Uma paixão, uma guerra - Dramione(Sendo reescrita)
2 Capítulo 2 - Começando uma vida nova
Uma paixão, uma guerra — Dramione / Capítulo 2 — Começando uma vida nova
*-*
Hermione então estava sozinha. Sem ninguém para conversar, ou fazer-lhe companhia. Então resolveu sair.
O sol estava forte, mas tentou ignorar quando viu a alegria das pessoas na rua, a música tocando, pessoas dançando e cantando. Quando mais nova, quando seus pais ainda moravam ali, ela adorava quando essas festividades que aconteciam, então encarou as arvores pelas quais ninguém se atrevia a passar.
Por que?
Sempre tivera uma vaga noção sobre aquele assunto, a familia que tinha uma rixa com a sua, Malfoy, morava no final da floresta — uma família que também possuia uma quantia consideravel de dinheiro.
Eles protegiam a floresta, não deixavam ninguém entrar, — a maioria que entrava, e conseguia voltar se reclamava de ter sido roubado até a última moeda. No entanto, não conseguia imaginar um homem ao lado de outro cercandando a floresta toda. Ela sabia que não havia necessidade de todo aquele drama, pois se ela entrasse ali o que eles poderiam lhe fazer ja que ela não tinha nada?
E assim ela o fez, foi caminhando um pouco e, quando mais andava mais ela ficava fascinada com tamanha beleza de tal lugar, achava belíssimo o leve cair das folhas, e os fracos raios de sol iluminando as arvores deixando a paisagem cada vez mais bela. Conseguia ouvir o som da agua batendo em pedras, provalvelmente uma pequena cachoeira não muito distante dali, perdida entre pensamentos, não notara que alguém havia se aproximado. Isso até o mesmo pegar-lhe pelo braço, assustando-a.
Sufocou o grito que quis lhe subir pela garganta, não se dera conta de ter caminhado tanto ao ponto de não se lembrar da direção que viera ou como conseguira deixar alguém chegar tão perto sem se quer ter percebido.
Hermione observou-o.
Devia ter aproximadamente a mesma idade que ela, usava uma camisa preta coberta com uma jaqueta de couro preta — o que logo lhe causou certa falta de ar, mesmo em seu vestido florido, não era muito normal usar preto em dias ensolarados — não conseguiu olhar a cor de suas calças e sapatos mas ela poderia jurar que eram pretos. Ficava observando seus olhos azuis acinzentados da qual ela ficou perdida por alguns segundos, seus cabelos eram de um loiro pálido que ajudava a destacar a pele e os olhos claros.
Enquanto observava tal figura, Hermione não percebeu que o mesmo havia lhe feito uma pergunta.
– Quem é você?
– Quem é você?! — Hermione disse se soltando, puxando o braço com força
– Eu perguntei primeiro.
Hermione o observava perplexa, como se tentasse entender o que estava acontecendo.
– Mas lembre-se que são primeiro as damas. — Soou sarcástica.
Ele não pareceu gostar da brincadeira.
– Isso não interessa! Eu moro aqui, eu faço as perguntas!
Hermione ficou sem reação, e nada lhe restou do que responder.
– Meus amigos me chamam de Mel... — Mentiu, ela mal tinha amigos, 'Mel' era um apelido mais do que intimo, na qual ela podia contar nos dedos as pessoas que se lembravam do apelido de infância.
Tudo o que menos precisava era passar seu nome pra um estranho qualquer, e acabar sendo levada para a área dos Malfoy's, seu tio surtaria.
– Hum... Sei, pode me chamar de Draco — Hermione podia quase jurar que ele havia dito aquilo com um tom que lhe soou como dúvida, como se ele não lembrasse o próprio nome. — O que você está fazendo aqui?
– Isso não é da sua conta. O que você está fazendo aqui?
Draco ficou sem reação, não esperava encontrar alguém ali, estava a caminho de encontrar com seu primo no festival quando uma movimentação n]ao lhe passou despercebida. Foi quando a viu, os longos cabelos castanhos e armados, bagunçados pelo vento, iluminados pelas poucos raios de sol que se filtravam pelos galhos. O rosto sereno mostrando-se absorta em pensamentos, os olhos também castanhos, misturava-se a igual escuridão dos troncos das arvores.
No entanto ele não poderia ficar admirando, precisava saber quem ela era. E agora se deparava com a mesma querendo saber o que ele estava fazendo.
Que reviravolta.
– Eu moro por aqui, não te devo satisfações. E é melhor voltar para o buraco de onde você saiu, antes que as coisas fiquem feias pra você.
– Nossa, muito bem então — Levantou as mãos em desistência e Draco quase se sentiu mal pela grosseria — Você não é uma das pessoas 'perigosas' com as quais eu deveria me preocupar não é?
Sim. Seu subconsciente gritou só por querer afasta-la, algo lhe dizia que ela o perigo iminente.
– Não — Disse por fim.
Houve um suspiro de alivio.
– Será que poderia me guiar de volta? É que eu não sou daqui
Draco se viu tentado a pedir para que ficasse, mas o brilho esperançoso que ela tinha no olhar o fez ceder. Concordando com a cabeça, seguiu na frente.
Trocaram algumas palavras durante o caminho, mas nada que gerasse realmente um assunto. Quando o som da musica se tornou mais altos e Hermione conseguiu ver as pessoas sorrindo umas para as outras se virou num salto.
– Foi um prazer então — Estendeu o braço, os olhos brilhando em ansiedade para o recém conhecido.
Draco estava sério, não era acostumado a hospitalidades.
– O prazer foi todo meu — Ele respondeu, se curvando como se fosse tira-la para dançar a qualquer momento, Hermione não se conteve e deu uma leve risada, e respondeu sua referência como quem aceitasse a dança.
Hermione o observou se afastar.
Acho que arrumei um amigo pensou consigo mesma, caminhando de volta a direção de sua casa.
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