Una Beau Désordre
1 Qual é, vai comigo!
Notas iniciais
Espero que gostem.. tá bem divertida a fic :)
Personagens e historia de minha autoria, nada de plágio!
Você tem o melhor dos dois mundo
Você é o tipo de garota que pode derrubar um homem,
E levantá-lo de volta novamente.
- Qual é Megan, você disse que ia comigo! — resmunguei. Megan havia prometido que ia comigo para Paris, mas pelo visto, eu fui enganada!
- Eu sei, eu sei Val. Mas entenda, eu realmente não vou poder.
- Me dê um motivo...
- Estudos. É um bom motivo, não acha?
- Mas minha querida e bela amiga, tente você entender... Nós. Estamos. De. Férias! — falei bem devagar, talvez assim a nerd aqui, minha amiga, compreenda a gravidade da situação!
- Valentina, você conhece meus pais. Não dá, foi mal — ela virou as costas e foi embora, me deixando plantada em minha própria sala. Ela havia ido a principio para tratarmos de nossa viagem tão esperada, mas pelo jeito...
Suspirei e me sentei no sofá. Minha mãe foi ao supermercado para comprar alguns mantimentos para minha tão esperada viagem. Acabou que foi tudo por água abaixo. O pior é que eu já estou com a passagem comprada e não ir seria perder uma boa grana. Tudo bem que os pais da Megan são meio chatinhos com os estudos, a garota mal pode sair pra vir aqui em casa! Eu devia imaginar que não iam deixá-la viajar assim, ainda mais nessas férias...! Afinal, era o último ano. Ano que vem faculdade. Megan costumava a ir para... Acampamento de alguma coisa... Coisa de nerds. E para uma garota bonita como ela, cara, ela já podia está o que? Namorando. Como se isso fosse algo produtivo para o futuro de Megan. Ela é linda, sério. Cabelos loiros naturais, olhos verdes, alta e um corpão. Ela é alta cara! E eu sou baixinha. Só me matando mesmo. Isso é triste, não?
Eu estudo, sou uma boa aluna, tiro minhas notas sempre acima da média, mas fora disso, eu tenho vida! Não fico somente sentada com livros na mão, absorvendo seu conteúdo. Ah sim, eu danço também. Uma coisa da qual eu tento me arrepender, mas não consigo. Comecei aos 11 anos, minha mãe deu a ideia de me colocar numa escola de dança, ai peguei o gosto pela coisa e bom, hoje faço apresentações por ai. Mas nada fora do país. O que mudará dentro de alguns anos, vocês irão ver. Se bem que, com a sorte que eu tenho... Sim, eu sou azarada. Digamos que, daquelas que se ferram mesmo por isso.
Já cai dentro do lixo na frente do garoto que eu gostava na 6ª serie. Sai com uma casca de banana da cabeça. Quem na 6ª serie come banana?! Talvez a mãe da criatura quisesse que ele comesse fibras, vai saber. Mas isso é o de menos. Derrubaram-me e cai em cima da mesa do bolo na festa do meu primo, quando tínhamos 13 anos. Até hoje o moleque não fala comigo por isso. E já faz mais de cinco anos! Teve um dia que estava na casa de um namorado — estava na 8ª serie -, estávamos com mais alguns amigos assistindo a um filme. A mãe dele estava secando o cabelo no banheiro.
Eu, que não aguento e preciso fazer pipi durante um filme, fui ao banheiro, no qual- com a ajuda de minha experiência em arrumar confusão-, a mãe dele estava. Abri a porta com tanta força que bateu na mulher. Ela caiu na banheira ainda cheia de água, e levou um choque, ficando com o cabelo todo pra cima. Naquele dia fui expulsa da casa do meu EX-namorado, e fiz com que sua mãe fosse internada. Não é a toa que sou um tanto temida no colégio. As pessoas tomam cuidado para não se aproximarem de mim quando estou fazendo algo inusitado ou que mereça minha máxima atenção, posso matar alguém. Mas o que eu posso fazer se sou estabanada? Nasci assim, ué.
Enfim, voltando aos pais de Megan, eles são aqueles tipos de coroas “nada de mente aberta”. Entendo perfeitamente que eles querem o bem para a filha, mas não a deixam sair, namorar direito... Nem viajar nas férias! Quanta hipocrisia! Eles não tiveram uma vida e não deixam que sua única filha tenha uma.
Vi que minha mãe havia chegado, e trazia os sacos de compras. Saindo de meus devaneios sem nexo, fui ajudá-la e carreguei os sacos para cozinha.
- E então, falou com Megan? — ela perguntou, tirando algumas frutas do saco.
- Falei, ela não vai poder ir.
- Porque não? — parando o que estava fazendo, me fitou, com os olhos meramente, abertos.
- Os pais.
- Ah, claro. — minha mãe conhecia os pais de Megan e não era muito fã do jeito como eles a criavam. Ou seja... “A educação rígida que eles dão pra essa menina vai acabar queimando o cérebro dela”. - Então, vocês não vão mais?
- Eu vou. — falei, sem deixar de tirar as compras do saco.
- Como? — perguntou surpresa, deixando cair uma maçã.
- Eu vou mãe. Eu paguei caro por essa passagem, então eu vou. — isso mesmo, foi com o meu suadinho dinheiro. Eu tive ajuda da minha mãe, mas no final foi meu dinheiro mesmo. Vendi muita bijuteria pra isso. Ficou um horror, mas as velhas compravam então, eu agradeço.
- Mas você vai sozinha! – começou. Preocupação de mãe às vezes enche. — Você não vai Val, é perigoso demais.
- Ah mãe, pode parar de novela, esta bom? Eu vou sim, com ou sem Megan. E ponto.
- Você quer se matar?- pronto já esta de descabelando.
- Porque acha isso?
- Você sabe como é. — disse, me fitando como se eu fosse A maluca!
- Eu sei cuidar de mim mãe, eu cresci, droga. Não sou tão estabanada quanto antes.
- Então porque o suco que eu comprei acaba de cair no chão. — olhei para o chão e vi que havia derrubado a garrafa, espalhando suco de pêra no chão.
- Droga! Desculpa, eu já limpo isso.
- Não, deixa. — minha mãe pegou o pano da minha mão e sorriu. — Depois conversamos, vou limpar isso e fazer o jantar. — Dei de ombros e sai de casa. Fui chutando pedrinha até a casa de Kevin, meu ‘Best’. É como eu o chamo. Ele se tornou meu melhor amigo de um jeito engraçado. Bem engraçado. Estava chovendo muito, e eu, bem, como sou meio esquecida, estava sem guarda-chuva. Estava esperando o ônibus para poder voltar pra casa e ele chegou com guarda-chuva enorme, aqueles “família”, sabem? Então. O colocou em cima de mim e sorriu.
Eu já estava encharcada e me deu vontade de mandá-lo catar coquinho, mas, vejamos... Eu estava molhada e um ser maravilhoso brota com um guarda-chuva e me oferece o mesmo. Mandaria mesmo ele catar coquinho? Acho que não, né?
Bati na porta e esperei alguns minutos. Depois o vi abrir a mesma, sorrindo ao me ver. Meu amigo é gato, pronto, falei. Ele tem olhos verdes, é relativamente grande e cabelo castanho claro. E um corpo legal, bem legal.
- E ai Val, você está bem? — perguntou depois que entrei em sua casa.
- Megan não vai mais comigo. – soltei, sem falar de outra coisa.
- Ué, por que... — eu o olhei, e ele compreendeu — Os pais.
- Sempre.
- Então, você não vai mais?- perguntou, fechando a porta.
- Eu vou.
- Sozinha? — perguntou um tanto chocado demais.
- É. Porque a surpresa?
- Você não é de fazer as coisas, sozinha, Val, te conheço. E viajar sozinha, você... Pra Paris... Ta pedindo pra arrumar problema. Como sempre. — Tudo bem, eu era o problema em pessoa, se ele não vinha até mim, eu ia até o problema.
- Dá pra confiar em mim? – perguntei com uma pontada de magoa.
- Você confia em você mesma? — espero que seja uma pergunta retórica.
- Eu confio muito bem no meu taco, ta legal? Eu posso surpreender a todos.
- Ainda não acho que seja uma boa ideia. — ele me fitou, arqueando a sobrancelha.
- Vai comigo! - sugeri, entusiasmada.
- O que? Eu?
- Não, o Papai Noel. Claro que é você, né Kevin? Vamos!
- Val, desculpa, mas eu não posso... — disse, balançando a cabeça.
- Porque não?
- Eu não tenho passagem, eu não tenho dinheiro, e bom, eu trabalho, lembra? — Porque mesmo ele tinha que trabalhar? Um cara, com 19 anos, que faz faculdade de Psicologia, tem mesmo que trabalhar agora? Ele podia é viajar comigo pra Paris! E por favor, meu deus, cadê o povo de férias? Acabei de terminar o 3º ano, meu ano que vem vai ser barra pesada, matéria em cima de matéria. Por isso quis tirar esses meses de férias para viajar, descansar. Então, porque santinhos padroeiros dos desesperados, não tem gente sã que faz isso também?
- Mas Kevin, ano que vem vai ser difícil pra te ver... Esse tempo juntos vai ser legal. — implorei.
- Desculpa Val, não dá. — ah, desisto. Fiquei emburrada por um longo tempo, até que Kevin disse que precisava sair, então fui embora. Eu viajaria amanhã de manhã, ainda tinha que arrumar minhas coisas. Voltei pra casa. Minha mãe estava passando roupa, então subi direto pro meu quarto. Não queria falar sobre a viagem, estava frustrada. Arrumei minhas coisas e me deitei, pensando em como seria amanhã.
Notas finais
http://diariosdovampiro.com/galeria/albums/userpics/Monte_Carlo024.jpg - Kevin
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