Uncommon Love
7 A família Mikaelson
Notas iniciais
Haviam se passado três meses desde que eu iniciara meu curso de Teatro. Não me aproximei mais de Damon desde que ele me pediu para não forçar a barra entre nós dois, não que eu não estivesse afim de provocar, mais havia feito uma aposta comigo mesma naquela noite, de que eu não me aproximaria mais de meu tio com segundas intenções e começaria a focar nos estudos. Não que eu realmente achasse que essa aposta daria certo, mais estava durando.
Bonnie e Rebekah, as garotas que eu havia visto na faculdade acabaram se tornando minhas amigas, isso era estranho até para mim, eu nunca fui de ter amigos, mais pelo visto, a Elena da aposta era. O rapaz do dia da apresentação, eu vi algumas vezes andando pelo corredor, ele era mais velho, não sei ao certo se já era formado, as meninas não comentaram muito sobre ele e eu não perguntei, eu só sabia que seu nome era Elijah.
Eu já não parava mais em casa, minhas conversas com meu tio não duravam dois minutos, isso me incomodava e eu percebia que a ele também... Diferente dele, Danny estava se mostrando um ótimo companheiro, conversávamos todas as noites e ele me ajudava com meus textos e apresentações, ele ensaiava comigo e não se importava com horários.
– Nossa, nunca vi um curso que exigisse tanto esforço do aluno logo de cara — Ele disse jogando-se em minha cama com o texto com minha falas em mãos – Não estão exagerando? É a quarta apresentação que vão fazer em duas semanas... Ainda não completaram nem um semestre...
– Eu estou adorando – disse sorrindo. Era verdade, eu nunca havia me dedicado tanto quanto eu estava me dedicando agora. Ele sorriu com a minha excitação – Danny, o curso é perfeito, é cansativo, mais é perfeito! Eu amo as apresentações!
– E do que você gosta mais? – Hesitei por um instante.
– Gosto do sorriso das pessoas, das crianças – joguei-me na cama ao seu lado – as peças infantis são as minhas preferidas, não que eu já tenha feito muitas... Foram só três, né? Ah... Como eu adoro os aplausos! – sorri para ele e ele retribuiu.
– Só três... – Concordou fazendo careta – Elena, estou feliz por você.
– Obrigada! – o abracei – Vamos, levante. Quero começar logo a repassar o texto! Na primeira cena, você é Julian, o cara que dirige minha carruagem. Eu sou Katherine.
– Em que ano se passa?
– 1864. Anda comece!
Ele sorriu e iniciou a leitura de pé, em frente a minha cama. Peguei a cópia do texto de meu fichário cor violeta e acompanhei dizendo minhas falas. Naquela noite ainda assistimos Amizade Colorida, minha comédia romântica preferida, antes de pegarmos no sono.
(...)
Elena estava feliz, eu gostava de vê-la chegar em casa sorrindo, com o fichário na mão e várias apostilas, ela estava se dedicando, talvez como nunca tenha feito antes, estava radiante e isso estava me fazendo bem, mesmo eu sendo um expectador que observava de longe. Na verdade, eu não sabia como lidar com Elena, nunca soube. Me aproximar dela era como um desafio, muito complicado de ser superado. Ainda relutei a aceitar esse curso no inicio, mais agora, acredito que não poderia ter acontecido coisa melhor ela.
No trabalho, as coisas estavam consideravelmente calmas. Havia dias eu não tinha uma audiência! Meu tempo livre estava cada vez maior eu não sabia o que fazer, o que estava me perturbando.
– Eu não vou dividir meu trabalho com você, Damon! – Nathan disse enquanto entrava em meu escritório, batendo a porta – Para de me ligar cara, não adianta...
– Nathan, eu estou enlouquecendo! – disse em minha defesa.
– Qual é cara, vai ao shopping, vai num barzinho, toma um whisky, vai pra casa dormir, sei lá... Eu não tenho muito trabalho também, daqui a pouco eu estou saindo...
– Eu lá tenho cara de quem vai ao shopping, Nathan? – disse fazendo careta, ele cruzou os braços a minha frente.
– Então repensa sobre o whisky, porque você tá precisando...
– Vou ligar pro Danny, talvez ele me ajude – o encarei bravo e peguei o celular da mesa.
– Ele está de folga, esqueceu que a Caroline viajou pra ver a mãe que passou mal? Danny provavelmente está no sofá do apartamento de vocês assistindo o canal pornô.
– Folga? – larguei o celular em cima da mesa – Mais o que diabos está acontecendo com a advocacia nesse estado? O trabalho está desaparecendo, é isso?
– Você devia dar graças a Deus, Damon Salvatore... É inacreditável uma coisa dessas... – disse ao sair batendo a porta, eu ainda pude o ouvir comentar com minha secretária lá na frente, ele falava alto, exatamente para que eu escutasse – O cara trabalha igual a um condenado e quando tem um dia de folga, reclama... – Peguei o celular e minha pasta e sai rumo ao meu carro, estava pensando no whisky, mais fui direto para casa.
– Damon Salvatore chegando em casa as 09 da manhã? – Danny fazia piada, mais parecia espantado de verdade, seus cabelos compridos estavam penteados para trás da orelha, vestia uma calça jens e uma camiseta.
– Vai sair? Pensei que era seu dia de folga... – dei de ombros. Ele sorriu.
– É, sim... Tem apresentação hoje...
– Apresentação? – Perguntei jogando as chaves do carro na mesinha de centro.
– Sim, da Elena. Sempre vou as apresentações dela, que são muitas, por falar nisso... – ele desviou o olhar para a parede, pensativo – Porque você não vem comigo? Vai ser no auditório da faculdade mesmo...
– Não... Não sei se...
– Ah, anda cara, vai se aprontar. Você que é da família, você que deveria ir, afinal... Começa só as 10 horas, eu saio mais cedo porque vou de metrô. Da tempo de você tirar essa fantasia de pinguim...
– Meu paletó é meu uniforme de trabalho cara – disse balançando e seguindo em direção ao meu quarto – Fantasia... – ri – Até parece que não sai para trabalhar assim...
– Eu até saio, mais eu odeio isso ai! – ele gritou em resposta. Ouvi o som da TV sendo ligada e me aprecei a escolher um jens e uma camiseta. Segui para o banho, eu não estava sujo, mais queria sentir a água caindo sobre mim.
(...)
– Que roupa horrível de ser vestida! – ouvi Rebekah gritar do provador. Sorri imaginando a cena lá dentro.
– Aguenta... Sua personagem ainda troca de roupa três vezes! – Bonnie respondeu rindo para mim – Vem, preciso que deixe a minha boca bem vermelha – me deu o batom e eu comecei a passar em sua boca.
– Estamos com nota máxima sabia? – disse a ela e ela sorriu. Tampei o batom e a entreguei.
– Sério?
– Sim — balancei a cabeça – Mais também, estamos dando muito duro com isso aqui.
– E temos talento, gata – Rebekah disse, vindo em nossa direção – Querem repassar o texto? – Bonnie e eu balançamos a cabeça negativamente – Ok, eu também não preciso – ela sorriu.
– Rebekah, Niklaus veio ver a peça – olhei para ver de quem era aquela voz encantadora. O homem da apresentação do curso estava falando com ela da porta, não sabia que ele estaria aqui. Nossos olhares se encontraram, sorri sem pensar para ele, que retribuiu – Vocês tem dez minutos – disse e saiu em direção ao palco.
– Merda! – Rebekah disse com raiva – Por que o Elijah tinha que me avisar?
– Qual o problema com esse tal de Niklaus? – Perguntei aplicando mais uma camada de rímel em meus olhos. Ela pareceu ficar irritada com minha pergunta e saiu em direção ao palco – O que houve com ela?
– Klaus é o irmão mais velho da Rebekah. É médico, leciona aqui inclusive...
– Ta, mais pra que todo esse stress dela? – perguntei sem entender, retocando o batom.
– Ah, mana... Longa história, começando pelo Elijah pra só depois chegar na Rebekah...
– Elijah? O que ele tem haver com tudo isso? Eles já se... – pensei em sexo...
– 2 minutos! – alguém gritou lá da frente.
– Ok! Não, nada disso! – Bonnie respondeu – Elijah é irmão do Klaus e da Rebekah, amiga... Agora vamos. – Fui puxada por Bonnie enquanto processava aquela novidade.
(...)
Sinceramente, eu não estava prestando atenção em muita coisa antes de Elena subir no palco, a única coisa que estava sabendo era que a peça era sobre vampiros e se passava em 1800 e alguma coisa por que Danny havia me dito no caminho. Mais uma coisa eu tinha que dizer: o cenário estava bem arrumado...
– Lavem Elena e Bonnie caminhando para a charrete! – Danny me alertou e eu observei as duas moças vestidas com longos e pesados vestidos. Elena sorria, os cabelos modelados em cachos desciam por seus ombros, o sorriso que ela dera a amiga enquanto caminhavam irradiava pela minha mente e sua voz era um som lindo que eu sentia necessidade de ouvir.
Sabe aquela sensação de ansiedade de quando estamos prestes a cair em queda livre em uma montanha russa? Eu estava me sentindo desse jeito, mais naquele momento, não conseguia entender o porque. Eu estava vidrado em observar Elena. Até o final da peça eu não escutei nenhuma outra voz, não olhei para mais ninguém exceto para Elena.
(...)
– Foi a melhor apresentação que essa turma fez – Elijah nos dava as felicitações enquanto o camarim estava uma confusão. Todos trocavam de roupa, sorriam e não estavam preocupados com nada. Eu já estava com minha calça jens e minha regata, então decidi procurar Danny pela plateia que restara.
– Você já vai – O irmão de Rebekah sussurrou ao meu ouvido quando passei por ele. Me assustou, mais devo dizer que gostei.
– Ainda não... Só depois de me despedir de Rebekah e Bonnie – olhei em sua direção, ele me encarava.
– Ah, não gostaria que uma das amigas de minha irmã perdesse o jantar que teremos em nossa casa mais tarde.
– Jantar?
– Sim, mais já que vai voltar, não conte a Rebekah que eu falei. Ela adora fazer os convites – Ele era incrivelmente educado e confiante – A propósito, sou Elijah Mikaelson.
– Elena Salvatore – Disse como se fosse um adeus. Ele me deu passagem e eu sai em busca de Danny.
– Tio Damon? – Perguntei surpresa. Ele conversava com Danny na saída do auditório. Estavam descontraídos e eu os havia pego de surpresa – Não sabia que vinha.
– Eu o convidei – Danny disse depois de alguns segundos de silencio. Damon não me respondeu, ficara estático me observando com um sorriso torto lindo no rosto – Ela estava fantástica, não estava, Damon?
– Claro – ele se recuperou ainda me fitando, parecia admirado com meu rosto – Você foi incrível, você tem talento, Elena. Meus parabéns.
– Obrigada, tio Damon – disse o abraçando mais o soltando logo em seguida – Obrigada Danny – segurei sua mão e depois o puxei para uma abraço – Bom, vai ter um jantar na casa da Rebekah mais tarde, querem vir comigo?
– Seria legal – Danny respondeu sorrindo.
– Não, eu não posso... A minha pasta esta entupida de papeis a serem analisados lá em casa...
– Mais, Damon, pensei que... – Danny tentou falar, mais meu tio o interrompeu.
– Além disso estou um tanto cansado... Podem ir os dois...
– Ok – dei de ombros. – Vou me despedir das minhas amigas e pegar o endereço. Tio, nos dá uma carona para casa?
– Claro – ele disse. Segui ao encontro de Rebekah e Bonnie que esperavam na saída de emergência.
– Quem são aqueles dois? – disse Bonnie encarando Damon e Danny.
– Que homem! Que olhos azuis! – Rebekah disse encarando meu tio Damon, ela sorria descaradamente na direção dele, o que me deixou visivelmente irritada e ela percebeu em meu olhar de reprovação – O que? Ele é gato...
– Gostei mais do menor... – Bonnie me encarava – Anda! Não vai nos dizer os nomes?
– Vocês, eim...
– Olha, é o seguinte – Rebekah começou sem me olhar. Ela ainda encarava Damon que de constas para o palco, conversava com Danny – Vai ter um jantar lá em casa mais tarde patrocinado pelo meu irmão mais velho. Leve esse gostoso, se não te expulso. – Relevei a ultima parte.
– Ok, tenho que ir agora... Não garanto nada! – disse somente. Tentei sair, mais fui agarrada pelo braço por Bonnie.
– Não vai disser os nomes? Grande amiga, eim! – Balancei a cabeça vencida. Eu não queria dizer os nomes para elas...
– Danny, o menor e Damon – olhei para Rebekah que sorria satisfeita. Sai em seguida caminhando em direção aos dois.
Quando chegamos em casa, a mesa do almoço estava posta. Mary havia feito um banquete, a mesa estava farta, e vendo tanta coisa gostosa lembrei-me que não comia desde as 7 horas. Não vi a tarde passar, pois dormira durante ela com Danny. Havia planejado assistir a um filme com ele em seu quarto. Ele até colocou o clássico Flashdance, mais nenhum dos dois aguentou. Adormeci deitada em seu peito na primeira parte do filme. Quando acordamos, já estava dando 19 horas, o que nos assustou.
– Não acredito que dormimos tanto tempo! – ele sorrio enquanto desligava o DVD. Seus cabelos longos estavam embaraçados – O que foi? – disse ao perceber que eu o encarava.
– Você é adorável... Não é a toa que Bom-Bom ficou a fim de você?
– Adorável? Bom-Bom?
– Minha amiga Bonnie, a morena com quem eu conversava... Está afim de você! – disse me levantando da cama.
– Ei! – Ele gritou quando eu passava pela porta do quarto. Me espantei, mais voltei – Eu sou adorável? – Perguntou mexendo os cabelos.
– Claro que é – disse sorrindo – Um dos motivos que me levou a transar com você — ele sorriu de volta, balançando a cabeça. Fechei a porta e sai em direção ao meu quarto para me arrumar.
Mais ou menos 20 horas saímos de casa no sedam preto de Danny. Danny não gostava de dirigir, preferia andar de metrô, o que eu achava uma besteira... Quando paramos em frente a casa dos Mikaelson, levei um susto. Não era uma casa, era uma mansão. Dois andares, imponente, uma piscina consideravelmente grande na frente. Sabia que eles tinham dinheiro, mais não uma casa daquelas...
– Endereço correto? – Danny me perguntou enquanto estacionava o carro.
– Sim, o que estava na mensagem que Rebekah me mandou. Deve ser aqui mesmo, Bonnie está parada bem ali na beira da piscina.
– Aquela é a Bonnie? De quem me falou? – ele perguntou.
– Sim...
– Gostei... – disse somente. Ri de sua resposta e ele balançou a cabeça e saiu do carro rindo.
Fomos até Bonnie. Ela vestia um vestido tomara que caia preto, sua maquiagem era básica, exceto pelo batom vermelho gritante em sua boca, ela gostava dessa cor e ficava linda com ela.
– Bonnie, esse aqui é Danny Desai, meu... – olhei fazendo careta, ele arqueou a sobrancelha entendendo minha pergunta. Não sabia se o chamava de amigo, de amigo do meu tio, de colega de apartamento... – Meu amigo. Somos amigos, não é Danny?
– Sim, somos amigos, Elena...
– Devo comentar que isso foi estranho...
– Não liga não... Danny, essa é a Bonnie!
Eles se abraçaram e os deixei conversando. Segui para dentro da casa explorando melhor o local, tocava Bom Jovi no local e um número considerável de pessoas conversavam e dançavam. As luzes estavam apagadas, mais vários globos coloridos iluminavam a sala. As paredes eram todas brancas e os móveis todos de madeira envernizada. Havia uma prateleira enorme que tomava a parede direita completa, estavam guardados ali muitos livros e pude perceber que a maioria eram médicos. Mesmo assim, ainda sobrava bastante espaço no local, por onde as pessoas andavam, conversavam e bebiam.
– Uma pequena parte do acervo de meu irmão mais velho está aqui. Ele gosta de exibi-la para as visitas – uma voz já conhecida soou pelas minhas costas se sobrepondo ao som alto que ecoava da outra extremidade.
– Como vai, Elijah? – Perguntei me virando em sua direção. Ele sorriu com a pronuncia de seu nome, tomou minha mão direita na sua, levou até sua boca e a beijou educadamente. Uma cena incomum, principalmente no meio de uma festa.
– Nobre Elijah – Rebekah disse vindo em nossa direção – Elena com certeza deve estar encantada...
– Você é um cavalheiro – disse para ele.
– Não estou vendo o gato de mais cedo.
– Damon é advogado. Sempre com muito trabalho... Leva para casa e se prende nele... Infelizmente, não pode vir – Ela me olhou desgostosa.
– Só não te mando embora porque meu irmão esta visivelmente interessado em você... – ela sorriu para ele e ele desviou o olhar para mim. Ela seguiu em outra direção.
– Desculpe pela minha irmã... – pediu.
– Não se preocupe...
– Vamos lá para frente, o jantar está quase para ser servido, mais aqui está muito barulhento...
– Claro, concordo.
Quando saímos, avistei Danny e Bonnie conversando sentados no balanço ao lado direito. Seguimos para um banco no jardim a beira da piscina.
– Vocês tem uma casa linda – elogie. Ele me observou e olhou a piscina – Herança dos meus pais, administrada por Niklaus... Meus pais eram médicos, como ele...
–Mais você está se formando em teatro... Licenciatura? Por que?
– Eu já sou formado em Odontologia, tenho um consultório aqui perto e trabalho no hospital da Universidade 2 vezes por semana, eu gosto muito do que faço, mais minha paixão mesmo era teatro... Me formei no inicio do ano passado e sou apoio para as peças produzidas e coordenador da turma de vocês.
– Nossa! – eu estava abismada por ele – Você é odontologo? – ele balançou a cabeça positivamente – Eu não imaginava, pensei que fosse aluno, mais você é coordenador do nosso curso... Eu estou perplexa...
– Eu amo tudo isso, os meus dois trabalhos... É revigorante para mim, ver uma peça como a apresentada mais cedo pela sua turma. Quero dizer, vocês iniciaram o curso a pouco tempo, a maioria sem experiência nenhuma... Minha irmã Rebekah é meu orgulho, sabia?
– Imaginei – respondi sincera. Senti meu celular vibrar em meu bolso. Era uma mensagem de Rebekah. Pedi licença e li rapidamente – Ela esta nos chamando... Seu irmão vai anunciar o jantar.
– Niklaus? O que será que ele esta aprontando? – perguntou pensativo como se previsse algo, seu olhar era vago em direção a piscina.
– Eu não sei – respondi, mesmo sabendo que a pergunta não era direcionada a mim. Ele segurou minha mão e me conduziu novamente a casa. O som estava mais baixo e as luzes acesas. Encontrei Bonnie e Danny parados esperando próximo a mesa. Fui ao encontro dos dois, enquanto Elijah seguia para até o irmão loiro na outra extremidade da mesa.
– Está se dando bem com Elijah – Bonnie comentou em meu ouvido.
– E você com Danny – respondi em seu ouvido. Ela sorriu em cumplicidade.
“Tim Tim Tim” ouvimos o resonar de uma colher em um copo de cristal que vinha das mãos do homem loiro que reconheci sendo Klaus.
– Boa noite, queridos amigos, familiares, amigos de amigos e penetras – soltou uma risada na ultima parte, algumas pessoas comentavam. Klaus parecia meio bêbado – Espero que estejam todos se divertindo! Espero que se sintam em casa, são todos bem vindos! – ouvimos murmúrios e pessoas diziam obrigada – Bom, decidi reunir todos vocês aqui em nossa casa para anunciar que eu continuo ganhando bastante dinheiro exercendo a profissão que meus pais amavam e sentiam muito orgulho de exercer. Familiares! – ele gritou. Rebekah o olhava furiosa, Elijah murmurava alguma coisa ao irmão, provavelmente tentando o fazer não dizer mais nada, mais ele continuou — Continuo dando orgulho a eles, meu irmão Elijah também, que é dentista, tem uma clinica, mais um robbie não muito convencional... Elijah gosta de atuar, de dirigir peças na faculdade... Elijah é professor de teatro também... Ok, até ai tudo bem... Mais, irmão... Você tinha que contaminar nossa pequena irmã? Rebekah! Irmãzinha... – Rebekah lagrimava, eu estava boquiaberta assim como Danny, e Bonnie estava inquieta, parecia que já havia visto uma cena assim partir da família – Porque esse curso? Você tem ideia do tanto de coisas que você poderia estar fazendo? Poderia ser uma grande médica como nossa mãe foi ou pelo menos, poderia ter se formado em outro curso mais produtivo como Elijah, mais você decidiu ser atriz!Irmãzinha, eu proponho um brinde a você e sua trupe! Vocês merecem palmas!
– Cala a boca, Nick! – Rebekah explodiu. Seu rosto branco estava vermelho de raiva. Ela chorava, o rímel escorria pelo rosto – Era isso que você queria? Me expor, expor o Elijah? Nós somos seus irmãos, Nick! Sua família! Seu ingrato, desgraçado! Nós amamos você e você faz isso conosco!?
– Expor? Não é isso que gostam de fazer? Que estudaram – ele olhou para Elijah rapidamente – e estudam para fazer? Pensei que gostassem de se expor.
– Niklaus! – Elijah gritou o repreendendo. Aquilo parecia não ser de seu feitio, mais as circunstancias pediam uma ação mais enérgica. Klaus parou de falar em meio a mais murmúrios. Elijah o puxou em direção as escadarias e subiu com ele para o andar de cima. Rebekah estava arrasada sobre os olhares de todos, nunca pensei em vê-la daquele jeito.
– Me desculpem – ela pediu sincera tremendo – Por favor, me desculpem – e saiu subindo a escada.
– Vamos embora – Bonnie disse segurando minha mão. Segurei a de Danny e o puxei para perto, com receio de o perder entre as pessoas que saiam e que iam em direção a mesa de comida.
– Não devíamos subir para falar com a Rebekah? – disse sincera. Ela deveria estar muito mal.
– Não, vai por mim. Eu já vi uma briga dos irmãos Mikaelson e vai por mim... Isso não acabou agora. É melhor irmos todos, agora – balancei a cabeça concordando. Puxei Danny pelo braço seguindo em direção ao carro.
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