Un Amore Fatto da Destinazione
17 Surpresa!
Notas iniciais
#Pov. Marco
Finalmente, era sábado. Quando deu o horário, passei na casa de Fran para buscá-la. Ela estava linda.
– Oi. Você está linda. — falei sorrindo.
– Você também. — ela sorriu também.
– Bom, vamos?
– Claro. — Fran olhou para trás e gritou. — Mamma , papà , já vamos. — ela esperou um pouquinho. — Ok!
Fomos até o carro. Abri a porta para ela e seguimos até a escola.
[...]
Chegamos no local da festa. Estava tudo lindo. Alguns momentos depois, Violetta e Camila se aproximam de nós.
– Meninas vocês estão lindas... — Fran falou.
– Você também Fran. — as outras falaram ao mesmo tempo e começaram a rir.
– Você está muito bonito Marco — Disse Vilu — Com todos respeito é claro. — ela explicou. Sorri.
– Você também Vilu. — eu falei rindo. Olhei em volta. — Onde estão os meninos?
– Estão lá! — Cami apontou para o grupo de garotos conversando.
– Se importa se eu for lá? — perguntei à Fran.
– Não, vai tranquilo, não me importo. — ela respondeu sorrindo. Sorri de volta e fui até os meninos.
– E aí pessoal... — falei chegando perto. Eles me olharam.
– Marco... como vai amigo? — Brodwey perguntou.
– Eu vou bem... e as novidades? — perguntei.
– Nenhuma... — ficamos conversando por um tempo.
[...]
Estava indo atrás de mais um pouco de ponche, quando vejo Francesca e Federico se abraçando. Se eu gostei? Claro que não. Eu sou o namorado dela. Digo, "namorado". Tínhamos um trato. Então resolvi acabar com a palhaçada.
– Interrompo? — falei.
– Não. — Federico se separou de Francesca no mesmo momento. — Eu já estava de saída, tchau Fran. — ele saiu acenando e Francesca ficou — o olhando até ele sumir de nossas vistas.
Fiquei olhando pra Francesca. Acho que minha expressão não era das melhores, porque né?!
– O que foi? — ela perguntou. Como se não soubesse.
– Que foi? — falei com sacarmos e imitando a voz dela. — Por que tava abraçando ele?
– Ele é meu amigo oras. — ela falou bebendo seu ponche. Aquilo me subiu à cabeça.
– A 3 minutos você não queria o ver nem pintado de ouro. — cruzei os braços. Já estava mais irritado do que o normal.
– Ta, Marco qual o problema? Vai começar a fazer ceninha de ciúmes, por favor né — ela colocou o copo na mesa.
– Eu tenho todo o direito de fazer isso. — falei em tom desafiador.
– Não, você não tem não. — ela cruzou os braços também.
– Sim eu tenho, eu sou seu namorado.
– Isso é tudo uma farsa Marco.
– Ham... É tudo uma farsa? Então quer dizer que você não sente nada quando nos beijamos? — me aproximei. — Quando te toco?! — a peguei pela cintura e puxei para mim. — Quando me aproximo?! Eu sinto, você não? — ela balou a cabeça negando. Mas eu sabia que eu a estava provocando. E ela também. Sabia também que ela estava desesperada por um beijo. Eu também estava, mas não ia ceder à seus desejos tão facilmente. Pelo menos, não depois do que ela disse. Eu simplesmente a soltei e peguei seu ponche, me distanciando dela. — É uma pena, porque se você sentisse poderíamos aproveitar muito mais essa "farsa".
[...]
Estava conversando com o pessoal sobre a festa da Francesca. Mas tipo, estávamos super escondidos. Inachável, se é que essa palavra existe.
– Então pessoal, amanhã cedo temos que correr pra casa dela. O Luca falou que ia atrasá-la pra dar mais tempo de organizar tudo. — Vilu falou bebendo um pouco de ponche.
– É mas como vamos conseguir arrumar uma festa toda em uma hora? Ou até menos? -Cami perguntou.
– Se todo mundo ajudar, talvez dê tempo. Que horas o Luca chega de viagem? — perguntei.
– Amanhã cedo. Talvez umas dez da manhã, ou sei lá.
– Ótimo. Ela deve sair mais cedo que isso, umas nove ou oito e meia. Temos tempo o suficiente.
– Gente, ela está vindo. — mudamos de assunto. Francesca chegou.
– Tava te procurando a um tempão. — ela falou se aproximando.
– Desculpa nós estávamos aqui conversando. — tentei disfarçar e torci mentalmente para que ela não perguntasse nada.
– Sobre? — Mission failed. Todo mundo olhou pra mim. ótimo.
– Eh, sobre... — tentei pensar em algo rápido, mas nada me veio a mente. — Ah Fran você viu que horas são ? Nós temos que ir se não seus pais vão me matar. — a peguei pelo pulso e a levei até o carro.
[...]
O caminho pra casa foi silencioso. Nenhum de nós ousou dizer uma palavra, talvez por falta da mesma. Me lembrei que Francesca iria querer saber sobre o que eu e o pessoal estava conversando, então para evitar que aquele assunto voltasse, coloquei uma música alta.
Quando chegamos em frente à sua casa, desliguei o som e a olhei.
– Entregue. — falei desligando o carro.
– Obrigada. — ela soltou o cinto. Quando Francesca estava saindo, segurei seu pulso, fazendo-a virar-se para mim. Me aproximei dela e lhe dei um selinho. Depois subi meus lábios até sua orelha e sussurrei: Eu não estava mentindo quando disse aquilo na festa. — me afastei e sorri. — Boa noite.
– Boa noite. — ela respondeu sorrindo e saiu do carro. Esperei ela entrar dentro de casa para dar partida e voltar para casa.
[...]
Acordei com um pouco de dor de cabeça. Não havia bebido muito, mas mesmo assim, isso me fez mal. Nunca mais bebo na minha vida.
Me levantei da cama e entrei no chuveiro. Logo lembranças da noite anterior invadiram minha mente me fazendo sorrir levemente. Fran estava linda.
Mas então, as lembranças dela se abraçando com o Federico chegam junto com toda a força, me fazendo ficar com um pouco de raiva e... ciúmes! Mas eu realmente não podia ficar fazendo ceninha, pois como a Fran disse, isso é tudo uma farsa.
Terminei o banho e saí do chuveiro. Até que...
– FESTA DA FRANCESCA!!!! — me arrumei rapidamente e corri para sua casa.
#Pov. Fran
Acordei cedo. Bem cedo. Mas tive dois motivos.
Motivo nº 1: É meu aniversário, lógico que eu ia acordar cedo. Já é tradição e pá.
Motivo nº 2: O LUCA CHEGA HOJE! Eu iria buscá-lo no aeroporto — sozinha — e estava meio que atrasada.
Entrei no banheiro e me cuidei rapidamente para dar tempo de eu, pelo menos, tomar um café. Quando terminei, me arrumei e desci para a cozinha, onde mamãe e papai me esperavam na mesa.
–Buon giorno, caro. — mamãe me cumprimentou.
– Buon giorno.. — falei me sentando à mesa.
– Feliz aniversário bambina... — papai falou me dando um beijo na testa. Sorri fraco.
– Grazzie papá. — tomei meu café. — Estou indo buscar o Luca, ciao. — falei me levantando e saindo.
– Ciao bambina. — mamãe falou e eu sai.
[...]
O trânsito até que estava razoável. Não demorei para chegar ao aeroporto. Luca chegaria em menos de 20 minutos e eu ainda estava procurando o portão de desembarque. Mereço.
Quando ouvi anunciar a chegada de seu voo e aonde eles desembarcariam, corri até lá e fiquei esperando ansiosa.
#Pov. Marco
Estava quase tudo pronto para o aniversário de Francesca. Todos já estavam lá. Só faltava o León chegar com o bolo e pronto.
– Ai.... cadê o León que não chega?! Daqui a pouco a Francesca está aí e... — resmunguei preocupado. Violetta, que estava ao meu lado, colocou sua mão em meu ombro e sorriu tentando me acalmar.
– Calma Marco, ele já chega. A Fran ainda demora.... só fica calmo ou todos vamos nos desesperar aqui.
– Ta bom, ta bom. — voltei a andar de um lado para o outro. De repente, a porta se abre.
Todos pararam os preparativos para prestar atenção na porta se abrindo.
– AI MEU DEUS! É ELA! — todos nos escondemos e desligamos as luzes. Quando a porta finalmente se fechou, saímos de onde estávamos e gritamos "Surpresa!" em coro.
– Nossa... a festa mudou de dono agora? — era León. Aff... mereço uma coisa dessas.
– León! Não acredito nisso.... — falei revirando os olhos.
– Todo mundo tenso e... — ouvimos som de carro. Agora era ela.
León colocou o bolo sobre a mesa e voltamos a nos esconder.
– SURPRESA! — gritamos em coro, ao ouvir a porta se fechar.
Francesca estava pasma. Todos começamos a cantar parabéns para ela em coro, inclusive Luca. Fran começou a chorar emocionada. Conseguimos impressioná-la.
[...]
A festa estava boa. Todo mundo se divertindo e tal. Fran estava conversando com Luca. Matando saudades, talvez. León chegou perto de mim, enquanto eu bebia um pouco de refrigerante.
– E aí? Já tem certeza de seus sentimentos? — León falou olhando na mesma direção que eu, ou seja, Francesca.
O olhei confuso.
– O que quer dizer?
– Lembra da nossa conversinha?? Hein? E você disse que não sabia se gostava dela?
– Já disse que não gosto dela. Somos apenas amigos. Que coisa. — falei alterado.
– E ela? Será que não sente nada por você? — nesse momento a olhei. Ela olhou pra mim também e abaixou a cabeça assim que nossos olhares se cruzaram.
– Não sei... acho que ela ainda gosta do Federico... — falei sem me importar.
– Isso, continua mesmo fingindo não se importar... vai perder sua garota... — o olhei.
– Cala a boca. — falei. Ele riu e foi até Violetta.
Assim que León saiu, Francesca veio até mim.
– Oi... — ela falou sem graça.
– Oi.
– Obrigada pela festa...
– Não há de quê! Até porque, a ideia não foi só minha... — sorri.
– Mesmo assim, obrigada. — ela sorriu também.
– Quer dançar? — convidei. Ela assentiu. — Então vem... — segurei sua mão e fomos dançar.
Fale com o autor