Uma nova vida
21 Capítulo 19 - Paixão repentina
Notas iniciais
Capítulo 19 — Paixão repentina
Quando o sol quente bateu em meus olhos fechados, eu vi a conseqüência de ter bebido ontem. Pelo menos eu sabia que não tinha feito nada de errado, já que dormi assim eu me vi bêbada.
Levantei da cama e vi meu mundo desabar assim que toquei meu pé no chão.
Como eu não havia pensado na bendita “ressaca”?
Resolvi tomar um banho totalmente gelado para tentar espantar a dor de cabeça.
Quando terminei meu banho percebi que minha idéia tinha falhado. Apenas um remédio resolveria meu problema, mas para tê-lo eu precisaria contar para minha mãe que havia bebido.
A não ser que... Ela saiba. Se bem que não é impossível, já que provavelmente quem me trouxe até a cama teria passado pela entrada. E minha mãe com certeza teria ficado me esperando ontem até que eu chegasse.
Me vesti e peguei minha mochila. Desci as escadas e a cada degrau minha cabeça doía mais.
Quando parei na entrada da cozinha avistei minha mãe sentada na mesa. Ela comia uma panqueca lentamente e isso estava me tirando do sério. Quando ela me avistou ali sorriu de lado.
— Querida, você acordou. – ela disse alargando seu sorriso.
— É mãe, acordei. – falei me sentando ao seu lado. – Mãe, se tem um remedinho pra dor de cabeça?
— Tá de ressaca?
— Ressaca? Eu? – me fingi de desentendida. – Jamais.
— Sei... Tenho uma novidade!
Minha mãe não parecia se lembrar do fato que meu pai tinha vindo me visitar ontem. E Liam havia sumido do mapa. Talvez tenha ido embora ontem, sem se despedir de mim.
— Qual?
— Alexa vem morar com a gente.
Alexa Campbell, minha prima vadia que me odeia. É considerada gostosa pelos seus cabelos loiros e lisos e seus olhos azuis como o mar. Seu corpo sempre me deu uma pontada de inveja, mas eu não falava isso para ninguém.
E agora ela viria morar conosco.
E quando eu penso que minha vida está melhorando, algo assim aparece.
Primeiro meu pai e agora ela.
— Mais mãe.
— Sem mais! A família dela está passando por dificuldades e precisamos abrigá-la. – mamãe disse passando a mão carinhosamente em minhas costas.
— E se ela “acidentalmente” morrer enquanto estiver aqui?
— A primeira suspeita seria você. – mamãe se levantou da cadeira e colocou seu prato na pia.
Me dei por vencida e dei um beijo na bochecha dela. Sai pela porta depois de pegar uma maça, já que eu não havia tomado café. Já que Mike ainda não estava ali resolvi ir para escola andando.
Já que não ficava tão longe de casa cheguei depois de alguns minutos. Corri para perto do meu armário e antes que eu chegasse esbarrei em Cameron.
— Cuidado. – ele disse e quando viu que era eu, sorriu de ponta a ponta.
— Oi Cam. – o cumprimentei. – Tem tempo que não nós falamos.
— Pois é.
Fui em direção ao meu armário e ele veio logo atrás. Ela continha olheiras debaixo dos olhos como se não estivesse dormindo á dias. Sua camisa estava totalmente amarrotada. Ele estava derrotado.
Resolvi não me meter, então deixei pra lá.
Avistei Isa correndo em nossa direção. Ela parecia feliz com alguma coisa.
— Oi Bia. Oi Cam.
— Oi. – dissemos em uníssono.
— Que felicidade é essa?
Ela sorriu com minha pergunta.
— Não é uma coisa que eu possa falar, aqui!
— Então me conta depois da aula.
Ela balançou a cabeça em concordância e eu sorri. Cameron estava com as sobrancelhas arqueadas como se suspeitasse de alguma coisa.
— Então... Algum de vocês tem remédio para ressaca?
Isabella soltou uma risada abafada, enquanto Cameron me encarou.
— Você bebeu? – ele perguntou colocando a mão em minha testa.
— Bebi.
Ele parecia realmente impressionado. As pessoas não se tocam que eu posso ser uma rebelde alcoólatra. Eu estou na fase da adolescência e tenho direito de me divertir.
Me virei para meu armário e peguei o livro de biologia. Alguém colocou as mãos em meus olhos e eu me senti em uma escuridão. Senti o cheiro do perfume de Mike e deduzi ser ele. Como eu estava de mau humor, chutei meu pé para trás acertando bem em sua parte intima.
Suas mãos saíram dos meus olhos e foram para lá. Quando me virei para frente o avistei ajoelhado no chão.
— Ops...
Algumas pessoas pararam apenas para observar aquela cena.
Sierra chegou por trás de Mike e o encarou. Revirou os olhos e me entregou uma cartela de remédios.
—Own, você lembrou, de mim. – falei sorrindo.
— Não acostuma.
Mike levantou com dificuldade, mas parou em pé e me encarou com fúria. Justin chegou e parou ao lado do amigo. Deu um breve selinho em Isabella e a levou para longe de nós.
Para amenizar o clima entre mim e Mike o dei um selinho. Por mais que ele tenha falado aquilo para a escola inteira, eu não gostava de ficar brigada com ele.
Falando assim parecia até que tínhamos um relacionamento de verdade.
Ele sorriu sarcástico e eu faltei chutá-lo de novo.
Só me lembrei que Sierra e Cameron estavam ali, quando eles soltaram um pigarro.
O sinal bateu indicando o começo das aulas. Fui para sala com Sierra ao meu lado cantarolando uma música, que ela parecia ter inventado. Antes que eu entrasse na sala lembrei, da ressaca e do remédio.
— Vou ir beber o remédio.
Antes que ela respondesse, eu sai correndo até o bebedouro mais próximo. Quando cheguei de frente para ele, joguei o remédio em minha boca e bebi a água.
Quando levantei minha cabeça avistei Caroline me encarando.
— Parece que alguém está bebendo remédio.
— Sério? Quem?
— Pílula do outro dia?
Quando ela disse isso, eu quase vomitei o remédio de volta. Como ela poderia pensar isso de mim? Eu seria virgem, até que o cara certo chegasse.
— Já faz três semanas que vocês estão namorando, está mais que na hora de vocês tra...
— Caroline, vai cuidar da sua vida. — falei cortando-a.
Ela arqueou as mãos em rendimento e sorriu. Bufei e me afastei dela voltando para sala.
Já faz três semanas que vocês estão namorando.
Já faz três semanas que vocês estão namorando.
Três semanas que vocês estão namorando.
É isso! Faltava apenas uma semana para que nosso acordo acabasse. Eu finalmente estaria livre de Mike e poderia viver minha vida. Mas no fundo eu não queria que isso acabasse, porém eu não admitiria isso para ninguém.
Nem mesmo para mim!
Brianna, você não está apaixonada por ele! – pensei sozinha.
Entrei na sala ainda pensando nisso. A professora ainda não havia chegado, então aproveitei para abaixar minha cabeça e cochilar.
Dormi dois horários seguidos sem interrupções.
Quando o sinal do intervalo bateu, eu pulei da cadeira com o susto. Olhei em volta e tinha apenas duas pessoas ali.
Eu e Mike.
Ele veio lentamente até minha carteira. A cada passo seu um pelo de meu corpo subia. Ele parou de frente para mim e sorriu.
— Então... Como você deve saber, falta apenas uma semana para o acordo acabar.
— É, eu sei. – concordei. Ele deu um sorriso sarcástico. – O que você está pensando?
— Que deveríamos fazer algo mais.
Arqueei as sobrancelhas. Eu já tinha entendido tudo.
— Nem morta.
—Não quer perder sua virgindade, com o cara mais gato da escola?
— Como você sabe que eu sou virgem?
— Analisando pelo seu número de beijos...
Ele estava zombando da minha cara!
O ignorei pegando minha mochila e indo em direção a porta. Ele foi mais rápido e puxou minha mão, colando nossos corpos. Pude sentir sua respiração pesada.
Ele estava tenso.
— Me desculpa. – arqueei as sobrancelhas.
Mike Hamilton pedindo desculpas, isso sim era épico.
— Eu até desculparia, mas...
Ele me calou selando nossos lábios.
Ele me ergueu pela coxa, me sentando na carteira atrás de nós. Passei minhas pernas pela sua cintura o puxando para mais perto. Pude sentir ele sorrindo contra o beijo.
Uma de suas mãos estava em meu pescoço e a outra estava em minha cintura levantando minha blusa. Já as minhas estavam mexendo em seus cabelos macios. A boca de Mike estava com gosto de hortelã.
Aquele beijo era diferente dos outros dois. Esse era selvagem e tranqüilo ao mesmo tempo.
Quando o ar nós faltou nós separamos. Encarei seus olhos castanhos e ele fez o mesmo.
Droga – pensei – Eu estou apaixonada por ele!
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