Uma vingança quase perfeita.
2 Capitulo 2 - A dor.
Talvez seja um belo dia hoje... um dia sem dores, sem rancor. Dormi achando que acordaria como uma nova pessoa, mas parece que me enganei, a vida continua a mesma merda rotineira e dolorosa de sempre. Para muitos a noite é como a escuridão que corroí o coração e nos deixa expostos para o seres malignos, mas para min é como a salvação... é como se a noite evitasse toda a sombra do meu interior e me desse uma esperança para um novo amanha.
O café está pronto Marco, desse já aqui, a Carla ainda está me esperando no bar — Disse a Sirina, já bêbada pela manhã, me gritando como se eu fosse lixo.
Sentei-me a mesa e comi metade de um pão dormido com um copo de água.
— Droga!! ainda estou sentido as dores de ontem sua maldita, não tenho condições de ir pro colégio. Você acha que pode fazer oque bem entende comigo?, as coisas não vão ficar assim. — Dizendo eu, em quanto ela já havia ido embora.
— Que saco já estou atrasado!!! — Me arrumei peguei minhas coisas e fui para maldita escola.
Chegando na escola as coisas começam a piorar, a cada corredor as pessoas me olhavam com cara de desgosto, coloquei minhas coisas no armário, e enfim fui para aula de filosofia... Ao entrar na sala as pessoas riam de min, que droga!, já não estou mais aguentando, não suporto mais essa imagem de forte que venho tentando manter.
— Senta aí resto de merda.
— Rapaz vamos espancar ele na saída hoje, já estou cansado desse tripinha se achando o maioral e ignorando tudo, aposto que chega em casa e chora feito uma menininha estuprada.
— Hahaha parece que ele não gostou.
— hahahahahah — Todos da sala falavam de min, sem parar riam da minha cara, até mesmo o professor, ele não conseguia segurar o riso pelos cantos da boca.
— Droga!! oque faço, não quero chorar, pra min já chega, será que eu sou tão sensível a esse ponto, achei que minhas lagrimas já haviam secado — Falei baixo, Me sentei, e comecei a chorar, meu coração estava apertado é como se tudo que fosse bom tivesse se transformado em ruim.
— A frutinha está chorando?. — Disse o Miguel, o aluno novato, no início era uma pessoa muito boa, mas só queria se enturmar, hoje me trata como um lixo.
— Hahahahahahaha — A Adriele começava a aumentar seus xingamentos, droga todos estão falando mal de min, minha cabeça está doendo, droga!!, meu corpo está quente não consigo evitar.
Joguei a mesa para cima, pegou na Adriele, não foi intencional, oque eu faço agora...? Minha cabeça está muito louca.
— Seu desgraçado, você vai me pagar seu merdinha — Veio ela para cima de min em quanto o Professor ria sem parar com sua mão na boca, os Alunos estão todos evitando encostar nela, ela está furiosa!!.
— Tome isso seu lixo, bixinha lixosa!!!. — Começou a bater na minha cara, e me deu joelhadas na barriga, em quanto todos assistiam, e jogavam bolas e papel em min como se eu fosse um nada, espera... não é isso que eu sou?.
Sai da sala chorando, correndo, todos olhavam para min nos corredores rindo de min, a Maria Ena estava passando... é como se o tempo tivesse parado e ela olhando para min, repentemente ela abaixa a cabeça e tudo volta a ser como antes, chego até o banheiro me tranco e não consigo parar de chorar, o quão doloroso é a vida.
— BIzzzzzzzzzz — É hora de ir embora, meu corpo está doendo muito, aff!!!.
Caminhei até o portão do colégio, já é noite. Como eu amo a noite é tão bela... caminhei calmamente sem pressa de chegar em casa.
O que é isso?? — Uma zoada, me seguindo, parecem passos de pessoas .
— Haha está assustado Marco? — Disse o namorado da Adriele.
— O quer você quer com seus amigos!!?
— Então... a Adriele me contou que você bateu nela e ainda por cima humilhou ela na frente de toda da classe.
— Isso é mentira, como pode acreditar em uma bobagens dessas!, a cadeira só pegou nela e ainda foi sem querer!, por favor acredita em min, já estou cansado disso tudo!!!, sua namorada me humilha todos os dias. — Disse eu, chorando e quase caindo no chão, já não tenho mais força para continuar em pé.
Então me viro e todos os garotos da classe e outros junto com Adriele aparecem atrás do muro, ao todo são 14 pessoas, até mesmo a parte mais dolorosa de tudo.. a Eninha está la para apreciar o meu desespero e dor.
—Hahaha preparado? — Alguém Fala.
Todos começam a rir e a me espancar batem minha cabeça e me tratam como um boneco de pano, meu corpo doí tanto, minhas feridas nas costas foram abertas... Droga!!.
— Paarem!! eu imploro não aguento mais, Parem!! — Meu corpo já estava todo ensaguentado, já não conseguia sentir mais dor.
— Parem por favor!!!. — Alguém me pegou pelo pescoço, droga meu pênis, estão usando ele como saco de pancadas, e meu olho? já não vejo mais nada.
— Então a Eninha joga uma pedra em meu corpo, ela ainda estava no muro só com a cabeça amostra, que decepção...! — Vejo o professor passar com seu carro, olhando pra min, passando direto como se quisesse ver minha dor, acho que realmente quer!.
Engraçado minha tia está passando por aqui? — Ouvi a voz dela me chamando.
Me senti sendo carregando até em casa, adormeci por duas horas no sofá.
— Marco? Marco?. — Disse minha tia com um rosto desamparado.
— Oi tia.
— Você se envolveu em uma briga? oque houve, não minta pra min.
— Eles me odeiaammm!! Eles me Odeiaaamm!! — Eu disse, de uma forma desesperada.
— Calma Marco, eu estou aqui, está tudo bem. Foi você que foi o responsável por quebrarem a casa?, ela foi toda apedrejada. — Pela primeira vez, a Sirina me trata com carinho.
— Eu nunca fiz nenhum mal a eles.
— Vamos chamar a policia.
— Melhor não, só preciso dormir agora, amanhã a gente resolve isso, está bem tia?
— Sim garoto.
Subi até meu quarto, tudo estava destruído, deitei-me na cama, me cortei sem querer, a cama estava cheia de vidros, e dormi, na esperança que amanhã será um dia melhor.
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