Unbreak Me, Unchain Me.

2 "An Epic of Time Wasted."


Notas iniciais
Muito obrigada a pokeb3lls, Carol_Gerhardt e CatharinaRock pelos reviews!!!
Depois que respondi a xDropDeadx que fui ver que ela é a escritora de "Show me what I'm looking for", que eu já estava acompanhando, e fiquei tipo "Caramba,aquela autora é muito foda e ela tá lendo a minha fic, que responsa!" hahaha muito obrigada mesmo, meninas! (acho que são todas meninas haha)
Bom, essa fic tem 11 capítulos e tudo acontece quase que no mesmo dia, então esse cap é mais uma enrolação, só pra contar tudo o que aconteceu no dia. Nos vemos nas notas finais ;)


Na escola, fiquei o tempo todo pensando no envelope estranho, mas não conseguia abri-lo, sentia um misto de desconfiança e medo. Sim, estava com medo de uma carta! Eu sabia que aquilo não poderia me causar danos físicos, claro, — não era uma carta-bomba e nem continha o vírus do Anthrax, como naquela famosa historinha – mas eu temia as consequências psicológicas. Talvez seja isso o que chamam de pressentimento, sexto sentido e outros nomes, os quais nunca acreditei. Até este dia.
– Audrey! Audrey! — chamou Adrienne me chacoalhando.
– O que foi, Adie? Não me encha!

– Audrey, o professor está preguntando a capital da Tailândia. Ele perguntou para toda a sala e ficou furioso por ninguém conseguir responder. Só você sabe essas coisas!

Puta que pariu! Estou num dia super tenso e esses
putos vêm mexer comigo pra perguntar a capital da Tailândia???

– Ande, Audrey. O professor está com cara de poucos
amigos hoje — novidade. — e o próximo que não souber, certamente ganhará ponto negativo.

Eu não queria responder, por eles terem me tirado de minha reflexão, mas não poderia me dar ao luxo de perder mais pontos. Neste bimestre já havia perdido duas semanas de aula quando, por conta da surra que ganhei de Leana, fiquei toda roxa e ela mesma não me deixou ir à escola, com medo de que percebessem e chamassem a polícia. Sua ficha já não era lá muito limpa...

– Bangcoc — finalmente disse e levantei a cabeça,
percebendo que todos olhavam para mim, mas logo se viraram para ver a reação do professor. Ele me olhou, primeiramente com uma feição de espanto, mas dois segundos depois desfez a careta e deu um sorriso quase malicioso, como se houvesse lembrado: "Ah sim, ela é Audrey Sullivan, a menina mais
inteligente desta classe, então vamos ver até onde ela pode chegar..." -
Idioma principal? — indagou-me sem me encarar (ao contrário do que fez o resto
da sala) e começou a folhear a caderneta de notas.

– Tailandês. — respondi prontamente. Ele fechou a
caderneta.

– Boa menina! – disse, agora levantando-se. — Bom,
como só você mostrou que eu não estou aqui de brincadeira e que lhes ensinei
corretamente o conteúdo, dou-lhe a chance de conquistar nota máxima no bimestre
se responder corretamente mais três perguntas. Topa?

– Sim. Mas uma já foi! — brinquei.

– Espertinha... — me deu novamente aquele sorriso
malicioso. — Quero saber nacionalidade,... — alguém gritou um "muito
fácil" do outro lado, mas ele ignorou. — unidade monetária e regime de
governo. — mais uma vez com aquela maldita cara de quem duvidava que alguém soubesse as respostas.

– Tailandês, Bath, Monarquia Constitucional Parlamentarista. — foi tudo o que disse quando na verdade o que eu queria esfregar na cara dele era: "Seu idiota, não sou trouxa como os outros, conheço sua excentricidade e seu fascínio pela Ásia. Por isso tratei de estudar e decorar essa merda!" — Todos me encaravam embasbacados em silêncio. Até que um gritou:

– Vendo no Google até eu consigo ter um dez de
bimestre. Não é, professor? — E outro logo falou:

– Mas nem o Google é tão rápido assim!

Eu tive de rir. Meus colegas não prestavam atenção aos detalhes e depois eu era qualificada como "a nerd". Tudo bem que eu sou foda,
mas não é para tanto, vai...

– É verdade! — disse o professor, saindo de seu
devaneio e tornando a abrir a caderneta de notas. — Parabéns, senhorita Sullivan. Será a única estudante com dez de bimestre neste colégio! — É, talvez seja pra tanto... EU SOU MUITO FODA!

Sorri agradecendo e beijei meu deathbat, que para mim era uma espécie de amuleto da sorte que me foi dado por meu pai. A partir deste momento, além de ter o assunto do envelope misterioso em tempo integral na minha mente, me voltaram as lembranças que guardava com tanto carinho de meu pai.

Notas finais
Nem vou pedir reviews porque né, nem eu gostei desse capítulo... Mas amei escrever o próximo, que já vou postar pra compensar essa chatisse aí ;)