"é um caminho longo. Só decidi ir porque shin queria muito tirar nossas férias perfeitas. Está tarde e decidimos fazer trilha a noite. Eu aposto com ele que conseguiria chegar no topo da arvore primeiro. Todos foram na frente e agora temos a enorme oportunidade de ficarmos á sós. Corro o mais rápido que posso e tento escalar a árvore. Já estava claro que havia perdido a aposta a dois segundos quando eu o vejo no topo. Uma volta pelo lago seria um pouco melhor e depois iríamos atrás dos outros. Ele cai no chão enquanto olhava para mim, havia algo assustador naquela lembrança, nao consigo ver. Minha pálpebras se amolecem e tudo fica escuro. Cheguei a conclusão de que talvez estaria morta."

-"e-eu...d-desculpa"

Abro os olhos e salto da cama, mas o que diabos está acontecendo comigo? Ele está falando comigo agora?

Procuro meus remédios e tudo que encontro é mais uma cartela vazia. Vejo no relógio que está marcando 2:20 a.m. Ikki-san. Pego meu celular e ligo para ele imediatamente. Ele atende com uma suposta voz de bêbado.

-ohayo nana kawaii chan...o que essa moça bonita quer agora hein?!

- Sim, ele está definitivamente bêbado-

— ikki san ele falou comigo...ele tá aqui...

-sua voz agora é mais séria. Sua tonalidade muda do nada.

— deixe a porta destrancada, estou indo para aí.

Ouço a porta se abrindo e ikki san traz junto dele uma cartela nova de remédios.

— E-eu nao preciso disso.

— Precisa sim, abre a boca.

Ele me obrigou a beber os remédios na qual eu cuspia todos um por um. Tambem segura com brutalidade meus braços. Continuo me rejeitando a tomar os remédios até que ele tira da jaqueta uma seringa.

— Desculpa...eu nao queria ter que fazer isso.

— N-nao porfav...

Meu corpo de desfez em seus braços e adormeci.

Minha mente está iludida, nao vejo nada. Surge entao uma imagem nítida de shin. Ele me abraça e tenta dizer algo, nao escuto nada. Sou despertada quando o celular de ikki toca. Ele desliga e olha para mim. Escondo o rosto entre minhas mãos.

— Eu te odeio. Você nem miwa acreditam em mim.

— Eu acredito em loucura. — isso me provoca.

— O que está supondo? Não me chame de louca. Voce nao estava lá.

— Tudo bem entao.- ele altera a voz- entao nao me chame mais quando estiver tendo crises noturnas!

Ele está a ponto de abrir a porta quando eu o grito. Algo involuntário me obriga a fazer isso.

— Me desculpa. Eu...isso tá sendo muito dificil, por favor me ajuda. Fica aqui comigo...eu preciso de alguem para me ajudar. — começo a chorar aos poucos. Ikki me abraça passando a mao em meus cabelos.

— Eu nao devia ter drogado voce... Eu só queria que voce parasse de sofrer. Eu nao consigo te ver sofrendo.

"ele quer te ajudar. Ajude-o tambem" — pensei.

Mais tarde, ikki chegou praticamnete com seu armário inteiro numa mala. Tambem está com várias cartelas de remédios com a esperança que eu coopere. A noite, ele ficou ao meu lado para que assistissemos algum filme. Ele me olhava e nao desviava o olhar por nada. Ele se aproxima de mim. Nossos rostos estão colados. Eu fecho meus olhos e encosto minha cabeça em seu peito tentando reter qualquer lembraça que se tratava de shin.

— Hora de ir para a cama anjo...

Ele beija meu rosto e vai para a varanda. Hora perfeita para me afogar em meus pensamentos e digerir tudo que aconteceu hoje.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.