Notas iniciais
Quem estiver lendo... Boa leitura!

A noite de 31 de outubro foi marcada pela derrota de um bruxo das trevas. O maior bruxo das trevas de todos os tempos, vencido apenas por um bebê. Esta data é inesquecível para todos os bruxos e bruxas que existiam. A história ficou conhecida por anos, passado de gerações em gerações, nunca impedindo seus sucessores de saberem da lendária segunda guerra, talvez apenas do menino-que-sobreviveu, o eleito, ou apenas Harry Potter.

A história de um garoto magricela, cabelos arrepiados, óculos de aros redondos, órfão e uma tão famosa cicatriz em forma de raio, todos conhecem. Seus amigos, sua fama, seus feitos, sua história trágica pré-escrita por uma profecia, o mundo inteiro conhece, oh sim! Mas o que muitos não sabem, é que existia outra pessoa importante para Harry, que eles omitiram nesta história. E é onde eu entro. Hoje eu vim contar a história dessa pessoa. Dessa garota que ninguém nunca ouviu falar. Quem é ela, o porquê de terem-na tirado do conto, o que ela fizera e qual a relação dela com nosso personagem principal, o garoto Potter. Enfim, eu vim para contar sobre Katherine Moore.

Não vou começar falando dos Dursley, ate porque essa parte vocês já sabem de cor e salteado. Nossa historia começa um pouco antes daquele fatídico dia das bruxas. Nosso relato começa mais especificamente no dia 27 de abril daquele mesmo ano.

Era noite, chovia intensamente. O temporal era tão forte que ninguém se arriscava a andar a pé na rua, principalmente sendo tão tarde. Mas uma figura encapuzada se aventurava naquela tempestade. Com ela, havia um pequeno embrulho que dormia profundamente, o mais estranho é que a pequena criança não estava nem um pingo molhada. Essa figura era na verdade uma mulher. Morena, alta, olhos azuis que outrora fora tão expressivos e agora tão... Tristes. Doía na moça concluir o que estava prestes a fazer, mas era necessário. Fazia isso por amar muito aquela criança. Sabia que não teria muito tempo nesta vida, que não teria uma chance, afinal estavam em guerra, quem estivesse contra as trevas, não tinham piedade, não havia mais esperança, não para ela, mas faria de tudo para aquele pequeno embrulho ter.

Aproximou-se do local. O letreiro novinho em folha, acabado de ser colocado ali mais cedo. Um orfanato. Não conseguindo mais segurar as lágrimas, a bela jovem, já aos prantos, coloca seu bem mais precioso junto ao assoalho da porta, junto a ela, apena uma correntinha em forma de estrela. Aquele era o símbolo do amor que gerou aquela criança e a passagem para leva-la a suas respostas quando for maior.

Com o coração apertado a mulher se despede do bebê sabendo que aquela é a ultima vez que vê sua preciosidade, sua estrela, sua vida.

—Mamãe te ama meu anjo. Fique segura. Até logo meu amorzinho.

Então com um ultimo beijo na testinha da criança que ressonava tranquilamente sem esperar com o que estava por vir, a jovem aperta a campainha e vai embora, querendo de todo o coração que aquele até logo se concretizasse, apesar de no fundo saber que aquela despedida fora definitivamente um adeus.

Notas finais
Hey! Espero que alguém leia minha história, e se tiver alguma alma viva que tenha gostado, ou odiado, por favor deixe um comentário pra eu saber como esta, ou se eu já posso desistir de tentar postar alguma fic haha.