Unchained
6 Capítulo 6
Edward
“Você devia tê-lo visto Will, todo galanteador com aquela menina. É bom você tratá-la direito Ed, ou eu mesma te bato”. Minha mãe disse sorrindo em nossa mesa na cozinha.
Tio Willfrith sorriu e comeu um punhado de amendoins, seu olhar mais uma vez se voltou para suas pedras no jogo de dominó antes de selecionar uma e jogar. “E essa boa moça que vocês conheceram na livraria, é gatinha?”.
“Mais respeito, ela não é como essas vadias que você come por aí”. Mãe disse pisando no pé do meu tio. “E por sinal, eu gostei muito dela”.
“E o importante é que ele goste, não você”. Tio Will disse sorrindo e ganhou apenas uma careta como resposta. Minha mãe não era acostumada a perder essas pequenas discussões, e nas poucas vezes que isso acontecia o responsável era sempre o tio Will.
“Bem… eu sempre tive esse meu jeito cansado… mas eu gostei de Kara”. Eu disse e senti minhas bochechas esquentando, mesmo com a idade não era fácil falar dessas coisas com os parentes.
Minha mãe sorriu como um tubarão e o tio Will fez a mesma coisa. É impressionante o quanto os gêmeos se pareciam nesses momentos. “Então saia com ela o mais rápido possível, antes que a primeira boa impressão acabe”.
“Como você sabe que a minha primeira impressão foi boa?”. Perguntei.
“Vai por mim garoto, sua mãe sabe das coisas”. Meu tio disse enquanto batia mais uma de suas pedras na mesa.
“Estou de dizendo, você deixou ela interessada, e te digo mais, as mulheres gostam de homens interessantes e bonitos”.
“Olha só para mim, eu sei que sou bonito, finjo que escuto e falo que conheci o mundo! Quando elas percebem que não é bem assim a história, eu já dei no pé”. Meu tio sorrindo antes de se esquivar de mais um pisão quebrador de dedos, dificilmente ele era acertado duas vezes.
“Não escute seu tio, o que você tem de fazer é…”. Minha começou a dizer antes de careta aparecer em seu rosto e ela franzir a testa. Em um instante sua palidez aumentou muito e sangue escorreu de seu nariz.
Ela passou dois dedos no sangue e fungou antes de desabar na mesa com os olhos virados para trás.
“Mãe!”. “Jane!”. Eu e meu tio gritamos ao mesmo tempo.
Carreguei minha mãe no como uma noiva enquanto tio Will corria escada baixo para ligar o carro, nem sequer trancamos a casa.
Sem respeitar nenhuma lei de trânsito, corremos em direção ao hospital geral de Metrópolis onde ela se tratava, o fato de minha mãe ainda não ter acordado do desmaio me deixava cada vez mais preocupado.
Tudo passou como um borrão. Eu gritando por ajuda, minha mãe em meus braços, enfermeiras a colocando em uma maca e um médico de aparência cansada a avaliando antes de me expulsar da sala.
Muito, muito tempo depois, enquanto eu e tio Will estávamos sentados em cadeiras de plástico no corredor, um médico conhecido, o mesmo que tratava de minha mãe apareceu. O homem obviamente havia sido tirado de casa por essa emergência.
“Edward, é bom te ver rapaz. Senhor Miller, é bom te ver também”. Ele nos deu um cumprimento sério e cansado.
“Como está minha mãe doutor?”. Eu perguntei sem nem sequer respondê-lo corretamente.
O médico, Doutor Howard Schultz, suspirou. “Sua mãe sempre teve uma condição rara Edward. De alguma forma, a leucemia dela regrediu devido a medicação experimental mas um tumor se formou no cérebro”.
“Como isso não foi notado nos exames porra!”. Meu tio gritou e eu o impedi de agarrar o médico pelo colarinho.
Doutor Howard estremeceu e se ajeitou após evitar o agarrão. “Não foi notado pois não existia até o último check-up geral que ela fez a um mês. O fato de uma formação cancerígena e vascularizada de dez centímetros de comprimento crescer no cérebro dela em um mês é ainda mais preocupante”.
Engasguei quando ele disse isso. “E… podemos fazer alguma coisa?”.
“Um tratamento mais pesado tem de ser administrado, Jane não poderá deixar o hospital. Além disso, uma cirurgia para remoção do tumor tem de ser feita o mais rápido o possível”.
“Pode fazer! Faça agora!”. Tio Will disse, e pelo olhar do Doutor Howard eu soube que não era tão simples.
“Ele não pode tio, o preço disso tudo será caro demais, ele só não quer nos contar”.
O olhar do Doutor confirmou isso com um apertar de lábios, e meu tio rangeu os dentes. “Quanto? Me diz e eu consigo esse dinheiro!”.
“Senhor Miller, devo te salientar que eu sempre vou fazer o máximo possível para ajudar Jane, mas… precisamos de equipamentos especiais, uma equipe especializada e…”.
“Quanto doutor?”. Eu o interrompi e ele suspirou antes de pegar um papel de sua prancheta e me entregar.
“Porra…”. Foi a única resposta de meu tio ao maldito número de um milhão e meio de dólares que estava discriminado no papel.
“Eu… realmente sinto muito”. O Doutor Howard disse antes de sair com a cabeça baixa e nos deixar a sós.
Ficamos em silêncio no corredor, nenhum som ousando alcançar nossos ouvidos. Muitas coisas passaram em minha cabeça e uma raiva começou a crescer em mim. Apertei os joelhos, cerrei os dentes e fiquei ali, a mercê da voz que crescia em meus ouvidos.
Começou baixa dessa vez, um sussurro leve no pé do ouvido. ‘Você sabe que ela não merce isso, mas você sabe que ela ficará bem se realizar a cirurgia’.
Pouco a pouco ela ficou mais clara, mais contundente e mais familiar. ‘Vai deixá-la morrer assim? Sem fazer nada? Vai agir como um covarde?’. A voz gritava, e só de pensar que o dia de hoje pode quase ter sido meu último dia com minha mãe só aumentava minha raiva.
‘COVARDE! Você tem a força necessária, esse dinheiro não é NADA! Você quer realmente salvá-la? PEGUE O MALDITO DINHEIRO! MATE QUEM TENTAR IMPEDIR’.
“Vamos”. Eu disse me levantando e meu tio apenas me olhou.
“Para onde?”.
“Conseguir esse dinheiro, onde mais?”.
“Mesmo que eu dê todo meu dinheiro não lavado e trabalhe mais, não tem como conseguir isso sem a situação da sua mãe piorar”.
“Como você disse, você não joga nas grandes ligas, mas eu posso jogar”.
“Ed, tem certeza disso? Você não conhece ninguém nesse mundo, sem falar que não é um caminho que você possa sair facilmente…”.
“Eu sei o que estou fazendo tio. E conhecemos alguém que vai ajudar”.
“E quanto a seu emprego na fábrica? E quando aquela garota, Kara?”.
“Ela pode esperar, já o emprego… me acompanha até um clube?”.
“Clube?”. Meu tio perguntou surpreso.
“Temos um supervisor para intimidar”.
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A música tocava alta nas caixas de som, apenas batidas eletrônicas sem sentido e em ritmo supostamente dançante.
Mulheres se penduravam seminuas em postes ou no colo de alguns caras que pagavam mais, não estávamos aqui para isso. Bastou uma encarada no segurança da porta com meus olhos vermelhos e ele nos deixou entrar, é claro que meu tio disse que estávamos apenas atrás da coleta da semana, então isso não virou uma zona de guerra imediatamente.
O gerente era um homem educado e respeitoso, disse que ia separar o dinheiro ainda pois não era o dia combinado mas que poderíamos tomar uns drinks de graça no bar. Obviamente ele estava ligando aos seus ‘arrendatários’ normais em busca de informações, então nosso tempo era curto.
Eu estava atrás de um homem em particular, meu chefe Jonah, que frequentava esse lugar. Eu sabia, ou pelo menos, tinha ouvido boatos pela fábrica, que a empresa estava caída na corrupção, obviamente sendo insignificante demais para o conselho da Wayne olhar mais de perto. Enquanto nada muito grave não acontecesse, Jonah e o gerente deitavam e rolavam nos lucros da empresa.
Me sentei no balcão e assisti com meu tio por uns bons minutos, Jonah rir, beber e apalpar uma mulher com um sorriso falso e forçado. Com o tanto que ele bebeu era questão de tempo até a natureza chamá-lo ao banheiro, uma vez que ele foi, nós o seguimos pelos corredores. Os seguranças também nos acompanharam com os olhos, mas não ousaram mexer com um meta-humano desconhecido e seu comparsa.
“Fique na porta, ninguém entra”. Ordenei ao meu tio e ele acenou com seriedade, nenhum idiota que frequentava esse lugar passaria por ele, tinha certeza disso.
Havia um outro homem lá e quando eu o olhei, o coitado se encolheu. “Saia daqui, nada disso é para você”. Ele correu sem pensar duas vezes, correu com as calças ainda meio arriadas.
“Olá Jonah!”. Disse me aproximando, e Jonah tentava em vão guardar suas coisas nas calças.
“Quem é você?”. Ele disse ao se encostar na parede enquanto recuava de mim.
“Sou eu, Edward!”. Respondi sorrindo amplamente enquanto tirava meu capuz.
“Você… você é um meta-humano?”. Jonah disse trêmulo e tentou sacar uma arma de sua canela, eu não deixei.
Mais rápido que ele sequer imaginaria, eu o agarrei pela perna e o ergui do chão de cabeça para baixo. Retirei a arma de sua mão, um velho revólver calibre 22. Foi bom ver seus olhos se arregalando quando eu comecei a amassar a arma como uma bola de papel.
“Não me mate garoto! Eu tenho esposa, filhos!”. Ele chorou e eu o soltei de cabeça no chão.
Me abaixei na altura de seus olhos quando ele se sentou, sempre sorrindo. “Onde acha que eu vou depois de lidar com você?”.
“P-por favor não! Não era pessoal Ed!”.
“Shhh”. Eu o calei com a palma de minha mão em seu rosto. “Sou eu quem fala aqui Jonah, algum problema?”.
Quando ele ficou quieto eu ri ao me lembrar da cena a alguns dias. “Foi o que eu pensei. Não estou aqui para te matar… ainda”.
“Vai haver uma guerra de gangues entre Gotham e Metrópolis, então eu não vou ir ao trabalho por um tempo, sabe como é. Até lá você vai fingir que nada está acontecendo, vai continuar pagando meu salário… na verdade pode até me dar um aumento e me ajudar a manter a maldita fachada”. Continuei dizendo, sempre o olhando nos seus olhos aterrorizados.
“Não… não posso fazer isso, está acima de mim!”. Jonah me falou quando eu afrouxei minha mão.
“É claro que você pode e vai. Você está na folha de pagamento gerente da fábrica, é o maldito sócio dele! E se vocês não colaborarem, eu coloco a fábrica abaixo em uma noite. Esse é um tipo indesejado de atenção da sede, não é? Vai fazer o conselho da Wayne ir verificar suas contas e o que se passava nessa fábrica, péssimo não é?”.
“Ele não vai cair nessa chantagem! Norman é esperto, ele tem contatos!”.
“Eu pareço alguém que brinca, Jonah?”. Rosnei e apertei bem forte seu rosto. Um choro de dor saiu mas continuei sem me importar com suas tentativas débeis de arranhar minha mão.
“Não faça o que eu pedi, e eu te mato, mato sua família toda e o mesmo com o gerente Norman. Avise a polícia, e vocês vão ter a sede da Wayne e a Intergang no seu pé, você quer isso Jonah? O Mannheim sabendo quem você é? Pronto para saber que idiota tirou um dos seus Metas no meio de uma guerra total por um mísero salário de operador de prensa?”.
Jonah balançou a cabeça e se mijou de medo, seja por sua morte, de sua família ou por Mannheim, não importava, eu sabia que ele seguiria o que eu pedi. “Quando essa guerra de gangues passar, vou ver o que faço com você e isso vai depender do seu desempenho a partir de agora. Não me decepcione Jonah!”.
Saí do banheiro e olhei para meu tio com um olhar sério. “Problema resolvido?”. Ele me perguntou.
“Um deles sim. Antes de irmos ao Mannheim, quero achar uma pessoa, vamos precisar de toda a ajuda possível”.
“É quem eu acho que é?”. Ele me perguntou com uma careta.
“Quem mais me chamou para roubar um banco, além da Killer Frost?”. Eu disse quando os seguranças começaram a aparecer em grande quantidade e os clientes fugiam.
Meu tio sacou uma arma da cintura, uma que ele recusou a entregar ao segurança na entrada e olhou para mim. “Vai na frente?”.
“Claro, só tente acompanhar”. Respondi antes de correr para frente e pegar o primeiro segurança pelo pescoço.
Apertei até ouvir um som de algo quebrando, e quando todos ficaram pálidos olhando para mim eu não larguei o corpo. Eu o coloquei a frente de mim e disparei, atropelando tudo em meu caminho e formando uma névoa vermelha quando passei pela porta.
Alguns tiros soaram e eu soube quando meu tio apareceu depois que ele apenas finalizou os que eu não atropelei. “Ainda bem que viemos de taxi, nem morto você entrava no meu carro sujo de sangue dessa forma”.
“Basta pegar um carro desses idiotas”. Disse dando de ombros, até que eu estava mais limpo que esperava depois de atropelar vários gângster como um trem. “Tem alguma ideia onde a Frost estaria?”.
Tio Will entrou no carro comigo, quebrei a carcaça que envolvia o miolo da chave com um soco e ele pôde fazer uma ligação direta rapidamente no sedan preto. “Ela queria ficar na área do porto, e eu conheço um bar por lá, é um pé sujo, mas já é um começo”.
“Ela não tem cara de quem vai a um pé sujo”. Eu disse desconfiado.
“Todos os criminosos vão, é onde eles encontram rumores e empregos. Mesmo que só de passagem, eles sempre passam por esses lugares para manter a conversa em dia. Não é garantia, mas se ela ficou na cidade deve ter passado lá”.
O bar em questão se chamava, Liberty, um nome bem pitoresco dada a maior fonte da renda dos clientes. Era um prédio de dois andares feito de tijolos marrons e assim que entramos, todos os sujeitos mal encarados de lá pararam suas conversas, bebidas e jogos de cartas para nos olhar.
Eu ainda estava coberto de sangue, e meu tio mesmo sem seu equipamento estava com sua máscara de Black Fox. Foi ele quem se aproximou do balcão e olhou para o barman que limpava o copo com um trapo. O homem estava suando, provavelmente conhecendo a reputação do Black Fox, ou com medo do trabalho que daria para limpar o chão se houvesse briga.
“Estamos aqui atrás da Killer Frost, temos uma proposta para ela”.
“Da parte de quem?”. O barman perguntou trêmulo.
“Da parte que te mata se você não for chamá-la”. Vociferei para ele, e o pobre coitado fugiu para dentro tropeçando nos próprios pés.
Ele voltou alguns minutos depois, suado e pálido, provavelmente tendo sido ameaçado por Frost também. “Ela está no segundo andar, diz que é bom serem realmente quem ela acha que são…”
Não nos importamos em responder e subimos pela escada o mais rápido o possível, já era sorte demais ela estar aqui no momento, não poderíamos desperdiçar.
O segundo andar era praticamente igual ao primeiro, mas aqui aparentemente todos usavam uma espécie de fantasia ou outra. Isolada em um canto, Killer Frost estava sentada afastada da janela e bebendo uma cerveja.
“Não é que eu estava certa? Um cara com máscara de gato e um sujo de sangue com olhos vermelhos, tinha de ser vocês dois”. Ela disse sorrindo quando nos sentamos nas cadeiras a sua frente.
“Aquele dia, você disse para eu te ligar caso quisesse roubar um banco”. Falei primeiro, meu tio cruzou os braços e se inclinou para trás na cadeira, obviamente me deixando falar.
“Era brincadeira, e se não me engano você disse que não pretendia voltar a essa ‘vida’, estou errada?”. Frost me disse enquanto levantava uma sobrancelha e levava a garrafa de cerveja a seus lábios, uma camada de gelo se formando na garrafa instantaneamente.
“E quem disse que eu estou brincando agora?”.
Seus olhos se estreitaram, e ela abaixou a garrafa antes de beber. “Sério? Roubar um banco?”.
“Mais do que isso na verdade. Meu plano é, vamos trabalhar para Mannheim, lutar contra os caras de Gotham e causar o maior número de estragos que conseguirmos por lá”.
“Risco demais a meu ver”. Frost disse cruzando os braços. “Fiquei na cidade de olho nos trabalhos mas os dois lados estão com raiva demais e generosos de menos no pagamento”.
“Não se jogarmos as cartas certas. Vamos receber de Mannheim para dar alguns golpes no pessoal de Gotham, fortes e barulhentos o suficiente para atrair a atenção do morcego e sua família, isso é claro, tiraria a pressão do pessoal da Intergang”. Eu disse antes de pegar a garrafa de Frost e beber um pouco, a maldita cerveja estava muito gelada mas aliviou a secura da minha garganta antes que eu continuasse.
“Vamos receber por isso é claro, receber muito bem, mas se atacarmos os pontos certos? Quem se importa com a grana que desapareceu de um laboratório de drogas? Ninguém! Pois não tem como saber quanto dinheiro tinha lá em primeiro lugar”.
“Você quer roubar os criminosos que matamos enquanto recebemos para isso?”.
“Claro, dane-se se focarmos nos Falconi, Maroni ou até no Máscara Negra. Eles devem ter pilhas de dinheiro esperando por nós, dinheiro não declarado e que não deveria circular e nada de Super-man para atrapalhar”.
“Isso vai levantar muitas bandeiras, Hellboy”.
“Isso seria problema do Mannheim, não nosso. Vamos prejudicar o crime organizado de Gothan e perda de dinheiro já é alguma coisa”.
“A máfia não esquece facilmente”. Frost disse se inclinando na mesa ao se apoiar nos antebraços.
“Está com medo Frost? Medo de alguns idiotas armados? Pensei que você fosse mais… coração frio”.
Ela deu uma risada seca e me olhou nos olhos. “Setenta por cento de tudo o que pegarmos fica para mim”.
“Cinquenta, e não se esqueça que tem a parte do Black Fox aqui”.
“Sessenta ou nada feito”. Frost disse ao arrancar sua cerveja da minha mão, seu toque dando um arrepio nos meus dedos.
Eu suspirei, precisava de ajuda e Frost sabia disso, ela aproveitou a oportunidade para me esfolar, sinceramente, eu não a culpei. “Fechado, então vamos indo”.
“Para que a pressa? A noite ainda é uma criança e você precisa de um uniforme Hellboy, ninguém vai te levar a sério com um moletom furado e manchado de sangue”.
“Hãham”. Black Fox pigarreou pela primeira vez na conversa. “Bem, eu sei que você criou esse nome por algum motivo próprio, mas ao que parece Hellboy já existe”. Ele terminou de dizer e mostro uma foto no celular de um cara vermelho e de sobretudo marrom.
“Sério isso?”. Frost disse surpresa e pegou o celular, olhando as fotos do suposto Hellboy, ela fez uma careta, pois sim, ele era real. “O uniforme ainda por cima é cafona, esqueça esse nome, sério”.
“Tudo bem, eu estava pensando em outro mesmo, um que combine melhor comigo”. Eu disse dando de ombros.
“E que nome seria esse?”. Frost disse interessada.
“Unchained”.
“Mas que nome merda”. Frost respondeu balançando a cabeça.
“É um nome muito bom, não acha Fox?”. Perguntei a tio Will mas ele apenas ficou em silêncio o maldito traidor. “Quer saber? Vamos andando logo”.
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