Uma nova era o apocalipse.
9 Capítulo 9 - Bônus
Notas iniciais
(Bônus)
Há alguns meses essa história de morto vivo começou para mim as coisas não mudaram muito só que agora eu assalto os apartamentos visinhos para conseguir comida para mim e para meu pai, não tinha mais nada para fazer, meu pai doente de cama, tudo sem luz, pelo menos a água ainda funciona mais por quanto tempo?
Ontem me aventurei pelo andar de baixo, nos morávamos no ultimo andar, talvez por isso estejamos seguros acho que essas coisas não sabem subir a escada, e foi quando meu pai me chama do quarto.
–Querida, você está bem?
–Sim pai, só pensando no futuro.
Ele da uma risadinha abafada pela mascara.
–Porque você está rindo?
–Você não queria pensar no futuro quando ainda era possível e agora que o mundo acabou penso, só posso rir.
Ele gostava de implicar comigo, desde antes da doença, antes do mundo acabar ele foi diagnosticado com câncer e os médicos deram uma semana para ele, e isso foi há quase seis meses, mais eu não me iludo e nem ele, o tempo dele está acabando.
–Querida, quando eu me for eu quero que você de um jeito de sair daqui e achar um lugar seguro.
–Eu não acho que exista um lugar assim pai.
–Claro que existe, seu padrinho vai estar lá, se alguém pode sobreviver a essas coisas e ele.
–Ele é só um médico pai não acho que consiga não.
Ele ri de novo, acho que o senso de humor dele anda meio alterado.
–Ele pode ser um médico querida mais é o mais teimoso, cabeça dura e determinado médico que eu conheço.
–Mais como ele pode ser tudo isso?
–Sabe como ele resolveu entrar na medicina?
Ele ignorou minha pergunta de propósito, mas eu respondo que não com a cabeça.
–Bem então te conto.
–Ele possuía uma prima seu nome era Marietta, ela não suportava esse nome, tanto que todos a chamavam de Mary quer dizer todos menos ele, ele sempre a chamava de pequena e ela também não gostava mais ele não parava e ela se acostumou.
–Ta mais o que tem a ver com ele escolher medicina?
–Que menina apreçada essa que eu tenho, espera eu chegar ao clímax da história.
Ele era um contador de história, sempre que eu ficava ansiosa pela parte boa ele me falava essa frase e eu não consigo evitar um sorriso.
–Bem voltando, quando ela tinha oito anos e ele quatorze ela foi diagnosticada com uma doença degenerativa pior do que a que eu possuo, ele fez com que os pais dela não contassem nada a ela ate que a doença desse sinais físicos, pois antes disso ela poderia ter uma vida normal, e foram três anos nessa e ele estudando para ser aceito em uma faculdade de medicina para tentar aprender algo que pudesse ajudá-la, ele conseguiu com dezessete anos entrar para uma das melhores faculdades da região e se formou em seis anos porem em quanto ele esteve fora estudando a doença dela progrediu de maneira drástica e quando ele voltou já estava em um ponto irreversível e ele não pode fazer nada, ele ainda tentou conseguiu remédios, equipamentos entre outras coisas, mas não teve mais jeito e ela acabou partindo, mas ele nunca mais saiu do lado dela ate ela ir, foram uns anos depois que nos conhecemos e ficamos amigos, a essa altura ele já trabalhava na emergência, ele me disse também alguns anos depois que trabalhava la para tentar salvar o máximo de vidas possíveis, ai eu digo, você acha que ele não estaria vivo se não quisesse?
–Mais e o restante da família dela?
–Morreram em um acidente de carro um pouco depois da morte dela, mais a senhorita não me respondeu.
–Eu não sei pai.
–Pegue na gaveta, tem um Pager que ele esqueceu aqui em casa há um tempo.
Vou ate a gaveta e acho bem fácil o aparelho e mostro a ele.
–Tem um numero na memória que ele me deu para caso precisasse de algo.
–Sim ta aqui.
–Mande uma mensagem para ele vir te ajudar algo que seja honesto e que mostra que precisa dele.
Faço o que ele pede e escrevo.
“Socorro, não sei o que fazer estou em casa”
Mostro para ele que confirma e eu envio, ele me fala para ir dormir e esperar que às vezes essas coisas demorem a chegar.
Na manha seguinte acordo com um bip chato e me dou conta que era o aparelho com uma mensagem.
“Estou indo, fique segura”
Corro para mostrar para meu pai que sorri como há muito tempo não sorria.
–Viu Katarina falei que ele estaria vivo.
Ele estava muito feliz, acho que ele chegou mesmo a achar que meu padrinho podia estar morto, sigo para fazer minha ronda pelo prédio com a velha faca de caça do meu pai e uma pistola que ele nunca usou, quer dizer ate eu pegar e começar a matar zumbis com ela.
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