Un Amore Fatto da Destinazione
20 Visita
Notas iniciais
Passaram-se dois dias. Eu estava para sair do hospital.
A primeira coisa que perguntei, foi se eu poderia voltar à escola. O doutor Raul disse que não haveria problema, mas que eu teria que passar, pelo menos, três dias em casa. Concordei.
Assim que cheguei em casa, tomei um banho e dormi imediatamente.
[...]
Estava deitada na cama. Marco não saía do meu lado em momento algum. Até me incomodei um pouco.
– Marco. — o chamei.
– Oi. Estou aqui. Está sentindo alguma coisa? Aonde dói? — ele ficou perguntando preocupado e apalpando meu rosto.
– Marco, para. Eu estou bem. — dei uma risada fraca. — Mas acho que você não. — falei.
– Eu? Eu estou ótimo. — ele falou sorrindo.
– Marco, você não precisa ficar 24 horas do seu dia aqui. Você não foi para a escola, só foi em casa uma vez para avisar que vai ficar aqui.
– Eu estou bem Francesca. Não precisa se preocupar comigo. — Marco falou tentando me convencer.
Apenas suspirei e me ajeitei na cama.
Marco saiu para comer algo e eu fiquei lá.
De repente, ele aparece novamente no quarto. Sua expressão não era das melhores.
– Aconteceu alguma coisa? — perguntei preocupada.
– Não... você tem visitas. — falou ainda sério.
– Sério? Quem? — perguntei animada. Não havia recebido visitas desde que saí do hospital.
Ele saiu da porta e outra pessoa entrou.
– Oi Fran. — Federico falou ao entrar no quarto. Sorri.
– Oi. — me levantei. Marco me ajudou. — Fede, como é bom te ver. — falei o abraçando.
– Digo o mesmo. Como está? — perguntou se sentando comigo na cama.
– Bom, com câncer. — dei uma risada fraca. — Fora isso, estou bem.
– Quando volta para a escola? — perguntou.
– Em três dias. — ficamos calados um instante. Mas resolvi dizer algo. — E as meninas? Como estão? — perguntei.
– Bem, a Vilu e a Cami estão muito mal por você. Violetta chegou a chorar. Estão todos muito mal. — ele disse de cabeça baixa.
Segurei sua mão para passar-lhe força. Afinal, eu não estava tão mal.
– Olha, eu estou bem. Só com essa maldita doença. Mas continuo a mesma Francesca que sempre fui. — sorri fraco. Federico retribuiu o sorriso e beijou minha bochecha.
Isso foi o suficiente para Marco — que até então estava calado — se intrometer.
– Fran... você tem que tomar seu remédio. Acho melhor você ir embora Federico. — ele falou já abrindo a porta.
– Fran tem que tomar remédio ou você está com ciúmes Marco? — Federico perguntou desafiador.
Marco não respondeu nada. Apenas encarou o rapaz de topete à minha frente com uma expressão raivosa.
– Ahn... Fede, pode buscar um copo d'água pra mim? Por favor. — pedi. Ele assentiu e saiu do quarto. — Marco, por favor. Não começa.
– Começar o que? — perguntou irônico.
Lancei-lhe um olhar dizendo "você sabe do que estou falando". Ele respondeu revirando os olhos.
– Ta, eu vou parar com o ciúmes, porque tudo isso é uma farça. — falou com voz cansada. Dei risada.
– Esse é meu garoto. — acariciei seu rosto sorrindo.
Eu estava me aproximando para beijá-lo, mas Federico entrou bem na hora.
– Ah... desculpe. Não queria atrapalhar. — ele falou fechando a porta.
– Não atrapalhou nada. — falei. Federico voltou com o copo de água. Se aproximou de mim e me entregou o copo. — Obrigada.
Ele sorriu.
– Ahn... eu tenho que ir agora Fran. Melhoras. Se precisar de alguma coisa, sabe meu número. — ele sorriu fraco.
– Ok. Tchau. — o abracei. Ele retribuiu.
Consegui ver Marco encostado na parede e tentando desviar o olhar de nós. Dei risada.
– Tchau Fran. — Federico falou ao nos separarmos.
– Tchau. — acenei e ele saiu do quarto.
Marco veio até mim, assim que Federico se foi.
– Pensei que ele não ia sair. — falou se sentando na cama.
– Você é terrível. — falei rindo. Péssima ideia, pois senti uma forte dor de cabeça depois.
– Fran, está tudo bem? — Marco perguntou vendo minha expressão de dor.
– Só... uma dor de cabeça. — falei tentando sorrir.
– Ai meu Deus.... o remédio. Onde está? — ele falou remexendo em minhas coisas.
– Em cima da penteadeira. — respondi apontando. Ele pegou e trouxe até mim.
Retirei um comprimido e engoli com a ajuda da água que Federico me trouxera.
Depois me deitei e senti um grande cansaço.
– Eu acho que vou dormir... — falei.
– É... o remédio tem esse efeito.
– Hum... efeito colateral de se estar morrendo (N/A: Uma pitada de ACEDE pq sim sz). — falei sorrindo fraco.
– Você não está morrendo. Sua doença está no estágio 1, ainda tem cura.
– Eu... só quero dormir ta?! — ele assentiu.
– Bons sonhos. — falou e deu um beijo em minha testa. Apenas sorri e Marco saiu de meu quarto, e deixando mergulhar em uma doce escuridão.
Fale com o autor