Una lección de vida
13 Epílogo
Notas iniciais
O grande Teatro Real de Madrid estava abarrotado de gente. A pequena loirinha olhava assustada por uma brecha na enorme cortina vermelha que cobria o palco. Suas mãozinhas suavam enquanto ela entrelaçava os pequenos dedinhos em sinal de nervosismo.
— Eu não vou conseguir! Eu não vou conseguir! — murmurava baixinho.
— Nina! — alguém a chamou no camarim.
A pequena de apenas cinco anos correu tropeçando nos próprios pés até lá. Viu a irmã mais velha sentada em uma das cadeiras em frente a um enorme espelho enquanto se maquiava. O coque aprumado no alto da cabeça adornado com glitter e um laço de seda dourado. Vestia um collant branco e um tutu dourado, meia-calça branca e sapatilhas douradas. Lançou-lhe um sorriso, sua irmã era a menina mais linda que conhecia.
— O que foi, Nina? — perguntou a adolescente.
— Eu to nervosa, Dani. — disse a pequenina — Tem muita gente.
— Angelina! — chamou outra vez a professora — Venha se arrumar, querida.
A adolescente sorriu e abaixou-se diante da irmãzinha.
— Vai dar tudo certo, maninha. Não se preocupe, você ensaiou bastante e eu vou estar lá com você. — disse dando-lhe um beijinho de esquimó — Agora vai lá vestir seu tutu vermelho.
As pequenas bailarinas se posicionavam em seus lugares, todas vestidas intercaladas com seus tutus vermelhos e verdes escuros. A bailarina mais velha no centro, em maestria em seu tutu dourado. A cortina se abriu e a plateia aplaudiu. Uma música clássica irrompeu o silêncio e as bailarinas se moveram divinamente, com suas pontinhas de pés bailando pelo palco.
Fernando e Cecília sentavam na primeira fileira, tietando suas bailarinas que brilhavam no palco. Miguel sentava ao lado da mãe com uma filmadora gravando o momento especial das irmãs. Em seus sete anos, já era um pequeno gêniozinho. A apresentação de final de ano foi comemorando o Natal, e Angelina e Daniela ensaiaram juntas para darem o seu melhor. Ao final, o teatro irrompeu em aplausos, enquanto uns choravam emocionados e outros assobiavam. As mocinhas agradeceram e saíram do palco, encontrando alguns pais no camarim.
— Meus amores, vocês estavam maravilhosas. — Cecília disse abraçando as filhas ao mesmo tempo.
— Obrigada, mamãe. — sorriu Daniela.
Fernando deu um buquê de rosas à Daniela e um de margaridas à Angelina e abraçou as filhas.
— É, tenho que admitir, vocês estavam bonitas. — disse Miguel — Mas não se acostumem.
— Ah, irmãozinho. — Daniela apertou-lhe as bochechas depois de um estalado beijo — Amo você.
— Então, aonde as senhoritas querem comer? — perguntou Fernando. Miguel fez uma careta.
— Por que elas escolhem, pai?
— Essa é a vida, campeão. — Fernando bagunçou-lhe os cabelos escuros — Com essas mulheres em nossas vidas, que escolha temos?
— Nós podemos escolher, papai? — a pequena Angelina tinha seus olhinhos azuis brilhando. Era uma mini versão de Cecília.
— Claro, princesa.
— Então vamos ao Home Burger Bar! — exclamou Daniela — Estou faminta por um enorme hambúrguer com milkshake.
O três irmãos saíram do teatro de mãos dadas. Daniela ia levando os irmãos um em cada mão, e atrás, Cecília e Fernando seguiam sua pequena família rumo à felicidade.

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