Uma vida normal - 2ª Temporada

1 Capítulo 1 - O começo


Notas iniciais
Volteeeei.. Feliz da vida!
Fiz suspense e enganei a todos, nao dizendo que teria uma segunda temporada. Mas eu queria surpreender.
Desculpe se alguem ficou chateado ou sei lá. Minha intensão foi a melhor e espero que todos gostem dessa nova fase!
Vou para de bla bla bla..
Enjoy!

- America? Esta acordada? – Kriss gritava a minha porta.

- Não!

- Chegou uma carta para você!

- Depois eu vejo!

- To indo para o trabalho. Marlee já foi. Vou deixar a carta em cima da mesa.

- Tchau!

- Sempre um doce de pessoa.

Ótimo, agora que acordei, não consigo mais dormir. Melhor eu sair, comer algo e ver o que é essa carta. Faz alguns meses que não tenho nenhum trabalho. Ser uma artista independente e anônima pode ser bem frustrante.

Me arrastei para fora do quarto, usando minha calça de moletom cinza e minha regata preta e peguei as correspondências. Alem das contas, tinham uma carta para mim, de uma empresa. Era uma empresa estrangeira que tinha chegado há pouco tempo aqui em Angeles. STC Global Inc. é uma empresa grande, de tecnologia da informação e comunicação.

Tudo a respeito dessa empresa ainda é um mistério. Pouco se sabe a respeito dela. E agora, eu recebo uma carta de lá? Não me lembro de ter sequer enviado meu contato. Abri a carta, curiosa.

“Srtª America Singer,

Por meio desde, venho solicitar uma obra de sua autoria. Uma escultura moderna. Peço-lhe que me entregue na sexta feira e lhe pagarei em espécie assim que tiver a obra em mãos. Ouvi muito bem a respeito de seu trabalho.

Att.: Presidente da STC Global Inc. Sede Illéa.”

Certo, isso é muito estranho. Uma pessoa me pede uma escultura moderna sem especificações, sem consulta de preço, sem nada? Quem disse meu nome? Não entendo? E ainda me dá apenas três dias para elaborar, executar e levar a bendita escultura indeterminada?

Estou a tanto tempo sem um trabalho, que não posso recusar esse. Ainda mais vindo da empresa mais misteriosa do momento.

- Melhor eu ir trabalhar – disse a mim mesma, peguei um suco e rumei em direção ao meu ateliê.

Fiquei alguns minutos fazendo esboços. Mas nenhum me agradava. Nada me agradava! Eu devia ter uns dez desenhos diferentes. Ouvi um barulho vindo da sala, peguei meus desenhos e fui ate lá.

- Bom dia – Aspen disse quando me viu.

- E aí? – eu disse, sentando a mesa.

- As meninas já saíram? – Carter perguntou, aparecendo de não sei onde.

- Já sim. Não vão trabalhar hoje? – respondi.

- Só mais tarde – Aspen disse, olhando dentro da geladeira – Não tem nada de bom para comer não?

- Já olhou na sua geladeira? – perguntei, fazendo cara de inocente.

- Não, lá só tem cerveja – Aspen respondeu, pegando a caixa de suco – onde esta o pão de forma?

- Aqui – Carter disse, jogando o pão que estava em cima da bancada para ele.

- Preciso de ajuda – eu disse, colocando os papeis espalhados na mesa.

Os dois se aproximaram e ficaram olhando para os desenhos.

- Já estão prontos. Para que precisa de nós? – Carter perguntou.

- Eu recebi uma encomenda muito vaga. Querem uma escultura moderna. Mas só disseram isso.

- Todos parecem ótimos. Qual o problema? – Aspen perguntou, sentando.

- O problema, é que tenho pouco tempo para isso. Escolher, fazer, bla bla bla.

- Escolhe ao acaso – Carter disse, dando de ombros.

- Ótimo conselho – eu disse, rolando os olhos.

- Serio Meri. Todos são ótimos. Se você jogar tudo para cima e pegar um no ar, vai ser uma ótima escolha e uma bela escultura.

- Mas eu não quero que seja assim Carter. Eu quero que tenha identidade. Que seja incrível. Que todos que entrem na empresa, associe o lugar à obra.

- Faz uma pesquisa da empresa.

- É a STC Global Inc – eu disse.

Ambos arregalaram os olhos e pararam de comer.

- Você recebeu uma encomenda da STC? – Aspen perguntou.

- Acho que sim. Me mandaram uma carta.

- Caramba! Parabéns. Sabe o quão disputada é essa empresa, por atenção e mídia? – Carter perguntou.

- Mais ou menos – respondi, timidamente.

- Todos querem saber algo deles. Nenhum dos funcionários é autorizado a falar. Ninguém consegue entrevistas com o presidente. Eles simplesmente estão se estabelecendo em anonimato.

- Então porque chamar a mim? – perguntei.

- Deve ser porque você ainda é uma artista anônima – Aspen disse, com cautela.

- É, deve ser. Uma artista boa e anônima – Carter concordou.

- Ainda não sei o que fazer.

- Segue seus instintos de artista. Essa pode ser sua chance de decolar na sua carreira – Aspen disse – Agora, vá trabalhar e nos vamos também.

- Já deu nossa hora? – Carter perguntou, fazendo corpo mole.

- Já cara. Vamos. Hoje nós vamos pegar casos antigos não solucionados – Aspen disse, animado.

- Serio? – perguntei, sorrindo – É isso que vocês querem fazer?

- Concordamos que é interessante, e intrigante. E como ninguém mais quer isso, deixaram a gente pegar um caso arquivado por semana – Carter disse, levantando e pegando uma maça – Boa sorte na escultura.

- Boa sorte Meri – Aspen disse, abrindo a porta.

- Obrigado meninos – gritei enquanto eles saiam.

Levantei, recolhendo meus desenhos e sai para dar um passeio. Ir ao parque seria bom para minha inspiração. Peguei meu iPod, uma canga, meu caderno de esboços e meu querido lápis de carvão. Caminhei ate o parque, estendi a canga sob uma arvore, coloquei minha musica para tocar e fiquei ali, olhando envolta.

https://www.youtube.com/watch?v=dPbSVfHqbmc

Odeio quando estou tentando me concentrar e penso no Maxon. Sinto saudade dele, que não me procura há alguns meses. Não sei o que pensar. E essa musica não ajuda. Perdida nos meus pensamentos e memórias, percebo que estava desenhando. Isso acontece com tanta frequência. Eu me distraio, e quando volto ao mundo, lá esta, um desenho.

Olhei para meu esboço e sim, era perfeito. Era tudo o que eu precisava. É perfeito para o que estou planejando. Continuo esboçando, desenvolvendo e aperfeiçoando. Meu celular vibra e eu atendo sem olhar quem é.

- Alô?

- Senhorita America? – pergunta uma mulher, com voz suave.

- Sim?

- Oi, meu nome é Érica. Eu trabalho na STC Global Inc, tudo bem?

Arregalo os olhos e me endireito, como se isso fosse mudar algo. Deixo meu caderno e carvão de lado e respiro fundo.

- Sim, tudo ótimo.

- Estou entrando em contato, para saber se a senhorita recebeu nossa carta.

- Sim, recebi.

- Ótimo. Então posso agendar sua visita com o presidente na sexta?

- Claro. Porque não? Eu só queria saber, como vocês me acharam?

- Eu apenas cumpro ordens senhorita. Muito bem, esta marcado. Às quinze horas, pode ser?

- Pode.

- Perfeito. Até lá senhorita America, tenha um bom dia.

- Para você também.

Ela desliga, me deixando aérea com o celular no ouvido. Isso aconteceu mesmo? Olhei para meu caderno de esboço. Sim, aconteceu. Eu vou conhecer meu cliente no dia da entrega do produto, apenas. Confiando apenas em meu talento. Olhei a hora. Nossa! Esta quase na hora do almoço. Recolhi minhas coisas e voltei para casa.

Fiz algo rápido para comer e depois fui para o ateliê. Fiz todos os aperfeiçoamentos e depois a lista de materiais que eu usaria. Liguei iPod no radio e comecei a fazer testes em miniatura com vários materiais diferentes. Vi que minha porta se abriu e olhei. Marlee e Kriss me olhavam com serenidade. Peguei o controle do som e baixei o volume.

- Saíram cedo do trabalho hoje? – perguntei.

- Não – Marlee respondeu rindo – Meri, são sete e meia da noite.

- Serio? Nossa.

- Esta trabalhando em que? – Kriss perguntou, se aproximando.

- Encomenda. Uma escultura moderna.

- É a respeito daquela carta que você recebeu? – ela perguntou, se abaixando para olhar as miniaturas.

- Que carta? – Marlee perguntou.

- Recebi uma carta da SCT essa manha. E sim, é a respeito dela – respondi, sentando na minha cadeira.

- Você recebeu uma encomenda da STC? – Marlee perguntou, com os olhos arregalados.

- Sim, recebi. Porque todos tem essa mesma reação?

- Por quê? – Kriss perguntou.

- Não, eu sei. Vamos jantar?

- Nós vamos fazer, te chamamos quando estiver pronto – Marlee disse.

- Antes, me digam. Qual material ficou melhor? – perguntei.

- O brilhoso – Kriss e Marlee responderam em coro.

- Ótimo. Amanha vou sair para comprar material então. Vamos fazer o jantar?

- Não precisa trabalhar? – Kriss perguntou, me seguindo para fora.

- Não. Não tenho material para isso – respondi, chegando a cozinha – alem do mais. já passei o dia inteiro nisso.

- É para quando? – Marlee perguntou.

- Sexta.

- Já? Que isso! ate eu sei que você precisa de mais tempo – ela disse, pegando algumas panelas no armário.

- Não. Eu tive um momento de inspiração repentino. Vai dar tempo.

Elas sorriam e começamos a cozinhar. Carter e Aspen entraram, cada um deu um selinho em suas namoradas e foram para a frente da televisão, ainda usando a farda da policia.

- Será que voes poderiam deixar suas armas na casa de vocês? – perguntei, sem olhar para eles – é aflitivo. Vocês moram na porta da frente e.. Eu sei que vocês estão me imitando falar.

Ambos riam alto.

- Como ela faz isso? – Carter perguntou para Aspen, ainda rindo.

- Nos vamos guardar nossas armas, pode deixar – Aspen disse, levantando – chata.

Eles levantaram e saíram, voltando pouco depois, com outras roupas. Essa era nossa rotina. Marlee, Kriss e eu cozinhando o jantar e Carter e Aspen vendo televisão enquanto esperam. Jantamos ouvindo Carter e Aspen contar como foi o dia de trabalho deles. Acontece que é divertido acompanhar uma investigação criminal. Imagino como deve ser excitante para eles pegar um criminoso que achava que tinha saído impune do crime.

Quando acordei no dia seguinte, particularmente cedo, coloquei minha calça jeans, minha regata e minha camisa de flanela. Fui ate minha loja de sempre e comprei tudo que eu precisava. Ir ate lá sempre me deixava eufórica. Cheguei em casa e fui direto para o ateliê, com uma musica animada tocando alto, comecei a trabalhar.

Como sempre, perdi a hora e fui interrompida por Kriss, que entrou com um sanduiche e deixou na minha mesa. Sempre que eu tinha uma encomenda, ela ou Marlee voltavam para casa na hora do almoço com algo para eu comer, porque de acordo com elas, eu me perco no tempo.

Quando elas chegaram do trabalho, sentavam no sofá que tem no meu ateliê e ficaram conversando comigo. Quando vi a escura pronta, aquela bagunça de traços vermelhos e brilhantes, me senti realizada, como quando termino uma boa obra.

- Meri! Está incrível! Você se superou! – Kriss exclamou, parando ao meu lado.

- Está lindo! Como você consegue fazer essas coisas? – Marlee perguntou.

- Bom, eu fiz faculdade – respondi, com falsa modéstia.

- Achei vocês, ficamos agora do trabalho e pensamos em pedir uma pizza. Sei que esta tarde, mas.. – Aspen disse entrando e se interrompeu quando olhou para a escultura – Uau! Esta incrível Meri!

- Caramba garota, você fica cada vez melhor! – Carter disse.

- Vamos comer uma pizza – Marlee disse, levantando.

- Estou faminta! – eu disse tirando o avental e saindo do ateliê – peçam qualquer coisa que eu vou tomar um banho. Estou imunda.

Tomei meu banho e a pizza tinha acabado de chegar. Comemos conversando e ouvindo sobre o dia de Carter e Aspen. Terminamos a pizza e ainda conversamos um pouco.

- Amanha é o grande dia – Kriss disse – e vamos sair para comemorar. Mas melhor irmos dormir.

Todos concordaram e foram. Aspen e Carter para seu apartamento e nós três arrumamos a bagunça da janta e fomos para nossos quartos. Eu fiquei deitada, olhando para o teto por não sei quantas horas. Eu não conseguia dormir de jeito nenhum.

- E se eles não gostarem? – perguntei e mim mesma.

- E se rirem?

- Ai droga. Isso é ainda pior do que todas as outras experiências que eu tive.

Quando acordei no dia seguinte, tive que ficar rondando pela casa, ate dar o horário de sair. Coloquei um vestido preto, o meu vestido mais sofisticado. Era um tubinho, tomara que caia e justo que ia ate o joelho. Coloquei meus scarpan e fiz um coque solto, deixando algumas mechas ruivas soltas. Passei uma maquiagem leve e coloquei minha escultura no carrinho.

Carter me ajudou a levar para baixo e eles me deram uma carona em sua viatura. Me deixando na porta do STC e me ajudando a colocar a escultura no carrinho na calçada. Entrei na empresa, puxando meu carrinho, com a escultura coberta por um tecido de flanela branco. Me senti uma criança, levanto os brinquedos no carrinho de puxar. A recepção era grandiosa, toda branca, com cadeiras pretas e um balcão com uma morena muito bonita, bem arrumada e maquiada.

- Boa tarde – eu disse, me aproximando.

- Srtª America? – ela perguntou.

- Sou eu.

- Preciso de sua identidade.

Franzi o cenho e entreguei. Ela conferiu e sorriu para mim. Levantou e me acompanhou ate o elevador. Passamos por dois seguranças, e entrei no elevador com meu carrinho.

Ela apertou o botão de vigésimo andar e saiu. Fui ouvindo a musica chata de elevador, sentia minhas mãos suarem. Quando as portas se abriram, uma outra morena igualmente bonita, arrumada e maquiada me esperava com um sorriso.

- Olá. Eu sou a Érica – ela disse.

- Eu sou a America.

- Eu sei. Pode esperar um minuto? Já te chamo – ela disse, estendendo a mão para os sofás de couro preto.

Assenti e puxei meu carrinho ate lá, me deixando ser sugada pela maciez do sofá.

- Posso lhe servir alguma coisa? Um como de água, um chá, café? – perguntou uma loira, que se vestia muito parecida com as morenas. Todas com suas saias lápis pretas, blusa de botão branca, terninho e salto alto.

- Água, por favor.

Ela sorriu e saiu, voltando logo depois com uma bandeja com um copo de água. Agradeci e bebi quase tudo em uma golada só, minha boca estava seca de nervoso. Ela levantou as sobrancelhas e eu devolvi o copo.

- Por aqui Srtª America – Érica disse.

Levantei e puxei meu carrinho ate duas portas grandes de madeira escura. Ela abriu para mim e segurou para eu entrar. Respirei fundo e entrei, agradecendo. A sala era enorme, toda branca com moveis pretos. Tinha uma área com dois sofás, uma enorme mesa a frente de uma cadeira grande de couro preto, que estava virada para a parede de vidro, que mostrava toda a vista para Angeles.

Fiquei parada ali, no meio da sala, olhando envolta. Aquela era uma sala e tanto, e só podia pertencer ao presidente da empresa. Só reparei que tinha alguém sentado na cadeira de couro, quando a mesma se virou na minha direção.

Demorei para me tocar. Um loiro de tirar o fôlego me encarava, seus cabelos jogados de qualquer maneira para cima e para trás, terno preto, camisa branca e gravata também preta. Tinha os olhos cor de mel, sobrancelhas grossas e aquele queixo com uma covinha sutil. Seu dedo encostado no lábio superior só o deixava ainda mais sexy.

- Maxon? – exclamei.

Notas finais
Entãaaaaaao? O que achaaaaram?
Espero que todos tenham curtido!
Ate o proximo!
Bjooos :3