Uma nova vida!
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Meus amigos gostaram da historia, então resolvi compartilhar com vocês!
Espero que gostem e boa leitura!
Minha vida!
Meu nome é Thiago Marques. Hoje tenho 27 anos e sou um dos organizadores de uma ONG que ajuda jovens viciados em drogas. Minha historia começou há onze anos, quando tive praticamente que assumir a responsabilidade de uma casa e uma família. No entanto isso me levou a tomar escolhas erradas.
2002
Aquele ano tinha tudo para ser perfeito, no entanto com a morte de meu pai, minha vida virou um inferno.
Devido o seu vicio de bebidas alcoólicas que ocasionaram sua morte, minha mãe entrou em um estado grave de depressão fugindo assim da realidade, me fazendo tomar uma decisão que mudou minha vida. Tive que assumir responsabilidades de um homem, sendo ainda apenas um adolescente. Assumi responsabilidade da casa e de minha irmã mais nova.
Minha vida na escola também não melhorou em nada, minhas notas começaram a cair, minha personalidade mudou e eu estava cada vez mais rebelde e não tinha mais vontade de estudar. Tudo isso por ter me torando adulto antes do tempo, pois tudo que eu mais queria era poder ser um adolescente normal sem nem nenhuma preocupação.
Um ano havia se passado. Minha mãe já havia superado a morte de meu pai, mas mesmo assim minha vida ainda não estava legal. Tive que desistir da escola para trabalhar e ajudar na renda de casa. Minha irmãzinha também me ajudava muito, mas essa minha nova vida, me mudou bastante, eu vivia estressado, brigava todo instante com minha mãe e a única que me entendia era Luna, minha irmã.
Certa noite fui convidado para uma festa de um amigo. Nesse dia eu estava com muita raiva, pois mais cedo eu havia brigado novamente com minha mãe e disse que não iria mais ajudar em nada da casa.
Na festa tomei porres de cerveja, uísque e outras bebidas, já estava muito embriagado, e um amigo me ofereceu uma pílula vermelha, dizendo que me ajudaria a superar o que eu estava passando. Na hora eu não pensei em nada simplesmente coloquei na boca e engoli. Não levou nem cinco minutos e eu já estava completamente alucinado, a sensação era maravilhosa.
No dia seguinte acordei em um banco da praça sem sapato, blusa e carteira. Minha cabeça doía horrores, ainda sentia leves sensações da pílula, e sentia a necessidade de mais.
Quando cheguei em casa minha mãe logo veio me encher de sermões, fazendo minha dor de cabeça piorar. Eu não queira brigar com ela, então subi para meu quarto e me tranquei. Passei o dia inteiro sem falar com ninguém, mas Luna insistia em falar comigo, ela me amava muito e odiava me ver com raiva. Ela era o meu único motivo para ainda morar naquela casa.
Os dias se passaram e cada dia mais minha personalidade mudava mesmo eu não querendo, a toda hora estava com raiva sem motivo algum. Todo dia novas brigas aconteciam, Luna tentava conversar comigo, mas nem a ela eu queria ouvir. Porem isso me deixava mais irado comigo mesmo, pois vê-la magoada me fazia sofrer. E minha irmã era a única que eu não queira ver sofrer por motivo algum, nem mesmo por minha causa.
Na maior parte do tempo o meu mau humor era devido ao meu corpo que sentia a necessidade da pílula que havia tomado dias atrás na festa. Procurei o rapaz que havia me concedido a droga na festa e ele me disse que não havia somente aquele, mas varias outras que eram bem melhores. Nunca pensei que fosse preciso de marketing para incentivar uma pessoa a usar drogas, mas aquele cara fez uma propaganda tão boa que não pude recusar. Peguei um saquinho que continha 10 pílulas, das mais fracas as mais fortes. O garoto me explicou como usar cada uma, e com o que podia misturar. Não esperei nem um momento e peguei logo uma amarelinha, ela levou alguns minutos para fazer efeito, e logo todo meu corpo estava leve, parecia que eu estava flutuando.
Quando cheguei em casa, minha mãe e irmã, notaram na mesma hora que eu estava diferente, subi correndo para meu quarto, Luna subiu bem atrás de mim, ela queria saber o que estava acontecendo.
- Thiago, por favor, me diz o que está acontecendo com você?
- Nada... Eu estou completamente bem. – disse deitando na cama e mirando o teto.
- Thiago eu sei que você não está bem, você de um tempo para cá anda esquisito, e vive irritado e com raiva. – ela falou se sentando na cama.
- É serio Luna! Eu estou bem. Agora, por favor, saia do meu quarto. – levantei-me totalmente irritado, meu humor tinha mudado de uma hora para outra.
- Eu te conheço Thiago, e sei que você não está bem. E eu não vou deixar meu irmão estragar a vida dele por conta de drogas. – ela me disse antes de sair do quarto chorando. Eu não liguei é apenas tomei mais uma pílula.
O efeito de uma única pílula começava a passar muito rápido e eu asseava por mais, então peguei o saquinho e tomei duas de uma vez só. Nesse ritmo na semana seguinte minhas pílulas haviam acabado e eu não tinha dinheiro para comprar mais. Pedi dinheiro emprestado a minha irmã e minha mãe, mas elas me negaram. Minha mãe me obrigava a ficar dentro de casa, tentando evitar que eu fosse atrás de mais drogas.
Mas eu estava louco, meu corpo pedia, minha mente pedia e todo o meu sistema pedia por mais e mais drogas. Assim como meu corpo pedia por mais, ele também recusava, lutava para resistir, mas a droga era mais forte e sempre vencia.
Sim! Agora sim minha vida havia se tornado um completo inferno. Minha mãe havia desistido de mim e minha irmã era a única que chorava por me ver naquele estado. Eu não comia, tinha emagrecido cinco quilos, não dormia direito, sempre estava irritado, saia todas as noites e voltava de madrugada bêbedo e drogado.
No entanto certo dia minha irmã entrou em meu quarto chorando e me abraçou apertadamente.
- Thiago, eu te amo muito! Por favor! Por mim, saia dessa vida. – ela chorava em meus braços. – Volta a ser meu irmãozinho que cuidava de mim, que me perturbava e que sempre sorriamos juntos. Por favor, volta!
Naquele dia eu chorei muito junto com ela e tinha decidido que ia lutar para ter minha vida de volta, mas não era fácil, meu corpo sempre necessitando de mais e mais drogas.
Minha irmã sempre tentava me ajudar, me incentivando a lagar aos poucos. Era difícil, mas eu estava lutando. Na primeira semana minha cabeça doía muito, na segunda semana meu sistema necessitava e implorava pela droga, na terceira semana já estava louco, eu alucinava, gritava, esmurrava a parede, mas minha irmã sempre estava lá me dando apoio.
Porem na quarta semana eu não aguentei, sai feito louco pelas ruas a procura de mais drogas. Todo o esforço que eu havia feito foi destruído com uma única pílula.
Quando voltei para casa, minha irmã chorou desesperadamente me vendo naquele estado, bêbado e altamente drogado.
- Thiago, eu não aguento mais te ver assim! – ela estava descontrolada, chorava muito. – Se você não quer largar eu vou me juntar a você. Pode ser que assim meu sofrimento acabe.
- Você não vai fazer isso, sua vida vale muito mais.
- Se você não para eu juro que faço isso. – ela disse me mostrando uma das pílulas mais forte.
Eu fiquei totalmente sem reação, minha irmã era a única coisa mais importante da minha vida e eu não suportaria ver ela no mesmo estado que eu. Eu me culparia pelo resto da vida se alguma coisa a acontecesse.
- Luna larga isso! Não vale apena estragar sua vida por mim! – disse tentando tirar a pílula de sua mão.
- Me solta! – ela disse se afastando. – Você me prometeu que iria largar, e olha como você está! – seu choro era descontrolado.
- Por favor, Luna, larga isso eu não quero isso para você. – tentei pegar a droga da sua mão, mas ela foi mais rápida e colocou na boca. – LUNA NÃOO! COSPE ISSO AGORA!
Ela engoliu a droga que na mesma hora entrou em ação, mas seu corpo não o aceitou. Ela caiu de joelhos no chão com a mão na barriga, gritando de dor, me aproximei dela tentando ajuda-la, mas eu não podia fazer nada, gritei por minha mãe e rapidamente ela apareceu no quarto, e quando viu Luna no chão se desesperou. Ela se ajoelhou a meu lado e colocou Luna em seu colo.
Luna chorava e gritava de dor, era como se a droga a estivesse destruindo por dentro, logo ela começou a cuspir sangue, eu estava desesperado, minha irmã estava morrendo e a culpa era minha. Liguei para uma ambulância, mas iria demorar muito para chegar.
- Luna, minha irmãzinha por que você fez isso?! – eu chorava segundo sua mão.
- Me promete... – ela tentava falar, mas o sangue em sua boca a impedia.
- Por favor, não fale nada!
— Thiago me prometa... Que você... Vai largar... Essas drogas... – eu chorava muito. Tudo era por minha culpa, tudo por que eu não queria ser responsável. – Thiago... Prometa-me?
- Sim... Por você, por nós... Eu vou sair dessa vida... Eu vou conseguir, me cura... – consegui dizer aos soluços.
Ela sorriu fracamente para mim e apartou minha mão, depois levemente foi fechando os olhos.
- LUNA NÃO FECHA OLHO... LUNA POR FAVOR! AGUENTA MAIS UM POUCO... LUNAAAAAA ACORDA, POR FAVOR, ACORDA! – meu choro era desesperador assim como o de minha mãe.
- LUNAAAAAAAAA NÃOOOOOOOOO!
Minha maninha havia morrido e tudo por minha culpa. Entrei em depressão e pedi para minha mãe me internar em uma clinica para dependentes químicos. Passei dois meses lutando e resistindo aos meus desejos de volta para as drogas, mas minha força de vontade era muito maior, pois minha irmã era minha salvação. Eu ia cumprir com minha promessa, e por ela eu ia sair dessa vida.
Quando me recuperei total decidi que a partir daquele dia iria ajudar jovens com problemas semelhantes ao meu, pois não queria para ninguém o que eu tive que passar.
Hoje estou aqui, como um dos organizadores de uma ONG que ajuda adolescentes viciados em qualquer tipo de droga. Minha vida voltou ao normal, terminei meus estudos e trabalho em uma multinacional que apoia minha ONG. O convívio com minha mãe é o melhor do mundo e tudo graças a Luna que nunca desistiu de mim. E onde quer que ela esteja sempre a levarei comigo dentro de meu coração. Minha maninha. Meu anjo. Minha salvação.
Notas finais
Então galera, por mais difícil que seja os problemas, as drogas nunca serão as soluções.
Viva a vida intensamente, loucamente, calmamente, não importa a maneira, mas não esqueçam vivam sempre com RESPONSABILIDADE E SABEDORIA.
Fale com o autor