Uma vingança quase perfeita.
1 Capítulo 1 - Minha putrefica vida.
Meu nome é Marco, 16 anos, bom, não tenho nada de muito especial a não ser o fato de querer algo novo para minha vida, moro em Belo Horizonte, em um bairro calmo, a não ser uns vizinhos bagunceiros no final da rua, minha mãe trabalha viajando e meu pai está casado com outra mulher e se quer lembra que eu existo, normalmente todos os dias são as mesmas coisas, na escola, na rua, até a comida. Eu vivo com minha tia, todos os dias cai na bebedeira, ela só volta umas 11:30 no minimo, fora isso meu único hobby é assistir filmes com muita tortura, sei lá (risos), aquilo me deixa muito feliz.
— Leia sua frase Marco!, todos estão esperando!. — Meu professor falou muito nervoso, não sei, mas acho que não gostam de min.
— O sangue que escorre do seu corpo me deixa louco, a vontade de sentir a ferrugem e o amargo do seu sangue me faz vivo, livre, amado, deixe-me sentir seu corpo arder, deixe-me sentir a lentidão da morte em seus olhos. — Eu disse em êxtase, meu corpo transbordava a cada palavra, senti o gosto da saliva como nunca havia sentido antes.
— Hahahehehahe!!!. — Riam todos, me chamavam de louco, mas na verdade eu era apenas um jovem não compreendido.
— Cara deixa de ser bunda mole, precisa estudar e procurar ler livros mais humanos. — Disse o Felipe, se acha o lindo mas não passa de um resto de putrefação.
— Gente deixem o coitado em paz, ele não tem família nem mesmo amigos, digno de pena, não sei como minha amiga ainda gosta de abutre. — Disse a Adriele, se existe alguém que eu não gosto é essa vadia, a pessoa que eu menos gosto nesse mundo, admito se eu pudesse torturava ela até a morte, o único fato de eu não dizer nada a ela é pelo fato dela ser amiga da minha namorada a Maria Ena (risos).
— Biizzzzzzz!!!.— Toca o sino da escola, hora de sair da sala!?.
— Classe podem sair para o intervalo, não esqueçam das anotações. — Disse o professor.
— Eles são inferiores a lavas, são como espuma na lama, se eu pisasse em uma, ser quer os notaria, apesar disso, de tudo que falam, não me importo (risos). — Falei eu em voz baixa, em quanto todos falavam mal de min nos corredores. Peguei minha comida e fui até o refeitório, sentei-me na mesa e suguei o canudo do pequeno suco.
— Marquinnnnn, Marquinnnn...!!!. — Gritava no meio do corredor minha irritante e amada garota, a Maria Ena, sim esse é o nome dela (risos), alguns chamam ela de louca e influenciável por namorar comigo, mas ela é fofa e não liga para oque falam, isso é fato.
— Marquin!. — Sentou-se ao meu lado com uma cara embaraçosa.
— Oei Eninha, está tudo bem?, oque houve com você?.
— Acho melhor a gente terminar!.
— Mas Ena, por que? não faz isso comigo, é a única pessoa que eu tenho, se me abandonar seu capaz de me matar, sou capaz de tudo.
— Realmente... A Adriele tinha razão!, você é louco, e depois da frase que você havia dito hoje na sua sala, tive realmente certeza disso, não quero conversa acabou!. — Não acredito que ouvi isso da boca dela!, essa menina linda e fofa, somos amigos de infância, desde pequeno sempre gostou de min, a única pessoa que eu confiava me traiu.
— Então é isso eninha?, vai ficar do lado da vadia da Adriele!!. — Me Exaltei.
— Não ouse falar assim dela, Lixo.
— Acho que está tudo bem (risos), afinal sempre fui uma pessoa ruim, ninguém nunca falou comigo, ninguém nunca foi meu amigo, estou acostumado.
— Não venha com seus dramas agora Marco, Adeus!. — Os olhos dela demostravam um sentimento de repulsa, e pior seu ego tão alto estava... Como eu nunca havia visto antes.
Levantei-me da cadeira, todos me olhavam, risos para todos os lados. O sino bate!, hora de ir para casa, é exatamente 19:20, me levanto pego minhas coisas e vou para casa, no caminho passo pelos vizinhos barulhentos (risos), eles parecem ser um família feliz, cansado e com dor de cabeça deite-me no sofá e pensei. — Será que eu sou realmente uma pessoa ruim?.
— Marcoooo!?. — Chega minha tia quase quebrando a porta de bêbada, a Sirina. Que susto!!.
— Oi tia estou aqui, milagre você chegar cedo assim! aconteceu alguma coisa?. — Assustado pergunto.
— Não é da sua conta muleque, já lavou o banheiro!?.
— Não tia, estou muito cansado, desculpe, mas acho desnecessário ter que levar o banheiro todos os dias, a única coisa que a senhora faz é beber todos os dias, viver das custas da minha mãe e me obrigar a trabalhar dentro de casa!!. — cansado falei.
— Ahh é, seu resto de merda!. — Em seu rosto estampado um demônio irado, correndo até min.
Ela puxou meus cabelos negros, levou-me ao banheiro empurrou minha cabeça dentro da privada em quando estocava em minhas costas como um estilete, em seguida deu inúmeros tapas em meu rosto, em quanto me chamava de putinha podre e pobre de espirito. Em seguida ela se acalmou, subi até meu quarto quase caindo pelas escadas de tanta dor, tomei um banho em meu banheiro, deitei-me na cama como se o peso tivesse amenizado na minha alma.
— Já sei!!. — Espantei-me comigo mesmo (risos), comecei a achar que estava louco. Se eles querem um monstro, então eu serei um monstro.
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