Uma vida normal - 2ª Temporada
4 Capítulo 4 - Risadas, momentos e brigas
Notas iniciais
Kriss chegou em casa mais cedo, eu tinha saído para abastecer a casa para o churrasco. Finalmente é sexta feira e Maxon vai dormir aqui hoje. Temos muito a comemorar. A começar pela volta de Maxon. Aspen e Carter finalmente solucionaram o caso. Eu consegui duas encomendas de quadros essa semana. Foi uma ótima semana para todos.
Quando Marlee chegou, ela foi direto para a varanda arrumar as coisas. Kriss estava preparando os talheres e outras coisas que usaríamos ao longo do churrasco enquanto eu fazia a comida e temperava as carnes. Marlee ligou o radio, sempre gostamos de trabalhar com musica alta.
Maxon chegou, ainda vestindo a roupa do trabalho e se arrumou no meu quarto. Queria ter ido assistir, mas estava um pouco enrolada. Aspen e Carter entraram chutando a porta. Carter estava com um saco de carvão no braço e Aspen com um grande garfo e um facão. Maxon estava apoiado no balcão olhando para mim, mas desviou os olhos para os dois, com o cenho franzido. Marlee abaixou a musica e também olhou. Kriss se assustou e deixou algumas coisas caírem.
– Uzomi chegaram – Carter disse.
– Nós fazer carne – Aspen disse, andando lentamente.
– Depois mijar na churrasqueira e nunca mais voltar – Carter disse, andando para a varanda.
Ele beijou Marlee quando passou e sumiu da minha vista. Maxon ainda ria da gracinha deles. Aspen beijou Kriss e foi atrás de Carter.
– Precisa da minha ajuda? – Maxon perguntou.
– Você não esta me ajudando mesmo. Pode ir com “uzomi” – respondi.
Ele sorriu e meu deu um beijo rápido, indo para a varanda atrás deles.
– Eles ficaram extremamente bobos depois que o Maxon voltou – Marlee disse, chegando na cozinha.
– Por quê? – Kriss perguntou rindo.
– Estão brincando de embaixadinha com a tampinha do álcool lá fora – ela respondeu, apontando para trás.
Rimos e elas me ajudaram a terminar a comida. Levamos tudo para fora e sentamos. Eles conversavam algo e riam de si mesmos. Maxon entrou e voltou com varias cervejas, onde ele conseguiu isso? Ele olhou para mim e piscou.
– Então Maxon? – Kriss perguntou – Como você ficou tão poderoso em tão pouco tempo?
– Acredito que uma mistura de sabedoria e sorte – ele respondeu.
– Explique melhor – Carter pediu.
– Bom, eu já tinha uma certa quantidade de dinheiro, e usei quase tudo comprando ações de uma empresa em baixa. Usei todo meu conhecimento para reestruturá-la e deu certo. Mudei o nome e consegui move-la para cá.
– É realmente incrível – Marlee disse – Eu jamais imaginada. Quem sabe daqui a alguns anos e tal. Mas chegar aonde você chegou, aos vinte e quatro?
– Para ser sincero, eu também me surpreendi. Não achava que a STC fosse crescer tão rápido. É ai que a sorte entra. O mercado tecnológico esta em expansão, e isso favoreceu muito.
– Como seus pais reagiram a isso tudo? – Kriss perguntou.
– Minha mãe me incentivo desde o começo. Meu pai estava sempre tentando me puxar de volta. Ele dizia que não era necessário arriscar tanto assim tão cedo.
Eu fiquei ouvindo a conversa entre eles, ou melhor, o interrogatório. Ainda não acredito em tudo que aconteceu conosco. Maxon se tornou um dos homens mais ricos do país, tendo apenas vinte e quatro anos. Mas ainda assim, era o mesmo Maxon do colegial. Brincalhão, amigo, engraçado, romântico..
Meu celular tocou, me tirando de meus pensamentos. O numero era privado, por isso entrei em casa, indo para meus quarto e atendi.
– Alô?
– Senhorita America?
– Sim, sou eu.
– Aqui é a Luana, da livraria.
– Ah sim! Tudo bem?
– Sim, ótimo e você?
– Tudo bem.
– Bom, eu liguei porque quero marcar outra entrevista.
– Claro. Que dia?
– Mas essa entrevista, é para te apresentar o programa e essas papeladas chatas. Estamos contratando você como consultora de livros.
– Nossa! Que ótimo. Muito obrigada!
– Pode começar na segunda?
– Sim! Claro. Será ótimo.
– Então nos vemos as seis.
– Até lá.
Desliguei, não acreditando. Eu tenho um emprego. Vou poder comprar meus materiais de pintura e escultura. Terei desconto nas compras de livros. Não vou mais ficar ociosa em casa. A porta do meu quarto se abriu e Maxon entrou.
– Tudo bem? – ele perguntou.
– Sim. Tudo ótimo.
– Queria te pedir uma coisa. Quero encomendar alguns quadros.
– Não sei se terei tempo, agora que estou contratada. Mas farei meu melhor.
– Foi contratada?
– Sim, na livraria.
– Acredito que isso merece uma comemoração – ele disse, sedutoramente.
Senti minha pele corar e dei uma risadinha nervosa. Como ele ainda consegue me causar isso? Maxon se aproximou devagar, me olhando como um predador prestas a pegar sua presa. Senti seu toque antes de vê-lo de fato. Ele me puxou para si tão rápido, que quando me dei por conta, já estávamos quase nos beijando.
– Maxon, nossos amigos estão lá fora – eu disse, com a voz falhada.
Ele assentiu e me soltou, indo embora. Fiquei levemente decepcionada com a velocidade que o convenci. Maxon andou ate a porta e a trancou, virando logo em seguida com seu sorriso malicioso nos lábios. Não pude deixar de sorrir junto. Ele andou ate mim e me empurrou na cama. Deitou sobre mim, me apertando contra o colchão.
Deslizei minhas mãos por suas costas e depois agarrei minha camisa, a puxando para cima. Maxon segurou minhas mãos e as puxou para cima, prendendo-as ao lado do meu corpo.
– Fique de blusa – ele sussurrou, roçando os lábios em meu rosto.
Maxon ficou de joelhos entre minhas pernas e puxou meu short e minha calcinha para baixo. Abriu a própria bermuda, o libertando e colocou um preservativo. Tudo muito rápido. Meus shorts estavam na altura do joelho. Maxon levantou minhas pernas, colocando meus calcanhares em seus ombros, e eu o senti bem próximo. Ele estudou minha reação.
– Desconfortável demais? – Maxon perguntou.
– Nunca fizemos assim. Vale tentar.
Ele sorriu e se apoiou nos punhos fechados, um de cada lado de meu tórax e me penetrou. Ficou parado dentro de mim, enquanto eu me acomodava melhor. Assenti e ele começou a se mover, já com velocidade. Me sentia presa, não podendo mexer as pernas. Agarrei seus braços e me deixei levar. Maxon estava indo rápido, mas era isso que eu queria.
Eu mordia os lábios para suprimir um gemido, e isso parecia incentiva-lo mais ainda. Alcancei o ápice, com um gemido um pouco mais alto do que eu achava que seria e cravei as unhas em seus ombros. Maxon chegou logo em seguida, com sua boca fazendo um “Ah” silencioso. Ele saiu de dentro de mim e desabou ao meu lado na cama. Deixei minhas pernas caírem esticadas e ficamos ali, ofegantes, olhando para cima e praticamente vestidos.
– Uau – sussurrei.
Ele riu e tirou o preservativo. Puxou a bermuda de volta e a fechou. Sentou na cama e puxou o meu short para cima, enquanto eu permanecia imóvel.
– Precisa de um minuto para se recuperar? – ele perguntou, calmamente.
– Dois.
Maxon riu e levantou devagar.
– Vou indo então. Não demore – ele disse, me deixando a sós.
Quando eu finalmente senti que minhas pernas estavam firmes, eu levantei e fui para o banheiro. Quando sai para a varanda, todos me olharam sorrindo.
– Maxon disse que você tem algo para contar – Aspen disse.
– Sim, tenho. Fui contratada como consultora na livraria.
Todos comemoraram e me parabenizaram. Passado esse momento, fomos comer. As carnes estavam prontas e muito boas. Sentei com Maxon em uma das espreguiçadeiras e quando acabamos de comer, ele me puxou para seu peito, de forma que fiquei sentada entre suas pernas e apoiada com as costas em seu peito.
Ele acariciava meu pescoço e orelha com a ponta do nariz, enquanto eu praticamente fazia força para não fechar os olhos e gemer. Cada toque seu irradiava para meu ventre.
– Maxon, pare. Esta ficando difícil raciocinar – sussurrei.
O senti sorrir e ele deu um beijo estalado em meu pescoço. Recuei na mesma hora e olhei para ele.
– Se ficar marcado, eu te castro! – exclamei, levando a mão ao pescoço.
Maxon riu alto e esticou o braço. Olhei as marcas de unhas em sua pele e senti minha pele ficar vermelha.
– E o que eu faço com você? – ele perguntou, com seu sorriso malicioso.
– Olha a pouca vergonha vocês dois! – Marlee gritou.
[...]
Passamos o dia inteiro na varanda, conversando, rindo, relembrando. Anoiteceu sem que ninguém sequer percebesse.
– Que tal sairmos para jantar? – Carter perguntou.
– Jantar não! Vamos a alguma boate – Marlee disse.
– Abriu uma nova a alguns minutos daqui – Kriss falou.
– Eu topo – Aspen disse.
– Se Aspen vai, eu vou. Mas nem pense em não ir loiro. Faço questão dos meus homens lá comigo – Carter disse.
Maxon engasgou com o refrigerante que bebia de tanto rir.
– Sabe – Marlee disse – Não senti saudade nenhuma desses seus surtos gays!
Rimos mais ainda e fomos nos arrumar. Maxon foi para a casa de Aspen e Carter, já que não tinha levado nenhuma roupa de sair. Marlee, Kriss e eu corremos para escolher nossas roupas.
– Meri! Coloque esse vestido! – Marlee gritou, trazendo um vestido azul marinho de seu quarto.
– Pode ser. É em bonito – eu disse a Marlee.
– Me empresta aquele seu preto? – Kriss perguntou, abrindo meu armário.
– Esse? – eu disse, tirando um vestido da pilha de roupas recém passadas.
– Isso – Kriss falou, pegando o vestido – Marlee, você quer aquele meu verde?
– Mas é claro! Meri, vai indo tomar banho.
Assenti e fui. Uma hora depois estávamos vestidas, maquiadas e prontas para sair. Chegamos a boate, e logo ficamos confortáveis. Tinham vários espaços para conversar e beber e mais ao centro, a pista de dança. Sentamos um dos lounds e logo fomos atendidas por uma moça bonita e magra. Ela estava com um vestido curto preto, um salto bem alto e meia calça também preta. Alem do crachá, ela usava uma echarpe vermelha, como varias outras mulheres. Acho que era o uniforme de lá, roupa preta e echarpe vermelha. Os funcionários homens usavam gravata vermelha.
Maxon pediu um champanhe, com seu sorriso encantador. A funcionária sorriu de volta, corando levemente, o que me fez sentir raiva. Coloquei a mão na coxa de Maxon e ele voltou a atenção para mim. Olhei para ele, demonstrando minha insatisfação. Ele sorriu, pegou minha mão e deixou um beijo leve na minha palma. Colocou minha mão de volta em sua perna e voltou a falar com a funcionária a respeito de petiscos. Nosso pedido chegou tão rápido, que duvidei que fosse pela eficiência do local, e sim por causa do meu namorado. Não espera. Ele é meu namorado?
– Um brinde a nossa semana – Aspen disse, erguendo sua taça.
Todos erguemos nossas taças e brindamos, sorrindo. Maxon tomou um gole e virou para mim. Aproveitei a proximidade e o beijei, sentindo o gosto do champanhe em seus lábios. O lugar era muito bonito. Os sofás eram de couro branco e as paredes pretas. A iluminação azul, deixava a todos nós com o rosto estranho.
– Vamos dançar meninas? – Marlee perguntou.
– Claro – respondi, levantando do sofá.
– Nós vamos ficar aqui, observando – Carter disse, olhando para Marlee de uma forma que me fez desviar o olhar.
Levantamos e fomos. Ficamos bem juntas, quase no centro da pista, dançando. De onde estávamos dava para ver nossos homens, mesmo que ocasionalmente alguém entrasse na frente.
– Pare de vigiar Meri! – Kriss gritou mais alto que a musica.
– Não consigo evitar. É irritante a forma que as mulheres olham para ele.
– Ele sabe se cuidar – Marlee gritou, entrando na conversa – e está totalmente na sua.
Sorri e voltamos a dançar. Quando eu já estava ficando exausta, senti alguém me agarrar por trás. Maxon veio dançar? Rodei em seus braços, colando meu corpo ao seu. Mas perdi todo o calor do meu corpo quando vi, no lugar de Maxon, um moreno alto e bonito. Ele sorria para mim, com aquele sorriso presunçoso. Deve estar achando que ganhou a noite. Olhei para o lado e não vi Maxon. Ótimo. Tentei me desvencilhar, mas o moreno me apertou mais.
– Me solte – gritei – estou acompanhada.
– Só estou tentando me divertir com uma bela moça – ele disse, próximo demais.
Subitamente o homem me soltou, e logo entendi o porquê. Maxon o agarrou pela camisa, por trás e o puxou. Virou o homem para si e falou algo para ele. O homem sorriu, me olhando de rabo de olho e Maxon o empurrou bruscamente, o soltando. Ficaram se encarando alguns segundos, e mesmo sob a luz azul pulsante, pude perceber a fúria nos olhos de Maxon.
O homem falou mais alguma coisa, mas foi subitamente interrompido pelo punho de Maxon, que o acertou em cheio no queixo. O homem caiu no chão e aquilo me fez despertar. Entrei na frente de Maxon, o envolvendo pela cintura, olhando por cima do ombro para o moreno, que levantava com a mão no maxilar.
– O que você fez? – gritei para Maxon.
– Vamos embora – ele gritou de volta.
O moreno olhou para nós e saiu andando. Sentou no bar e agiu como se nada tivesse acontecido. Maxon me agarrou com força pelo braço e me carregou de volta para a mesa. A funcionária foi até nós, apressada e Maxon pagou a conta rapidamente, me puxando consigo.
– Maxon – eu disse, quando estávamos todos na calçada.
– O que foi aquilo America? – ele gritou, me soltando – tiro os olhos de você por um segundo, conversando com meus amigos e quando olhos de volta, vejo você agarrada a outro?
– Ele me agarrou Maxon. Eu tentei sair!
– É verdade Maxon – Kriss disse, cautelosamente.
Maxon olhou para ela, furioso, a fazendo dar um passo para trás. Ficamos todos em silencio alguns minutos. Carter fez sinal para um taxi e eles quatro entraram, nos olhando. Assenti e eles foram antes de nós. Maxon andava pela calçada, de um lado para o outro, enquanto eu fazia sinal para outro taxi. Quando o taxi parou, eu abri a porta para entramos, mas ele não se moveu.
– Vem Maxon! – chamei.
– Vou para a minha casa – ele disse, mal humorado.
– Não senhor! Você não vai me deixar sozinha. E nos temos que conversar. Venha!
Ele bufou, revirando os olhos, mas acabou indo. Passei o endereço ao motorista e fomos embora, no mais completo silencio. Precisamos resolver nossa situação de uma vez por todas.
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