Uma paixão, uma guerra - Dramione(Sendo reescrita)
3 Capítulo 3 - Amigos
Uma paixão, uma guerra — Dramione / Capítulo 3 — Amigos
*-*
– Espera — Gina passou as mãos no cabelo de forma exasperada — Acho que eu ainda não entendi, você falou com quem?
– Não importa o nome dele, só estou contando a você.
– Pelo amor Hermione — Gina colocou as mãos sobre o ombro da amiga, chacoalhando-a — Você perdeu o juizo? Ninguém te falou que não pode ultrapassar a fronteira das arvores?
– Meu tio me disse mas-
– Mas nada! — Gina voltou a jogar os braços para o alto — O povo daquele lado é cruel, eles não tem dó de gente perdida não.
– Eu só te contei, porque pensei que você pudesse conhece-lo-.
– Não! — Negou veemente — Eu não conheço ninguém daqueles lados, e você também não, se você contar pra alguém o pessoal desse lugar vai começar a suspeitar de você, e vão te obrigar a se unir a eles.
– Isso tudo não é um exagero?
– Não aqui Hermione — Gina suspirou de forma derrotada, parecia mais chateada com toda a situação do que ela mesma — Infelizmente você só pode ter um lado, ou escolhe aqui, ou lá.
Pedrinhas voaram na direção da janela do quarto de Gina, batendo contra o vidro e caindo na direção de quem vieram, Gina levantou-se em um salto abrindo a janela antes que o arremessador mandasse outra.
– Mas que demora Julieta, já estive pensando em ir buscar uma escada.
– Mas o que raios — O rosto de Gina erubesceu — O que pensa que está fazendo?
Hermione, curiosa, empurrando a amiga para conseguir espaço na janela abriu um sorriso travesso quando viu o garoto. De cabeça raspada, e pele morena, ele mostrou uma serie de dentes brancos e alinhados quando percebeu que tinha companhia.
– Não sabia que sua dama de companhia estava ai.
Gina revirou os olhos quando Hermione riu.
– Ela é minha amiga, eu disse que ela viria.
– Ah sim, a filha dos Capuletos.
– Fique ai — Gina estendeu o braço branco e sardento para fora da janela — E não deixe ninguém te ver.
– Como quiser princesa.
Gina tirou a amiga da janela e a fechou com força, Hermione voltou a rir.
– Não vai me contar sobre o Romeu Julieta?
– Cale a boca você também, ele não tinha nem que estar aqui, não sei nem como ele descobriu qual era a janela do meu quarto.
– Ele pareceu gostar de você — Hermione cruzou os braços enquanto a amiga, arrumava as próprias coisas no meio do caminho do quarto e apagava a luz.
– Ele é um idiota, anda vamos — Abriu a porta para que a outra saísse — Antes que ele me arrume mais problemas lá embaixo.
Hermione realmente se surpreendeu com a reação da amiga conforme saiam da casa, Gina não era de se envergonhar fácil, na verdade, era ela quem deixava as pessoas envergonhadas facilmente.
Quando deram a volta na casa Gina burrou quando percebeu que o garoto ainda a esperava, os braços cruzados encostado ao muro, um dos pés apoiados no mesmo enquanto sorria de forma travessa.
Gina voltou a suspirar.
– Blás essa é Hermione, Mione esse é Blásio.
– Encantado — Ele se inclinou com a mão em frente a barriga, sem tirar os olhos da morena. Hermione sorriu.
– O prazer é todo meu.
~*~
Aquele era mais uma manhã insuportável, comum como qualquer outra, aquela monotonia de sempre naquele vale fim de mundo. Já acordou com sua mãe batendo na porta.
– Filho, posso entrar?
Ele resmungou alguma coisa que ela deve ter entendido como um sim e entrou.
– Filho amor, está acordado? Espero que sim. — Ela disse enquanto abria as cortinas, deixando mais raios de sol atingirem o rosto de Draco — Pois saiba que seu pai está lá em baixo histérico chamando por você.
– Tá,tá, agora apode apagar a luz?
– Eu não controlo o sol meu amor, mas você vai descer não vai?
Draco voltou a esconder o rosto no travesseiro.
Por que meu Deus? Por que?
– Eu já vou, diz pro velho que eu já desço.
– Não fale assim — Ela suspirou abrindo novamente a porta do quarto, desta vez para sair — Ele é se pai e-.
– Eu já sei mãe, eu já disse que já vou!
Narcisa saiu do quarto, sabia que o filho estava com sono mas ele não faria nenhuma ofensa à ela.
Depois da higiene feita, Draco desceu as escadas com naturalidade ciente das bombas que estava prestes a ouvir querendo ou não, sabendo que boa parte delas eram por sua causa.
Lucius estava sentado em sua poltrona de couro na enorme sala de estar da Torre dos Malfoys, os dedos tamborilavam no braço da poltrona, o nervosismo explicito devido a demora do filho.
– Pois não Sr. Malfoy? — Draco aproximou-se, satisfeito com o próprio comentário cínico.
– Você poderia me explicar como os cavalos saíram do estabulo fugindo do controle dos meus cocheiros levando a uma tarde inteira de trabalho?
– Não faço ideia de como isso aconteceu Sr. Malfoy.
Lucius se ergueu, o rosto corado pela raiva, socando o braço da poltrona com força.
– Isso não é um jogo Draco! Aqueles são cavalos selvagens e sangues puros, se você tivesse a minima noção do dinheiro que eles rendem para sustentar os seus luxos e todo esse vale.
– Não todo o vale.
Lucius urrou com a raiva.
– Não vamos entrar nessa assunto outra vez rapaz.
– Cuidados com os nervos meu bem — Narcisa entrou no ambiente com seu jeito elegante de ser, diminuindo a tensão entre o pai e o filho — Não queremos outro escândalo.
– Esse delinquente já deveria estar trabalhando Cisa! Se ele pensa que vai ficar chupando o meu sangue até eu morrer, ele está muito enganado.
– Que exagero — Draco se jogou sobre o sofá, incapaz de conter o sorriso — Eu não roubei ninguém para ser chamado assim.
Lucius avançou um passo e foi segurado pela esposa.
– Deixe-me só com ele Cisa, dez minutos serão o suficiente.
– Os nervos.
– Se Theo estivesse aqui-.
– Ah não — Draco se ergueu veloz — Pelo amor, você não vai começar a falar do Theo outra vez!
– O que espera que eu faça se ele é melhor do que você?
– Era só o que me faltava, olha, eu volto quando vocês estiverem mais calmos! — Draco puxou as mangas da camisa — Eu não sou obrigado a escutar essas palhaçadas.
Saindo sem dar direito a qualquer um dos dois uma resposta, bufou enquanto encaminhava-se a saída o mais rápido que era possível. Não se via capaz de ficar presente toda vez que seu pai colocava o irmão mais velho na conversa, Theo, o primogênito, era o predileto, o bem sucedido.
E foi andando mais do que o comum para dentro do matagal, como costumava chamar, que ele a viu. A garota caminhando sozinha num lugar que ninguém frequentava.
Ela era louca ou o que?
E depois de uma breve discussão e uma rápida apresentação ele a guiou de volta de onde viera e só depois voltou para casa. De onde tirara a humildade de ajudar alguém, nem mesmo ele sabia.
E sentado outra vez no sofá de sua sala de estar, perdido em pensamentos que não percebeu a entrada de seu primo Blásio.
– Onde você estava?
– Aqui — Draco deu de ombros.
– Talvez você, mas a sua cabeça estava longe. Estou te chamando tem uns dois minutos.
– Não foi nada, meu pai descobriu hoje mais cedo que soltei os cavalos dele ontem.
– Está mentindo.
– Estou, mas é verdade.
Blás revirou os olhos.
– Na próxima vou te obrigar a responder.
Draco voltou a dar de ombros.
– Como vai sua namorada?
– Vou atrás dela mais tarde, e ela ainda não é minha namorada.
– Você sabe que isso vai dar merda não sabe? — Draco cruzou os braços sorrindo, foi a vez de Blás dar os ombros.
– Vou convida-la pra me acompanhar na ultima festa que vai ter na praça do festival amanhã, você deveria ir, para espairecer quem sabe.
– Sabe que eu não posso andar por aqueles lados
– É só você fingir conhecer todo mundo que ninguém percebe.
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