Notas iniciais
Hi everyone :) Pois bem, não to satisfeita com o número de reviews em comparação com o de visualizações, porém eu sei o quanto é ruim parar uma postagem pela metade e deixar uns na mão, sem contar que eu faço isso aqui por mim também, é prazer próprio e é meu hobby preferido, ou seja, não vou deixar de fazê-lo. Enfim, vamos a mais um capítulo onde tudo começa. Boa leitura.

Um mês havia se passado e Daniela não era mais a mesma. Não comia direito, se cansava rápido, estava a todo momento com sonolência e ainda apresentava um aspecto pálido. Mesmo dormindo tanto, carregava pesadas bolsas roxas sob os olhos. Madelaine já estava preocupada, ninguém muda assim do nada, tinha algo muito errado aí e, pelo intuito da babá, não era algo simples de se resolver.

Fernando e Cecília estavam ambos tão focados em seus respectivos trabalhos que mal perceberam as mudanças nas atitudes da filha. Quando iam trabalhar, Daniela ainda estava dormindo, e quando retornavam, a pequena já estava na cama novamente. Tudo estava aparentemente em seu devido lugar, como "sempre esteve".

Era uma tarde de quarta-feira. Daniela estava tão indisposta que não conseguia assistir sua aula de piano. Seus pequenos dedos estavam trêmulos sobre as teclas e não conseguia acertar uma só nota. Frustrada, a pequena saiu correndo para o quarto, deixando seu professor atônito. Madelaine o dispensou, lhe explicando que Daniela não estava bem aquele dia. A babá seguiu para o quarto e a encontrou chorando. Se aproximou e sentou na beira da cama esperando Daniela se acalmar.

— Quer conversar? — sua voz era calma, quase inaudível.

— Não! Só quero dormir. Já que não consigo nem assistir minhas aulas, só me resta dormir. — estava brava, os braços cruzados firmemente frente ao peito.

Madelaine não discutiu, apenas saiu do quarto em silêncio. Daniela deitou-se e rapidamente pegou no sono.

Mais tarde, Madelaine acordou Daniela para tomar banho. Teve que ajudá-la a se despir e, ao fazê-lo, percebeu uma mancha roxa na base das costas da menina, estranhando aquilo.

— Dani, você caiu?

Ela apenas negou com a cabeça, e quando Madelaine tocou a mancha, ela não demonstrou nenhuma reação. Estava estranho demais, uma grande mancha roxa escura e indolor. Ligou a água morna e banhou Daniela. Após colocá-la na cama, mais uma vez sem comer, Madelaine se recolheu para dormir, com a cabeça muito preocupada, só pensava em avisar aos patrões para marcarem uma consulta imediatamente com Dra. Sofia, pediatra de Daniela.

...

Na manhã seguinte, após por a mesa para o café, Madelaine se prontificou a avisar.

— Senhora?

— Sim, Madelaine? Algum problema? — falou Cecília.

— É que a menina não anda muito bem, gostaria de pedir à senhora que marcasse uma consulta com a Dra. Sofia...

— O que aconteceu? — Fernando chegou à mesa e escutou parte da conversa.

— Daniela anda indisposta, não quer comer, está sempre cansada. — a babá explicou.

— Ah, é pura manha de Daniela. Terei uma conversinha com ela hoje, voltarei mais cedo da empresa e falarei com ela. — Fernando começou a tomar seu café, despreocupado. Cecília permaneceu quieta. Madelaine se retirou dali — Daniela anda fazendo muito o que quer, isso sim. Ela merece um castigo. — disse à Cecília, que apenas concordou — Quer saber? Isso não pode continuar assim, falarei com ela agora. — sua voz era elevada — Guadalupe? — chamou uma das cozinheiras — Vá até o quarto de Daniela e a mande descer imediatamente.

— Sim, senhor. — obedeceu instantaneamente, subindo as pressas — Madelaine, o Sr. Fernando está chamando a menina lá embaixo. — disse assim que entrou no quarto e viu Madelaine penteando os cabelos de Daniela.

A mesma tremeu só de pensar na bronca que levaria do pai, como todas as vezes que ele a chamava.

— Vamos, querida. Não tenha medo. — falou Madelaine carinhosamente, percebendo que Daniela estava amedrontada e tinha a feição assustada.

As duas desceram e deram de cara com um Fernando nervoso andando de um lado para o outro.

— Papai? — sua voz saiu falhada, o medo era perceptível.

Fernando a olhou com o semblante sério, um olhar que até Cecília tremeu.

— Daniela, ando sabendo que não está fazendo suas obrigações com os estudos, só quer saber de suas vontades. — ele dizia nervoso, e Daniela se encolhia cada vez mais com suas palavras — Merece um castigo por isso, você não era assim, são essa meninas que fazem sua cabeça? Então irá sair dessa maldita escola de ballet.

As lágrimas banharam o rosto de Daniela e soluços escapavam de sua garganta.

— Mas p-papai... Por favor, não f-fiz por mal.

— Não quero saber, a partir de hoje você não frequenta mais aquela porcaria. E este assunto já está encerrado. Vamos, Cecília.

Assim que os pais saíram, Daniela desabou a chorar copiosamente. O pai podia lhe fazer de tudo, menos tirá-la do ballet. Era seu único lugarzinho, onde tinha amigas, onde se divertia de verdade. Madelaine a abraçou apertado enquanto Daniela soluçava em seu ombro. Ao tocá-la, percebeu seu pequeno corpo quente demais, tocou seu pescoço e braços e sentiu a temperatura elevada. A levou para cima e depois até o banheiro, mediu sua temperatura e constatou uma febre razoável. Deu um banho frio e a deitou na cama, lhe dando o antitérmico para baixar a febre. Daniela tinha calafrios, seu corpinho tremia e sentia as pálpebras pesadas. Madelaine desceu e mandou Guadalupe preparar uma sopa, e quando subiu de novo, viu a cama vazia e ouviu um choramingo vindo do banheiro. Correu até lá e levou um susto.

— O que é isso, Madelaine? — Daniela tinha a voz assustada enquanto se olhava no espelho, seus lábios e nariz cobertos de sangue.

Sentiu suas perninhas fraquejarem e de repente sentiu-se tonta.

— DANIELA! — foi a última coisa que ouviu antes de tudo escurecer.

Notas finais
Bom, é isso. Espero que venham mais reviews desta vez e que tenham gostado. A partir de agora é drama até o fim. Até semana que vem, babies. Muack!