Uma vida após a morte
8 Não faça perguntas que não gostaria de saber a resposta
Notas iniciais
Parando abruptamente de sorrir Alex fala com um tom serio.
– Muito bem agora que te respondi por favor me diga, não estou mais no Canadá certo ?
– Certo!
–Então onde eu realmente estou ?
–Você é burro ?
– O que ?
– Vou resumir, meu nome é Raquel e já nos conhecemos antes, você se lembra ?
– Como assim a única garota que eu já conheci que se chamava Raquel foi a que conversei no ônibus enquanto vinha para este inferno de lugar ! — Uma longa pausa se fez entre os 2 até Alex que estava com uma expressão totalmente apavorada dizer.
– Essa não.
– Garotinho esperto, entendeu agora ???
Alex começa a tremer descontroladamente, seu sangue que a pouco estava frio chega a congelar em suas veias.
– Onde estamos ???
– Inferno, purgatório, outra dimensão, tanto faz, ninguém aqui se importa, apenas escolha o nome que quer e chame assim, eu por exemplo chamo de PQP.
– Como eu volto ?
–Não se volta, uma vez aqui esta limitado a 2 cidades "Cidade dos espinhos e a Cidade de sangue" .
Raquel anda até um ponto iluminado da cela, onde Alex poderia vela. Uma garota alta de aproximadamente 1,70 com aparência indígena cabelos e olhos mais escuros que a própria noite, um corpo belo e farto trajando roupas pretas e justas, na opinião de Alex justas até demais.
– E ai o que achou? Mudei muito ?
– Não pode ser ... você era ... não pode ser você.
– O que foi ?? sim eu realmente era feia, branquinha demais , magra demais, fraca demais, porem aqui chegamos a mais um dilema, quando morremos a primeira vez e chegamos a este inferno, nosso corpo muda, as vezes por completo ou apenas alguns detalhes, você se torna exatamente aquilo que se imaginava, eu nunca tinha tentando me imaginar por isso ocorreu o que as garotas chamam de demonstração da alma, o que no caso seria eu me tornei exatamente o que minha alma era. Porem você não mudou nada, nem o corpo, nem personalidade, exatamente nada , e é exatamente por isso acredito que você esta vivo, porem não por muito tempo. As nossas penas estão marcadas para o amanhecer, e como já entra luz aqui creio que temos no maximo 10 minutos, portanto eu estou saindo daqui você vem ?
– Mas eu não consigo andar e estou algemado nesta cama.
–Bom — com um sorriso leve no rosto Raquel diz — a culpa não é minha. Estou saindo aqui ok espero nos vermos outra hora em circunstâncias melhores. -Raquel aproximou se das grades da cela saindo do campo de visão de Alex.
– Espere você não pode me deixar aqui.
Porem, Alex falou tarde demais e ela já estava do outro lado das barras, como se as tivesse atravessado feito fumaça.
– Le desejo uma morte rápida ! até !
Sem saber se chorava ou se tentava se libertar, Alex resolveu fazer os 2 juntos. Minuto a minuto seu desespero aumentava, cada célula de seu corpo doía, mas não podia morrer ali, porem ouviu passos se aproximando de sua cela, era tarde demais.
– A raposa escapou mais uma vez, merda. Professora Eliane ?
– Vá atrás dela soldado, não deve estar muito longe, vá agora !
– Sim senhora.
– Vamos La garoto ? E ai lembra de mim ?
Com espanto e lagrimas nos olhos Alex responde.
–Você é aquela torturadora.
Eliane soltou Alex das algemas e deu-lhe um tapa no rosto, começou a carrega-lo através do corredor semi escuro com várias outras celas. Alex lutava para se soltar porem a visão de algo voando pelo corredor o fez tampar os olhos. Sentiu os braços que o agarravam se soltarem, estava livre , porem, sem apoio. Caindo no chão com certa força olhou para traz quando viu, Eliane com uma adaga fincada na cabeça caída no chão. Arrastando-se para o lado do cadáver para tentar se proteger de um possível ataque viu um papel preso a adaga. Alex pegou o papel da adaga exibindo um leve sorriso ao ver o que estava escrito "Caro Alex, cuide bem de minha amada adaga, com amor Raquel" Ao lado da assinatura o formato de um beijo marcado com batom vermelho, ao olhar mais de perto percebeu que não era batom, e sim sangue fresco.
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