Uma prova de amor
21 Regina nunca mais vai me querer
Notas iniciais
Oooooola!!!
Emma
Minhas mãos estão escorregadias. Quando olho pra elas estão cheias de sangue. Eu não tinha mais noção do que estava fazendo. Eu só sentia raiva. Meus dentes tricavam. — Não.. por favor por favor para! — O homem caído na minha frente implorava. Abri a palma da minha mão e fiquei olhando o tanto de sangue. Foi aí que me toquei. O que eu estava fazendo porra??? — Caralho... ~~~~~~ 12 horas antes ~~~~~~ Ouvi batidas na porta. Demorei pra assimilar, meus pensamentos estavam embaralhados. Me despertei e fui até a porta. Quando abri lá estava Ruby de braços cruzados e uma cara indignada. — Bom dia pra você também. — Emma da pra me explicar o que está acontecendo? — Sobre? — Você e Regina!? Garota é bom você ter um bom argumento pra ter dado um fora nela que eu tô prestes a te dar um sacote! E eu já fiz karatê. Revirei os olhos e caminhei até a cozinha. — A dona Mary ta aí? — Não, saiu. Quer uma cerveja? — Essa hora da manhã? — Sentou em frente ao balcão me observando. Peguei a garrafa e quase tomei tudo de uma vez só. — Tá parecendo péssima lora. Dei de ombros. — Pode ir falando. — Não tem nada pra falar Ruby. Já acabou e mal tinha começado. Ela me lançou aquele olhar torto que sempre fazia quando tava brava. Cruzou os braços. — O que? Eu tive que dispensar ela.. parece que ela era uma daquelas mulheres doidas e controladoras, eu só caí fora. — Emma Swan você não disse isso. Foram cinco anos da minha vida trabalhando com Regina e eu posso afirmar que ela pode ser controladora as vezes mas isso é normal. Agora doida ela nunca foi! Quem te disse isso? Você não assistiu a TV ontem a noite? — Todo mundo. — Terminei a garrafa e já peguei outra. Parecia que nada fazia mais sentido, tudo tinha perdido a graça e meu melhor amigo era o álcool. — Eu vi e por um minuto me senti uma idiota mas quem disse que isso prova alguma coisa? — Todo mundo quem mulher? Respirei fundo e coloquei as mãos sobre o balcão. — A mãe dela passou aqui. Disse que ela se tratava mas parou, que Regina não batia bem era doente e possessiva. De início não acreditei mas aí veio Mulan e confirmou a história.. — Pera pera pera... Mulan? Aquela japonesa? — Sim ela veio no mesmo dia e só confirmou a história. Eu vi Regina atacando ela Ruby, a forma como atacou Mulan.. quase matou ela. — Emma sua amiga é rica ou algo assim? — Não não.. pelo contrário. Por que? — Nada não. Eu só vi ela saindo de uma Mercedes preta antes de entrar no hospital e eu estava indo te ver. Eu achei estranho mas nem me toquei porque eu já vi Cora Mills com a mesma Mercedes na frente do trabalho da Regina mas.. talvez fosse só coincidência. Arregalei meus olhos e fechei meus punhos. Flashback on — Pode se sentar Mulan. — Está tudo bem Emma? — Passei a mão no rosto e suspirei. — Não.. acabei de receber uma bomba nas mãos e não sei o que fazer com ela. — Me conta. O que aconteceu? Contei tudo que havia acontecido e tudo que Cora Mills tinha falado pra mim antes de ir embora. — Em.. Eu sinto muito te dizer isso mas.. talvez ela esteja certa. Pensa em tudo que aconteceu. Querendo ou não Regina matou uma pessoa e depois tentou me matar. Tudo prova que ela não é mentalmente saudável. Eu digo isso pro seu bem como sua melhor amiga. Não se envolve em algo que vai se arrepender depois. Lembra da Guinever? — Sim.. eu lembro Mulan. — Você acreditou nela e no fim ela estava enganando todo mundo pra te levar pra longe e te ter só pra ela. Ela era uma mentirosa e problemática. Você acabou se influenciando e se magoou pra caramba por ter que ajudar colocar ela no hospício.. — Eu sei Mulan eu estava lá!! — Me levantei segurando o choro e caminhei pela sala. — Só eu sei o que eu passei com ela. — Então não comete esse mesmo erro de novo. Não quero te ver sofrendo pela segunda vez da mesma forma. — É.. acho que você tem razão. Flashback off — Filha da puta!!!! — Levantei e fui pra porta num piscar de olhos. Eu vou matar aquela desgraçada. — Emma!!! — Ruby foi na minha frente e me impediu. — Pensa no que você vai fazer. Você ta presa aqui não pode sair vai piorar tudo se chamar atenção da polícia. Peguei no colarinho dela com os olhos marejados e os dentes trincados. — ERA PRA ELA SER MINHA MELHOR AMIGA RUBY. AQUELA DESGRAÇADA ME ENGANOU. — Okay.. vamos manter a calma pra poder pensar, não adianta dar uma de Rocky Balboa e vir pra cima de mim. Vamos pensar.. só isso. Minha respiração estava tão rápida que nem tinha percebido. Meu coração estava a mil. Tentei me acalmar e larguei Ruby que ajeitou o casaco.
— Eu não ACREDITO! — Chutei com toda a minha força o que vi pela frente. — Eu não consegui acreditar pela mãe desgraçada da Regina mas Mulan.. isso não ta acontecendo.. Eu não sei mais em quem confiar Ruby. — Mas por que ela faria isso!? Por que Mulan estaria com Cora? Não faz sentido. — Mas eu vou descobrir. Ela vai me falar tudo, ah mas ela vai.. — Caminhei de novo até a porta mas mais uma vez Ruby me bloqueou. — Sim você vai garota! Mas agora no momento não é sua realidade. Eu só não consigo entender o porquê. Se ela sempre foi sua amiga teria que ter um motivo real. — Ou porque ela sempre foi uma amiga filha da puta!! Como ela pode fazer isso comigo? Ela fez eu perder o amor da minha vida. — Não consegui segurar minhas lágrimas. Começaram a escorrer sem eu sentir. — Por que ela faria isso? A troco de que? — Tu também foi acreditar nela.. em todo mundo menos na própria Regina né Emma!? Inacreditável. — Ruby eu não acreditei na Cora. Claro, me balançou o que ela disse porque lembrei de tudo que já passei com Guinever, mas mesmo assim. Quando eu resolvi ligar pra Regina Mulan apareceu e ela sempre esteve do meu lado. Considerava ela da família confiava nela mais que tudo. Comecei a ver por outro ângulo. E se fosse verdade!? Eu passaria por tudo de novo? Olha como tá a minha vida!! Ruby soltou o ar e colocou a mão no rosto em gesto de negação. — Não tem noção do quanto eu estou ajudando ela nesse momento com a empresa. Da pra ver que ela se mostra forte mas não está nada bem. Pensa, ela tem que enfrentar a mãe e passar por tudo sozinha além de ter levado um pé na bunda de ti!! Ela matou alguém por você, arriscou a própria vida. Você não vê.. — EU SEI RUBY EU SEI. — Alterei a voz começando a chorar sem parar. — Eu... Eu fiquei com medo... muito medo. Não soube o que fazer. — Segurei o choro o máximo que pude e caí no sofá. — Eu sou uma imbecil mesmo. Eu fiz merda. — É e uma das grandes. — Ruby caiu do meu lado no sofá também. Ficamos por um tempo assim. Minha respiração não conseguia diminuir. Fiquei muito nervosa e as lágrimas só decidiram cair do meu rosto sem parar. — Calma não fica assim lora. Vamos dar um jeito. — Vai saber se posso confiar em você também. — O que? Ah mas tu nem falou isso. — Me olhou com a boca aberta. — Desculpa eu só.. enfim.. — Olhei pro teto e enxuguei o resto das lágrimas. — Tá vamos erguer a cabeça e pensar numa solução. — Regina nunca mais vai me querer. — Olha... Não tem como saber. — Eu jamais iria me querer. — Tudo bem. Mas podemos pensar num jeito de você recompensar isso. — Se levantou e colocou as mãos na cintura. — Eu nem sei o que pensar, to com muita coisa na cabeça. Agora Regina precisa de uma testemunha chave pra entrar com o processo e.. — Como assim? — Parece que ninguém quer ajudar a testemunhar contra Cora, todos têm medo dela e estamos tentando pensar num jeito mas tá complicado. Minha cabeça já tá a ponto de explodir. — Não é possível.. ninguém? — Ninguém. Regina está muito preocupada. — Eu queria poder fazer algo pra ajudar. — Nesse momento só podemos torcer pra que alguém aceite testemunhar se não tudo o que Regina falou e já fez vai sair como mentira. Aí ferrou! — Eu nem imagino como ela deve estar. E eu só piorei tudo. Eu poderia estar apoiando ela nesse momento. — Nessa situação você agiu mal pra caralho. Mas também não teve muita escolha. Não sei bem o que te dizer. Mas se eu fosse você tentaria manter a calma e falar com Mulan, saber o motivo de tanta mentira e depois tentar ir atrás de Regina aos poucos mas vai ter que se esforçar Emma. E não esquece de se cuidar, você ta em prisão domiciliar por mais alguns meses. Prioriza isso pra acabar logo. — Tudo bem Ruby. Obrigada por tudo. Tenta cuidar de Regina por mim ver como ela está. — Tenta você mesma ver como ela está. O não já tem. Eu preciso ir. Me despedi de Ruby e voltei a me jogar no sofá processando tudo e me acalmando ou pelo menos tentando. Não demorou muito pra que meus pais chegassem da rua e fossem fazer suas coisas. Resolvi descer até a porta da frente pra tomar um ar. Já estava escurecendo. Eu acho que tudo o que precisava naquele momento era um cigarro. Mas o copo de whiskey já tava na mão. Do nada eu senti já força me puxar e um homem me jogar contra a parede e começar a me bater no rosto. Tentei me livrar dos golpes mas isso fez com que ele fechasse o braço no meu pescoço pra me sufocar. Já estava quase sem ar quando empurrei ele contra a parede e me virei pra dar um chute bem no meio das pernas. Foi aí que comecei a socar e socar ele sem parar. O ódio falava mais alto e eu não tinha mais controle. Minhas mãos estão escorregadias. Quando olho pra elas estão cheias de sangue. Eu não tinha mais noção do que estava fazendo. Eu só sentia raiva. Meus dentes tricavam. — Não.. por favor por favor para! — O homem caído na minha frente implorava. Abri a palma da minha mão e fiquei olhando o tanto de sangue. Foi aí que me toquei. O que eu estava fazendo porra??? — Caralho... O homem tentava recuperar o ar quase desfigurado. — Não.. só não me mata. — Por que me atacou? — Peguei ele pelo colarinho. — Quem mandou você? FALA! — Tá bom ta bom.. okay. Cora.. Cora Mills me mandou pra te matar e parecer acidente. Foi ela... — Que filha da... — Olha.. por favor não me entrega eu só faço o que ela manda. Como tentei fazer da última vez mas não consegui também. — Como assim última vez? — Faz há dois anos. Eu tentei matar o marido dela de novo mas não consegui. Eu tenho família preciso do dinheiro. — O marido? — Isso. Henry Mills. — O que aconteceu com ele? — Eu não posso dizer... — Ameacei dar outro soco. — Tudo bem tudo bem. Eu conheço uns contatos. Ele teve que mudar de nome e cidade. — Você sabe onde ele está? SABE? — Acho que sei sim. Olha.. — Tirou um papel do bolso e me entregou. — Está tudo aqui. — Agora se manda. E sai logo dessa vida antes que acabe morto! — Larguei ele e o mesmo saiu correndo. — Se vai mandar alguém é mandar alguém profissional Sra. Mills. Abri o papel e comecei a ler pensando num plano. ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Regina Ouço meu celular tocar pela terceira vez. Pego e coloco no silencioso pois estava numa consulta com o Dr. Archie. Assim que a consulta termina pego meu carro pra ir até o trabalho. Meu celular toca mais uma vez. Olho pra tela e já tinha quatro chamadas de Emma não atendida. Resolvo bloquear e ir trabalhar. Passo o resto da tarde fazendo entrevistas pra contratar novos funcionários. Não gostei muito da maioria. Teria que mandar mais vagas. Todos pareciam superficiais. Engraçado porque esse seria exatamente o tipo de pessoa que eu contrataria um tempo atrás. Voltei a ver meu celular e mais chamadas nao atendidas. Eu não vou atender. Não posso. Não quero estar com alguém que na primeira oportunidade te abandona e não acredita na sua palavra. Eu realmente achei que ela era diferente. Chego em casa e assim que estaciono o carro, um bando de jornalistas com suas câmeras vem pra cima de mim. — Srta. Mills!? — Srta. Mills é verdade que humilhou sua mãe na frente de todo mundo? — Srta. Mills você denunciou Cora Mills como criminosa?? — Srta. Mills o que tem a dizer sobre isso como filha? — Me deem licença por favor. — Tentei passar pra chegar até a entrada mas foi difícil. Assim que fechei a porta dispensando todo mundo, respirei fundo. Fui pra sala ligar a TV pra ver o que estava acontecendo. Cora estava saindo do seu carro e caminhando para o hotel em que estava cercada de jornalistas. — Sra Mills.. o que está achando de sua própria filha estar lhe processando? — Querido não podem existir duas Mills no comando. E sabemos que quem vai vencer esse processo vai ser eu. Se minha filha for sensata vai se entregar por e assumir todas as mentiras que falou. Por hoje é só. Desliguei a TV e mordi o lábio nervosa. Não sabia mais o que fazer. Ouvi a companhia tocar mas pensei ser só mais um repórter maluco.
Fui até a sala servir uma taça de vinho e beberiquei um gole. A campanhia insistia em tocar. Fiquei impaciente e fui até a porta abrindo com força. — Eu não tenho mais nada a dizer e acho melhor.. — Estagnei assim que vi a última cena que sonharia no mundo. Emma Swan estava na frente da minha porta acompanhada do que Parecia ser.... meu pai.
Notas finais
E agora?
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