Uma poesia não poetizada

1 Um poema não poetizado


E ai, eu fechei os olhos...
Só pra tentar entender,
Conhecer.
Pra depois separar,
Organizar.

Primeiro você acha que é simples a tarefa,
Mas ai o torto se endireita e o direito se entorta
E não é uma torta doce
Ou uma direita endireitada,
É uma esfera enorme e azeda,
Um quadrado que vai pra esquerda.

Não me entenda mal.
Não é um triangulo acinzentado,
É tão colorido quanto necessário,
Os pretos e cinzas são apenas detalhes.
Não detalhes bonitos, formosos e delicados,
Detalhes escondidos,
que aqueles distraídos
não perceberão.
Que farão os atentos quererem que
aquelas marcas
nunca estivessem ali.

Mas obvio que a esse ponto,
simples era apenas o ato de pensar
naquela esfera quadrada triangular,
não doce, e sim azeda como sorvete,
que vai pra esquerda olhando pra direita,
mostrando suas cores com detalhes negros
aos atentos e desatentos preocupados em olhar.

Cansada de tentar compreende-la,
Pensei em desistir,
Mas apenas um segundo antes de fazê-lo,
Ela me perguntou:
“Por que você pensa olhando no espelho?”

E ai, eu fechei os olhos...

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