Unbreakable Destiny
10 As feridas não cicatrizadas doem mais
Notas iniciais
Música do capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=gMp4-URITe8
Gente, esse foi um dos capítulos mais difíceis de escrever (se não o mais), esperamos muito que vocês gostem.
Obs: Temos 101 leitores, por favor comentem o que acharam.
Enquanto isso no quarto de Henry:
–- Fazia tempo que você não assistia séries comigo. -O garoto falou com um lindo e inocente sorriso e olhos brilhantes.–- Me desculpe por não dar a devida atenção que você merece, sei que é difícil porque trabalho. -Regina falou com sofrimento em sua voz, doía profundamente nela saber que não conseguia dar o carinho que ele merecia. As vezes a prefeita perguntava para si se a mãe biológica do garoto faria melhor, e agora que ela conhecia a mãe, parte do seu medo havia se tornado realidade.–- Eu sei que não é sua culpa, apenas sinto saudades da época que éramos só nós dois... -Ele falou fazendo beiço.–- Eu sei querido.- Ela depositou um beijo em sua testa e deitou-se ao lado do filho.–- Você está diferente...–- Diferente?–- Desde que a Emma apareceu na nossa porta. -Ele deu um sorriso travesso. -- Ela é a amiga que você disse que não conseguiria consertar as coisas, não é?–- Sim, ela é. -Ela falou surpresa com a inteligência do filho.–- Está tudo bem entre vocês agora? -Perguntou curioso, afinal, havia adorado ver a mãe com brilhos nos olhos novamente, coisa que ela não tinha desde a adolescência. –- Eu não sei se estamos exatamente bem, mas estamos progredindo.–- Eu gostei dela, tem algo nela que me parece tão...–- Familiar? -Regina completou.–- Sim... É estranho mas agradável. -Ele admite.–- Que tal convidarmos ela para tomar sorvete amanhã?–- Ótima ideia! -O garoto ficou todo contente e empolgado. -- Mas promete ficar a noite toda aqui comigo? Eu sinto falta das nossas maratonas.–- Claro, meu amo... -Regina foi interrompida pela campainha. -- Quem será a essa hora? Será que aconteceu algo com o Robin? -Ela desceu correndo preocupada.–- Emma? -Ela olhou confusa. — O que aconteceu:–- Eu esqueci minha bolsa... –- Tem certeza que é só isso? Você viu as horas? -Regina soltou um olhar desconfiado e intimidador daqueles que só ela sabia dar e Emma conhecia muito bem.–- Não é só isso, eu preciso falar com você. -O medo na voz da detetive estava claro, ela temia contar para a amiga o que acabara de ter visto, afinal, não fazia muito que tinham feito as pazes e não queria correr o risco de entrar em uma briga.–- Precisa ser hoje? Prometi a Henry que faria maratona da série "Once Upon a Time" com ele...–- Ah sim, pode ser amanhã, só quis falar agora porque precisava do telefone que está na bolsa. -Mentiu.–- Obrigada, onde está a bolsa? –- No escritório. -Regina foi em seu pijama listrado até lá.–- Aqui está! -Ela entregou-lhe a bolsa. –- Valeu, você salvou minha pele, vou indo... -Emma estava prestes a voltar para o carro quando.–- Espera! -Regina gritou moderadamente. –- O que foi? -A loira perguntou assustada. –- Eu estava falando com Henry, ele te adorou, que tal tomarmos um sorvete amanhã e ter aquela conversa sobre a suspeita e um exame de DNA? -A morena falou em um misto de medo e euforia. –- Será que ele está pronto? -Emma perguntou hesitante. –- Henry é um garoto muito inteligente, já deve estar ligando os fatos ou fazendo mil teorias naquela cabeça. -Regina brinca.–- E você? Está pronta? -Aquela pergunta deixou a prefeita em choque por alguns segundos.–- Eu? Por que não estaria? -O medo só não era nítido porque Regina sabia esconder suas emoções muito bem. –- Não sei se é pelo fato de você não ter hesitado quando falei sobre as minhas suspeitas ou pelo fato de não ter me dado nenhuma patada...–- E isso é algo ruim? Agora você me deixou confusa.–- Para a Regina que conheço? Sim, ela sempre questionava tudo e lutava, você parece ter perdido esse vigor. -Emma falou decepcionada por ver amiga tão diferente. -Foi o Robin? Foi eu?–- E o que você queria que eu fizesse? Nutri ódio por você por um tempo, não vou mentir, mas algo aconteceu e mudou minha perceptiva de vida. Doeu muito e eu superei, parte de mim tinha medo do que acontecia quando ele encontra-se a mãe e agora esse dia chegou.–- O que aconteceu?–- Estou feliz por certo lado, porque de alguma maneira você é diferente em todos os sentidos e minhas perceptivas sempre mudam quando você está envolvida. -Regina escondia as lagrimas que estavam quase brotando em seu rosto.–- Regina... -A loira não teve a chance de responder.–- Por favor, não vamos prolongar essa conversa, não é hora e nem lugar. -Regina começou a encarar o chão.–- Está bem, boa noite e até amanhã. -Emma saiu na direção do carro.Emma saiu de lá preocupada com o que pode ter acontecido com a amiga. Ela sabia esconder o que sentia de quase todos, mas Emma pode ver que ela estava quase chorando.–- Você falou para ela? — Killian perguntou assim que a loira entrou no carro.– Achei melhor não falar hoje, mas ela me chamou para tomar sorvete com ela e Henry amanhã. Killian começou a dirigir.–- Então porque você parece meio atordoada? Achei que ficaria feliz de sair com os dois.–- E estou, mas aconteceu algo no tempo em que não nos falamos e ela não quis me contar hoje.
–- Não se preocupe, amor. Vocês logo se resolvem e ela te conta. — Ele falou pondo uma mão em minha perna e acariciando.Killian tinha certa razão, mas aquilo não tranquilizaria a loira. Ela sabe que é difícil que algo abalasse a morena e se martirizaria se tivesse ficado longe da morena em algum momento em que ela precisasse muito. Porque assim como ela queria ter tido Regina ao seu lado quando teve que enfrentar a gravidez e ao perder o filho, tem certeza que a amiga também gostaria que ela estivesse ao seu lado.–----------------------------------------------------------------------------------------------------------------São 14 horas e Emma sai da pensão. Regina havia lhe enviado uma mensagem para se encontrarem 14:30 na sorveteria.–- Oi. Tudo bem? — Ela fala se sentando de frente para os dois na mesa onde estavam. –- Oi, Emma. Ontem eu e a mamãe fizemos uma maratona de séries. — Henry fala todo eufórico fazendo a loira sorrir.–- Eu e ela faziamos isso sempre, quando eramos mais nova. — Regina fala atraindo o olhar de ambos. As duas tinham muita coisa para conversar, mas com o garoto ali não tinha como ser aquela hora. Nenhuma das duas sabia como começar a falar sobre Emma ser sua mãe biológica. Regina tinha medo que o filho esquecesse dela, já Emma tinha medo que ele não a aceitasse.Estavam conversando sobre as travessuras que fizeram quando tinham a idade do garoto quando ele falou:–- Se vocês eram tão amigas porque ficaram 10 anos sem se ver? –- As vezes a teimosia pode ser uma arma perigosa, meu filho. -Regina segura a mão do filho fazendo-lhe carinho.–- Como assim? -Ele pergunta confuso.–- 8 meses antes de você nascer, Emma e eu brigamos feio por um motivo banal... -A prefeita começa.–- Motivo que nos trouxe muita dor, mas conseguimos nos encontrar agora por causa de algo em comum. -Emma completa e segura a outra mão de Henry assim como Regina.–- E qual seria? -A voz do garoto que antes estava calma, agora apresenta um misto de entusiasmo e curiosidade. –- Você. -As duas falam ao mesmo tempo de forma calma na tentativa de passar confiança ao garoto.–- Como assim? -Ele faz uma expressão extremamente confusa.–- Henry, lembra quando eu lhe disse que estava procurando meu filho perdido? -Um nó surge na garganta de Emma.Elas estavam com medo da reação dele, ele poderia ter surtado ou adorado, mas não, ele ficou imóvel por um tempo olhando para o chão.–- Não vai falar nada? -Regina diz tentando quebrar o silêncio.–- Você disse que amava seu filho e eu disse que queria que você o encontra-se... -Ele olha fixamente para Emma.–- E amo. -Ela completa.–- NÃO AMA. NÃO TERIA ME COLOCADO PARA ADOÇÃO SE ME AMASSE.- Ele grita tomado de raiva e sofrimento.–- Me deixe explicar... -A loira tenta consertar.– EXPLICAR O QUE? QUE NÃO ME QUERIA, MAS DAÍ DO NADA COMEÇOU A AMAR O GAROTO QUE VOCÊ DEU PARA OS OUTROS ASSIM QUE NASCEU? -Ele levanta da mesa e sai correndo.Regina olha atordoada para a porta por onde Henry saiu. Emma começa a chorar e a dona da sorveteria aparece.– Você quer um copo d'água? — ela diz acariciando as costas da loria que agora tremia e soluçava de tanto chorar. Ela somente nega com a cabeça e a moça vai embora. Por sorte o lugar estava vazio só havia eles ali.– Acho melhor você ir procurar por ele. — Emma disse com um fio de voz. – Não se preocupe. Você precisa de mim e sei que ele não vai fugir depois que você conversou com ele. No máximo ele correu para casa. Além do mais ele é igual a você quando, fica com raiva, ele precisa ficar um tempo sozinho pensando.Regina só conseguia sentir seu coração doer ao ver aquilo tudo. A loira estava com as mãos no rosto e só fazia chorar. Ela já tinha passado por refeições, mas nenhuma com um ódio tão nitido como na voz do garoto. Nenhuma vez doeu tanto como ali. Nenhuma fez como se sua vida inteira não fizesse mais sentido.Regina se levantou e sentou ao lado da amiga. Puxou a cabeça da loira para seu ombro e a abraçou enquanto chorava e beijou seus cabelos. Emma, por sua vez, afundou seu rosto no peito da amiga e a abraçou forte. Ela sempre fazia aquilo, quando Emma começava a chorar, quando eram mais novas e ela sempre se acalmava. Como sempre Regina se segurava para não cair aos prantos também, ela também sentia vontade de chorar, mas dizia a si mesma que precisava ser forte porque mesmo depois de tanto tempo, Emma ainda era uma das pessoas mais importantes e precisava dela.
Fale com o autor