Uma nova vida
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Acordei. As contrações agora eram perceptíveis, me virei na cama procurando uma posição que incomodasse menos e deparei com aqueles olhos verdes me encarando. Meu Deus se eu não pudesse mais, juraria que ele queria que eu abortasse com esses sustinhos carinhosos.
- Boa tarde meu Amor. — Disse ele. Olhei para o relógio no criado mudo, realmente era tarde. — como está ?
- Estou bem mais já dói um pouco, e estão mais frequentes. — esfreguei os olhos, tentando tirar parte do cansaço. — Não to com um pingo de vontade de me levantar, muito menos almoçar, tem como ignorarmos o fato que é 1h da tarde e fingirmos que ainda é de manhã e voltarmos a dormir ?
- Não acho que você conseguiria dormir novamente. — Ele riu cosm minha desgraça, sério ? Ri também afundando a cabeça no travesseiro com mais sono ainda. — Quer que eu ligue pros médicos, se prepararem ?
- Quero. — consenti.
O ouvi falar com os médicos e depois ligar para seus pais para informar a notícia, pelo tom de voz parecia muito animado. Alguns minutos depois voltou a cama com o celular na mão.
- Os médicos disseram que irão estar prontos mais que era melhor você relaxar até não aguentar mais aí sim irão vir. — concordei, relaxar parecia bom. Ele me entregou o celular. — Já liguei aos meus país e avisei que queremos fazer isso sós, minha mãe ficou um pouco desapontada por não poder ver a netinha logo mais aceitaram depois de prometer que ligaríamos, agora é a sua vez de avisar os seus.
- Ahh. — gemi de tédio. — você realmente acha q eles se importam? quando nossa filha nascer eu levo ela na casa deles, eles perguntam o nome dela e pronto já podem dizer que conhecem a neta e agente sai e vai fazer compras pra nossa filhinha — Dizer assim magoava um pouco, mais infelizmente era a verdade, alem do que adoro compras.
- Sei que vocês brigaram, mas não tem porque não avisar que chegou a hora, ainda são seus pais. — Insistiu me entregando o celular.
- É fácil dizer, seus pais são ótimos, o máximo que vão fazer quando verem ela é entregar um presente vagabundo e inventarem uma desculpa pra irem embora, além do que não sei porque você se importa, eles te odeiam, você sabe né ? — Ri.
- Katrina. — A voz da razão de novo, meu Deus eu to grávida tá cadê meu credito.
- Tá bom eu ligo. — disquei o número, sim eu não tenho o número deles salvos. — agora se eles mudarem o número e eu não souber eu não posso fazer nada. — Nada. — Caiu na caixa, é uma pena, depois eu ligo.
- Meu Deus Katrina.
- Tá bom eu ligo de novo. — falei nervosa.
Ao sexto toque meu pai atendeu.
- Alô — congelei, ele havia me atendido , Lagrimas ameaçaram cair — Quem é? — ele não tinha meu número ? Correção: lágrimas de ódio ameaçaram cair
- Sou eu — ele fez um "Ah" sem vida, me controlei para não desligar o telefone. — Só liguei pra avisar, que a kylie vai nascer hoje.
- Se isso for uma tentativa de pedir um presente, sua mãe e eu iremos tem mandar algo pelo correio.
Basta. Desliguei com ódio e o joguei ao meu lado na cama. Mais uma contração, essa veio no momento certo para me lembrar do bebê não faz bem pra ele que eu me estresse. A acariciei, Scot pegou o celular o colocando sobre o criado-mudo e sentou ao meu lado acariciando minha cabeça e a puxando para seu ombro.
- E ai? — perguntou.
- O que você acha? — pra mim estava óbvio. — tanto faz ele já sabe.
- Tudo bem — ele beijou minha testa. — vou preparar um café da manhã. — Foi tão fofo da parte dele se lembrar que eu havia pedido para fingirmos que era cedo, preparando um café da manhã que eu nem havia pedido.
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