Uma noite como todas as outras
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Gostaria de agradecer à minhas colegas Wendy e Laís, por terem revisado essa pequena história (*u*)
Espero que gostem!!
-Kogami... Você está estranho esses dias – falou virando na direção do mesmo, enquanto se ajeitava nas cobertas.
-O quê? – ele se senta na cama e estica o braço até o criado mudo ao lado da cama e puxa um cigarro de dentro do maço – Em qual sentido?
Desviou o olhar, com receio se deveria ou não prosseguir com o assunto. -Parece que você está evitando sair comigo, e principalmente fazer... Fazer isso que acabamos de fazer.
-Humm... E qual o motivo você acha que é? – colocou o cigarro entre os lábios e o acendeu.
Tsunemori Akane olhou para o teto, apenas para tentar desviar dos olhos cinza, e falou o que estava lhe atormentando há alguns dias. — Está perdendo o interesse em mim?!! – apertou o cobertor azul com as mãos.
Após soltar a fumaça pelos lábios, acariciou os fios castanhos da mulher deitada ao seu lado. – É claro que não. Sendo a detetive que é, não sei como chegou a essa conclusão, sendo o motivo tão óbvio. – Colocou o cigarro entre os lábios com a mão que não se ocupava com os macios e curtos fios castanhos.
Depois de todo o tumultuo causado pro Makishima Shougo, Kogami havia fugido do país. Cerca de dois anos depois ele voltou, e a muito custo, foi aceito de volta por Sybila. Seu Psycho Pass, aliás, havia até se tornado um pouco mais claro.
Quando o viu pela primeira vez desde a morte de Makishima, Akane pensou que fosse mais uma de suas alucinações recorrentes. Ao notar que não o era, foi impossível segurar as lagrimas que desceram calmas por seu rosto enquanto murmurava um “Bem vindo de volta...” enquanto o abraçava. Parecia que havia o visto no dia anterior, e ao mesmo tempo que fazia décadas nas quais a saudade e a angústia, por não saber qual o paradeiro do amante, estava a sufocando de vez.
Após todo o tumultuo passar e o dia a dia voltar ao normal, lentamente passaram a se encontrar todos os dias fora do trabalho. A relação como profissional havia continuado a mesma de antes, mas nessa época havia se tornado comum ela sair do expediente e jantar no apartamento de Kogami, quem, aliás, era um ótimo cozinheiro. Isso quando não passavam para jantar no restaurante que havia na cobertura do prédio.
Sempre se sentiram receosos quanto a expressarem os sentimentos que possuíam em relação ao outro, até porque a atmosfera no ambiente de trabalho poderia se tornar totalmente desagradável e constrangedora (pelo menos por certo tempo) caso não fossem correspondidos. Entretanto a saudade se somou com a insegurança por não saberem se estariam ou não vivos e juntos no dia seguinte, e isso os motivou a expressarem seus sentimentos.
Fazia cerca de três dias que a rotina havia se normalizado e a inspetora aceitou o convite de ir jantar no apartamento dele novamente. Sentados meio de frente um para o outro no sofá, esperando chegar uma pizza que haviam encomendado, estavam comendo alguns pedacinhos de queijos e pequenas torradas como aperitivos, acompanhados de um delicioso vinho tinto meio seco. A pizza parecia demorar a chegar, e em certo momento o assunto acabou e ficaram apenas num silêncio agradável, olhando um para o outro, até que Kogami passou um braço por trás dos ombros de Akane e aproximou o rosto beijando-a de leve, sem aprofundar. Após se afastar ele sentiu sua gravata ser puxada por uma delicada mão, trazendo-o para perto novamente e consequentemente para mais um beijo, desta vez muito profundo e preenchido por todos os sentimentos que haviam mantido em segredo por tanto tempo.
-Kogami-san, eu realmente gosto de você!
Kogami sorriu e a abraçou firmemente. – Também gosto de você, Tsunemori Akane.
O clima foi quebrado com o som da campainha a tocar, anunciando a chegada da pizza trazida por um drone.
Entre carícias, pedaços de pizza, vinho e conversas agradáveis, passaram a noite mais feliz da vida dos dois em muito tempo.
Akane se mexeu na cama, tentando se acomodar novamente, mas o silêncio durou por um certo tempo, e vendo que ela não iria contra argumentar, ele se pôs a falar novamente com certo sarcasmo.
-Sei que já deve ter parado para pensar na nossa situação: eu sou um criminoso latente, e você é uma jovem mulher com um futuro tão bom e promissor quanto a cor do seu Psycho pass.
-Sabe que não me importo com isso. – Akane se sentou e logo foi acolhida pelo amante, que circundou sua costa e cintura com um braço.
-Eu sei, mas não consigo deixar de me preocupar com você. Não tem nenhum futuro ao meu lado, muito menos um feliz.
-Na verdade, só de estar com você eu já me sinto feliz. Ainda tem gente com preconceito contra criminosos latentes, mas viu como meus pais ficaram felizes e te aceitaram e as minhas amigas até acharam que eu tenho sorte por ter um namorado como você. E não tem nenhuma lei que proíba se casar com um “criminoso latente” — sentiu seu rosto corar – e-eu já pesquisei sobre isso.
-Não é questão apenas de nos casarmos ou não. Não poderíamos nem viver juntos, já que eu tenho que ficar confinado aqui nesse apartamento. – Apagou o cigarro que ainda estava pela metade no cinzeiro ao seu lado e puxou a inspetora para seu colo, prosseguindo em tom de sarcasmo – Até gostaria de ter um filho, mas imagine se você fica grávida?! Seria ótimo não é mesmo? Uma criança com um pai que quase nunca está presente, com um trabalho nada seguro, um psycho pass sujo e sem nenhuma perspectiva de melhora. Um ótimo exemplo de pessoa saudável, aliás.
Tsunemori já sentia a umidade embaçar a visão, e preferiu não responder para o outro não escutar sua voz alterada.
-Não precisa segurar as lágrimas, se quiser chorar, chore. – agora mais calmo apertou-a mais em seus braços. – Não tem como eu me cansar da grande Tsunemori Akane. – sorriu e levantou o queixo dela encostando os lábios.
Kogami distanciou um pouco os rostos e limpou as lágrimas que agora estavam quase parando. Abaixou sua cabeça até alcançar o ombro dela, distribuindo leves mordidas, beijos e chupando a pele sem a intenção de machucá-la. Quando percebeu que Tsunemori havia parado de chorar, voltou a beijar seus lábios, dessa vez lenta e profundamente.
Akane se ajeitou de modo a ficar realmente sentada no colo de Shinya e correspondeu o beijo enquanto acariciava seus ombros largos, enquanto ele apertava sua cintura e coxa.
-Vamos dar um jeito nisso, Shinya. E poderemos viver lá no meu apartamento, ou em algum lugar um pouco maior talvez. – Ela desceu os dedos dedilhando os músculos da costa nua do justiceiro. – Mudando de assunto, você não está exagerando nos treinos novamente, não é?! Porque acho que seus músculos estão um pouco maiores ultimamente... – ela falou levemente corada.
-Pelo menos eu não estou exagerando na dieta. — apertou mais a cintura dela para depois afastá-la e se levantar ficando em pé ao lado da cama.
Akane logo se aproximou e segurou seu falo com uma mão já começando a masturba-lo; pôs-se a chupar e lamber a região no entrono o provocando.
Quando ia colocar a ereção na boca, Shinya afastou o rosto dela e puxou vagarosamente pelos braços para que ficasse em pé sobre a cama. – Só assim pra você ficar mais alta que eu. – falou sorrindo.
-Humf — fingiu estar irritada – Eu vou come-aah – gemeu enquanto sentia os lábios tocando seus seios enquanto as duas mãos brincavam apertando suas nádegas, inserindo lentamente dois dedos em seu ânus já um pouco lubrificado pelos resquícios de gozo que restara do que haviam feito há alguns minutos atrás.
Quando ela já não conseguia controlar o tom de voz nos gemidos, ele retirou os dedos e afastou um pouco o rosto. – Vem. – Ele a segurou por uma das coxas e por trás de suas costas, a puxando para ficar em seu colo.
Akane passou os braços em volta do pescoço e apertou mais a perna em volta da cintura de Kogami.
-Fica tranquila, não vou te deixar cair. – passou a segurá-la apenas pelas coxas e beijá-la novamente. – Onde você quer? – sussurrou perto do ouvido de Akane enquanto roçava os dedos em na intimidade dela, qual abaixou o rosto e respondeu um quase inaudível “N-na frente...”. Kogami então a penetrou com cuidado para logo em seguida colocar um ritmo que satisfazia os dois.
-Ahn Shiniiya, por que não fizemos assim a-antes? – falou Akane, tentando rebolar um pouco para aumentar o contato entre eles.
-Você n-não tem jeito, inspetora... Não importa quantas vezes a gente ahhnn transe, você continua com vergonha de falar “sexo”!!
-Claro que eu p-posso falar...“sexo”!! – falou no tom mais normal o possível, entre gemidos. Kogami riu, achando de certa forma, adorável sua atitude.
Era mesmo uma garota criada para ser uma fina, educada e adorável dama, nunca entenderia o motivo de ter escolhido essa profissão entre as tantas opções que tinha em mãos.
Kougami retirou seu pênis de dentro dela e deixou Tsunemori em cima da cama, de costas para si.
Ela sentiu as grandes mãos acariciarem suas costas enquanto ele a marcava com os lábios – Shinya, estava tão bom daquele jeito... – falou um pouco manhosa querendo voltar a sentir o prazer de forma mais intensa.
-Sim, mas acho que vai gostar mais de outro jeito. – Pressionou com uma das mãos no topo das costas magras, pra que ela encostasse o peito no colchão e continuasse com o quadril elevado. Ele foi descendo os beijos até o final das costas, se afastou um pouco e voltou a penetrá-la sem aviso. Quando os gemidos de Tsunemori já ecoavam pelo quarto, inseriu novamente dois dedos em seu ânus estocando-os no mesmo ritmo que movia o falo, enlouquecendo a Inspetora.
Em pouco tempo chegaram ao ápice, e depois de sair de dentro dela, Kogami deitou ao seu lado esperando a respiração se estabilizar novamente, para depois se levantar sem pressa — Vou tomar banho. Quer vir? – andava até o guarda-roupa pegando duas toalhas de corpo limpas.
- Sim.- Sentindo que as pernas ainda estavam moles, ela andou devagar seguindo-o.
Entrou em baixo do chuveiro enquanto Kogami colocava as toalhas penduradas num discreto suporte pregado à parede.
Tomaram banho e voltaram para o quarto, onde Akane vestiu um vestido amarelo claro cheio de babados (qual ela havia esquecido na casa dele) enquanto ele colocou uma calça de moletom azul acinzentado.
Deitaram em baixo das cobertas, pois mesmo com o aquecedor ainda se sentia um pouco o frio de dezembro. Akane logo pegou no sono e, pouco tempo depois, Kogami também.
Deixariam para resolver os empecilhos que haviam no caminho entre eles e a vida a dois no outro dia.
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