Uma patricinha de outro jeito.
1 Capítulo 1
- Boa sorte filha! – diz meu pai se inclinando para me dar um beijo na minha testa.
Eu estico a mão e afasto seu rosto.
- Primeiro dia de volta as aulas, só um volta as férias pai! Não paz mundial. – digo erguendo uma sobrancelha e sorrindo.
- Sim.
Meu nome é Caroline. Tenho 15 anos e sou filha do dono de um dos escritórios mais populares do mundo. Com mais de 1oo franquias. Mas chega de falar do meu pai. Cabelo loiro longo, olhos azuis claros e pele clara, prazer eu.
Estudo no Instituído Rosseal e sou capitã das lideres de torcida.
Arrumei minha saia preta e minha blusa estilo secretária. Tirei os fones de ouvido e abri a porta do carro. Andei até a porta e não deixei de notar os olhares em min.
Sorri ao ver minhas amigas me esperando no meu armário.
- Você está maravilhosa Carol! – disse Patrícia.
- Concordo. – afirmou Chris.
- Vocês também estão lindas. – afirmo.
Então a diretora vem caminhando apressadamente na minha direção.
- Caroline! Caroline!
- Sim diretora? – digo.
- Seu armário. Não é mais aqui.
- Como assim? Sempre foi aqui! Está perto das minhas amigas!
- Desculpe. Me acompanhe para seu novo armário. – disse ela.
Ajeitei o cabelo e a segui. Meu armário novo seria no 2º andar número 116. Ótimo.
Tirei alguns livros da minha bolsa e coloquei dentro. Colei algumas figuras dos meus filmes favoritos. Homem de Ferro, Capitão América, Harry Potter. Lá no fundo eu tinha meu lado meio geek. Mas escondia. Porque é vergonhoso e eu odeio ser nerd. Nas aulas eu tirava nota um pouco mais baixa que meu alcance para não dar na teia.
- Você é fã de Percy Jakcson? Harry Potter? Jogos Vorazes? — disse uma voz atrás de min.
Dou um salto pra frente e quase bato com a cabeça no armário. Me encosto e tapo os livros e as imagens.
- Não! – minhas bochechas coram.
Um garoto com olhos azuis claros e cabelo loiro escuro levantado para cima. Uma roupa meio geek com uma mochila de lado e um casaco xadrez que saiu de moda ano passado.
- Eu vi seus livros. E suas figuras. – disse ele apontando para atrás de min.
- Não, você não viu nada! – digo já furiosa.
Pego uma figura maior que as outras da selena gomez e colo tapando tudo.
- Ah saquei. – disse ele abrindo o armário ao lado do meu.
- Sacou o que? – digo.
- Você é aquela garota que finge gostar de uma coisa mais gostam de outra. Você por exemplo finge gostar de moda e da Selena Gomez? Mas na verdade é uma tremenda fã de sagas.
- Olha aqui, seja lá quem você for. – digo apontando para a cara dele.
- Erick. – diz ele.
- Erick. Se você contar isso para alguém eu vou bater em você.
- Ou. Eu tenho um segredo de Caroline. Nós guardamos um segredo. Oh que privilégio. – ele diz com cara de tédio.
- Como você sabe meu nome?
- Capitã das lideres de torcida do colégio Rosseal. Todo mundo te conhece. – ele diz revirando os olhos.
- Você já estudava aqui? Nunca te vi.
- Claro você só conhece quem te interessa. Meu nome é Erick. Já participei de um grupo de história com você. Você não se lembra né?
- Não. Foi bom te conhecer Erick. Temo que não queira apanhar de um líder de torcida então não conte isso para ninguém. Adeusinho.
Fecho o armário arrumo a bolsa no braço e os livros de Literatura na mão e fui para a sala. A sala já está quase cheia. Sento na carteira da fileira ao lado da parede. Tiro alguns meu estojo e abro o caderno. Apoio à cabeça na mão e olho para o quadro. Logo a professora chega.
- Bom dia Alunos!
Algumas pessoas da sala respondem outras não. Depois de 20 minutos ela já está começando a passar coisas novas no quadro. Começo copiando.
- Caroline. Pode vir aqui na frente, por favor? – diz a professora.
Arrumo o cabelo e me dirijo escutando alguns garotos assoviarem para min.
- Sim?
- Vamos fingir que você é uma donzela em apuros. Baseado no livro Cinderela. O qual eu disse para vocês lerem nas férias, certo?
- Qual cena?
- A prova do sapato. Eu acho bom vocês terem lido.
Puxo a cadeira da professora e sento. Eu sempre amei atuar e sempre amei livros. Literatura era uma das minhas matérias preferidas, mas ninguém sabe disso. Cinderela é um livro curto mais era sobre conto de fadas que nós estávamos. Tiro uma sapatilha deixando minhas unhas azuis claros á mostra.
- Alguém se dispôs a vir aqui na frente?
Umas 5 pessoas levantam a mão. A professora escolhe um garoto que está na última classe.
- Erick. Aqui na frente, por favor.
Erick? O garoto que eu encontrei hoje. Fala sério! Ele se dirige para frente com a cabeça baixa. Eu olho no fundo dos seus olhos e sorrio, ele fica vermelho.
- Sim? – diz.
- Papel. Príncipe. Agora. – diz ela com frieza.
Ele olha para ela e diz:
- O quê?
- Agora Erick! – ela grita.
Metade da sala da risada dele, menos eu. Eu acho que ele não deve ter lido o livro, ou talvez tenha vergonha. Levanto e coloco a mão no ombro dele:
- Se abaixa. Ajoelha. – sussurro perto do ouvido dele.
Primeiro me olha, mas depois ele faz o que eu mando.
- Segura a sapatilha. – ele obedece – coloca no meu pé.
Ele olha no fundo dos meus olhos, segura a sapatilha hesita mais depois coloca no meu pé.
- Serviu. – digo baixinho fazendo sinal para ele repetir.
- Serviu. – ele fala mais alto.
Eu levanto e ele levanta também. Dou um beijo na sua bochecha, porque na história real era um beijo verdadeiro. O rosto dele fica completamente vermelho. Sinto pena dele.
Alguns batem palma, inclusive a professora.
- Ótimo! – diz ela – podem se sentar.
Eu volto para minha classe. A aula continua com outras pessoas fazendo a mesma coisa que eu e Erick. Maria e Jonathan se atrapalham tudo na hora das falas, ele coloca o tênis que ela está usando, mas não entra de primeira e alguém grita:
- Não é princesa. É uma as irmãs feias.
Todos dão risada. Quando todos já fizeram à cena a professora nos libera.
Eu guardo meus materiais e estou quase saindo da sala quando alguém me chama.
- Caroline. – grita Erick.
Eu volto para trás.
- Oi?
- Ham, obrigado.
- Pelo que?
- Olha, eu sabia as falas mais eu tenho medo de falar em público.
- Então agora nós temos um segredo a compartilhar.
- É temos.
- Então tá. Tchau.
- Espere. Você vai fazer o que agora?
- Treino das lideres. Por quê?
- Queria lhe convidar... Não nada, esquece.
- Tá bom então. Tchau.
- Tchau. – ele acena para min.
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