Uma vida após a morte
5 Alex Tiger
Notas iniciais
Em pé em cima daquele telhado, sem roupas e com muitas dores, percebo o quão feio errei nos meus cálculos — Merda, tenho que sair daqui antes que aquelas loucas venham me procurar, mas a questão é, como eu desço — Uma ventania muito forte atinge em cheio o corpo desprotegido do garoto, fazendo-o estremecer até a alma — Mas que diabos tenho que achar alguma roupa também.
Olho ao redor a procura de qualquer coisa que ajudasse, encontro uma escada de emergência, por onde desço até uma viela estreita cheia de latas de lixo e cacos de vidro da janela que estilhacei, piso no cão quando escuto algumas vozes se aproximando — Essa não devem ser elas mas pra onde eu vou, onde,onde ,onde...
– Vem Lara ele deve ter caído por aqui.
– Mas Jú, eu ainda acho que ele deve ter caído no telhado.
– Larissa não seja burra, ele jamais pegaria impulso pra voar por 6 metros naquele cubículo que é a sala de tortura.
– Bem se eu sou burra então aqui estamos, aqui no beco, e nem sinal dele, e ai onde ele foi parar ? em Juliana ?
– Já falei para não me chamar assim. É impossível ele ter ficado vivo depois de cair de 9 andares. Concordo que ele pode estar vivo causo tenha caido no telhado, ja que este predio tem uns 7 andares, mas, mesmo que ele tenha caído no telhado os prédios só tem a porta do telhado e a escada de incêndio, ou ele desce neste beco ou fica preso lá em cima, porque as portas sempre são bem trancadas la em cima e como esta sem roupas logo vai ficar com hipotermia neste frio que esta hj.
– Então este é seu plano, esperar aqui fora até ele aparecer nossa que genial.
– Tem algo melhor em mente então Lara ??? — diz com uma voz de sarcasmo e raiva.
– Sim tenho subirmos e procurarmos por ele.
– Muito bem então vamos, mas se ele escapar a culpa é toda sua.
Através da brecha de umas das lixeiras vejo as garotas subirem as escadas até desaparecerem de minha vista, pulo para fora e corro pelo fundos dos prédios a procura de algo para me cobrir, até encontrar um varal cheio de roupas variadas. — Até que fim alguma sorte neste dia infernal, ae uma cueca box... ou isso é um mini short de algodão ? Que ódio ta um breu desgraçado aqui, vamos la tem que servir . Coloquei uma calça jeans que aparentava ser preta, e uma blusa branca, seguida de um sobretudo vermelho com capuz que era aberto da cintura para baixo — Agora não fico mais com frio porem, vamos ver, achei um salto de sei La, uns 6 cm e essas botas, bom acho melhor ficar com essas botas, apesar de serem grandes de mais pra min, jamais pegaria esse saltos, eles não combinam com o resto da roupa.
Uma porta se abre atrás de min, uma garota miúda com os cabelos vermelho fogo trançados me olha espantada com a mão na boca, e os olhos castanhos enormes apavorados — Quem é você e porque esta com as minhas roupas ? — Calma eu posso explicar tudo só não grite por favor. Um grito estridente de pavor me faz tampar os ouvidos, enquanto vejo por de traz da garota uma mulher muito mais alta com aproximadamente 1,90 e vestindo uma armadura de aço e segurando um machado de lamina dupla.
– E eu pensando que minha sorte tava melhorando.
– Para traz mana eu cuido disto. E então qual o seu nome garoto ?
– Po,po,por que a pergunta ?
– Para que eu possa escrever em seu tumulo.
– E.E..EU me chamo Alex, Alex Tiger.
– Muito prazer Alex eu me chamo Sophia e esta é minha Irma menor Rita, e vamos agora ao que interessa, não me faça ficar entediada garoto vamos brincar.
Ela avançou para cima de min, brandindo o machado mirando minha garganta, pulei para traz para não ser decapitado, logo em seguida rolei para a direita para esquivar de mais um ataque, e me levantei rápido, encostei em uma arvore a tempo de pular novamente desta vez para esquerda para não perder um braço, quando o machado fica preso na arvore, vi ai minha única chance de combate, avancei e chutei a mão dela quando ela tentava recuperar o machado e dei uma ombrada com força contra a garota. -Você me ataca sem ao menos eu estar armado, como pode se chamar uma guerreira.
– Muito bem garoto se quer assim vamos La, mano a mano somente nós 2...
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