Notas iniciais
Olá :) Poxa essa história não teve muita credibilidade pelo visto, já que o número de acessos foi bem maior que o de reviews :/ Mas eu vou continuar postando, porque creio que mesmo que não tenha comentado, alguém leu, então pará-la agora e excluí-la seria bem chato. Vamos a mais um capítulo... Espero que gostem e que comentem! Boa leitura!

Madelaine correu para pegá-la para que não batesse a cabeça. Desceu as escadas correndo e chamou o motorista, pedindo que as levassem ao hospital imediatamente. Antes de sair, mandou Guadalupe ligar para os patrões e avisar o ocorrido, depois saiu em disparada da casa.

Ao chegarem, uma maca logo apareceu na recepção e levou Daniela para a emergência, Madelaine a seguia nervosa e aos prantos. Os médicos limparam seu rosto e a examinaram, Dra. Sofia estava ali também. Após tomar as providências necessárias, ela chamou a babá para conversar.

— Madelaine, o que aconteceu?

— Encontrei ela sangrando e de repente ela desmaiou. Só a deixei sozinha por alguns minutos e... — chorava copiosamente e tremia muito.

— Se acalme. Ela não apresentou nenhum sintoma antes?

— Ela teve febre, acho que ainda está, não sei, eu tinha acabado de dar o antitérmico. E há alguns dias ela vinha apresentando cansaço e falta de apetite.

— Ela está com uma leve anemia e apresenta petéquias na garganta também. Irei pedir alguns exames e tirar o diagnóstico correto, apesar de já ter uma suspeita do que seja, não podemos nos precipitar. Temos que avisar aos responsáveis.

— Sim, claro. Os pais dela serão avisados. Mas o que ela tem é grave?

— Bom, se minhas suspeitas forem confirmadas... Sim, é grave.

Madelaine estava com o coração apertado, sabia desde o começo que algo estava errado, e as palavras de Sofia só aumentaram ainda mais a angústia em seu interior.

...

Fernando assinava alguns papéis em seu escritório quando seu celular tocou estrondosamente sobre a mesa.

— Já disse mil vezes que não gosto de ser atrapalhado. — praguejou enquanto o pegava — Alô? — atendeu com raiva, sem nem verificar o visor.

"Fernando. Oi, querido, graças à Deus. Estou tentando te ligar há horas." era Cecília, sua voz estava nervosa.

— O que foi, Cecília? Sabe que não gosto quando me liga no trabalho e...

"Deixa eu falar pelo menos uma vez, por favor. Daniela está no hospital, Guadalupe acabou de me ligar."

— No hospital? Como... O que aconteceu?

"Não sei, ela não quis dizer por telefone, disse que o melhor é irmos para lá."

— Só me faltava essa agora. Não posso simplesmente largar tudo aqui e ir.

"Fernando! Eu lhe digo que sua filha está no hospital e você se importa com a empresa? Pelo amor de Deus."

— Tá bom, tá. Eu vou, quer que te pegue?

"Sim, eu ia lhe pedir isso. Estou te esperando."

— Até. — disse e desligou o telefone, o guardando no bolso enquanto caminhava até a porta da sala. — Como se ela fosse uma ótima mãe. — murmurou indo até a mesa de sua secretária — Paloma, tenho que sair. Talvez não volte hoje, remarque minha reunião.

— Sim, senhor.

Dirigiu até a agência de modelos de Cecília e depois rumaram para o hospital. Ao chegarem, encontraram Madelaine na sala de espera, sentada e torcendo as mãos sobre as pernas, visivelmente nervosa.

— Graças à Deus os senhores chegaram, a menina não está nada bem. — disse se levantando, um misto de alívio e angústia dominava seu corpo.

— O que ela tem? Já disseram? — perguntou Cecília.

— Ainda não, estão aguardando os exames ficarem prontos, ela está em observação na ala pediátrica.

— Mas que tipo de hospital é esse? Que demora para sair uns exames bobos, verão que não é nada. — Fernando esbravejou.

Madelaine observava seu patrão sem poder acreditar que ele não parecia nem um pouco preocupado pela filha. E pelo o que ela via, por ele, ele não estaria nem ali. Sofia apareceu depois de alguns minutos, seu semblante era sério, e pediu para conversar com os pais da menina.

— Bom, os exames ficaram prontos. — começou depois que estavam os três a sós — Daniela vinha apresentando muita fraqueza e chegou aqui com uma febre elevada, e também com uma leve hemorragia. — viu Cecília arregalar os olhos — Os senhores estavam cientes do estado da menina?

— Não, ela parecia bem, normal. Estava tudo como sempre foi.

— A senhora está equivocada, Sra. Martínez. Do jeito que Daniela se encontra, ela já está doente há algum tempo. E não é uma coisa boba, estamos aqui tratando de uma coisa muito séria.

— Mas o que ela tem, Dra. Sofia?

— Ela está com um número baixo de plaquetas e hemácias no sangue. E seus glóbulos brancos também foram acometidos. Sua doença atinge os leucócitos, que ajudam no nosso sistema imunológico contra inúmeras infecções. Quando diagnosticada, esses leucócitos se acumulam anormalmente na medula óssea, onde são produzidos, formando um tumor. E é justamente essa acumulação de leucócitos que prejudica a produção das hemácias e das plaquetas.

— E o que tudo isso significa? Que doença é essa?

— A filha de vocês apresenta um caso leucêmico. No caso dela, é a Leucemia Linfoide Aguda, a mais comum em crianças.

— Leucemia? Você está dizendo que Daniela tem Leucemia? Não pode ser...

— Se acalme, Sra. Martínez. É uma doença que se dá sem termos parcela de culpa. Ela compromete nosso DNA espontaneamente.

— Não pode ser, é impossível.

Cecília dizia, andando de um lado para o outro, suas mãos tremiam enquanto ela puxava seus cabelos nervosamente. Fernando estava estático, em estado catatônico. Olhava para o nada processando a informação.

— Se acalme...

— Eu quero vê-la. Quero ver minha filha. — gritou Cecília abrindo a porta desesperadamente, saindo em disparada atrás da ala pediátrica.

E lá entrou, encontrou sua filha dormindo, a respiração pesada, a feição pálida, olheiras fundas e uma assustadora intravenosa em sua pele. Como não percebeu antes? A doença gritava em Daniela e ela nada fez. Agora era quase tarde.

Aproximou-se devagar da cama e, hesitante, levou as mãos até os cabelos da filha, fazendo um breve carinho, a sensação nova para ela. Ali, naquele leito de hospital, não parecia nada aquela criança sorridente e feliz. Sentiu uma solitária lágrima escorrer livremente e a secou rapidamente, saindo dali imediatamente. Esbarrou em Fernando no corredor, sua única reação foi abraçá-lo forte e chorar em seu ombro, chorar como nunca chorou antes.

Notas finais
É isso ae :) Espero que venham mais retorno, podem ser eles bons ou ruins, só venham! Até semana que vem, povo.