Estávamos sentados na mesa de jantar da minha avó, eu linda, meiga, e ainda na pura idade dos 13 anos, me chamo Clara Rodriguez, e me lembro, eu estava tomando meu delicioso leite, e conversando com meus avôs sobre o livro que eu acabara de ler, Ladeira da Saudade, e meu adorável irmão, Marcelo, um menino inteligentíssimo, educado, e o qual eu admirava muito, estava na sala assistindo um televisão, um telejornal, que dizia ao vivo, diversas notícias, quando uma notícia brutal vem na tela, uma batida de carros, mas não uma qualquer, uma feia, bruta, onde um carro entrou nas ferrugens do outro, matando duas pessoas instantaneamente. O maior medo foi quando, a perícia que cuidou do caso, informou o nome das vítimas, Sophia e Marcos Rodriguez. No momento que vi, não entendi ao certo, pois estes eram os nomes de nossos pais, mas no momento em que meu avô, num salto, puxou o telefone, e liga para nossos pais, para ver se eles são os coitados do acidente, ainda suando, quando vemos na TV, um homem puxando o celular da moça que morreu, atendendo e falando à meu avô :
- houve um acidente horrível, e nenhum dos dois estão com pulsação...
A reação dele foi tão imediata, chorou cachoeiras pelo telefone, e logo até minha avó cai no choro, e por fim eu, mas nada do meu irmão, que continuava parado em frente à TV, como se não tivesse entendido o que acontecera, e nenhuma lágrima, caia de seus olhos.

O enterro, aconteceu, no dia seguinte, tios nossos, que moravam em outros estados, que raramente víamos, apareceram para prestar suas condolências, todos caiam em choros, eu não me agüentei e chorei como nunca tinha chorado, mas nada do Marcelo chorar, como se nada houvesse acontecido, ele simplesmente estava parado em frente ao caixão, calado, olhando fixamente para o buraco, ainda sendo tampado com areia, a reação dele fora única, e pela primeira vez seu frio aspecto, apareceu, algo que chega a dar uma pena...

Notas finais
Espero que gostem do meu primeiro trabalho...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.