Notas iniciais
Queria dizer q essa oneshot faz parte do meu treinamento em Hope e 1991. Essa vai ser a última e q completa esse trio. Acredito que esse ano n atualize mais. E esse ano eu trouxe muitas historias, vou agora descansar a mente e me dedicar mais a leitura. Obrigada quem parou pra ler espero q gostem dessa q posto agora.

O que seria pior que o ambiente escolar quando há um exame atrás do outro, um implicão no encalço e a preocupação de ser útil a sociedade? Seria esse ambiente escolar só que vazio e durante a madrugada. Os inúmeros corredores do imenso prédio da escola poderiam se transformar em um labirinto e a solidão o motivo de estar em alerta, pois ninguém quer companhia de uma sombra desconhecida quando a lua cheia brilhava lá fora. E sem dizer quando era ainda uma sexta-feira 13. Até quem não é supersticioso acaba tendo um pouco de medo por ficar numa dessas situações sozinho. E foi pra encontrar um amigo na escola, que Usopp chamou Zoro para ajudá-lo nessa busca. Até porque Luffy também era amigo do rapaz de cabelos verdes e que não acreditava nem um pouco no bicho papão. Porém, o narigudo acreditava e muito, era um completo medroso e sempre fazia rituais como de manter o guarda-roupa fechado durante a noite pra não chamar a morte. Quando via um gato preto, saia correndo em direção oposta, jamais cruzaria seu caminho. Por isso chamou Zoro, porque nunca que andaria num lugar tão assustador sozinho e Usopp sabia que ele ainda era afortunado.

— Ei... Usopp, tem como você se afastar só um pouco. — Pediu Zoro que segurava uma lanterna pra iluminar seu caminho. O narigudo se agarrava nas suas costas.

— Claro que não! — Contestou. — E não fale assim do nada, quer me matar do coração?

— Agora eu tenho que pedir permissão pra eu falar?!

— É. Levante a mão ou faça outro sinal. — Respondeu numa cara de pau e notou que seu amigo estava descontente. — Qual é, sua voz é profunda e fica mais profunda nesse silêncio.

— Então é natural que você cague de medo por ouvi-la de repente.

— Sim, exatamente. — Nessa altura Usopp não se importava mais em ser chamado de medroso.

No entanto, os garotos ouviram um barulho vindo de uma sala, era a sala da pedagogia assim que leram a placa da porta iluminada pela luz da lanterna. Usopp imediatamente buscou seu crucifixo preso num colar com alhos e Zoro suspirou. — Deve ser só o Luffy. — Se aproximou da porta enquanto as pernas do narigudo não paravam de tremelicar, mirava o crucifixo para a entrada da sala como se fosse algum padre exorcizando uma garotinha. Ainda que fosse um medroso, Usopp era um garoto criativo.

Zoro finalmente abriu a porta e iluminou o lugar, deu de cara com o aluno da sala 3A mexendo numas papeladas. Se Zoro se recordava bem, ele detestava aquele garoto. Os dois eram de salas diferentes, mas mesmo assim se encontravam com frequência, até porque eram vizinhos. Nesses encontros um insultava o outro e até trocavam golpes, apesar de quase sempre só agarrarem as camisas. E o motivo pra tanta briga? Ele não sabia.

— Ora, Usopp, parece que temos um ciclope aqui.

O rapaz de cabelos loiros e com uma franja sobre o lado esquerdo do rosto estreitava seus olhos com a luz forte da lanterna que Zoro carregava. Segurava um celular que provavelmente usara pra iluminar os papéis jogados sobre a mesa.

— Sanji?! — Usopp perguntou surpreso.

— Dá pra tirar essa luz da minha cara?! — Pediu cobrindo seus olhos e Zoro abaixou a lanterna.

— O que faz aqui?

— Bem, eu... — Tentava inventar alguma desculpa enquanto o esverdeado se aproximava dos papéis.

— "Bilhete do cupido"? — Perguntou assim que leu um dos papéis sobre a mesa e se lembrou que o dia dos namorados se aproximava. Sanji nesse momento suava frio. — Por que quer saber o "Bilhete do cupido" da escola toda, seu tarado nojento?

— Não é da escola toda!! Só quero saber da Nami-san!

Zoro e Usopp se entreolharam e começaram a rir. Só Sanji mesmo pra ir a escola de madrugada a fim de saber se seu crush lhe enviara algum bilhete de amor. Continuavam a rir e fumaças saiam da cabeça do loiro.

— E quanto a vocês? O que fazem aqui?

— Os delinquentes prenderam Luffy em algum lugar e estamos procurando. — Usopp explicou. — Eu sei disso porque recebi uma mensagem anônima.

— Tsc... esses delinquentes não largam o pé de Luffy. — Queixou-se Sanji. — Viram no armário de aço dele?

Usopp encarou Zoro e piscou os olhos logo em seguida, atônito. — Pior que não.

Enquanto andavam no corredor rumo ao primeiro andar, Sanji acendeu o cigarro, seu famoso vício inerente.

— Não bastava Usopp cheirando a alho, vou ter que aguentar você agora!

— Fica calmo, marimo. — Expirou a fumaça pelo nariz enquanto caminhava com os outros dois. — Depois de hoje isso vai acabar.

— É verdade que vai mesmo se mudar? — Usopp perguntou um pouco triste.

— Sim, já até levei minhas coisas pra casa. Por isso queria saber se Nami-swan está apaixonada por mim! — Deu um giro com um coração no olho exposto. — Seria muito ruim deixá-la pra trás e vê-la sofrer com a distância!

— Fica sossegado, posso garantir a você que ela não está apaixonada por ti. — Usopp só queria alegar a Sanji que Nami ficaria bem, mas o mesmo sentiu ódio com aquela franqueza.

— Cala a boca, Usopp!!

— Você vai se mudar? — O timbre profundo de Zoro ressoou pelo corredor e o narigudo até mesmo se assustou.

— Sim, vou deixar a cidade amanhã.

Zoro parou de andar. De alguma forma estava surpreso por saber que aquele tarado irritante não seria mais seu vizinho.

— Por que essa reação? — Sanji perguntou, intrigado.

Todavia, o esverdeado voltou a erguer a lanterna que havia inclinado e continuou a caminhar sem responder o sobrancelha enrolada. Não era como se fossem amigos... Não havia problema nenhum não ter-lhe avisado ou dado alguma satisfação. Mas por que estava triste?

Chegaram no armário de Luffy e depois de chamá-lo sem retorno, Sanji resolveu dar um chute. O cadeado quebrou e Usopp abriu a porta apreensivo. Luffy estava ali assim que a luz da lanterna caiu sobre si. Dormia feito um anjo.

— Luffy!!! — Usopp balançou os ombros de seu melhor amigo emocionado. — Finalmente te encontrei!!!

O garotinho que carregava um chapéu de palha abria os olhos aos poucos. Viu os três com feições preocupadas e resolveu dar um largo sorriso a fim de acalmá-los. — Ainda bem que me acharam, senão seria uma morte horrível. — Sua barriga roncava.

— Que tal irmos pra cantina? — Sanji sugeriu. — Ninguém vai ficar sabendo que comemos lá.

Luffy ficou de prontidão ao ouvir isso do loiro. — Sim!!!

O garoto do chapéu de palha comia quase tudo que a cantina da escola poderia disponibilizar e enquanto isso, Sanji estava sentado no pátio para continuar a fumar sem incomodar aquele marimo idiota. Mas ele não contava de encontrar o mesmo ao seu lado quando se aproximou para se sentar no banco em que estava.

— O que quer?

— Por que não me disse que iria embora?

Sanji apagou seu cigarro na lateral do banco de cimento. Queria conversar com o marimo seriamente. — Você sempre me tratou mal. Então, não vi necessidade de te contar.

— Nem mesmo depois daquela noite?

O rosto de Sanji se avermelhou ao lembrar do beijo que dera no esverdeado numa festa. — Estava bêbado, já te disse...

Zoro suspirou com aquela resposta nada convincente, mas sorriu. — Ok, você estava bêbado... Mas hoje está sóbrio, então prometa que ainda vai conversar comigo pela internet.

O loiro riu com escárnio. — Prometer só isso?

O outro rapaz piscou os olhos. — O que mais devo exigir? Acho que nem somos amigos pra eu te exigir algo.

Sanji encarou Zoro e depois de passar a mão nos brincos de ouro na sua orelha, sorriu. Resolveu rodear com um braço o torso do esverdeado para puxá-lo bem perto. Tocou em seus lábios exalando ternura enquanto pensava que estava de saco cheio de sempre tomar a iniciativa. — Acho que isso diz que realmente não somos amigos, marimo de merda.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!