Uncommon Love

11 Beast of Burden


Notas iniciais
Hey, babys! Eu sei que estou atrasada e esse capítulo deveria ter sido postado na quinta passada, mais eu tive um bloqueio criativo graças a Tensão Pré Faculdade que eu enfrentei na semana passada... Quanto a esses bloqueios criativos, tomei uma providencia para não perder nenhum dia das duas postagens (terça e Quinta), convidando Manu, uma das minhas leitoras super criativas para escrever comigo e tomar conta das postagens de quinta-feira. Espero que curtam o capítulo hot que escrevi com muito carinho :3

Alguns meses haviam se passado desde que meu tio havia se separado de Caroline. Finalmente eles se separaram, diga-se de passagem, eu nunca gostei dela... Parecia que essa mudança havia feito muito bem para ele e nosso relacionamento em casa como um todo, nesse meio tempo, notei que Damon começara a voltar mais cedo, com menos papeis entupindo sua pasta, além disso, ele ficou mais próximo de Danny e consequentemente de mim, almoçando e jantando comosco todos os dias, se fazendo presente em todas as minhas peças e até participando de meus ensaios algumas vezes. Eu amava sua companhia em segredo, seus eventuais sorrisos faziam a alegria da minha noite. Ele estava longe de se comportar como meu tio e muito menos como pai, era um bom amigo... Eu me mostrei resistente a sua aproximação, mais logo cedi àqueles olhos azuis.

– Danny! — Gritei para ele da cozinha — Compra sorvete!

– O que? — ele perguntou atônito — Já acabou?

–Sim — disse após chegar a sua frente com cara de pidona. Damon entrou no apartamento aquela hora, abrindo um sorriso ao me ver. Ele trazia em seus braços uma sacola.

(...)

Tive certeza que Elena estava pedindo sorvete a Danny quando entrei. Eu já conhecia suas expressões, parecia uma criança no corpo de uma mulher. Sorri com a visão dela fazendo beicinho a minha frente, descalça, vestindo apenas um top e um dos seus adorados shorts de algodão.

– Trouxe seu sorvete ela sorriu.

– Sério? — perguntou. Tomou a sacola de meus braços e a levou para a bancada da cozinha correndo. Danny riu da cena, estava deitado no sofá de onde me olhava curioso, de canto de olho.

– Muito obrigada! — ela voltou pouco tempo depois com uma colher cheia de sorvete de chocolate. Tomou a pasta da minha mão e a jogou contra Danny no sofá, me dando um abraço apertado em seguida. Seu sorriso era como um combustível, um revigorante para mim... Era como se eu tivesse um pote de felicidade em minhas mãos e que somente ela pudesse abrir.

– De nada — a tomei em meus braços. Danny ainda me encarava de forma diferente, parecia que ele captava uma mensagem que não era capaz de chegar a nenhum de nós.

Naquela mesma tarde, Danny bateu na porta de meu quarto quando Elena provavelmente estava dormindo.

– Damon — ele disse, fechando a porta, eu estava sentado a beira da cama com alguns papeis em mãos — Cara, me desculpa se eu estou me metendo de alguma forma na sua vida, mais... Eu sou seu amigo e tenho que te perguntar...

– O que foi? — perguntei se entender a princípio.

– O que a Elena significa para você? — talvez aquela fosse a ultima pergunta que esperasse ouvir dele.

– Elena? — tentei parecer confuso — Como assim, cara? É minha sobrinha...

– Nada mais, não é? Nem um prêmio ou uma lembrança muito boa de seu irmão?

– É minha sobrinha cara... — dei de ombros.

– Hum... Ta ok, então... — ele disse voltando-se para a porta — Ela vai sair hoje, com Elijah...

– O quê? — perguntei ríspido. Ele sorriu de lado, como se acabasse de ter a confirmação de um mistério, fiz uma careta — Quer dizer... Eles não saíram um dia desses?

– Saíram... Acho que estão ficando... — disse somente, saindo e batendo a porta.

Ele estava percebendo que algo havia mudado em mim, mais eu não conseguia calcular as chances dele acertar o motivo da minha mudança. As razões ainda eram novas até para mim, afinal, Elena era minha sobrinha, filha do meu irmão morto. O quão idiota eu estava sendo por nutrir sentimentos além dos familiares acerca dela? Será que haveria alguém nesse mundo capaz de me entender?

(...)

Elijah era um perfeito cavalheiro, o que estava começando a me irritar. Ok, havia acontecido uma mudança no meu jeito antigo de ser, mais eu ainda era Elena, e eu estava precisando de sexo.

Dei um jeito de convencer Elijah de que jantar na mansão Mikaelson me faria sentir mais confortável com minha dor de cabeça. Rebekah não estava em casa e Klaus tinha viajado para um congresso. Éramos só nós dois e uma mesa com Strogonoff.

– Sente-se melhor? — ele me perguntou. Estávamos a mesa e ele me servia.

– Sim, muito obrigada — agradeci, pegando o prato em minhas mãos.

Conversei, mais não prestei muita atenção no que ele falava. Apenas o respondia com frases curtas. Acabei terminando primeiro e saindo para o esperar no sofá.

– Sinto muito, acho que enchi o prato demais... — disse sorrindo, sentando ao meu lado.

– Não se preocupe — estava sendo a mais amável possível — Sabe, Elijah... Ainda não conheço a sua casa...

– Mesmo?

– Sim — menti. Rebekah já havia me mostrado quando vim pela segunda vez.

– Então vamos para o andar de cima — ele disse, dando seu braço para que eu passasse o meu por ele.

– Claro.

A mansão era linda, aproveitei aquele passeio para prestar mais atenção aos detalhes dela. E uma das coisas que me passara despercebida era a quantidade de fotos e flores espalhadas pelos corredores. Em sua maioria eles sorriam, pai, mãe e filhos. Pareciam tão felizes. Eu não sabia quanto tempo exatamente, Sr. E Sra. Mikaelson haviam falecido, mais havia sido recentemente, pelas fotos em que estavam com Klaus e Elijah em suas respectivas formaturas. Elijah possuía duas fotos distintas.

– E finalmente, o meu quarto — ele disse, estendendo os braços para a porta. Finalmente, concordei.

Era uma suíte, bem maior do que eu pensei que o quarto de um homem deveria ser. Com paredes brancas e móveis de carvalho envernizado, o quarto tinha um sutil ar de antiquado, exceto por alguns pôsteres de bandas dos anos 70, 80 e 90 presos a parede do lado esquerdo a da porta, além de uma TV de sei lá quantas mil polegadas, um aparelho de som e uma estante em que ele enfileirara CDs e DVDs. Nunca havia pensado que Elijah curtia bandas de Rock como Kiss, The Rolling Stones e Red Hot Chili Peppers.

– Nossa! — disse admirada — Então você curte bandas de rock...

– Talvez eu não seja tão nobre quanto dizem — ele falou sorrindo fraco. Eu balancei a cabeça, contrário ao que ele falara.

– Tenho certeza que você é...

Ele ligou seu som em um volume baixo e eu reconheci a voz de Sir Mick Jagger cantando uma versão lenta e calma de Beast of Burden, musica que um antigo namorado dos tempos em que passei na Inglaterra, as vezes escutava. Eu gostava da letra e do sugestivo título "Burro de Carga".

– I'll never be your beast of burden **Eu nunca serei seu burro de carga — Eu comecei a cantar no ritmo de Mick, indo ao encontro de Elijah no centro do quarto. Coloquei meus braços sobre seus ombros ligando meus dedos sobre seu pescoço. Sorri em sua direção.

– So let's go home and draw the curtains **Então vamos para a casa e fecharemos as cortinas — ele continuou a cantar segurando minha cintura e me conduzindo no ritmo da musica. Sorriu de leve quando eu continuei a letra.

– Music on the radio **Musica no rádio — cantei sorrindo em sua direção e ele retribuiu cantando a ultima frase daquela estrofe.

– Come on baby make sweet love to me **Vamos lá, baby, faça amor comigo — cantou baixo e um tanto envergonhado pelo que a letra o fizera falar, sorri de leve o olhando nos olhos, aproximando nossos rostos e corpos, até que nos beijamos enquanto a musica rolava as nossas costas.

Nosso calmo beijo em poucos segundos transformou-se em urgente. Suas mãos passeavam por minhas costas abaixo de minha regata preta. Fui mais rápida que ele e puxei sua camisa para cima, acreditando que o daria coragem para que fizesse o mesmo. Mordi os lábios o olhando sem camisa, ele suspirou e tirou a minha rapidamente, me abraçando forte novamente, beijou meu pescoço. Comecei a tirar sua calça comprida enquanto ele fazia o mesmo com a minha. Ele me guiou até a cama sem parar de me beijar, inverti nossa posição e subi em cima dele, o beijei enquanto ele tirava meu sutiã, senti seu membro pulsar urgente abaixo de minha vagina. Meu coração palpitava, eu estava excitada demais para permitir que adiasse. Beijei seu peitoral e desci o beijando e puxando a cueca Box branca que ele usava, tirei minha calcinha também e os joguei a esquerda da cama. Voltei a beijar seu pescoço com seu membro a centímetros da entrada de minha vagina, ele esticou o braço esquerdo até a gaveta do criado mudo e tirou um pacote de camisinha. O abriu enquanto eu ainda o beijava, vestiu seu membro e me penetrou sem alarde, fazendo-me gemer de prazer.

Seus movimentos de vai e vem estavam na medida certa, nem muito rápido, nem muito lento, suas carícias em meus seios eram delirantes e seus beijos em meu pescoço estavam me fazendo pirar.

Nossos movimentos foram invertidos e eu comecei a cavalgar e rebolar sobre seu membro. Ouvi seus gemidos calmos e aquilo era delicioso, sorri com a sensação e ele percebeu, estávamos ambos satisfeitos com nosso sexo.

Ele voltou a ficar sobre mim me fazendo gemer com seus movimentos contínuos de vai e vem, ele parecia não cansar e seu ritmo entorpecedor foi mantido até ambos cairmos exaustos ao atingir nosso clímax juntos.

Ele sorriu, parecia mais constrangido do que eu. Retribui com um sorriso ainda maior que o seu, imaginando essa como a melhor maneira de o fazer ficar mais a vontade comigo. Ficamos em silencio por um tempo abraçados até os olhos azuis de tio Damon e seu sorriso lateral virem a minha cabeça

– Deixe-me dormir aqui? — perguntei o olhando nos olhos, ele sorriu balançando a cabeça levemente após desviar o olhar por um tempo.

– Você pode se mudar para cá, se quiser — sua voz era calma e verdadeira, o que me fez sentir melhor do que estava.

– Preciso avisar meu tio e Danny de que não vou voltar hoje.

– Meu celular esta aqui — ele esticou novamente o braço até o criado mudo, pegou o iphone preto e me entregou. Digitei uma breve mensagem dizendo que estava bem para Danny e que dormiria na mansão Mikaelson, enviei e o devolvi. Pensava em repetir a dose com Elijah durante a noite, mais como estava cansada, adormeci em seus braços depois de um pouco de conversa.

Notas finais
E ai? O que acharam? Não deixem de comentar! Xx