Uma paixão, uma guerra - Dramione(Sendo reescrita)
5 Capítulo 5 - Brigas
Uma paixão, uma guerra — Dramione / Capítulo 5 — Brigas
Quando Luna se afastou com um pedido de desculpas e um a promessa de que voltaria porque reconheceu antigos amigos em uma rodinha logo mais adiante Hermione enxergou a hora perfeita para voltar para casa. Não que não estivesse se divertindo, mas o ambiente desconhecido parecia mais intimida-la do que recebe-la com os braços abertos.
Certificando-se que as duas amigas não a veriam escapar, resolveu ir por fora, pegando o caminho mais longo e sendo obrigada a dar a volta em toda a extensão da praça ao invés de cortar caminho passando pelo meio das pessoas. Mas aquilo só a faria chamar mais atenção do que realmente gostaria.
Olhou para trás, encarando a mesa de quitutes se afastar, e caiu, quando voltou a olhar para frente e era tarde demais para se desviar da figura loira a sua frente.
– Ah me desculpe eu não estava-. As palavras saíram como uma enxurrada enquanto massageava a cabeça dolorida.
– A culpa foi minha — A voz conhecida a interrompeu, estendendo-a mão para ajuda-la a se levantar — Eu estou meio distraído hoje.
Os dois se encararam surpreendidos quando Hermione ficou de pé.
– Eu não sabia que você estava aqui — Passou as mãos pelos braços gelados encabulada.
Draco abriu a boca para responder, no entanto nenhum som saiu. Afinal o que iria dizer? Ele não era dali, não deveria estar ali no final das contas. Depois ter conseguido espantar Pansy teve uma sensação ruim de quem alguém o havia reconhecido, e se afastou na furtiva, escapando do aglomerado de pessoas e do som alto da música, desfrutou da brisa gelada do outro lado da calçada, longe do alcance de olhos xeretas.
O vento não soprava daquela maneira na vila porque as arvores que os cercavam impedia completamente, e senti-la pareceu deixa-lo mais vivo do que qualquer outra coisa.
Isso até ser feito de muro, por uma garota tão distraída quanto ele, que agora descobrira ser Mel naquele arrebatador vestido negro.
– Eu não tinha intenções de vir, um amigo me arrastou.
Ela sorriu, singelo, apenas com os lábios.
– Então estamos no mesmo buraco, eu estava tentando escapar.
Draco ergueu as sobrancelhas surpreendido, ela não parecia o tipo de garota que evitaria festas animadas como aquela.
– Que beleza, será que poderia escapar com você?
Draco quis bater em si mesmo, o que estava fazendo? A garota abriu um sorriso tão lindo quanto o primeiro, dando o primeiro passo e olhando para trás como se certificasse de que ele a acompanharia, e assim o fez.
Longe do olhar de curiosos, e sem luzes porque toda a energia estava sendo dirigida para a praça, Draco voltou a se impressionar quando a única luz que tinha era a da lua iluminando o corpo e o vestido sensual da garota mais a sua frente, arrastando seus pensamentos a áreas que haviam trancado a sete chaves.
– Eu não sei aonde você mora — Ela comentou, trazendo-o de volta a realidade, forçando sua mente a pensar.
– Eu também não sei onde a senhorita mora.
– Touché.
– Acho que seria melhor não dizermos — Engoliu em seco, quando na verdade, seria melhor se ele mesmo não dissesse — Você pode ser perigosa.
Ela parou rindo, e virando-se para olha-lo.
– Muito que bem, você pode não ser a pessoa mais confiável do mundo.
Draco sorriu, ele com certeza não era.
– Mas que surpresa — Um ruivo sardento surgiu das sombras, quebrando a troca de sorrisos — Se não é Draco-
– O que está fazendo aqui Weasley? — Draco sentiu a canseira voltar a tomar conta de si — Não deveria estar perseguindo sua irmã ou alguma outra garota indefesa?
– Acho que sou eu quem deveria fazer essa pergunta.
Hermione revezou olhares confusa, se lembrava vagamente do irmão mais velho de Gina, sabia que ele tinha ido estudar no interior, mas desconhecia a ideia de que ele havia voltado. E pelo ar sombrio que o cercava e o olhar de desprezo que dava a Draco tinha certeza de que os dois se odiavam. Encarou a rua mais a frente, como haviam entrado em uma sem saída não se lembrava, os muros de tijolo eram parcialmente iluminados, latas de lixo mais adiante e um breu inexplicável, não se sentiu nem um pouco a vontade.
Quando Weasley não recebeu uma resposta continuou.
– Não nem ao menos me apresentar sua namorada?
– Não — Draco cruzou os braços, mais sério do que nunca.
Weasley suspirou.
– Indo direto do ponto, eu preciso do dinheiro.
Hermione sentiu um arrepio lhe percorrer a espinha, encolheu-se atrás de Draco sentindo que nada de bom estava para acontecer.
– E eu preciso que você saia do meu pé.
– Estou falando sério.
Draco sorriu.
– Eu não estou brincando.
Weasley tentou partir para cima do loiro, recebendo um soco certeiro no rosto ele cambaleou para trás antes de passar a mão pelo nariz e ver que sangrava. O ruivo sorriu, sorriu como Hermione preferia não ver, quis correr, voltar para casa, esquecer tudo.
– Segurem os dois.
Foi só então que outros três rapazes surgiram, de sabe se lá onde, Draco pareceu tão surpreso quando Hermione. A garota quis gritar, mas mãos grosseiras enroscaram seus braços atrás do corpo e depois lhe cobriram a boca, tentou se debater mas parecia completamente inutil.
Foi só então que Draco se tornou completamente irado, os outros dois precisando de muito mais esforço para contê-lo. Ambos foram forçados a ficar de joelhos.
– Muito bem — Weasley pressionava um lenço contra o nariz — Eu só vou ser gentil uma vez, onde está?
– Solte-a — Ele encarou Hermione antes de voltar seu olhar para o ruivo — Ela não tem anda a ver com isso.
– Não é essa a resposta que eu quero.
– Então eu não sei do que está falando.
– Veremos então se ela sabe? — Weasley virou-se na direção de Hermione, fazendo Draco se debater mais
– Você não vai encostar um dedo nela — Draco urrou, suor lhe escorria o rosto enquanto era completamente ignorado.
– E qual o seu nome docinho?
– Pergunte pra sua mãe — Hermione sorriu sarcástica antes de sentir o tapa arder eu seu rosto.
– Maldito! — Draco tentou se erguer a todo custo — Eu vou matar você!
Weasley voltou sua atenção ao loiro, um sorriso irônico no rosto.
– Não, não vai não.
E tudo pareceu rápido demais para os olhos de Hermione acompanharem, o ruivo socou Draco, duas, três, quatro vezes, no rosto, no estomago, Hermione não escutou seus próprios gritos enquanto se debatia, as lagrimas geladas lhe escorrendo o rosto.
Foi quando um dos comparsas sugeriu que já era o suficiente que ele parou, encarando o estado horrível que Malfoy estava, os gritos cessaram e Weasley fez sinal para que os soltassem.
– Eu não acabei com você hoje loiro, por causa da sua namorada, não vai ter tanta sorte na próxima vez.
O grupo se afastou e Hermione se rastejou até onde o loiro estava, encolhido, atordoado, com dores. Hermione conseguiu colocar metade do corpo do garoto em seu colo, fungando, as lagrimas simplesmente não paravam de descer, caindo de seu queixo para o cabelo prateado.
– Draco — Ele o chacoalhou levemente no ombro, a voz falhava — Por favor, acorda, você não pode apagar.
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