Notas iniciais
Céus, aqui está meu segundo capítulo e as coisas vão começar a ficar sem sentido e talvez vocês não entendam... ou entendam, sei lá e sim eu ainda estou nervosa e isso vai continuar por muito tempo... Então, leiam!

~ 800 ANOS DEPOIS ~

–Mas que droga quando essa porcaria de den den mushi vai voltar a transmitir?!- Um loiro com cabelo que lembrava levemente um abacaxi gritou a plenos pulmões em meio a praça

– Mamãe, aquele moço ta falando sozinho de novo..-Começou um garotinho assustado

–Continue andando e não olhe nos olhos dele- A mãe respondeu baixinho

–Eu não sou maluco!- Berrou o homem de cabelo de abacaxi

As pessoas na praça ignoraram-no e continuaram com suas rotinas chatas.

~ QUEBRA DE TEMPO ~ 10 ANOS DEPOIS ~

“ – Atenção, todos os sobreviventes, atenção!- O den den mushi transmitiu com o som falho- Eu sou o ex-almirante Kizaru, se essa mensagem está sendo transmitida acho que então eu já virei pó e com certeza já fui esquecido , mas acho que isso não vem ao caso, apesar de que eu deveria ser lembrado e – O almirante foi interrompido por uma voz de mulher que brigava com ele, a discussão não demorou e logo ele prosseguiu- O.k chega de falar sobre o fato de que eu deveria ser lembrado...hum...onde eu parei?...- Alguns murmúrios foram escutados- Há, sim! Isso mesmo! Bem, se essa mensagem está sendo transmitida creio que já está na hora do mundo inteiro saber a verdade, pois bem, acho que começarei a história a partir do que vocês conhecem como o século perdido, na verdade esse ‘século perdido’ que vocês conhecem é o tempo que sucede o que eu conhecia como o século perdido, mas isso também não vem ao caso... afinal que raios vem ao caso?!- O almirante perguntou confuso

– Céus Kizaru, eu já disse! Fale de tudo!- A voz feminina respondeu

–De tudo o que?- Ele perguntou

– De tudo como...hm... a história do mundo ate agora, tipo... as eras, o governo, os piratas, os revolucionários, as armas perdidas, essas coisas!

–Isso tudo?- ele resmungou preguiçosamente

–Kizaru!- A mulher reclamou

–Posso resumir?- perguntou ele a mulher

–Mas explique direito!- Ela aconselhou

–Yoshi, yoshi- ele murmurou-... mas por onde eu começo?- ele perguntou

–Me dá isso aqui!- a mulher pareceu pegar o den den mushi- Vamos começar a contar o que vocês conhecem como século perdido, mas não será tudo agora, vocês terão de descobrir parte da historia se animarem a sair em uma jornada, porem isso não vem ao caso...ou vem?- Monet parou

–Eu disse que era confuso!- Kizaru se vangloriou

–Calado!- ela gritou- Continuando, deixamos gravações como esta em vários locais que são importantes para o futuro de vocês, não podemos simplesmente revelar tudo agora, o mundo já viveu varias eras, a Era dos Revolucionários, a Era da Guerra Perdida, a Era dos Piratas e essa é uma nova era, que ainda está longe de terminar, mas que pode se destruir a qualquer momento.

– Essa é uma nova Era, agora é oficial! Marco, seu pirata maldito, é melhor você estar vivo e passar esse chapéu adiante, nos não fizemos isso tudo para você morrer antes desse chapéu ser passado ao salvador ou destruidor dessa história!

–Nos vemos do outro lado, Marco, esperamos já tem muito tempo por você...eu acho...-Monet falou incerta.

– Ao resto, ate a próxima gravação, busquem a verdade, não aceitem a opressão, vivam seus sonhos e sejam livres- Kizaru completou

Pouco antes da ligação desligar de vez deu para escutar leves murmúrios:

–Quantas gravações ainda faltam?- a voz de Kizaru baixinho

–Acho que umas cinco ou seis...talvez quinze- falou Monet rindo no final

–O que?!

"CACHAM.”

A ligação enfim terminou, todas as pessoas estavam muito perplexas, mas um grito de comemoração saiu do meio da praça.

–Finalmente!- Um homem de cabelos brancos, rugas profundas e aparência cansada comemorava com a voz rouca.

Seu penteado lembrava uma abacaxi podre.

Ele levantou seu braço e sentiu todos os olhos das pessoas na praça voltados para si, em sua mão podia-se ver um chapéu de palha. Ele riu.

–Uma nova era começa agora- gritou em quanto uma forte rajada de vento o atingia e arrancava o chapéu de sua mão- Estejam preparados! A paz vai sumir por um tempo, mas não desistam, nos vamos conseguir, desta vez será diferente, a história não vai se repetir!- Marco riu e se transformou em fênix.

As pessoas na praça continuaram a encarar o local onde o velho estava momentos atrás. Algumas pessoas gritaram em comemoração, outras continuaram estupefatas em seu lugar.

Marco seguiu o chapéu de palha, ele queria ver quem seria seu novo dono, poderia demorar dias ou instantes, mas ele não se importava, assim que ele descobrisse quem seria o novo dono do chapéu ele poderia, enfim, descansar.

Durante oitocentos anos ele guardou o chapéu, ele viu seus companheiros morrerem, uma era se despedaçar, uma era se formar, uma guerra matar todos que apareciam perto de si e ate mesmo longe, mas ele não se arrependia de ter se tornado o voluntario para realizar tais coisas e , afinal, ele era um dos poucos que poderia fazer isso já que sua akuma no mi permite que ele morra e renasça.

Dias se passaram, pessoas do mundo inteiro viram o chapéu voando, algumas o observavam com curiosidade, outras se quer o notavam.

Marco estava cansado, mas não hesitava em seguir o chapéu.

~ TRÊS SEMANAS DEPOIS ~

–Mas que droga chapéu de palha, seu escolhido ainda não nasceu?- gritou Marco exausto atrás do chapéu.

Marco voltou a resmungar coisas que não eram importantes, quando o chapéu deu uma guinada para baixo. Ele estava muito atônito para seguir o chapéu de inicio, mas logo se recuperou e foi em sua direção com toda a sua velocidade.

O chapéu estava indo em direção a uma ilha, Marco observou ao redor por um segundo reconhecendo que estava no North Blue, ele se alegrou, já conseguia imaginar um garoto de cabelos pretos, olhos determinados e um sorriso alegre no rosto.

Mais uma vez o chapéu deu uma guinada para baixo, chegando mais perto da ilha.

Marco observou a ilha e sentiu um grande nó se formar em sua garganta.

Na ilha não tinha nenhum garotinho alegre, não tinha nenhum olhar determinado ou um sorriso tranqüilo e feliz.

Na ilha só havia uma pessoa, bem pelo menos só uma pessoa viva.

O tempo pareceu parar, Marco observou a pessoa na ilha. Era uma garotinha. Nada mais de sete anos. Os olhos eram sérios, não possuía nenhum sorriso ou sombra disso e estava cercada de sangue e corpos sem vida.

Os olhos da garotinha se voltaram para cima e se prenderam nos de Marco.

Aqueles olhos eram medonhos, eles...não deixavam que a alegria existisse.

A garotinha se levantou, ela segurava uma espada e não possuía nenhuma expressão alem do tédio e da indiferença. Ela cortou o contato visual com Marco e continuou seu próprio caminho.

Marco voltou sua atenção para o chapéu que já estava quase desaparecendo de sua visão.

“Ela não é a escolhida...?- Marco processava a idéia- Então por quê...?”- Ele deixou seu pensamentos vagarem pela imensidão do passado em quanto continuava a seguir o chapéu.

Algumas horas se passaram desde que a menininha foi avistada. O chapéu novamente deu uma guinada para baixo em direção a uma ilha.

Esta parecia muito bela e calma, as pessoas reparavam no chapéu e na fênix, mas apenas acenavam ou sorriam tranqüilas.

Era uma ilha muito bela, as pessoas pareciam viver como índios.

Tudo parecia calmo, mas Marco viu algo horrível.

Guardas da marinha começaram a cercar um grupo de pessoas da ilha que tentavam a todo custo se proteger. Esses guardas tinham uma marca, que era considerada maldita por muitos.

A marca dos nobres.

Um garoto de aproximadamente dez anos foi pego. Ele gritava e esperneava para que o soltassem. Sua mãe foi morta na sua frente e sua irmã mais velha estava para ser estuprada.

Ela gritava de que estava tudo bem, que ia ficar tudo bem.

O chapéu se distanciou da ilha e Marco foi obrigado a segui-lo.

–O que você quer me mostrar chapéu de palha?- Marco perguntou atordoado

~ TRÊS DIAS DEPOIS ~

Mais uma vez o chapéu voava em direção a uma ilha. Isso ocorreu por volta de seis vezes nos últimos dias.

Marco não tinha muitas expectativas de encontrar algo nessa ilha. Ela não tinha nada de especial. Podia-se ver alguns marinheiros brigando com bandidos das montanhas, também tinha um casal caminhando, crianças brincando e animais brigando em uma floresta próxima.

“Mas com o que diabos aqueles animais estão brigando...?” Marco se perguntou

Uma criança saiu correndo do meio da briga e todos os animais começaram a correr atrás de si.

O garoto ria imensamente e atacava os animais.

Ele não possuía cabelos negros, seus cabelos eram castanhos, seu sorriso não era exatamente tranqüilo e bobo, mas era uma mistura de orgulhoso e alegre.

A única coisa que Marco viu que o garoto tinha em comum com o antigo rei dos piratas era o olhar. Sim, aquele garoto, de sete anos, tinha um olhar tão determinado quanto o do rei dos piratas, em nenhum momento o olhar dele hesitava.

Era impressionante.

O garoto derrotou todos aqueles animais e se preparava para fazer uma fogueira quando o chapéu passou por ele.

O garoto olhou o chapéu por um instante e disparou atrás dele.

Marco arregalou os olhos.

O garoto seguiu o chapéu ate a beira de um penhasco.

Quando o menino olhou mais uma vez para o mar, da beira daquele penhasco, com um estranho chapéu de palha voando ao vento, ele respirou fundo.

–EU VOU SER O REI DOS PIRATAS!- Ele gritou com todas as suas forças e riu.

Em seguida o chão onde ele pisava se desmanchou. Os olhos dourados do garoto ainda estavam arregalados de surpresa, ele ia cair no mar e não sabia nadar.

Uma mão pequena o agarrou e o jogou para longe da beira do penhasco.

O garoto se levantou e sorriu para a pessoa que o salvou.

–Obrigado!- ele exclamou

Marco segurou um grito. Era ela! A garotinha sinistra que ele viu na primeira vez que o chapéu deu um alarme falso.

Ela olhava o garoto curiosa.

–Meu nome é Okumura D’ Shiro, e o seu?- ele se apresentou

A garota o encarou.

–Sou Selt- ela o encarava com seus estranhos olhos- Você quer se tornar o rei dos piratas?

–Shi hi hi hi!- ele riu- Eu vou me tornar o Rei dos Piratas- respondeu

A garota o encarou e riu.

–O que foi?- O garoto perguntou confuso

–Seu sonho é idiota!- ela respondeu ainda rindo

Marco tornou a observa Selt, ela não parecia tão assustadora agora, seus olhos vermelhos estavam calmos e doces.

–Não me importo se você o acha idiota, eu vou ser o rei dos piratas e ponto!

Selt o observou e riu mais uma vez.

–Então vou me juntar a sua tripulação!

–O que?!- o menino perguntou surpreso

Eu também tenho um sonho e sou uma ótima espadachin, posso te ajudar em sua jornada.- ela respondeu calma

–Qual é o seu sonho?

–Meu sonho é mostrar de que as mulheres também podem ser fortes, me juntar a tripulação do futuro rei dos piratas já é um bom começo- ela completou e riu mais uma vez- Um desejo idiota por outro desejo idiota, não concorda?

–Sim!

Ambos riram um pouco.

Uma rajada de vento trouxe o chapéu de volta e este caiu por sobre a cabeça de Shiro.

Shiro o pegou e encarou.

– De agora em diante você faz parte do meu bando, você será a imediata e a nossa principal espadachin!- Ele falou alto

Ela sorriu.

– E de agora em diante eu sou totalmente fiel ao meu capitão Shiro!- Selt falou sorrindo também.

– Vamos fazer uma promessa! Em quanto este chapéu de palha continuar a existir, nós seremos companheiros! Ele ficara comigo e será a marca de que sou o capitão, tudo bem?

–Sim!

– Minha primeira ordem é: Treine e não pare de treinar, nos encontraremos aqui, neste mesmo lugar, daqui a dez anos!- Ele rugiu orgulhoso.

–Sim, capitão!- ela sorriu- Nos vemos daqui a dez anos! Quando estivermos fortes o suficiente para seguir nossos sonhos!

Os dois sorriram e deram as costas um ao outro, Selt correu para o cais onde estava seu navio e Shiro voltou para sua fogueira segurando o grande chapéu de palha que estava em sua cabeça ainda.

Marco balançou a cabeça e riu.

– E de formas tão inconvenientes surgem grandes amizades e lendas!- ele murmurou

Sua missão foi cumprida. Ele finalmente poderia descansar.

Ainda como fênix, ele mergulhou para o fundo do mar e nada nem ninguém iria salva-lo, pois não havia mais motivos para ele permanecer naquela vida.

Ele sorriu em quanto o paraíso se expandia a sua frente e ele se entregava ao descanso que merecia.

Notas finais
Dica: Estou fazendo como o Oda, então vai ser algo bem grande até e qualquer coisa citada no inicio pode aparecer lá na frente. Se não gostaram de algo podem me falar, mas se for sobre o passado dos meus personagens, saibam que vou explicar, mas depois.