Uma prova de amor
15 Madame Mills?
Notas iniciais
Sabe quando tudo começa a desmoronar? Você se pergunta.. por que isto está acontecendo e por que comigo?
Você se sente impotente, perdida, triste, desanimada e muitas vezes desesperada. E parece que aquilo nunca vai acabar, vai te atormentar pra sempre.
Era exatamente assim que Regina Mills se sentia ao analisar seu copo de* água. Era só um copo de água mas ela não focava no copo em si. Mas em tudo que estava acontecendo e ao mesmo tempo.
— Você não vai atirar..
— Eu vou matar você e sua namora..
BANG!!!
— Regina?? — Assim que sentiu o puxão no seu braço se assustou de uma maneira assustadora.
— NÃO!
— Como é que é? — Cora tinha a costumeira raiva nos olhos, os dentes rangendo.
— O que..? — A morena estava tão atordoada que deixou o copo de água cair no chão e saiu caminhando com pressa.
— Regina!? Não de as costas pra mim!?
Flashback on
— Regina!? Não dê as costas pra mim mocinha!
— Me solta mamãe! Eu quero ir na festa com eles.
— Não você não vai pra lugar nenhum. Vai ficar em casa e só vai sair quando eu mandar!
— Por favor eu preciso disso. Não aguento mais ficar nessa casa!
— Você precisa disso? Ir para uma festa onde tem adolescentes drogados e doentes? Não foi assim que te ensinei.
— Não é bem assim eles são legais e..
— Ou você vai pro seu quarto agora ou te coloco em um internato. O que prefere??
Flashback off
— Nem ouse se afastar de mim e me dar as costas. Sabe que coisas boas não acontecem quando você faz isso.
— O que você quer aqui? — Parou e se virou pra encarar sua mãe.
— Está mesmo me perguntando isso? Eu preciso saber pelo seu advogado que a sua empresa está indo a falência e você ainda me pergunta porque vim??
— Isso não diz respeito à você!
— Não diz? Se não fosse por mim você não teria aquela maldita empresa!
— Eu consegui fundar aquele lugar com meu suor.
— E MINHA conta bancária.
— Eu paguei tudo não te devo mais nada.
— Você me deve explicações. Assinamos um contrato onde dizia que você tomaria todas as providências pra manter a empresa de pé e depois de 5 anos de sucesso eu começo a receber ligações que ela está despencando?
Porque não me contatou?
— Como me achou??
— Fiz algumas ligações porque se eu for ligar pra minha própria filha ela não atende e nem me avisa de nada.
— Como se você estivesse preocupada se estou morta ou não! Eu estou num maldito hospital e você só se importa com a minha empresa.
Cora respirou fundo e se aproximou dando aquele sorriso cínico que Regina já conhecia.
— Eu me preocupo com seu bem estar meu bem. Sem a sua empresa, como esperar ter poder na vida?
— Não se aproxime de mim. Eu já estou com problemas o suficiente. Por que não vai embora e me deixe lidar com eles!?
— Escute, eu só quero ajudar. Não posso deixar que continue administrando sua empresa a míngua como está fazendo e deixando ela desabar aos poucos. O que aconteceu Regina?
— Não é da sua conta.
— Eu não viajei por 12 horas no meu jato pra chegar aqui e ouvir isso de você.
— Sinto muito ter perdido viagem. Se me der licença. — Mills saiu pelo corredor sem ouvir mais nada.
Só queria sair correndo dali e ir para o lugar mais seguro que conhecia. Os braços de Emma.
Chegou no quarto tentando transparecer que estava tudo bem e ao entrar Mulan e a loira conversavam rindo e quando a viram pararam na mesma hora.
— Eu.. vou sair pra comer alguma coisa. — Mulan disse já caminhando pra fora do quarto.
— Está se sentindo melhor Emma? — Regina se aproximou com um sorriso singelo mas achou estranho ao ver que não foi retribuída.
— Acho melhor a gente se tratar como Srta Swan e Srta Mills. Afinal eu nem conheço você.
— O que? Por que está agindo assim?
— O que eu sei sobre você? Eu nem te conheço.
— Foi sua amiga que contou alguma coisa?
— Mulan me conhece desde a quinta série. Somos melhores amigas. E ela disse que não posso confiar em você.
— Por que ela diria isso?
— Eu não sei mas confio nela. Pelo que ela me contou você não parece ser uma pessoa boa e me fez de trouxa muitas vezes.
— Escute Emma eu tentei te falar que eu era uma pessoa muito ruim mas você não me deu ouvidos. — A morena tentou pegar sua mão mas Swan não aceitou. — Mas eu mudei.. mudei por sua causa.
— Eu não quero ninguém na minha vida pra me prejudicar entendeu? Eu já tenho muitos problemas.
— Eu sei disso eu também tenho muitos e agora a pouco surgiu o pior de todos e você nem imagina como eu estou agora. — Desabafou quase entre lágrimas. — Tudo o que eu preciso é estar contigo. É a única pessoa que me faz ser melhor, acredite em mim. Sei que não me conhece.. mas se me der uma chance eu..
— Comece falando algo sobre você Regina. — Pediu um pouco ríspida. — Quer ganhar minha confiança, me diga quem é você.
— Eu.. — Na hora que iria começar a falar seu telefone tocou. Ela pegou e viu a tela. — Eu.. Eu realmente precisa atender.
— Okay. — Emma respirou fundo.
A morena atendeu e viu que era Ruby falando sobre notificação de retirada que tinham recebido por falta de pagamento.
Avisou que iria pra empresa ver isso hoje e desligou o celular preocupada.
— Eu acho que você ta ocupada no momento.
— Preciso resolver uns assuntos urgentes mas eu.. vou voltar pra conversarmos. Tudo bem?
— Não tem problema vou estar com Mulan. — Cruzou os braços deixando Regina um pouco irritada.
— Está na cara que ela tem uma queda por você.
— Não, somos amigas!
— Não pra ela. Pelo que notei ela nunca gostou da ideia de nós duas juntas.
— Tá sugerindo que a minha melhor amiga ta dando golpe pra nos afastar?
— Estou dizendo que tem grande chance disso, mas espero que não. Porque eu não vou vou desistir de você e vou voltar pra te ver.
Regina saiu do quarto as pressas já pegando o telefone e resolvendo alguns assuntos com Ruby pelo telefone.
Assim que iria sair pra pegar seu carro uma mercedes preta parou na frente dela e quando viu o vidro abrir não pôde acreditar.
— Entre no carro querida. — Cora praticamente mandou.
— Me deixa em paz mãe.
— Regina ou você entra pelo jeito fácil ou pelo difícil. A escolha é sua.
— Prefiro pelo jeito difícil.
— Tudo bem. Eu estava com o advogado da sua empresa agora pouco no telefone. Melhor entrar pra discutirmos os novos termos.
Regina começou a se enfurecer por dentro mas resolveu entrar e assim o motorista da frente pisou no acelerador.
— Você não tem direito de falar com meu advogado. O que você fez?
— Entenda que tive que tomar medidas drásticas minha filha.
— Que tipo de medidas?
— Vamos fazer um novo acordo. Em que 90% da empresa será minha.
— Como é?? Não pode fazer isso.
— Pelas cláusulas no nosso contrato eu posso sim.
— Em cinco anos. Cinco anos e eu nunca cometi um erro. E na primeira vez que acontece você quer roubar tudo o que me esforcei pra construir. — Mills tinha raiva nas palavras.
Cora ficou em silêncio com um sorriso maléfico nos lábios. Olhou o movimento pela janela do carro.
— Por que estava no hospital Regina?
— Agora se importa?
— Você já tinha ganhado alta. Por que estava lá?
— Tive que que resolver mais alguns assuntos. Não devo satisfações pra você.
— Eu soube que se meteu em muitas confusões. Gangues.. dinheiro e até assassinato. Então me diz que pequeno "erro" foi esse.
— Se você só importa com os negócios que diferença isso faz pra ti?
— Você tem um nome a zelar. O MEU nome. Não foi pra isso que te criei todos esses anos. Ensinando e ajudando você a evoluir. E preciso saber pelos jornais que uma gangue foi pega e quem matou o chefe foi a minha filha? Que absurdo.
— Eu fiz o que tive que fazer pra salvar a empresa mas cometi o erro de envolver nisso e não vai acontecer de novo.
— Com certeza não vai acontecer. Porque por mais que eu tenha dedicado minha vida pra você estar pronta e ser como eu você tem a porcaria do sangue do seu pai e sempre comete erros! Eu jamais me meteria com um negócio desses.
— Eu não tive escolha.
— Sempre se tem escolha Regina.
— Eu não vou dar minha empresa de bandeija pra você.
— Se negar o acordo eu destruo a sua empresa antes que dê o próximo suspiro. Não vou colocar a nossa reputação nas suas mãos. Quer fazer parte disso e tentar aprender de vez? Aceite os 10% e veja como as coisas funcionam melhor do meu jeito!
— Pare o carro agora.
— Não vamos parar.
— Pare o carro agora PARE O CARRO AGORA! — O motorista freiou de supetão e Regina saiu do carro desesperada pra correr dali.
Chamou um uber e foi pra sua empresa direto.
Seu sangue fervia e seus nervos estavam a flor da pele. Tudo estava ficando fora de controle e desmoronando. Mas ela não podia deixar perder a coisa mais importante que vem trabalhado que nem louca pra conquistar: sua empresa.
Chegando lá com seu salto alto não perdendo a postura mesmo recebendo olhares de todo mundo. Foi pra sua sala e ligou para o advogado pedindo que ele fosse pra lá imediatamente.
— Regina? — Ruby entrou na sala toda acanhada e sem jeito.
— Olá querida pode entrar.
— Olha eu sinto muito.
— Pelo que? — Perguntou confusa.
— Eu juro que tentei de tudo, de tudo pra manter tudo em ordem enquanto você não podia vir mas.. não consegui me desculpa.
— Ruby senta aqui. — A morena dos olhos azuis engoliu em seco pensando levar a maior bronca da sua vida.
— Você tem sido tão dedicada todos esses anos e sempre responsável, pontual e cuidando das minhas tarefas. Quando eu conseguir recuperar essa empresa até as alturas e pode apostar que eu vou.. você vai ser meu braço direito nisso tudo.
Ruby só abriu a boca sem sair uma palavra. Estava perplexa.
— Eu.. eu..
— Pode tirar o dia de folga Ruby. Aliás mande todos folgar, eu preciso resolver essa situação de uma vez por todas.
Um silêncio se fez no ar. A assistente ainda estava processando o comportamento totalmente diferente da chefe.
— Pode ir querida, diga a todos.
— Ce-certo.. obrigada Regina. — Se levantou e saiu.
Conforme Regina mexia no seu computador o pessoal foi saindo aos poucos da empresa pra aproveitar a folga.
Logo que todo mundo saiu o advogado chegou sentando em frente à sua mesa.
— Olha Regina antes de tudo me deixe explicar por favor. Sua mãe não me deu escolha ela veio com todas as garras pra cima de mim e eu não tive o que fazer.
— Tudo bem não foi culpa sua. Mas o que aconteceu?
— Ela veio exigindo um novo acordo se não acabaria com a empresa e infelizmente ela pode. Os papéis estão prontos mas ela precisa da sua assinatura.
— Eu não vou assinar Saul.
— Você precisa Regina. Do contrário vai perder cinco anos de trabalho duro.
— E se.. eu conseguisse um empréstimo no banco pra cobrir as despesas e mudar minha tática de marketing?
— Você já não tentou isso antes?
— Sim mas agora é diferente eu quero fazer as coisas certas.
— Você pode tentar eu posso ganhar um tempo com a sua mãe mas ela não vai demorar pra me ligar de volta.
— Enrole ela até eu resolver isso.
A morena pegou suas coisas e resolveu sair dali rumo ao banco.
Shut your mouth, baby stand and deliver
Holy hands, oh they make me a sinner
Like a river, like a river
Shut your mouth and run me like a river
Chegando lá abriu as portas chegando com todo o poder que restava atraindo alguns olhares.
Parecia em câmera lenta caminhando e os cabelos ao vento com seu charme e toda a sua pose confiante.
Choke this love till the veins start to shiver
One last breath till the tears start to wither
Like a river, like a river
Shut your mouth and run me like a river
Sentou em frente à mesa da consultora que a olhava um pouco sem jeito.
Tirou seus óculos escuros e colocou sobre a mesa lentamente. Olhou pra moça e a deu alguns papéis.
Mais uma vez as portas se abriram do banco mas era Regina com uma bolsa de dinheiro e um sorriso convicto nos lábios saindo pela porta da saída. A câmera lenta de novo, a cada passo era uma vitória pra ela.
Like a river, like a river, (oh oh oh)
Like a river, like a river, (ooh-oh-oh)
Like a river, like a river
Shut your mouth and run me like a river
Uma moça parou na calçada pra olhar pra ela que já aproveitou pra baixar um pouco os óculos de sol e piscar pra ela. A moça sorriu de canto e a seguiu com o olhar.
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Numa sala de escritório estavam numa grande mesa Cora de um lado, Regina é seu advogado de outro.
— Está pronta pra assinar os papéis Regina? — Cora estava confiante demais.
— Isso não vai acontecer "mamãe". Todos os impostos foram pagos e a empresa não se encontra mais em falência.
— O que foi que você fez? — Perguntou com raiva alterando a voz.
— Eu só paguei tudo.
— Com que dinheiro?
— Não interessa o que interessa é que foi pago e todo o erro que foi cometido vai ser consertado.
— Não importa mais agora, você deve assinar e ponto final.
— Não eu não devo. A cláusula dizia apenas sobre a empresa estar em condições ruins. Ela não está mais.
— Regina sabemos que o melhor é assinar esses papéis agora!!
— Você não tem ideia.. — Disse lentamente com um olhar desafiador. — do que é melhor pra mim.
Cora se levantou de repente e com raiva.
— Eu garanto a você que não ficará assim. Não vai conseguir continuar com essa empresa de pé.
— Quer apostar? — Se levantou e ficou cara a cara com sua mãe.
— Você é muito atrevida mesmo. Não passa de uma garota mimada e mal agradecida.
— Por que não vai viver sua vida em vez de cuidar da minha? Ah.. Deve ser porque não sobrou mais ninguém pra infernizar.
Cora rangeu os dentes de raiva e se retirou da sala batendo a porta com tudo assustando o advogado.
Regina sorria com uma confiança e ter se sentido bem porque pela primeira vez ela tinha enfrentado sua mãe de frente.
Tinha que fazer valer a pena aquele empréstimo e lutar com todas as forças pra reerguer a empresa e lucrar o suficiente pra pagar a dívida.
Dispensou Saul e fechou o andar da empresa. Antes de tudo ela precisava resolver os pagamentos atrasados pra tudo voltar ao normal no outro dia com seus funcionários.
Passou o resto da tarde pagando boletos básicos e conversando com o dono do prédio em que ficava sua empresa para dar uma chance e que não iria voltar a acontecer um atraso tão grande novamente. Depois de muita conversa ele aceitou.
Já estava no fim do dia e a morena foi pegar seu carro no hospital. Precisava ir pra casa pra resolver o que deveria fazer sobre seus negócios de agora em diante. Mas antes resolveu ir até Emma.
Foi até seu quarto e quando abriu a porta viu Emma andando devagar sozinha.
— Emma.. o que está fazendo? Está se recuperando ainda não deveria se esforçar tanto.
— Eu não aguento mais ficar nessa cama. — Regina se aproximou pra pegar seu braço mas a loira tirou com raiva.
— Me deixa eu preciso fazer isso.
— Não tem que fazer.
— Sim eu preciso.
— Não, vai ser pior pra melhorar.
— Não finge que se importa Regina. Eu preciso sair desse lugar.
— E pretende o que? Sair daqui voando com a sua capa de super orgulhosa?
— Me deixa sozinha! — Alterou a voz fitando seus olhos com raiva.
— Eu só quero te ajudar Emma.
— Como eu posso saber se NEM LEMBRO DE VOCÊ? EU NÃO ME LEMBRO DE NADA! — Lágrimas escorreram dos seus olhos. — Não lembro nem como eu estou nessa condição que não posso nem andar.
Regina a fitou com intensidade e os olhos marejados. Olhou pra ela como se fosse a coisa mais linda do mundo, como se fosse a única coisa que desejava no univeso e tudo que a mantinha de pé. A pessoa que tanto ajudou ela e sempre foi paciente pra aguentar todas as patadas e arrogâncias.
Naquele momento veio alguns flashbacks na sua cabeça. De quando a conheceu. Daquele suéter preto e o sorriso lindo que recebeu ao chegar naquele cinema. Os olhos verdes sempre com uma profundidade e intensidade. As pupilas dilatadas. Todo o cuidado dela, as mãos macias o abraço quente a apertado. O cheiro doce e suave.
Relembrou todos os momentos em que passaram juntas e viu ali na sua frente o amor da sua vida. O amor que tanto esperou pra se render e ser a melhor pessoa que poderia imaginar. E tudo por causa daquela mulher incrível na sua frente. E agora era a sua hora de ajudar e recompensar tudo.
— Eu te amo Emma. — As palavras saíram da sua boca e ela não conseguiu controlar.
Swan ficou sem reação parada ali na sua frente. Sentindo como se era tudo o queria ouvir mas ao mesmo tempo não entendendo o porquê daquilo.
A morena se aproximou devagar de novo sem ousar desviar o olhar da imensidão verde. Pegou seu rosto com as mãos e se perdeu naqueles olhos.
As pupilas de Emma se dilataram e quando percebeu sentiu os lábios macios da outra contra os seus.
Retribuiu o toque e a beijou de volta relembrando daquela boca deliciosa.
Regina pegou uma mão na sua cintura e aprofundou o beijo, pra ela com muita saudade daquele contato. Pra loira uma novidade que se lembrava.
O beijo foi lento até que emendou em outro em que suas línguas se encontraram e o contatou aprofundou.
E se repetiu várias e várias vezes e assim foi acelerando aos poucos.
Mills se via no céu com aquele beijo tão delicioso. Voltar a sentir aquele cheiro de novo e o gosto da boca dela era tudo que precisava.
Emma parou o beijo do nada e pegou seus ombros a afastando. Mas tinha um sorriso nos lábios.
— Madame Mills?
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