Uncommon Love

9 Sonhos Parte 2


Notas iniciais
Bom, como prometido, mais um pouco atrasado, a parte dois, com um tamanho razoavelmente grande! Obrigada por todos os comentários no capítulo anterior, meus amores. Vocês são demais!

Anteriormente:

– Não rola mais nada entre nós dois, tio Damon – ela disse ao entender. Sorri sem pensar, mais logo percebi o que tinha feito. Fechei a cara quando Elena mordeu os lábios. “Meu Deus!”, pensei. A visão de Elena e a noite anterior inundava meus pensamentos.Naquele momento, daria tudo para saber o que se passava em sua cabeça – Eu já vou indo... Vou deixá-lo se trocar.

– Não – disse sem pensar. Ela se espantou e eu tentei concertar – Quero dizer... Não... Éh... Quis dizer, perguntar na verdade, se o Danny já tomou café?

– Ainda não, tio... Ele disse que esperaria o senhor.

– Ok – ela sorriu, eu retribui e ela saiu do quarto fechado a porta. Elena... O que estava acontecendo com a minha cabeça?

Arrumei-me e fui para a cozinha. Danny me seguiu quando passei na sala.

– Elena já foi para a Faculdade – ele respondeu, quando percebeu que eu procurava por algo.

– Já?

– Sim... Parece que antes da aula, era se encontraria com Elijah, irmão da amiga dela.

– Por que? – Perguntei, tentando parecer o mais despreocupado possível.

– Aconteceu um problema ontem no jantar com os Mikaelson, a família da Rebekah, a tal amiga da Elena... Uma briga durante a festa...

– Festa? Mais não era um jantar?

– Bom, quando nós chegamos lá, era ma festa... Era um casarão, cara... Teria o jantar, a mesa estava pronta e tudo... O irmão mais velho da Rebekah, um médico – ele abocanhou um pedaço de pão – Niklaus, se não me engano... – falou de boca cheia e tomou um gole apreçado de café. Quis rir de meu amigo, mais me segurei, Danny parecia mais um jovem estudante do que um advogado promissor – Cara! Ele deu o maior vexame falando do irmão, o Elijah e da Rebekah... A Rebekah brigou com ele, o Elijah teve que o levar para cima... Acredito que ele tenha bebido bastante antes disso!

– Sério? – perguntei. Elena devia estar preocupada.

– Sim... Acho que vou dar um pulo no escritório... Caroline nem me ligou pra dizer se havia chego...

– Ah... Ela pediu para avisar que só chega na semana que vem... Sério? A mãe dela piorou?

– Não... Parece que chegou mais familiares dela... A mãe esta melhor, mais como tem praias, Carr criou um feriado especial para ela... Eles na verdade...

– Sabia que o Matt foi para lá também? Vai ter pilhas de papeis na segunda-feira em cima das nossas mesas...

– Eu te ajudo com os papeis... Lá no escritório, trabalho ta em falta... – respondi tomando um gole de café – Mais... O Matt? Foi porque?

– A mãe da Carr é tia dele, não é? São primos... Além disso, parece que não tem jogo esse fim de semana...

– Havia me esquecido desse detalhe...

– Você vai ao escritório? – ele me perguntou.

– Vou... Preciso conversar com o Nathan... – Me levantei – Até mais tarde, cara...

– Até – ele respondeu e eu segui até a sala e peguei minhas chaves. No escritório havia poucas pessoas. Nathan estava sentado em sua cadeira analisando alguns papeis quando entrei. Ele se espantou, mais me lançou um largo sorriso.

– O cara viciado em trabalho chegou atrasado!

– Pra que chegar cedo? Não tenho nada pra fazer aqui... – resmunguei fechando a porta e seguindo para a cadeira em frente a mesa.

– Na verdade, Damon... Um casal deu entrada em um processo de danos morais contra a Norte Importadora, você sabe... Aquela do centro... Bom, não sei o porque desse pedido, mais encaminhei o caso para você.

– Pequenas causas...? Eu atuo do lado das empresas, Nathan...

– Mais eu não... E o caso era meu, mais você está ficando amarelado e antes que dê entrada em algum hospital, vou logo medica-lo com trabalho, que é o que te falta, caro amigo... – sorri com sua insinuação de eu estar doente, mais estava ali por outra coisa.

– Nathan... Preciso de um conselho e... Acredito que você seja a pessoa mais indicada para me dar um...

– Mais porque eu?

– Por que... – pensei em uma resposta, mais não encontrei – Ok, porque entre os meus amigos, você é o que melhor guarda segredo... Eu não quero que essa conversa saia daqui.

– Ok... O que foi? Traiu a Caroline? – ele foi direto, o que me assustou.

– Não – respondi rindo... Quer dizer...

– Você traiu, não traiu? – ele sorriu novamente. Estava admirado – Damon Salvatore traindo! – disse baixo, mais com excitação em sua voz – Eu te conheço a sei lá quantos anos e nunca te vi trair nenhuma namorada! Quem foi a garota que conseguiu essa proeza? -

– Minha nossa, Nathan! Fala baixo! – Ele estava cauteloso com sua voz, mais se empolgou na ultima parte.

– Desculpe-me, Damon, mais você vai ter que me contar quem foi a santa que operou esse milagre – ele riu – Damon, você sempre foi o santinho!

– Que ideia péssima foi essa de ter vindo falar com você, seu idiota – balancei a cabeça negativamente enquanto ele ria. Sorri também, vencido. Levantei-me da cadeira – Eu vou embora...

– Não! – Ele gritou – Você não vai sair antes de me dizer o nome dela!

– Eu não vou te dizer nada... Eu não posso dizer, ok? – virei de costas e pouco antes de eu pegar na maçaneta, Nathan me disse sincero.

– Termine com a Caroline – Virei em sua direção com a sobrancelha arqueada – termine com a Carr – ele repetiu – Você não a ama, se amasse, não estaria aqui, não existiria outra mulher, não existiria outra opção, Salvatore. Você tem que terminar com ela... – Assenti em resposta – Espere ela voltar e termine com ela.

Segui até minha sala tentando pensar em uma forma de terminar com Caroline. Ela iria ficar irada. Eu tinha certeza que não aceitaria um fim de namoro sem uma explicação maior e melhor do que um simples “Eu não te amo” vindo de mim. Passei o resto da manhã sentado ali, tentando inutilmente analisar o caso que Nathan me passara, mais a única coisa que eu consegui retirar daquele caso depois de 3 horas, foram os nomes do casal: Marilin e Andy Morrison, tudo por que minha cabeça, ora vagava sonhadora ao encontro de Elena, sua voz, seu sorriso, sua pele, seus seios... Ora se perdiam em Caroline e o relacionamento de três anos que eu estava prestes a jogar pelos ares.

Mais eu havia chego decidido em casa naquele dia, na segunda-feira, chamaria Carr para jantar em casa, conversaria com Danny para que ele saísse com Elena, para que Caroline e eu pudéssemos conversar melhor. Se Caroline decidisse fazer um escândalo, que fosse em minha casa e não no meio de um restaurante lotado.

– O que vai fazer a tarde, desocupado? – Elena perguntou a Danny enquanto almoçávamos o espaguete que Mary havia preparado.

– Sei lá... Pensei em dormir – ele disse somente.

– Então cancele seus planos... Preciso de você na faculdade hoje.

– O quê? – ele perguntou sem jeito.

– Preciso de você, aliás... Preciso de um dos dois! – ela falou me lançando um olhar cativante – Vai haver uma audição no teatro municipal hoje, apenas cinco das 6 turmas de teatro de todos os anos foram chamados para participar e eu estou entre eles — Danny sorriu empolgado e naquele momento percebi que meus lábios estavam puxados em um sorriso também – Começa as 15 horas e eu vou direto para lá, com o texto, mais preciso que um dos dois, tio Damon, seria melhor, pois é meu representante legal aqui... Fosse a faculdade daqui a pouco para assinar uma autorização na secretaria do curso. Não me deixaram trazer para casa... E Danny, seria ótimo se repassasse o texto comigo de depois do almoço até as 14h40. Como o teatro não é muito longe, conseguiríamos chegar a tempo em 20 minutos, se fossemos de carro...

– Claro, eu te levo de carro e repasso o texto com você – Danny sorria — Parabéns Elena!

– E eu vou a sua faculdade – disse logo em seguida sorrindo. Ela estava radiante, se havia sido chamada para uma audição com três meses de curso, era porque realmente tinha talento – Parabéns.

– Tio Damon – ela deu uma pequena pausa antes de continuar – Seria muito legal se o senhor fosse a audição.

– Eu vou, Elena – respondi, ela me olhava nos olhos e eu sustentei seu olhar. Eles brilhavam e eu estava encantado.

Após terminarmos o almoço, troquei de camisa e escovei os dentes antes de sair. Ela estava empolgada e repassava o texto com Danny na sala. O transito estava lento, engarrafado no caminho da faculdade. Acontecera um acidente com uma carreta que transportava alguma mercadoria. Tive que pegar um desvio e me atrasei um pouco. Quando cheguei lá, um homem esperava na secretaria.

– Só faltava o senhor, senhor Salvatore – Ele disse, me entregando alguns papeis e uma caneta – Assine aqui, e aqui... Ah... E aqui também...

Assinei e segui para meu carro. A pista principal ainda não havia sido liberada e novamente tive que pegar o desvio. Já eram mais de 15 horas quando cheguei ao teatro.

– Ela ainda não fez a audição. Não chegou sua vez... – Danny disse notando meu nervosismo – Você anda estranho, Damon.

– Só fique com receio de chegar atrasado. Houve um acidente no caminho da faculdade...

– É um musical, chama-se Malvada. Ensaiamos um pouco um texto em que ela contracena com Elijah, falamos dele mais cedo... E ela também ensaiou 3 musicas do musical. Nem acredito que deu tempo para tanto... – Ele também estava empolgado por ela. Na verdade nós dois estávamos. Elena estava fazendo algo que nunca fizera em todo o tempo que ficamos sem nos ver. Ela estava sendo feliz. Estava sendo feliz em algo que gostava verdadeiramente de fazer. Elena estava tão perdida quando chegou em casa e agora estava tão dedicada a isso, dedicada a atuar – Está vendo aquela mulher ali? É ela que vai julgar... Elena está fazendo apenas um teste, não tem um papel específico. Ela que dirá se Elena será um personagem importante, ou a pedra que constitui o cenário – eu estava com um frio na barriga.

Elena e o tal Elijah entraram de mãos dadas no palco. Ele trajava um elegante terno e ela um belíssimo vestido azul marinho rendado. Eu estava maravilhado, ela parecia um sonho, brilhava a minha frente me deixando bobo, naquele momento, me deixei levar por meus delírios e sonhei estar ao seu lado, a conduzindo.

– Love Game, por favor – A mulher sentada pediu e eles assentiram. A musica começou a ecoar pelo teatro e Elena começou a cantar, sua voz doce como o mel. Ele também cantou. Eles dançavam e aquilo era incrível a meu ver, estavam tão sincronizados, sorriam, cantavam e dançavam uma espécie de valsa melancólica, tudo ao mesmo tempo e aquilo me era impressionante.

– Parabéns, senhorita Elena Salvatore e senhor Elijah Mikaelson – a mulher falou quando eles terminaram a apresentação – Devo admitir que vocês formam um belo casal – a menção da palavra casal me dera náuseas. Mais eu havia de concordar que eles eram um belo par, mesmo eu, naquele momento, querendo estar no lugar do tal Elijah – Agora, preciso da cena. Espero que estejam bem ensaiados, é Romeu e Julieta – eles balançaram a cabeça e se separaram. Elena subiu algumas escadas que eu julgava impossível com aquele vestido e com o salto que ela deveria estar usando. Claro... Ela deve ter tirado o salto. Ela fora para o alto de uma torre, que eu só havia percebido que estava ali agora que a luz a focalizava. Elijah estava parado no “pé” da torre. Eles dialogavam em um inglês de época. Quando terminaram, a mulher pareceu encantada em seu tom de voz – Vocês estão novamente de parabéns! Vocês tem química! Eu ligarei para os dois ainda essa noite, para lhes informar o resultado.

Chegamos em casa por volta de 17 horas. Elena voltara com Danny e eu havia vindo só em meu carro. Ela estava radiante.

– Você foi incrível! – eu disse a abraçando na sala.

– Obrigada, tio Damon! – ela respondeu – Eu realmente acho que posso conseguir um bom papel na peça!

– Você vai conseguir – respondi a olhando nos olhos. Ela sorriu para mim. Danny nos observava do sofá. Quando ela saiu para seu quarto ele me encarou.

– Cara, se eu não te conhecesse, diria que você está afim dela... – balancei minha cabeça e segui para meu quarto, o deixando com um sorriso maroto no rosto.

Naquela noite, voltei a sonhar com Elena. Na primeira vez, ela me dava um beijo no rosto enquanto eu estava sentando no sofá. Na segunda, me olhava nos olhos, me encarava com um sorriso de desejo. Não havia diálogo, apenas Elena e eu ali em minha cama. Ela estava por cima de mim e ainda me encarou por um tempo até sua boca ir de encontro a minha.

Notas finais
Por favor, me falem o que acharam. Cada opinião é muito importante! Obrigado por acompanhar e eu realmente espero que tenham gostado :)