era, a barba grande e os cabelos desgrenhados... Agachei-me próximo ao seu rosto, seu cheiro era enojante. – Edward? Mano? Soltei desesperado ao constatar que ele estava bem próximo da inconsciência.
– Tenente temos que agir logo! Disse Leroy, toquei em Edward e constatei que ele estava ardendo em febre... No impulso peguei meu irmão nos braços ainda tremulo e gemendo, seu peso leve... Na hora que me levantei do chão seu gemido se tornou mais alto.
– Quietinho Edward, eu vou tirar você daqui... Leroy já estava na porta do cômodo, segui em sua direção e saímos... Do lado de fora nos deparamos com a figura de um garoto com os seus dez anos, ele estava no meio do quintal.
– Merda! Soltou Leroy e no mesmo instante ele se aproximou do garoto. – Se quer viver entre sem olhar pra trás... Disse empurrando o menino em direção à porta dos fundos de sua casa... As luzes da mesma estavam completamente apagadas, mas se via em uma janela um foco de luz discreto... Imaginei que o garoto provavelmente estivesse ali e nos viu invadir sua propriedade... O garoto abriu a boca e nos deu a impressão de que iria gritar, Leroy colocou a mão na sua boca e lhe mostrou o fuzil que carregava ao garoto. – Não quero lhe matar, mas se não cooperar serei obrigado a agir... Leroy me olhou e nos entendemos de imediato... Sai disparado dali, sabendo que ao alcançar a rua já teria retaguarda... Edward permanecia gemendo sem pronunciar uma palavra... Alcancei a rua e quando dei por mim já estava dentro do furgão conseguido por Daniel e Leroy entrou logo em seguida.
– Vamos! Soltei enérgico e Daniel colocou o veiculo em movimento. – Quanto tempo até o local de entrega? Soltei olhando para meu irmão que se encontrava com a cabeça em meu colo.
– Dez minutos! Afirmou Daniel... Era muito tempo, o restante dos homens se mantinham alertas olhando para todos os lados possíveis através dos vidros e Daniel pisava fundo.
– Edward? Chamei dando-lhe uma leve sacudida, ele não respondeu e apenas permaneceu gemendo. – Mano fala comigo... Pedi com o rosto próximo ao dele... A aparência frágil de meu irmão me deixava sem ação.
– Bella... Ouvi-o falar bem baixinho e percebi que ele não estava ali, sua consciência estava realmente abalada, seu estado de letargia era evidente e preocupante... Comecei a notar que os gemidos eram na verdade a sua dificuldade em respirar, as extremidades de seu corpo estavam arroxeadas, as pontas de seus dedos e seus lábios, dois enormes círculos roxos desenhavam as suas orbes em volta dos olhos... A aparência era mesmo de um doente em estado terminal... Eu queria que Daniel fosse mais rápido... Eu queria levá-lo até papai... Ansiava voltar no tempo em que ambos éramos crianças nas inúmeras vezes em que ele se machucou e eu o levei para casa em busca dos cuidados médicos de papai e dos carinhos de mamãe...
– Estamos chegando! Soltou Daniel um tempo depois... O local era uma pista de pouso clandestina ao sul de Damasco, um local afastado... Daniel parou o furgão e fomos recebidos por quatro homens... O líder Alfred era inglês, um ex-soldado da força aérea britânica... – Precisamos ser rápidos! Disse Daniel descendo do furgão... – Tenente este é Erick Svirny, ele é médico... Falou Daniel e no mesmo instante o tal Erick já avaliava meu irmão... Retiramos Edward do furgão e já o encaminhamos para um helicóptero que se encontrava na pista... O tal Erick começou a examinar meu irmão e todos assistiam a cena.
– Precisamos ser rápidos, ele possui sérias dificuldades para respirar, o pulmão está com a ausculta carregada, parece-me uma Pneumonia severa! Disse o médico deixando-me ainda mais preocupado.
– Por favor, doutor quero que fale assim que possível com uma pessoa... Bem ele... Apontei para Edward. — É meu irmão e a pessoa com quem quero que fale é o nosso pai que é médico... Não quero interferir em seu trabalho, mas se puder ligar para este numero e alertar meu pai da situação eu...
– Dê-me o numero... Disse de forma direta e eu o fiz. — Assim que chegarmos ao Egito eu ligo para ele! Afirmou.
– Edward... Mano… Seja forte! Dizia apertando sua mão. – Você está indo pra casa cara... Tudo vai dar certo, seja forte ok? Falei beijando sua testa.
– Tenente precisamos ir, seu irmão precisa de cuidados imediatos do contrario eu não poderei garantir um socorro bem sucedido! Soltou o médico sério me deixando ainda mais tenso, pedi seu numero para o caso de passar ao meu pai assim que conseguisse falar com ele e logo nos afastamos do helicóptero que em seguida subiu levando meu irmão para longe daquele inferno... Edward não estava bem, a expressão de preocupação na feição do médico fora evidente associada ao quadro que eu via a minha frente, Edward estava quase inconsciente e ardia em febre além da intensa dificuldade para respirar... Eu nada podia fazer a partir de agora a não ser esperar em Deus e desejar que tudo corresse bem!
– Eles vão cuidar dele tenente, garanto que seu irmão será bem assistido! Disse Daniel... Saímos dali rapidamente e quando o dia amanheceu totalmente eu estava em meu quarto de hotel... Sem mais resistir liguei para o meu pai...
– Alô! Disse meu velho do outro lado da linha.
– Pai sou eu... Emmett...
– Filho que bom ouvir sua voz! Afirmou animado.
– Pai ele está vivo e neste momento está indo para o Egito... A situação dele não é boa... O nome do médico que o recebeu de minhas mãos é Erick e ele irá te ligar assim que pousar no Cairo... Expliquei ao meu pai tudo de uma só vez e percebe que ele do outro lado da linha ouvia a tudo atento, dei-lhe o numero do médico...
– Estarei na espera e embarco para o Cairo assim que souber do paradeiro de seu irmão por lá! Afirmou em seguida. – Emmett como ele está, falou com ele? Perguntou direto e eu respirei fundo.
– Ele não está bem pai, estava praticamente inconsciente e o médico disse que está ao que tudo indica com uma Pneumonia severa... Expliquei e senti meu pai ficar tenso do outro lado da linha, conversamos mais um pouco e logo depois nos despedimos.
POV Carlisle
A conversa com o médico Erick Svirny me deixou tenso para dizer o mínimo, Edward estava muito doente... Uma Pneumonia severa era o seu quadro mais grave, além do fato de estar debilitado fisicamente por conta de uma má alimentação... Seu peso no momento segundo o médico era de no máximo sessenta quilos, para seus um metro e noventa isso era preocupante... Contar a Esme sobre seu estado fora outro problema, minha mulher sentiu-se até mal com a noticia... Sim eu tinha consciência de que meu filho não estava bem e o pior poderia acontecer infelizmente.
– Papai o senhor não conseguiu falar com ele? Perguntou Alice, estávamos todos na sala de minha casa.
– Edward está inconsciente, seu estado não é bom... Estamos contando que o quadro clinico estabilize para que possamos traze-lo para casa! Afirmou resignado e o silencio se instalou por alguns instantes.
– Emmett disse que a aparência dele era realmente muito frágil! Soltou Rosalie e Esme voltou a chorar.
– Eu vou para o Cairo encontrar com a equipe que está cuidando dele lá...
– Eu quero ir também! Soltou Alice.
– Filha todos querem ir, eu sei que a ansiedade é grande, mas precisamos ser objetivos para que possamos ajudar seu irmão... Eu preciso que fiquem aqui e preparem tudo para a chegada dele...
– Carlisle estou à disposição para o que precisar! Afirmou Jasper.
– Obrigado! Bem preciso que você procure o senador e lhe conte pessoalmente tudo o que está acontecendo... Tenho que voltar com Edward em sigilo... Seria perigoso expor sua volta ainda mais tendo Emmett por lá... Sabemos que a dimensão de tudo isso é assustadora e como disse Emmett... Edward é um arquivo vivo e vão querer eliminar a sua vida! Afirmei e o silencio voltou a se instalar.
POV Bella
Ouvir que Edward estava vivo, doente muito doente, mas vivo me deixou em êxtase e enquanto todos na sala falavam e falavam eu só pensava em quando poderia vê-lo, estar com ele, próxima a ele... Sentia-me tensa pelo seu estado, via no semblante de meu sogro a preocupação aparente... Sim meu marido estava muito doente e precisava de cuidados, mas estava vivo... EDWARD ESTAVA VIVO! Meus pequenos estavam na sala de tv dos avós assistindo a algum desenho e não se ativeram a séria conversa que ocorria na sala...
– Carlisle… Disse me aproximando dele uma hora em que todos estavam um tanto dispersos, ele me olhou logo depois de encerrar uma ligação... – Eu não quero atrapalhar, vou fazer o que me disser para fazer, mas se... Se eu puder ir com você... Se puder ir para o Cairo com você... Eu vou pedir para minha mãe vir de Forks ficar com as crianças e...
– Tudo bem Bella, Esme ia comigo, mas seu estado emocional não está dos melhores e sendo assim ela entendeu que não é prudente e nem será favorável que ela vá comigo, neste caso você será muito bem vinda me acompanhando! Disse ele e meu coração se encheu de uma alegria intensa... Eu iria ver o meu amor em breve!
...
– Bella querida eu... Cuide dele e... Esme se encontrava intensamente emocionada ao mesmo tempo que temerosa, e todos tentavam ampara-la, percebi que Thomas havia visto a avó chorar e ficara pensativo.
– Esme ele vai voltar, veja ele sobreviveu a aquilo tudo, não vai ser agora que irá nos deixar... Eu... Eu me recuso a acreditar nesta possibilidade... Eu vou com Carlisle e nós vamos traze-lo pra casa vivo! Afirmei e ela me abraçou.
– Eu ajudo a sua mãe com os pequenos! Disse Alice um pouco antes de sairmos da casa de seus pais naquela noite.
– Eu sei que ajuda obrigado amiga! Falei também abraçando-a de forma desajeitada por conta de Emy que já dormia em meu colo. O clima era de apreensão... Estava mais do que claro que Edward não estava bem... Estava mais do que claro que a sua saída da Síria havia sido feita a força, o que me fazia pensar se isso não se tornaria um motivo de retaliação de alguma parte inimiga em cima de Emmett que ainda estava lá ou até mesmo de nossa família... Eu não queria ficar paranoica, não queria me deixar levar pelo medo... Na verdade eu queria me deixar levar pela esperança e confiança de que agora as coisas iriam ser diferentes de forma positiva... Edward voltaria para casa e estaria seguro... A cada segundo onde eu imaginava que logo eu estaria com ele, logo estaria perto dele eu me via em um misto de euforia e expectativa intensa... O meu Edward estava vivo... ELE ESTAVA VIVO! ... Minha mãe viera me ajudar após eu lhe dar uma rápida explicação por telefone...
– Ele... Está vivo? Perguntou Renê chocada com a revelação... Eram mais de meia noite, os meninos já estavam dormindo e estávamos nós duas sozinhas em meu quarto... Eu respondi afirmativamente com a cabeça e ela com a mão na boca se mostrou chocada. – Deus... Todo esse tempo, esse menino estava preso e sabe-se lá em que condições... Todas as vezes que eu pensava nisso meu coração se apertava com imagens de algo que eu nem imaginava como era, apenas de ouvir falar e de ver em filmes eu conseguia visualizar algo parecido e aquilo me assustava... Como estaria o meu marido, como estaria a cabeça de Edward diante de todo este sofrimento... Como seria a partir de agora?
(...)
– Masi Emy qué i mamãe! Disse minha gostosa de maneira chorosa sentada no meio da minha cama enquanto eu terminava de arrumar a minha mala.
– Oh minha gatinha, a mamãe não vai se demorar... Logo, logo estarei de volta! Afirmei pegando-a no colo e minha mãe assistia a cena com um sorriso discreto. – Veja a vovó vai ficar aqui com você! Soltei e ela olhou para a avó e em seguida escondeu seu rostinho em meu pescoço... Tomy estava parado na porta do meu quarto assistindo a tudo sem se pronunciar... Eu ainda não tinha contado nada a eles sobre o pai... Terminei de arrumar minha mala e meu pai me esperava na sala para me levar ao aeroporto onde encontraria Carlisle e embarcaríamos para o Cairo... – Vai me dar um abraço? Perguntei ao meu pequeno que ainda se encontrava parado na porta do meu quarto... Thomas deu um passo à frente e parou... Minha mãe havia ido para cozinha com Emily em seu colo pedindo suco.
– Mamãe eu... Eu sou o homem da casa não é? Perguntou olhando-me sério.
– Sim meu amor até... Disse e naquele instante a expressão no rosto de meu garotinho me deu vontade de dizer a verdade, mas achei melhor esperar... – Você é o homem da casa e é por isso que eu quero que você cuide de tudo pode ser? Ajude a vovó e a Bah a cuidar de Emy ok? Pedi e ele permanecia sério... Eu queria poder contar o que estava acontecendo...
– Eu vi no mapa que o Egito fica perto da Síria... Se eu imaginava que ele estivesse alheio a tudo a sua volta neste momento eu tinha constado que não, Thomas estava pegando as coisas no ar, palavras jogadas, mas ainda não tinha percebido por um milagre que o assunto estava relacionado ao seu pai. — E... Mamãe diz pra mim o tio Emm tá bem? Perguntou preocupado e eu sorri para ele.
– Sim gatinho o tio Emm está bem eu te garanto! Falei e ele permaneceu me olhando. – Vai me ajudar com a Emy? Perguntei mais uma vez e ele assentiu. – Obrigado meu amor! Falei abraçando-o e ele retribuiu o abraço depositando sua cabecinha em meu ombro.
...
– Prazer doutor Cullen, eu sou Erick! Disse o médico a Carlisle... Erick havia socorrido Edward ainda em solo sírio e desde então estava cuidando dele em uma pequena clinica no Cairo para não levantar suspeitas, havíamos acabado de desembarcar naquela cidade.
– È um prazer conhece-lo Erick! Disse Carlisle retribuindo o cumprimento e em seguida me apresentando... Saímos rapidamente do aeroporto e a pedido de meu sogro Erick nos levou direto onde estava Edward... A clinica era simples, segundo Erick era de um amigo que sempre ajudava pessoas com casos semelhantes a Edward... Prisioneiros de guerra, refugiados... Pelo que ele falava isso era mais comum do que se imaginava... Entramos nos corredores da mesma e o meu nível de ansiedade se tornou insuportável... Erick parou em frente a uma porta e nos olhou.
– Bem... Talvez se assustem um pouco com o que irão ver, pois pelo que me parece Edward não era nem de longe o homem que está aqui internado... Dizia e eu na verdade queria afasta-lo daquela porta e entrar de uma vez... – Ele está bem debilitado doutor Cullen e creio que tira-lo daqui de imediato não seria algo prudente... Bem, por favor, entrem e depois conversamos... A porta foi aberta e Carlisle entrou na frente e em seguida Erick me deu passagem... O homem deitado naquela cama, desacordado, não tinha nada do Edward que eu conhecia e me forçava a sempre lembrar... Ele estava muito pálido e magro, sua testa suada dava sinais de exaustão... A roupa também tinha sinais de grande transpiração... – Estamos administrando um coquetel entre antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios e vitaminas... Como pode ver ele se encontra bem debilitado e desde que chegou aqui não pronuncia nada coerente... Está entre a semiconsciência e o delírio... Eu... Eu sinto muito! Disse Erick e eu não me contendo mais me aproximei da cama pegando na mão gelada de Edward que repousava sobre o colchão, as lagrimas desceram sem controle diante do estado em que se encontrava o meu marido... Completamente ausente, com o aspecto sofrido e absurdamente abatido em nada, nada próximo do homem que eu me despedi no dia em que ele foi para a Síria em missão de paz... Aquela expressão se tornava agora tão ridícula... Edward havia ido para Damasco com a incumbência de resolver uma questão alarmante e preocupante, mas o objetivo era que tudo fosse feito de forma pacifica... A busca de Edward pela paz no Oriente Médio, anos e anos de pesquisas e discursos alertando tal necessidade hoje haviam se voltado contra ele...
– Edward... Amor??
…
Notas finais
E agora o que me dizem???
Quero muito ouvi-las... Estou aguardando!
Bjos e até o próximo capítulo!
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