Uma nova História
8 Mudanças no Destino
Notas iniciais
Draco não conseguiu acreditar em seus olhos quando viu que Harry e Rony continuavam em Hogwarts no dia seguinte, parecendo cansados, mas absolutamente felizes. Katherine o encarou com um sorriso debochado, o que só o irritou mais.
Quando as corujas invadiram o salão como de costume, a atenção de todos foi atraída por um longo pacote carregado por seis corujonas. Kathy sentiu tanta curiosidade quanto os outros para ver o que havia no pacote e se surpreendeu quando as corujas desceram planando e o largaram bem diante de Harry, derrubando o seu bacon no chão. Mal tinham se afastado quando outra coruja deixou cair uma carta em cima do pacote. Harry abriu a carta primeiro, o que foi uma sorte, porque ela dizia:
NÃO ABRA O PACOTE À MESA. Ele contém a sua nova Nimbus 2000, mas não quero que todo o mundo saiba que você ganhou uma vassoura ou todos vão querer uma. Olívio Wood vai esperá-lo hoje à noite, às sete horas, no campo de quadribol, para a sua primeira sessão de treinamento.
Profa. Minerva McGonagall
Harry teve dificuldade em esconder a alegria quando passou o bilhete para Kathy e Rony lerem.
— Uma Nimbus 2000! – Rony gemeu de inveja. – Eu nunca nem pus a mão em uma.
—Ual Harry! Que demais. Não vejo a hora de por meus lindos olhinhos nessa preciosidade. – Kathy falou num sussurro entusiasmado.
Estavam todos tomando seu café tranquilamente, Kathy sendo perturbada por Mathew, quando uma forte luz branca preencheu o salão e uma voz grave e imponente, que causou arrepios em grande parte daquelas pessoas, foi ouvida por todos.
—Ora, Ora – uma figura encapuzada apareceu. Não era possível ver seu rosto, apenas seus olhos sombrios e sem brilho algum e seu sorriso macabro que fazia as pessoas temerem o que estava por vir.
Dumbledore levantou-se da cadeira e empunhou sua varinha, sendo seguido por todos os professores.
—Quem é você? E como entrou em minha escola? –O diretor exigiu saber ao estranho.
Porém a figura encapuzada somente o olhou com tédio no olhar e um sorriso de deboche.
—Eu exijo que me responda! –A voz do diretor era ouvida no meio daquele mar de pessoas silenciosas e apavoradas.
—Abaixe essa varinha- ordenou a tal figura. –Eu não quero machucar ninguém.
—Então me responda- O diretor, ainda com a varinha apontada para o estranho, desafiou com o olhar.
Ninguém estava entendendo nada, mas se assustaram com a ação repentina do homem misterioso. Este, vendo que o diretor não abaixaria a guarda, com um movimento de mão, desarmou todos aqueles que estavam com as varinhas em riste.
Gritos eram ouvidos por todo o salão. Os alunos estavam começando a ficar com medo.
—eu disse que não quero machucar ninguém- a tal figura disse lentamente, fazendo sua voz soar mais ameaçadora ainda. –O problema de vocês, é me tratar como um inimigo, sendo que eu só vim ajudar.
E andando displicente, a figura encapuzada sentou-se na cadeira do diretor, deixando todos, se fosse possível, ainda mais chocados.
—Então quem é o senhor?- O diretor perguntou abaixando a varinha desta vez, mas sem nunca guarda-la.
—O que importa quem eu sou realmente?- O homem perguntou retoricamente- O que realmente interessa, é qual o motivo de eu ter saído da minha casa para vir a este mundo.- e vendo que deixou todos mais confusos, a figura deu mais um sorriso debochado.
Levantando-se da cadeira, o homem encarou a todos do salão e começou a explicar o porquê de estar naquela escola.
—Eu estava entediado olhando o futuro, que sinceramente não vai ser nada bom pra vocês- e deu mais um daqueles sorrisos macabros- e resolvi ter um momento de condescendência, e resolvi ajudá-los.
—como assim, “olhando o futuro”?- A professora Minerva perguntou o que todos queriam saber.
—E o que quis dizer com “nos ajudar”?- Flitwick perguntara desta vez, com sua vozinha esganiçada.
A figura misteriosa, porém, só os olhou, sem responder suas perguntas.
—O futuro, como já disse, não vai ser muito bom para ninguém aqui neste salão, e eu, quero lhes dar a chance de muda-lo, sem todas as perdas, sem todas as dores, somente paz e alegria- disse revirando os olhos e sorrindo debochado, o que honestamente, não passou confiança a ninguém naquele salão.
—E o que ganha fazendo isso?- Dumbledore o olhou desconfiado.
—Ahhh- o misterioso o olhou com tamanha satisfação- Eu só quero ajudar, e no final das mudanças, vocês decidem o que eu ganho com isso- e soltou um risinho que fez os pelos dos braços arrepiarem.
—Vamos direto ao assunto- respondeu entediado com aquela enrolação- eu, por acaso, tenho um livro aqui que conta a história de dois de seus alunos- e revirando os olhos mostrou o livro ao diretor, que procurou o nome do livro, mas não achou.
—Sem nome?- o diretor falou consigo mesmo, mas o encapuzado apenas repetiu: -Sem nome! Porque é a junção de duas versões.
Dumbledore continuou a analisar aquele livro.
Kathy estava observando o misterioso recém-chegado, tinha alguma coisa nele, que ela não soube identificar. E parecendo sentir um certo olhar queimar sobre si, o estranho encapuzado encarou-a de volta, soltou uma baixa exclamação de prazer, e deu sua total atenção à ela.
—Katherine Moore- o homem disse lentamente, andando na sua direção, o que atraiu a atenção de todos para a morena. – Que belo... Prazer- então, levantando a mão que parecia morta, ele tocou o rosto de Kathy, que sentiu um arrepio de agouro. A mão, que estava fria, foi descendo até o pescoço, e Kathy que permanecia imóvel, com seus olhos conectados no do estranho, o viu sorrindo, aquele sorriso frio e sem vida, com um pouco de maldade. E como se tivesse tido um choque, Kathy afastou a mão do homem, indo o mais longe dele.
Mas aquela reação, ao que parece, o divertiu, já que este sorriu pra morena e se afastou para perto do diretor.
Todo mundo queria saber de onde aquele estranho misterioso conhecia a novata primeiranista.
—O senhor conhece a senhorita Moore de onde?- A professora Minerva perguntara, pois podia ver que Kathy não sabia quem era aquele ser.
—Existem duas versões deste livro. — começou ignorando a senhora- um, é no ponto de vista do senhor Potter- Várias cabeças viraram para Harry- e o outro, não importa no momento, com base na leitura conseguirão perceber. Eu deixarei o livro com vocês, e darei a liberdade para que as pessoas envolvidas na história estejam presentes, afinal, elas merecem saber no que vai acontecer com suas vidinhas patéticas- e andando com sua imponência, virou-se para o diretor- chame o Ministro da Magia!
Após um conflito interno, Dumbledore manda uma coruja ao Ministro da Magia, solicitando seu comparecimento a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, imediatamente.
Com a chegada do ministro em Hogwarts, a figura explica brevemente o que é pra fazer, e com muita relutância, aceita participar dessa mudança após ver que Dumbledore concordara com aquilo.
—Muito bem- o estranho mostra quem deveria participar daquela mudança, mas o chegar ao nome de certo prisioneiro, O Ministro da Magia, se levanta furioso, e nega.
—Só pode ser brincadeira! Você esta louco se acha que vou soltar um prisioneiro perigosíssimo, por causa da palavra de um estranho que nem sabemos se é confiável- e olhou para Dumbledore em busca de apoio.
A figura, no entanto, chegou lentamente por trás do ministro e cochichou alguma coisa que o fez ficar extremamente pálido e começar a tremer. Cornélio encarou aquele homem que não fazia ideia de quem era, mas que sabia de muita coisa. Este fez um aceno de afirmação e o Ministro, por fim, decretou que traria o prisioneiro para a tal mudança.
Muitos ficaram curiosos querendo saber o que o homem dissera ao Ministro que o fez ficar tão amedrontado. Kathy, particularmente achara aquele ministro bem frouxo.
As pessoas do salão já estavam desinquietas. Já era para terem começado a aula, mas estavam no salão principal ainda. E quem era aquele homem que não dizia seu nome, mas chegava dando ordens e colocando medo no Ministro da Magia?
Dumbledore mandou todos irem para as aulas e disse que na hora do jantar iriam começar a leitura daquele livro para que possam mudar seus futuros trágicos. Enquanto isso ele iria solicitar seus convidados.
O Ministro, ainda muito abalado, dissera que de noite voltaria com o prisioneiro, e que era melhor que tivesse uma boa razão para ele estar presente.
O homem apenas sorriu debochado e continuou os encarando.
—Então, o senhor ainda continuará por aqui?- Dumbledore tentava puxar assunto, e ao receber um aceno de cabeça, continuou- então acho que seria melhor o senhor se apresentar, não?! Nós o recebemos em nossa escola, e os alunos estão receosos com sua presença, o mínimo que se pode fazer é dizer seu nome.
—Você é um velhote muito estrategista, não pense que não o conheço. Você consegue fazer que as pessoas te sigam achando que isso é o melhor, mas sempre tem um plano para cada um deles, eles são apenas peões no seu jogo- e falando lentamente, a tal figura fora se aproximando do diretor, que rapidamente sacou a varinha, o que só fez o sorriso debochado do desconhecido, aumentar. –com medo porque eu sei todos seus segredos, ou porque você não consegue saber os meus?
E afastando do diretor, pronunciou- eu vou conhecer a escola.
E simplesmente saiu.
Eeeh Dumbledore, ele também tem estilo.
A figura fora andando, procurando certa morena. Precisava vê-la. Nem que fosse a distância. Sempre a observava, desde criança. Ela era a sua pequena, de mais ninguém.
Após cena do salão, comentando sobre o estranho, Os três saíram depressa do salão, querendo desembrulhar a vassoura sozinhos antes da primeira aula, mas no meio do saguão de entrada encontraram o caminho barrado por Crabbe e Goyle. Draco tirou o pacote de Harry e apalpou-o.
— É uma vassoura – falou, atirando-o de volta a Harry com uma expressão de inveja e despeito no rosto. – Você vai se ferrar desta vez, Potter, alunos do primeiro ano não podem ter vassouras.
—Ahhh. A inveja é algo tão deprimente- Kathy disse maldosamente à Draco.
Antes dele responder, Rony não conseguiu resistir.
— Não é uma vassoura velha qualquer, é uma Nimbus 2000. Que foi que você disse que tem em casa, Draco, uma Comet 260? – Rony riu para Harry. – A Comet enche os olhos, mas não tem a mesma classe da Nimbus.
— Que é que você entende disso, Weasley, você não poderia comprar nem a metade do cabo. Vai ver você e seus irmãos têm que economizar para comprar palha por palha.
Antes que Rony pudesse responder, o professor Flitwick apareceu ao lado de Draco.
— Não estão brigando, meninos, espero – falou com voz esganiçada.
Claro que não- Kathy pensou com ironia.
— Potter recebeu uma vassoura, professor – disse Draco depressa.
— Eu sei – respondeu o professor Flitwick, abrindo um grande sorriso para Harry. – A Profa. Minerva me falou das circunstâncias especiais, Potter. E qual é o modelo?
— Uma Nimbus 2000, professor – informou Harry, lutando para não rir da expressão horrorizada no rosto de Draco. – E, para falar a verdade, foi graças ao Draco aqui que ganhei a vassoura – acrescentou.
Harry e Rony subiram as escadas sufocando o riso diante da raiva e confusão visíveis de Draco. Já Kathy não teve o mesmo tato. Riu abertamente da cara daquele loiro azedo. Tinha sido bem feito.
— É verdade – disse Harry, caindo na gargalhada, quando chegaram ao alto da escadaria de mármore. – Se ele não tivesse roubado o Lembrol do Neville eu não estaria no time.
— Então suponho que você ache que ganhou um prêmio por desobedecer ao regulamento? – Ouviu-se uma voz zangada logo atrás deles. Hermione subia com passos decididos a escadaria, olhando com desaprovação para o pacote nas mãos de Harry.
— Pensei que você não estava falando com a gente – comentou Harry.
— É, continue a não falar – falou Rony –, está fazendo tanto bem à gente.
Hermione se afastou com o nariz empinado.
—Será que vocês nunca vão se entender?- Kathy perguntou num suspiro cansado.
— não nos importamos- Rony disse antes de sair, sendo seguido por Harry.
—aposto que esses três ainda vão ficar amigos a ponto de virarem chiclete e não se desgrudarem- Katherine pensou sozinha naquele corredor, revirando os olhos.
Quando eram quase sete horas, Harry e Kathy saíram do castelo e se dirigiram ao campo de quadribol. Nunca estivera no estádio antes. Havia centenas de lugares em uma arquibancada em volta do campo de modo que os espectadores viam o que acontecia do alto. Em cada ponta do campo havia três balizas douradas com aros no topo.
Ansioso demais para esperar Olívio sem voar, Harry montou a vassoura e deu um impulso. Ele mergulhou pelas balizas, subiu e desceu pelo campo. A Nimbus 2000 ia aonde ele queria ao menor toque. Katherine não podia negar, estava maravilhada. Esperava Harry terminar o treino para poder dar uma volta. Abraçara o amigo fortemente quando este permitira que ela desse uma volta. Rony não podia nem sonhar com aquilo.
— Ei, Potter, desça!
Olívio Wood chegara. Carregava uma grande caixa de madeira debaixo do braço. Harry pousou ao lado dele.
— Muito bom – comentou Olívio, os olhos brilhando. Deu um aceno para a amiga, mas logo voltara à Harry – Estou vendo o que foi que Minerva quis dizer... você realmente tem um talento natural. Hoje à noite só vou lhe ensinar as regras do jogo, depois você vem aos treinos do time três vezes por semana.
Ele abriu a caixa. Dentro havia quatro bolas de tamanhos diferentes.
— Certo – disse Olívio. – O quadribol é muito fácil de entender, mesmo que não seja fácil de jogar. Tem sete jogadores de cada lado. Três deles são artilheiros.
— Três artilheiros – Harry repetiu, enquanto Olívio apanhava uma bola muito vermelha do tamanho aproximado de uma bola de futebol.
Katherine gostou de ter ido ao treino, pois aprendera muito sobre quadribol.
— Esta bola se chama goles – explicou Olívio. – Os artilheiros atiram a goles um para o outro e tentam metê-la em um dos aros para marcar um gol. Dez pontos todas as vezes que a goles passa por um dos arcos. Está me acompanhando?
— Os artilheiros atiram a goles pelos aros para marcar pontos – repetiu Harry. – Então é como um basquete com seis cestas e vassouras, não é?
— O que é basquete? – perguntou Olívio, curioso.
— Deixa pra lá – disse Harry na mesma hora.
— Agora, tem outro jogador, um para cada lado, que é chamado goleiro. Eu sou o goleiro de Grifinória. Tenho que voar em volta dos aros para impedir que o outro time marque pontos.
— Três artilheiros, um goleiro – disse Harry, que estava decidido a decorar tudo. – E jogam uma goles. OK, entendi. E essas para que servem? – Apontou para as três bolas restantes na caixa.
— Vou lhe mostrar agora. Segure aqui.
Ele entregou um pequeno bastão a Harry, meio parecido com um bastão de beisebol.
— Vou lhe mostrar o que os balaços fazem. Essas duas aqui são os balaços.
E mostrou a Harry duas bolas iguais, pretas e ligeiramente menores do que a goles vermelha
— Fique longe – Olívio preveniu Harry.
Ele se curvou e soltou um dos balaços. Na mesma hora, a bola preta saiu voando e em seguida desceu direto contra o rosto de Harry. Harry golpeou-a com o bastão para impedi-la de quebrar o seu nariz e mandou-a ziguezagueando para longe – ela passou veloz pelas cabeças deles e, em seguida, atirou-se contra Olívio, que mergulhou sobre ela e conseguiu imobilizá-la no chão.
Kathy amou aquilo. Mas uma movimentação perto dela a fez parar de prestar atenção nos dois amigos. Era o homem encapuzado que a conhecia. Acabara de se sentar ao seu lado. Kathy não sabia o que fazer, e os amigos pareciam estar muito entretidos para perceber o recém-chegado.
—não precisa ter medo menina- o tal homem disse com sua voz forte. – eu não vou machuca-la.
—não estou com medo- disse encarando-o nos olhos, o que o fez sorrir- só estou curiosa.
Não dava para ver sua aparência, pois as únicas coisas que davam para ver sob o capuz eram seus olhos e sua boca, que de perto, era ainda mais macabro.
Já ela, era exatamente como lembrava. Perfeita.
—curiosa com o que, exatamente?- o estranho a encarou curioso. Estava finalmente conversando com sua menina.
—de onde me conhece?- a garota então proferiu aquilo que estava lhe atormentando o dia todo.
—na hora certa, você saberá. — fora sua única resposta.
—o que veio fazer aqui?- sabendo que ela falava dele ter ido conversar com a mesma respondeu.
—quero sua amizade.
Aquilo com certeza a pegou desprevenida. Mas os anos a ensinou a desconfiar, ainda mais com o sorriso daquele cara.
—você não esta fazendo esse lance de “mudanças” sem nada em troca.- Afirmara- o que quer fazendo isso tudo?
O que recebeu fora somente o silêncio. O que a irritou profundamente.
—olha, não sei como você quer ganhar a confiança das pessoas com tantos segredos. Nem sei o seu nome, e você fica todo com esse seu mistério. Se você esta querendo alguma coisa comigo, é melhor falar, porque não vou conversar com um estranho. Não é assim que se ganha uma amizade. Se conquista isso. E eu não sei o porquê de você me conhecer, ou o porquê de me escolher pra ser sua “amiga”, mas você não vai conseguir nada com essa atitude.
E levantando-se para ir embora, ele segurou seu braço. A mesma sensação fria lhe ultrapassou pela espinha.
—fica-foi somente o que saiu de sua boca.
—me dê um motivo.
—eu conheço uma amiga sua.
—eu não tenho amigos- Katherine ia saindo quando aquele nome a fez parar com tudo e voltar.
— Melody Becker.
—você conhece a Mel?- Kathy perguntou ainda de costas com a voz rouca, embora tentasse não mostrar. Fazia anos que não escutava aquele nome, e aquele estranho estava dizendo que conhecia sua amiga de infância.
Mas a resposta daquele homem foi interrompida. Olívio e Harry perceberam, finalmente, o estranho no campo conversando com Kathy, e resolveram resgatá-la.
—está tudo bem Kathy?-Olívio perguntara desconfiado.
— está sim Olívio- não tirou os olhos do homem ao responder- pode ficar tranquilo. Já acabaram? – perguntou virando-se para os amigos, e ao receber uma resposta afirmativa, concluiu- então vamos para o castelo, alguma coisa grande vai acontecer de acordo com el... Ué!? Pra onde ele foi?
Ao olhar para trás, o estranho simplesmente desapareceu. Dando de ombros, os três foram para o Grande salão, com certa morena travando uma batalha interna.
Ao chegarem ao salão principal, eles puderam perceber que havia alguns convidados. O ministro realmente voltara, e lá na frente, o estranho que Kathy estava conversando.
Como ele chegou tão rápido?
—Muito bem alunos- Dumbledore levantou-se fazendo o salão silenciar-se. –como já sabem, hoje mais cedo, este homem nos deu a chance de saber do futuro e poder melhorá-lo se for preciso. E a pedido do mesmo, trouxemos alguns convidados. Espero que todos os recebam muitíssimo bem em nossa casa.
—sejam muito bem-vindos novamente a nossa escola. –o diretor se direcionou aos convidados. – acredito que saibam nosso Ministro da Magia Cornélio Fudge- este levantou a mão em cumprimento-, esta é Amelia Bones, chefe do Departamento de execução das Leis da Magia, Os aurors Kingsley Shacklebolt e Ninfadora Tonks, o ex-auror Alastor Moody, Remo Lupin, os Malfoy e os Weasley-disse apresentando cada um dali.
—acredito que estejam se perguntando o porquê de lermos este livro, já que mexer com o tempo é algo extremamente perigoso, mas receio que esta seja uma chance para sabermos o que de tão ruim pode acontecer com todos deste salão, e usarmos tudo que estiver ao nosso alcance para, então, mudá-lo, se necessário. Creio que gostaria de tomar a palavra?- o diretor dirigiu-se ao estranho encapuzado que tomou a palavra.
Os convidados não estavam entendendo mais nada. Não sabiam o porquê de estarem ali, nem quem era aquele estranho que estava falando no momento. O ex-auror, Alastor Moody, devido aos seus anos de trabalho capturando seguidores das trevas, obviamente encarava o estranho de forma desconfiada. Não gostara nada daquele homem, mas não faria nada por ora, já que Alvo estava tranquilo em relação ao mesmo.
O estranho falava sobre lerem o livro e tentarem não julgar... muito- e dera um sorrisinho no final que causou arrepios em alguns dos convidados, assim como nos alunos é claro- mas Kathy não parecia ter medo dele, como os outros, o que rapidamente capturou sua atenção, e de um certo convidado.
Ao que parecia, o encapuzado não ficaria para as descobertas, mas que voltaria quando fosse a hora certa. As dúvidas seriam esclarecidas por uma ajudante dele. Que viria quando fosse necessário. Todos estavam muitíssimos curiosos para saberem quem era a tal ajudante, mas teriam que esperar.
—Antes de iniciar uma aventura para novas descobertas, acredito que deveríamos apreciar o jantar antes, afinal, devemos estar preparados para grandes surpresas. Gostaria de dizer aos nossos convidados que se sintam a vontade para sentar-se aonde se sentirem mais confortáveis, e que todos vocês, os acomodem como ótimos anfitriões.
O Ministro sentara-se a grande mesa, ao lado do diretor, obviamente, sendo seguido pela Madame Bones, que se sentou ao lado de Minerva McGonagall, a quem cumprimentou educadamente e por fim, Alastor Moody, que sentou-se do outro lado de Dumbledore. Os Malfoy ocuparam a mesa de sua antiga casa, bem ao lado do filho. Kathy agora sabia de onde vinha tanta arrogância daquele garoto. Ele era a cópia dos pais, pensou revirando os olhos. E por fim, os Weasley puxaram a fila para a mesa da Grifinória, onde todos receberam os convidados muito bem. Os ruivos se sentaram perto dos filhos, e como pareciam se conhecer, os outros ficaram por perto também.
Após todos acomodados, Dumbledore fez um aceno de mão e as mesas se encheram de comida das mais variedades.
Kathy percebera que o homem de aparência cansada não parava de encarar Harry, embora disfarçasse, e o amigo parecia não perceber. Estava conhecendo os pais e a irmã caçula de Rony, que parecia bem envergonhado com a atenção da mãe.
—Olá, sou Katherine Moore, prazer! –Kathy disse encarando o homem cansado e a mulher de cabelos roxos.
—Sou Tonks, e o prazer é todo meu!- respondeu animada, derrubando um copo no processo de apertar a mão de Kathy. –Oh não! Desculpe! – o homem cansado ao seu lado só deu um risinho e a tranquilizou dizendo que estava tudo bem.
—Sou Remo Lupin, muito prazer!- estendeu a mão em cumprimento a Kathy, mas ao encará-la, ele perdeu todo o ar. Aquilo deveria ser punição. Ao ver que a garota estava confusa por sua reação, tratou de se recompor rapidamente. –Você é primeiranista?
—Sou sim!-deu um sorriso meigo a eles, mesmo analisando o tal de Lupin. Tinha alguma coisa com ele. –E você é?- dirigindo seu sorriso meigo para o outro auror, estendeu a mão.
— Kingsley Shacklebolt, prazer. Moore não é?- perguntou, retribuindo o aperto de mãos.
—É sim, mas podem me chamar de Kathy, não gosto muito do meu nome.
—Por que não?- perguntou uma garotinha que deveria ser um ou dois anos mais nova que ela. Pelos cabelos ruivos, chutou que era irmã de Fred e Jorge.
—Longa história. Você é irmã dos gêmeos?- perguntou mudando de assunto.
—Sou sim- respondeu sorrindo- Sou Gina.
—Prazer Gina. Gostou do castelo?- perguntou para a garotinha que respondera que amara conhecer o castelo, enquanto Kathy observava Lupin encarar Harry discretamente.
O jantar passou dentre muitas conversas. Kathy conhecera os senhores Weasley e os adorara. Eram boas pessoas. Fez algumas brincadeiras com Harry e não deixou de notar que Lupin não parava de encará-los com um olhar diferente. É claro que este olhar era direcionado ao amigo, para ela, era mais um olhar confuso, e seria loucura dizer, mas até um pouco com... Medo.
Quando todos os talheres sumiram das mesas, o diretor levantou-se trazendo o silêncio para o salão. Estavam ansiosos. O que aquele futuro guardava?
—Bom, alguém gostaria de começar?
Ao ver que ninguém se voluntariou, Hermione levantou a mão, fazendo o Diretor lhe entregar o livro. Observou um pouco antes de abrir.
Kathy ajeitara-se na cadeira ao ver a amiga se preparar para ler. Adorava histórias. Era hora. Hora de saber o que realmente acontecera de tão ruim.
É Kathy, tenho certeza que você vai amar essa história. Aproveite a leitura! Tenho certeza que sua vida está bem protegida, assim como os segredos que você tenta esconder.
Fale com o autor