Uma vida de semideus
1 Um grande dia
A pessoa que eu pensava que jamais iria me amar novamente é Annabeth. Mas, bem, eu estava enganado. Eu sempre senti algo forte por ela, aliás, cada ano ela ficava mais bonita. Nós passávamos as férias no acampamento Meio Sangue, e na época de aula em nossas casas. Estava morrendo de saudades.
Eu tinha acabado de chegar ao acampamento. Achava eu que era um pouco cedo, pois não vi quase ninguém. Duas pessoas lutando, cinco — provavelmente filhas de Afrodite — em um círculo fofocando. E só. Não me preocupei em cumprimentar ninguém, e fui para o meu chalé.
Estranhei, pois a luz estava acesa. Abri a porta e dei de cara com Annabeth. Nós havíamos terminado no mês passado, pois ela teve uma crise de ciúmes de Rachel. Ela descobrira sobre o nosso beijo — Na verdade quem beijou foi ela — antes de eu e a Sabidinha começarmos a namorar.
- Annabeth... ahn, o que você está fazendo aqui?
- Nada.
Entrei no chalé e sentei ao lado dela.
- Eu estava esperando por você. — Annabeth admitiu.
Tomei coragem e falei tudo o que sentia:
- Olhe, eu sei que você pode não acreditar, mas é a pura verdade. Rachel gostava de mim, e ela me beijou antes de nós namorarmos. Não significa que eu goste dela. Eu amo você, que me acompanhou em todas as missões, que cuidou de mim. E meus sentimentos crescem cada vez mais. Não suporto mais ficar longe de você, Annabeth. Eu te amo. — senti um frio na barriga quase insuportável.
- Cabeça de alga, eu te amo demais, foi por impulso, foi idiotice eu terminar tudo que construímos juntos.
Ela colocou as mãos atrás de meu pescoço e me beijou. Segurei a cintura dela e acabamos deitando. Não tenho noção do tempo que passamos nos beijando. Foi demorado, apaixonado, perfeito.
Até alguém abrir a porta com todas as forças do mundo.
Notas finais
E quem será que abriu a porta?
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