Uma prova de amor

16 Faça o que mandei


Notas iniciais
Volteeeeeei! Desculpa pela demora gente, eu sei que vocês ficam ansiosas pro próximo. Estou com meu horário muito corrido. Trabalhando e estudando. Mas tô fazendo o máximo pra estar atualizando!

Regina

— Você se lembrou? — Perguntei transparecendo minha felicidade em lágrimas nos olhos.

— Eu.. eu lembrei de uma cena. A gente tava num cinema e fomos assistir um filme, mas não lembro qual que era!?

— Era o Titanic. Lembra que você não gostou do final?

— Não. Eu só lembro de você estar arrumada demais e eu disse..

— Se eu não estava indo pra uma formatura. — Nós duas rimos. Meu sorriso ficou de orelha a orelha.

— Acho que.. Eu gostava muito de ti.

— É.. acredito que sim. — afaguei aqueles cabelos loiros. Meu braço ainda contornava sua cintura.

Confesso que fiquei um pouco triste quando ela falou "gostava". Então ela não estava mais afim de mim? Logo agora que consegui me abrir e ainda ter a coragem de dizer que a amo!?

Baixei minha cabeça e fiquei pensativa.

— Tudo bem? — Emma perguntou naquele tom de cuidado e carinho que ela tinha antes do acidente. E isso me reconfortou.

— Sim eu só.. nunca tinha dito que amava alguém antes. Pra mim isso nem existia.

— O que? Dizer que ama alguém?

— Amar.. amar alguém assim.

Ela foi até a cama e eu a acompanhei devagar.

— Regina eu preciso que me fale sobre você. Eu quero saber mais, eu tenho o direito. — Respirei fundo e sentei ao seu lado. Dessa vez ela deixou eu pegar sua mão e acariciar ali.

— Tudo bem eu vou te contar tudo.

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— Nossa.. — A loira na minha frente parecia perplexa.

Eu havia contado tudo pra que ela soubesse de cada detalhe. A minha esperança era que ela lembrasse de mais coisas mas pela sua reação acho que não.

— E no fim você fez tudo por mim. Arriscou a própria vida e teve que matar uma pessoa.

— Eu não gosto de lembrar disso mas.. se fosse pra salvar sua vida eu faria tudo de novo. — E eu faria mesmo.

De repente algo inesperado aconteceu. Emma tocou meu rosto com a ponta dos seus dedos. Ficou observando. Acariciou minha bochecha com o polegar e passeou seu olhar dos meus olhos até minha boca.

— Caramba você é tão linda.

— Odeio ver você nessa situação, nesse hospital. Se eu pudesse ter evitado que se machucasse... A última pessoa no mundo que merecia isso é você Emma.

Cortava meu coração que ela estivesse naquele estado. Eu só queria cuidar dela da melhor maneira possível pra ela se recuperar logo.

— Madame Mills.. por que eu te chamava assim?

— Eu juro que não faço ideia. — Soltamos um sorriso.

— Você não tem culpa do que aconteceu. Não tem mais como voltar atrás, já aconteceu. E eu to me recuperando da inflamação. O que resta é superar.

— Você não parecia estar superando há 5 minutos atrás.

— Eu não sei o que aconteceu. Você chegou e eu fiquei bem.

— Achei que estivesse melhor com sua amiga. — Peguei seu pulso retribuindo o carinho com o polegar enquanto ela permanecia no meu rosto e me encarando.

— Me sinto bem com ela.. mas você.. eu não sei explicar. Meu coração fica acelerado e tranquilo ao mesmo tempo.

— Como se estivesse no lugar em que deveria estar? É assim que me sinto contigo.

— Acho que sim. Me conhece tem tão pouco tempo, ta num mundo totalmente diferente do que sempre foi sua realidade e mesmo assim.. me ama?

Aproximei meu rosto e invadi seu espaço pessoal. Senti sua respiração acelerar. Trocamos um olhar intenso, aquela mesma conversa só entre os olhos.

Como se com aquele contato fosse possível lermos a alma uma da outra. Pelo menos eu sentia isso.

Swan me empurrou pra muito perto e colou seus lábios nos meus. O beijo se aprofundou e eu só conseguia ouvir nossos suspiros e gemidos baixinhos.

Sua língua brincou com a minha e parecia querer conhecer cada canto da minha boca. Senti sua mão firme entre meus cabelos e a pegada na minha cintura.

Quando dei por mim eu ja estava no seu colo quase rebolando, com minhas mãos no seu pescoço. Meu coração estava a mil por hora e meu corpo em chamas. Eu só queria passar o resto da minha vida ali. Seria pedir demais?

Tirei minha boca da sua pra recuperar o fôlego e ofeguei ao sentir seus dedos por baixo da minha camisa seguindo pra cima em direção aos meus peitos.

— Nossa.. que sensação louca.. — Emma sussurrava de uma forma extremamente sensual.

— O que...? — Eu não estava muito diferente.

— Nada... eu-eu sinto que te quero.

— Quer?

— Se eu quiser mesmo eu não quero ir tão rápido. — Tive que sorrir com aquele comentário.

— Eu sei que não. — Voltei a beija-la com todo o amor e carinho que eu sentia. Entrelacei nossas línguas quentes e aprofundei o toque tão gostoso.

Sentir aquele cheiro de novo tão perto e ter seu corpo no meu, parecia que o Natal tinha chegado mais cedo. Cheguei ao ponto de não querer mais nada além de estar ali perdida nos seus lábios e viajando pra um mundo em que só eu sabia que ela me deixava. Um mundo surreal e maravilhoso em que tudo que fazia sentido era sua respiração contra a minha.

— Você beija tão bem. — Eu disse entre o beijo.

— Eu já não te disse isso antes? — Parei pra olhar de novo nos seus olhos.

— Disse mas agora é a minha vez. — Fiquei um pouco sem jeito vendo minha posição. — Acho melhor eu sair antes que uma enfermeira venha te ver. — Saí de cima dela.

— Aposto que as enfermeiras não iriam ligar.

— Ah você acha? — Perguntei irônica. Ajeitei minha blusa.

— Sim, não precisava ter saído. — Emma fez uma carinha tão fofa de dó que eu juro que queria sufocar ela.

Dei um beijo lento nos seus lábios e deitei ao seu lado na maca.

— Chega pra lá.

— Essa maca mal da pra mim Regina.

— Mas eu quero ficar perto. — Pousei minha cabeça no seu peito e larguei a respiração.

— Eu não deixei. — Implicou num tom de brincadeira.

— Se eu estivesse no seu colo deixaria?

— Talvez. — A encarei com um olhar reprovador. — Vem cá. — Quase fiquei sem ar do jeito que ela me apertou contra seu corpo.

Ouvi seu coração bater forte nos meus ouvidos. Respiramos fundo praticamente ao mesmo tempo. E no meio de todo o caos eu finalmente consegui me sentir segura. Que paz.

— Se pudesse estar em qualquer lugar do mundo agora. Onde estaria? — Emma perguntou num tom de voz suave.

— Provavelmente em Paris tomando um Chardonnay em frente à torre Eiffel. — Levantei meu olhar pra ver sua reação e ela parecia um pouco decepcionada. — E você?

— Numa praia na Flórida tomando uma cerveja gelada provavelmente.

— E estaria sozinha?

— Não sei depende..

— Do que?

— De estar com a pessoa certa, sabe? Eu já me iludi algumas vezes.

— Seu coração vai saber quando for a pessoa certa.

— Sempre pensei que isso fosse história de conto de fadas.

— Acredite, eu também! Mas uma pessoa uma vez me disse.. Que eu deveria ser quem eu sou, a verdadeira eu e me deixar permitir, ser boa e seguir meu coração.

— Essa pessoa deve ser doida. — Soltei um sorriso.

— Foi você que disse.

— Eu disse? Eu devia estar muito apaixonada então.

— Isso só você pode dizer.

— Toc Toc? — Quando olhei pra porta e vi quem chamou nossa atenção me segurei pra não revirar os olhos.

Notei que Mulan fechou a cara na mesa hora que olhou pra mim.

— Desculpa, achei que tava sozinha Emma.

— Não tem problema Mulan. — Swan se desvencilhou de mim na mesma hora com um sorriso IDIOTA pra ela. — Dessa vez veio pra ficar não é?

— Claro Em! To aqui pra tudo que precisar. E eu trouxe aqueles tacos mexicanos que você gosta.

— Nossa até que enfim comida de verdade.

— Você sabe que não pode trazer comida para dentro dos quartos e Emma precisa comer coisas saudáveis agora, não porcarias. — Retruquei achando um absurdo aquela atitude.

— Eu trouxe escondido, ninguém viu. E eu sei como essas comidas de hospitais podem ser horríveis.

— Obrigada por me salvar japinha! Agora cade a comida? To com fome. — Emma pareceu empolgada e eu a olhei indignada.

— Só pode estar brincando comigo não é? — Me levantei olhando pras duas.

— Relaxa Regina tá tudo certo.

— Não Emma tem que pensar na sua saúde em primeiro lugar.

— Nesse momento to pensando na minha minha saúde mental e pra ela ficar estável eu preciso agradar a minha barriga! — Swan parecia mesmo estar de brincadeira muito o contrário de mim.

— Você não pode comer essas coisas!

— Regina podemos ir lá fora conversar? — Mulan me chamou cruzando os braços.

Aaaaaaaah coitada!! Quem ela pensa que é??

— Claro. — Saímos do quarto indo até o balcão.

— Regina Mills não é? Escuta bem o que eu vou te falar. — Ergui minhas sobrancelhas com o tom que ela estava me tratando. — Você não conhece a Emma como eu, não sabe nada. Chegou do nada, e já tá se metendo achando o que pode ser melhor pra ela? Você não vê que é uma intrusa aqui?

— Desculpa!? — Eu não podia acreditar na audácia dela. Fiquei em choque.

— Desculpa tem que pedir mesmo. Por fazer ela sofrer e depois de tudo achar que tem o direito de dizer o que ela deve ou não fazer? Por acaso quer controlar ela?

— O que? Do que está falan..

— Emma nasceu pra ser livre. Ela não precisa de uma mulher arrogante, mimada, metida e controladora dizendo a ela o que fazer. Porque não se toca que ninguém te quer e se manda daqui?

Dei um tapa tão forte no rosto dela que doeu até a minha mão. Só reagi, depois vi a merda que eu fiz. Ela ficou apavorada colocando a mão na bochecha vermelha. Me olhou assustada.

— Eu não acredito. — A japonesa se avançou pra cima de mim e aí a briga começou.

Peguei no cabelo dela e empurrei ela pra longe, depois ela pegou meu colarinho e me pensou na parede com raiva. Eu fiquei tão irritada que consegui ter força pra inverter as posições e acabei colocando minhas mãos no seu pescoço.

Logo não era mais Mulan ali era August trincando os dentes de raiva com aquele olhar maligno que ele tinha.

Não era possível.

— Eu vou matar você e sua namorad.. — Apertei cada vez mais seu pescoço até ele não ter mais voz.

— Me deixa em paz...

Só pensava em matar ele naquela hora. Eu queria mata-lo de novo por tudo que tinha feito com Emma. Por me fazer uma assassina por me fazer passar por tudo isso. Por não sair da minha cabeça!

— REGINA REGINA!!!! — Emma Gritou na porta do quarto e três enfermeiras me pegaram pelos braços e foi aí que o rosto de August tinha voltado pra Mulan.

Ela escorregou pelo chão tossindo e com as mãos no pescoço tentando amenizar a dor na garganta.

— O que você fez?? — A loira foi até ela pra ajudar. E me olhou de um jeito que eu me senti um monstro.

— Emma me desculpa eu não quis...

— Sai daqui!! Vai embora. Mulan tinha razão você é uma pessoa horrível.

Naquela hora eu quase cai no chão de tão arrasada que fiquei. Era melhor eu ter recebido uma facada no peito do que ela ter dito aquilo daquele jeito.

— Emma não.. Por favor. — Segurei o choro.

— Alguém tira essa mulher daqui? —
Pediu com desprezo.

— Não vai ser necessário. Já estou indo. — Tentei me mostrar forte.

Saí daquele hospital aos prantos sem saber o que fazer ou pra onde ir.

Fui até meu carro e entrei. Parei por um momento e comecei a chorar sem parar.

— DROGA DROGA DROGA! — Bati no volante várias com toda a minha força.

Por fim me acabei ali não conseguindo parar as lágrimas. Eram pesadas e lentas.
Isso não podia estar acontecendo. Não podia.

Não é justo ela me provocou e veio pra cima de mim e eu sou culpada? Não era ela naquela parede, era August eu tinha certeza. Eu não sou assim, não sou violenta mas quando o assunto se tratou de por Emma em risco eu surtei.

Eu sei o que é melhor pra ela. Eu sei.

Depois de um tempo ali arrasada. Resolvi que tinha que me recompor e fui pra minha casa. Precisava processar tudo pra acordar melhor no outro dia.

Cheguei e fui tomar banho.

Assim que saí ouvi batidas na porta. Coloquei a roupa e desci pra ver quem era.

Era Cora.

— O que você quer aqui? — Já estava mal que chegue, o que mais falta?

— Filha eu vim me desculpar pelo meu comportamento. Posso entrar?

— O que tiver que dizer me diga aqui e agora.

— Por favor Regina. Você sabe que eu só penso no seu melhor por isso tive que tomar alguma atitude. Isso não quer dizer que não me preocupo com seu bem estar. Mas você esta bem agora. Apesar das circunstâncias você conseguiu reerguer a empresa e era isso que eu precisava que fizesse.

— Eu não quero falar de negócios uma hora dessas com você mãe. Por favor deixe eu terminar meu dia em paz.

— Não vim falar de negócios com você. Só vim saber como está. Fiquei orgulhosa quando mostrou posição não assinando os papéis. Preciso que seja forte e esteja preparada pra tudo de ruim que vier no seu caminho.

— É sempre só isso que importa não é? Meu bem estar financeiro.

— Mas é claro que não. O que mais me importa é saber se a minha filha está feliz. — Sua mão foi parar no meu rosto. Engoli em seco por não estar bem. Eu só precisava de um abraço.

— Você sempre fala isso.. mas é mentira. — Disse com raiva. Meus olhos já estavam marejados.

— Não se pode dizer o que uma mãe sente Regina. Você é minha filha e eu te amo.

— Por que essa mudança de repente?

— Porque eu agi errado. Fiquei muito irritada por você estar mal na empresa e me equivoquei sobre você.

— Engraçado como você sempre me subestima não é?

— Eu só quero te preparar pro pior sempre. Só assim será forte.

— Eu não sou forte mãe. — Não consegui mais segurar o choro.

— É sim.. Eu te ensinei bem e sei que é mais forte do que pensa.

Não aguentei e comecei a chorar em prantos e quase soluços.

— Oh querida.. — Cora me abraçou. — Vai ficar tudo bem. Tudo bem.

Abracei ela de volta e afundei meu rosto no seu pescoço sem parar o pranto.

Se eu não descarregasse provavelmente eu iria surtar. Ter aquele abraço de mãe me fez sentir segura.

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Narradora

As portas automáticas se abriram pra morena passar. Na rua chovia forte então ela teve que correr até o carro estacionado um pouco distante.

Abriu a porta escapando da chuva e respirou fundo.

— Conseguiu? — A outra mulher mais velha perguntou.

— Sim.

— Ótimo. — Deu um pacote gordo pra ela.

— Aqui só tem metade.

— Primeira metade agora. Quando fazer com que minha filha não queira ver Emma Swan de nenhuma forma, a segunda.

— Não foi o combinado. Não posso continuar fazendo isso Emma é minha amiga.

— Que bom que não me importo. Se quiser a outra metade e nós duas sabemos que você precisa, sugiro que faça o que mandei.

A japonesa saiu tensa da Mercedes colocando o pacote no bolso e voltando para o hospital.

Notas finais
Quem quer dar uma lição na Mulan levanta a mão.. kkkk