Uma nova era o apocalipse.
3 Capítulo 3 - Momento
Notas iniciais
Caio de joelhos no chão e fico assim por alguns minutos ate que consigo me recompor vou ate os corpos dos dois e pego a arma, ainda tinham quatro balas e podia ser útil, vejo um porta retrato em cima da mesa era a família que morava naquela casa e uma menininha com um chapéu bem diferente, tiro a foto e levo comigo, não sei bem o porque mas ver uma família feliz me da um certo alivio, subo e pego as roupas que estavam na casa e encho duas malas com elas, seja de homem, mulher ou criança vai que serve para algo nem que seja como lenha de fogueira.
Meu pai acabaria achando engraçado esse meu pensamento, sempre critiquei ele por guardar coisas pensando que poderia ser útil no futuro e acabo de fazer exatamente o mesmo, desço carregando as malas e nem olho para o casal no chão, me sinto estranho, não era tristeza por eles mal os conhecia mas era ruim ver gente morrer, dez anos em um hospital e cinco na emergência e não me acostumei em ver gente morrendo porem como diria o meu pai eu já estou vacinado em ver coisas assim mesmo que não goste.
Saio da casa e guardo as coisas na mala do carro que tava quase cheia, pego um pouco de comida, tranco o carro e resolvo deitar na casa da arvore, era mais seguro e poderia ficar de olho caso alguma coisa acontecesse.
Acordo no dia seguinte bem cedo, não me lembrava de ter dormido aparentemente estava mais cansado do que parecia e graças a deus não tive nenhum sonho se bem que eu nunca sonhava e talvez isso seja uma dádiva nos tempos atuais. Olho para o carro e ele estava do mesmo jeito de antes então estava tudo bem, nenhum zumbi a vista.
Fico algum tempo so olhando para o horizonte e pensando, é o mundo mudou ainda é cedo e posso estar enganado mas não acho que um dia ele volte a ser como era, espero estar enganado.
Desço da casa da arvore e vou para o carro, estava com fome mas resolvo não comer ate sair da cidade, não tive grandes dificuldades, não parecia ter muita gente vivendo nessa cidade pois não tinham quase zumbis na rua e os poucos que tinham ignorei e fui embora, na saída de Atlanta eu paro para comer alguma coisa, um carro para não muito longe de mim, eu não me viro e continuo comendo mas solto o gancho e deixo pronto para usar, três pessoas saem do carro pelo barulho de portas abrindo, talvez quatro, eles começam a falar baixo mas eu escuto.
–Carol ele tem comida não vê vamos pegar dele!
–Isso não e certo querido, podemos pedir ele não parece ser uma má pessoa.
Era um casal e pelo menos o homem queria me roubar não posso deixar isso acontecer, quando vou entrar no carro escuto uma voz de menina me chamando.
–Senhor com licença.
Era uma menina de mais ou menos uns oito anos e ela estava com o rosto vermelho de vergonha e eu acho isso uma graça, eu me viro para ela devagar para não assusta-la.
–Oi.
Não consegui pensar em nada melhor para dizer no momento.
–Oi o senhor poderia conseguir alguma comida para mim e para os meus pais?
Olho para o casal, a mulher que deveria ser a mãe ficou vermelha e virou o rosto e o Pai coçava a cabeça sem saber o que fazer.
Me abaixo e falo so para a menina.
–Claro que posso te dar um pouco de comida, mais tem que ter cuidado em falar com estranhos nem todos vão te tratar bem entende?
–Sim senhor.
–Qual o seu nome criança?
–É Sophia, e o seu senhor?
Não me importava em dizer o meu nome a ela e muito menos para ninguém mais esse não era mais o mundo de antes e duvido que o homem que eu era va durar muito tempo e foi ai que me lembrei do que uma priminha minha disse muito tempo atráz.
“–Primo! Primo! Cadê você?
–Aqui em cima pequena.
–Ai porque sempre me chama de pequena? Ela faz cara de emburrada que sempre achei uma graça.
–Você sempre sai gritando por ai primo! Primo! Digo rindo.
–E que seu nome é muito difícil de falar, já sei vou te chamar de Jimmy! Diz ela toda alegre.
–Mas meu nome nem é James para me chamar assim. Respondo só para provoca-la.
–Ah mais você tem cara de Jimmy! Diz ela com biquinho.
–ta bom, se for você pode me chamar de Jimmy. Digo sorrindo
–ehhh! Ela pula em meu colo e me abraça.”
–Senhor tudo bem? Diz a menina Sophia.
–Desculpa eu viajei um pouco em lembranças, pode me chamar de James.
–ok James. Diz a menina sorrindo.
–Bem vamos pegar a comida para vocês, chame seus pais para se aproximarem.
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