Notas iniciais
Esse é o primeiro capítulo...espero que gostem :)

Acordei com uma baita dor de cabeça, abri os olhos devagar e me vi em um quarto grande e espaçoso. Onde eu estava? Não fazia a menor ideia. Olhei para o lado e vi um cara dormindo ali... Ele era bonitinho. Quem era? Não sei. Olhei para o chão e vi minhas roupas jogadas lá.

– Ah, merda! — eu disse.

Me sentei na cama e coçei meus olhos.

– Será que pelo menos... — me interrompi ao encontrar no chão um pacote aberto de camisinha. — Pelo menos isso.

Me levantei enrrolada no lençol, peguei minhas roupas e entrei no banheiro que havia no quarto. Tomei um banho sem molhar meu cabelo, vesti meu jeans escuro, minha regata branca e minha jaqueta de couro, calcei meu all star e dei uma olhada no espelho dando de cara com várias marcas roxas de chupões que supus ser da noite passada. Suspirei, dei uma ajeitada em meu cabelo curto e saí do quarto.

Desci as escadas da casa e vi que não havia ninguém ali, logo supus que ele devia morar sozinho. Dei de ombros, fui até a cozinha, dei uma olhada no estoque, peguei uns biscoitos em um pote, abri a geladeira e bebi o leite direto do gargalo depois de comer os biscoitos.

Fui depois pra sala e encontrei meu celular e minha mochila na sala. Olhei pela janela para tentar descobrir em que parte de Boston, Massachussets, eu estava. Quando me toquei de onde estava, respirei fundo, eu ia demorar um século pra escola a pé. Olhei no relógio da sala e vejo que faltava apenas meia hora para a aula começar.

Foi então que eu tive uma ideia. Abri a porta que dava para a garagemm e lá estava ele, um Sedan azul. Sorri, andei até ele e para minha sorte, ele estava destrancado. Entrei, joguei minhas coisas no banco do passageiro e procurei pelas chaves. Droga! Elas devem estar lá em cima no quarto do cara. Como estava sem tempo, me abaixei até a parte de baixo do volante do carro e fiz ligação direta, logo o carro ligou, abri o portão da garagem com o controle que estava no porta-luvas e saí dirigindo até a mminha insuportável escola, que eu só vou pra zoar com meus amigos.

Faltando 15 minutos para o sinal soar, cheguei na escola, estacionei o carro em qualquer lugar, peguei minha mochila e saí do carro indo em direção à entrada da escola. Todos já estavam ali: Tony, Johanne, Lizzie, Peter e Cedric. Quando me viram, eles gritaram feito um bando de loucos e me cumprimentaram.

– E aí, Isa, bebeu todas ontem, não é? — disse Tony, um menino alto e de cabelos e olhos castanhos.

– Talvez. — eu disse. — Só sei que eu não me lembro de quase nada de ontem.

– Nossa e que gatinho era aquele que eu vi você pegando. — disse Lizzie, uma menina baixinha de olhos azuis e cabelos castanho claros. — Eu vi depois vocês saindo naquele Sedan.

– É, ele até que era bonitinho, mas só me lembro de acordar hoje de manhã na casa dele.

– Eita! É o quarto esse mês. — disse Johanne, uma menina de minha altura, com longos cabelos loiros e olhos verdes.

– Quinto! — a corrigi. — E é só mais um, que diferença isso faz?

– Nenhuma! — disse Cedric rindo.

– Ok, vamos entrar e aproveita o último dia de aula? — perguntou Peter.

– Vamos! — dissemos todos ao mesmo tempo rindo logo em seguida.

Eu sei que estou de ressaca, mas já estou acostumada com a bebida que já nem me incomodo mais com ela, tirando a dor de cabeça, mas...isso é normal.

Entramos na escola e eles pararam no corredor observando os armários. Típico de último dia de aula: travessuras com os mais novos. Uma menina estava abrindo seu armário, quando de repente ela soltou um grito. Seu armário estava cheio de grilos, cigarras e outros insetos. Do outro lado do corredor, um menino tentou abrir seu armário, mas não conseguiu porque o armário estava grudado com chiclete. E assim foi nos armários de todos os mais novos, uma confusão de formigas, chiclete, cola, aranhas e gosmas.

Nós ríamos demais e quando soou o primeiro sino, nós fomos para nossos armários. Abri meu armário, peguei a garrafa de vodka e bebi um gole. Peguei um caderno qualquer e fui para a aula junto com os outros. **

Depois da aula, fui pra casa comemorando o início das férias, mas antes de entrar em casa, dei uma olhada nos dois carros que estavam estacionados na frente de casa, uma Ferrari branca e um Porshe vermelho. Coloquei as mãos cobrindo meu rosto. "Por que? As puxa-saco tinham que vir logo hoje?", pensei. Eu subi as escadas que davam pra porta da frente, abri a porta e vi meus pais e minhas irmãs jantando. Eu joguei minhas coisas no hall de entrada e fui até a mesa da sala de jantar e me sentei junto com eles, já montando meu prato. Eu só ouvia a conversa deles.

– Então, Marie, como está o seu trabalho no hospital em Nova Iorque? — perguntou minha mãe.

Marie era a médica mais bem paga e bem sucedida de Nova Iorque. Ela estudou na UCLA (University of California, Los Angeles), fez estágio em um dos melhores hospitais dos Estados Unidos e agora trabalha no melhor hospital de Nova Iorque.

– Bem, sempre corrido, mas finalmente consegui um tempo pra vir aqui. — disse Marie.

– E você, Candice, como vai o trabalho na NASA? — perguntou meu pai.

Candice era engenheira da NASA, ela estava em um cargo muito alto e era super bem paga. Estudou em uma das melhores universidades da Flórida e fez estágio em Cabo Canaveral vendo os foguetes.

– Estamos para lançar mais um satélite para tirar fotos de Marte para podermos ter uma melhor noção do que podemos encontrar lá. — disse Candice.

Meus pensamentos enquanto elas falavam do trabalho delas era: "nojenta", "nerd", "idiota", "megera", "gêmeas insuportáveis".

Ninguém me perguntou nada e, quando iam perguntar, eu me levantei e fui para a cozinha caçar doces para comer. Até que ouvi dois barulhinhos super irritantes que deviam ser os pagers das "senhoritas perfeitas".

Ouvi o barulho da porta se abrindo e fechando em seguida e pela janela da cozinha pude ver as duas entrando em seus respectivos carros e saindo rumo aos seus destinos. Andei até a sala com uma barra de chocolate na mão, quando vi meus pais com uma mala e uma mochila nas mãos.

– Vocês vão viajar? — perguntei.

Meus pensamentos eram "AMÉM! Se preparem porque vai ter festa todo dia na casa da Isa!".

– Não, filha, você vai viajar! — disse meu pai.

– Sério? E pra onde eu vou? — perguntei ansiosa.

Meu pensamento era: "UHUL! Vou viajar sozinha! Será que eu vou pra Paris? Londres? Canadá?...".

– Você vai para o acampamento Kingsley em Tampa. — disse minha mãe, interrompendo meus pensamentos.

– O QUÊ?

Notas finais
Espero que tenham gostado! :) Deixem comentários sobre o que acharam do captulo.