Uma vida diferente.
7 Tire a prova.
Notas iniciais
Não entendo como...Nós acabamos esquecendo de algo tão marcante, eu não pensava mais tanto em Luffy, procurava me focar ao máximo, era complicado. Até que...
Após acordar, notei que o meu quarto já se encontrava escuro, assustei-me devido ao tempo que dormi. Depois analisei com cuidado cada pedacinho do mesmo, até enxergar uma silhueta parada observando minha janela. Vagarosamente, puxei o Clima T. que estava envolto em uma das minhas pernas. Mas a suposta sombra, notou...
–Nami...
Rapidamente reconheci a voz, era Ussop.
–Aconteceu algo?
–Nada...
–Ah...Suspirei mais que aliviada.
–É que...bem...
–Hãn?
–Eu ando notando as mudanças de comportamento suas e de Luffy.
Foi quando um calafrio percorreu minha espinha, senti todos meus pelos se arrepiarem, depois de alguns segundos criei coragem para responde-lo.
–Ah, sim...Luffy...Não se preocupe, não há nada demais.
–Tem algo que vocês estão escondendo? Se tiver pode falar, confie em mim. Noto que ambos se sentem pressionados.
–Ele anda estranho comigo. Respondi de forma seca.
–Estranho...? Perguntou Ussop, apoiando as costas na parede.
–Ele me beijou... Sussurrei.
E em meio a tantas reações em que imaginei que Ussop teria, recebi uma totalmente diferente.
–Isso é bom.
–O que?
–Bom.
–Como assim?
–Todos queremos isso, desde o início. Ele sempre quis demonstrar o quanto você é importante, não é atoa que...Sorriu.
–Ussop!
–Oh, desculpe. Mas acho que você deveria tentar...
–Eu não sei se devo, não tenho certeza do que sinto, logo, não serei sincera com meus próprios sentimentos.
–Apenas tente. Não se importe, os sentimentos puros do amor só aparecem com a distância ou a proximidade.
–Quem lhe falou isso?
–Kaya. Sorriu.
–Entendo...
Depois de uma pausa, Ussop fez um gesto de adeus e deixou o quarto, me atirei na cama novamente e me convenci a deixar o resto de lado, e que, se eu fosse infeliz com isso tudo, eu falaria a verdade. Ninguém morre por amor.
Sai vagarosamente do quarto e encontrei Sanji na cozinha, pedi a ele que me fizesse um chá, logo após o beber, agradeci. Depois debrucei-me na mesa e fiquei o observando e pensando:
‘’ Como será que ele reagiria? Sanji sempre foi tão...assim.’’
–Sanji-kun!
–Diga Nami-swan!!
–O que fazemos quando não temos certeza de nossos sentimentos? Perguntei.
–Tiramos a prova. Sorriu.
Bastou, apenas isso me encorajou. Sai correndo atravessando o Sunny por inteiro, até o encontrar.
Parei no momento em que o vi, parado, observando o mar. Decidi que faria o máximo para que aquilo tudo fosse mágico, e que despertasse algo mais em mim.
O beijei.
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